Ei!

Mais um tema, desta vez intitulado “Ei!”.

Conta com a participação especial de um agapornis de seu nome “Piupiu”.

Entre o mesmo e o mesmo

Santana Castilho*

Levando de rojo leis e senso comum e assediando moralmente milhares de professores, o ministro e a secretária de Estado da Educação mostraram no Parlamento, na semana passada, não terem meio bosão de consciência. Tiago Brandão Rodrigues reafirmou, quanto à contagem do tempo de serviço efectivamente prestado pelos professores, que nove anos, quatro meses e dois dias são, na aritmética do Governo, iguais a dois anos, nove meses e 18 dias. Alexandra Leitão, com a ligeireza que lhe conhecemos, epitomou a trapalhada que criou sobre os concursos como um “não problema”. A isto já responderam os sindicatos com uma greve fofinha, visando, para perturbar pouco, apenas as reuniões de avaliação dos anos sem exames nacionais. Assim vamos, entre o mesmo e o mesmo.

Várias alterações curriculares vão ser acolhidas em decreto-lei, destacando-se do quadro a generalização da “flexibilidade curricular”, a retoma da nota de Educação Física para a média de acesso ao ensino superior e o novo regime jurídico da educação inclusiva. 

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Eutanásia: é urgente combater a manipulação emocional dos instintos mais básicos e irracionais do ser humano

Fotografia: Nuno Botelho@Expresso

Um dos argumentos mais falaciosos daqueles que se opõem à legalização/despenalização da Eutanásia, é aquele que reza que a alternativa a “matar os velhinhos” está na expansão da rede de cuidados paliativos. E não é preciso ser-se um grande académico ou um profissional de saúde para perceber que este não é argumento sério.

Por muita importância e valor que possamos atribuir aos cuidados paliativos, e eles têm, na minha opinião, um enorme valor, a verdade é que, quem procura a eutanásia como solução, não quer cuidados paliativos, até porque, muito provavelmente, já fez esse caminho. Quem procura a eutanásia, com todas as salvaguardas que os ultramontanos afirmam não existir, quer, efectivamente, deixar de viver. É uma solução drástica, uma solução que choca e divide, mas não é, de forma alguma, a mesma coisa que procurar terapêuticas que minimizem o sofrimento e contribuam para proporcionar o máximo de qualidade de vida para um doente terminal. É outra coisa diferente. [Read more…]

Bruxelas, 3 de Junho de 2018

Foto: Francisco Miguel Valada

Um imenso teatro de fantoches

Anda tudo a fingir que o sistema funciona. O Conselho da UE “discute, altera e aprova legislação e coordena as políticas europeias“, o parlamento europeu debate e aprova; no país, o presidente “zela pelo cumprimento da constituição e fiscaliza a actividade legislativa dos outros órgãos de soberania”, os deputados na AR aprovam legislação, os cidadãos elegem e comentam; os media…  e por aí fora.

Contudo, essa aparência de normalidade democrática é um logro abismal, uma reprodução orwelliana.

De facto, mesmo as pessoas mais avessas a teorias da conspiração (como é o meu caso), lêem e constatam estupidamente abismadas que, ainda muito mais do que suspeitavam, os cordelinhos são puxados por entidades gigantescas e obscuras, como o Pedregulho Negro, aqui ou aqui.

A UE a fazer frente a Trump? Que graça! É tudo muito, muito engraçado, neste teatro surreal.

Resta enfileirar nas abomináveis hostes do mais reles cinismo?

Galiza é Portugal

Aproveitando a situação política no Reino de Espanha, a Galiza declara unilateralmente a sua independência e integração na República de Portugal. Isto a julgar pelo novo mapa no noroeste peninsular bordado numa camisola desportiva, hoje, numa loja da especialidade em Dosenbach, em Zurique. “Seguimos juntos!”
© Márcio Silva

Portugal apontado como mau exemplo no Parlamento Europeu devido aos Vistos Gold

O dealer Armand Arton, vendedor de passaportes no Global Citizen Forum, um evento para a super elite do 1%.

Portugal, em parceria com Malte e Chipre, como exemplo de más práticas financeiras pela promoção do branqueamento de capitais e corrupção através dos vistos Gold.

Não é novidade nenhuma, há 5 anos que Ana Gomes alerta para que esses esquemas incentivam a corrupção e ameaçam a integridade do sistema financeiro e a segurança dos cidadãos. Alguns nomes até são conhecidos. Isto para não falar na falta de moralidade decorrente do simples facto de que basta ser rico para se entrar e continuar os negócios como membro no clube europeu, enfim.

Já os eurodeputados Paulo Rangel e Nuno Melo acham muito bem que a elite dos super abastados tenha direitos especiais e oportunidade de fazer o que lhe convém com os montantes obtidos de modo ilícito ou não; Para defender a pouca vergonha dos vistos gold de Portugal, Paulo Rangel aponta – e com razão – o dedo à pouca vergonha de países como a Holanda, com a baixeza das suas taxas fiscais; ou seja, a UE é um chiqueiro em matéria de regulamentação financeira e fiscal e as hipocrisias são estridentes. Mas a Comissão diz que não tem competências nesta matéria. Pois era o que faltava, as competências que tem utiliza-as para investir em projectos destinados a subjugar os cidadãos ao capital global (acordos de livre comércio, tribunal multilateral de investimento). Isso é que vale a pena e obtém o apoio dos estados-membros no Conselho.

E é assim que os governos competem entre si para engraxar os sapatos às grandes empresas com paleio seboso e à custa do suor dos cidadãos europeus, desapropriando-os de valores e direitos.

Depois façam-se de admirados pelas facturas “populistas” que andam a receber…

O problema está mesmo no objectivo

Uma anedota velhinha conta o episódio de um médico estabelecido na vida que resolve tirar umas merecidas férias, deixando o consultório a cargo do seu filho, recém-licenciado em medicina. “Então, como correram as coisas?”, perguntou-lhe o velho médico no seu regresso. “Muito bem papá, até curei um doente.” O embevecido pai quis saber mais e o filho continuou. “Lembra-se do Sr. Itelvino que vinha cá há anos fazer curativo por causa da crosta na perna? Pois bem, arranquei-a, desinfectei e já não precisa de cá voltar mais.” Lívido, o pai exclama “Ai, que me levaste o melhor cliente!”

Vem isto a propósito do Facebook.

Agora, a empresa [Facebook] quer encontrar novas formas de ajudar as pessoas a encontrarem notícias que lhes interessem, assegurando que vêm de fontes seguras. [Slashdot]

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Que se lixe, terraplane-se.

O litoral foi destruído pelos monos. Depois seguiram-se as ventoinhas espalhadas pelas serras, sem um escrúpulo de ordenamento. Agora, que se ataque o mar.

“Vai permitir duas coisas – que se faça já a prospecção, para saber com que recursos conta. Mas se houver exploração, tem de haver estudo de impacto ambiental”, garantiu, lembrando que “pagamos uma factura imensa por importar petróleo, e o mínimo que podemos fazer é saber se temos ou não recursos”. 

E, por fim, terraplane-se tudo, de preferência com uma bela laje de betão por cima, que ainda dará emprego a mais uns quantos patos e bravos e, ao menos, não arde no Verão.

A ainda quase virgem Carrapateira, Aljezur (c) jmc

Tempo de investigar Mariano Rajoy

Agora que foi derrubado por uma moção de censura legítima, ainda que a mesma tenha mais que ver com o desespero do PSOE em chegar ao poder do que com o caso de corrupção em si, é tempo de nuestros hermanos investigarem Mariano Rajoy. Até porque, existem fortes indícios de que o primeiro-ministro deposto terá recebido pagamentos ilícitos do tesoureiro Bárcenas, como de resto meio Partido Popular espanhol recebeu. Será que é desta que a pasokização chega a Espanha? Ou será a direita espanhola imune à justiça, como a sua congénere portuguesa?

Sala Oval surreal

Sabes que algo está profundamente errado, quando o presidente da maior potência mundial se reúne com uma celebridade de plástico para, alegadamente, discutir a reforma do sistema prisional. Os EUA transformaram-se numa anedota internacional, perigosa demais para ter piada.