Próximo dia 25 de Abril: É dia da Revolta!

Aeroporto de Macau, paquetes da Expo, BragaParques, BPN, Banif, BPP, BES, Camarate, Cova da Beira, Eurominas, Fax de Macau, Freeport, FSE/UGT,  Lusoponte, Operação Marquês, Portucale, Submarinos, Tecnoforma, Vistos Gold, e tudo a corrupção levou e a justiça falhou.

Se estás farto de ter uma justiça para poderosos e outra para todos nós, de mega-processos e de circo mediático. Se também estás revoltado com o estado a que chegou Portugal e não queres mostrar o teu descontentamento de forma violenta para obrigar os políticos a acordar e cumprir Abril, junta-te a nós. E vamos transformar o 25 de Abril de 2021 no dia Negro contra a corrupção e a impunidade.

Nas casas, nas varandas, nas ruas, nos carros, nas redes sociais: coloca faixas negras e o logo da revolta. É chegada a hora de fazer ver aos nossos dirigentes políticos que ou mudam ou nós os obrigaremos a mudar. Com corrupção, nenhuma democracia sobrevive.
Domingo, 25 de Abril de 2021, Portugal de Luto!
Cumprir Abril, corrupção nunca mais!

Comments

  1. POIS! says:

    De luto no 25 de Abril?

    Nem pensem! Os salazarescos ainda existentes fazem apelos desses todos os anos! Não me quero juntar a tal gente!

    Marquem para 24, que eu alinho!

    • Pimba! says:

      Muito bem visto!

      Apenas que marquem o protesto para dia 26, porque os salazarescos ainda existentes que fazem apelos desses todos os anos adorariam voltar ao 24 de Abril!!!

      26 de Abril dia anti-corrupc,äo!

      • POIS! says:

        Sim, também pode ser!

        Coloquei a 24, porque aí o luto incomodava mais os salazarescos…

        Ou no 10 de junho! Também seria um bom dia!

        • Abstencionista says:

          Pronto Xô, já semeaste a confusão.
          Agora podes ir gabar-te disso ao abrantes.

          • POIS! says:

            Já dei para psicopatas!

          • POIS! says:

            Pois não sei…

            O que o leva V. Exa. a pensar que eu conheço esse tal “abrantes”. Eu acho até que é V. Exa. que o conhece, e bem!

            Sim, porque ele frequenta o mesmo grupo dos “Psicopatas Anónimos” onde V. Exa. tem buscado tratamento, sem grande sucesso, pelos vistos.

            Costuma até ir acompanhado do Sócrates, não está a ver quem é?

  2. estevesayres says:

    Vou tomar a liberdades de publicar um comunicado em 25 de Abril de 1974

    AO POVO PORTUGUÊS
    DECLARAÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL

    Há escassa meia dúzia de horas, um golpe de estado conduzido por um sector da oficialagem do exército colonial-fascista foi desencadeada contra o governo da camarilha marcelista. No momento em que escrevemos, a luta entre as duas cliques da classe dominante prossegue em todo o país, tendo por objectivo imediato o controlo exclusivo dos centros vitais do aparelho de Estado burguês e o domínio dos pontos nervosos principais das forças armadas que o sustentam. Está longe de ter chegado ao seu termo, com o êxito garantido de uma ou outra das facções, a violenta disputa que estalou no seio do poder reaccionário e despótico que nos oprime, que nos explora e que nos humilha. Qualquer que seja, porém, o resultado concreto dessa luta reaccionária intestina, relativamente a cada um dos contentores, não podem nem o povo em geral, nem a classe operária em particular alimentar, tanto a respeito desta luta quanto ao seu resultado, qualquer espécie de ilusões.
    São os chacais que se disputam, os abutres que conspiram, as hienas que entre si lutam! E a propósito de que coisa costumam lutar as hienas, conspirar os abutres ou disputar-se os chacais! A propósito de uma única coisa: a propósito da presa, a propósito da vítima, e do “direito” de a esquartejar à vontade e de à vontade a empalmar. E a vítima, no caso, não é outra senão o povo português e os povos irmãos das colónias. Tal é o real significado dos acontecimentos que se estão a desenrolar desde o começo da madrugada. Por consequência, nem a classe operária nem o povo, têm algo a esperar, seja da camarilha marcelista seja da camarilha spinolista, senão a intensificação da criminosa guerra colonial-imperialista, o aumento da exploração, o agravamento da repressão, nem podem esperar delas outro progresso que não seja o “progresso” da fome, da doença e da miséria. Pelo que concerne aos autênticos interesses do proletariado e do povo a clique do lacaio Marcelo Caetano e a clique do lacaio Spínola, são cada uma delas pior do que a outra.
    As justas aspirações das amplas massas trabalhadoras de Portugal ao Pão, à Paz, à Terra, à Liberdade, à Democracia e à Independência Nacional não podem ser outorgadas por nenhuma camada, por nenhuma facção, por nenhuma clique da classe dominante, precisamente porque aquilo que a caracteriza como classe é viver da exploração de quem trabalha. Acaso poderá alguma vez acontecer que os parasitas concedam e reconheçam às suas vítimas o direito a deixarem de ser sugadas? Não! O único direito que os parasitas reconhecem é o direito de sugarem e a única liberdade que concedem é a liberdade de cavalgarem às costas dos sugados. As legítimas aspirações do Povo, só o Povo as pode outorgar a si mesmo. E só as pode obter através da Revolução Democrática Popular: uma revolução popular armada, desencadeada e prosseguida pelo Povo, sob a firme e consequente direcção da classe se operária e do seu partido revolucionária, um partido comunista marxista-leninista.
    Nada disto terá que ver com qualquer golpe de estado, por mais pintado que ele seja e por maior que seja a demagogia com que todos os golpes de estado buscam apressadamente enfeitar-se no momento em que são parturejados. Como o próprio nome o indica, todo e qualquer golpe de estado – desde o que revestem as formas mais pacíficas aos que assumem as características mais sanguinárias – não são senão ajustamentos no interior do próprio Poder opressor que em nada alteram a essência desse Poder, mas que visam explorar e escravizar mais eficazmente e mais amplamente as classes oprimidas. Ora, as tarefas da classe dos proletários e de todo o povo, face ao Estado fascista, não são as de proceder a ajustamentos na sua estrutura, mas as de destruí-lo até à última raiz, sem deixar pedra sobre pedra, e construir sobre as suas ruínas um Estado de Democracia Popular, em que exista a mais ampla liberdade e democracia para o povo e a mais implacável ditadura sobre os exploradores.
    Uma tal coisa tão magnífica e tão essencial para as massas, poderá porventura obtê-la o povo com a “colaboração” do exército colonial-fascista, com o “auxílio” dos carrascos das polícias, com a “ajuda” dos assassinos da G.N.R., com a direcção da oficialagem colonialista e com o patrocínio do assassino de Amílcar Cabral? Evidentemente que não! Todas estas forças armadas que estão a conduzir o golpe desta manhã, tal com aquelas que se lhe estão a opor, todas essas forças armadas que ensaiaram a tentativa abortada de 16 de Março, nas Caldas, do mesmo modo que aquelas que apoiaram o putch esboçado pelo nazi Kaúlza de Arriaga, em Dezembro último – todas elas são o pilar fundamental, a alma do Estado reaccionário da burguesia: elas não poderão nunca dar coisa alguma ao Povo e, pelo contrário, existem precisamente para esmagá-lo e saqueá-lo. Essa é a singela razão porque o Povo nada quer com elas; a razão porque o Povo tem de armar-se, tem de constituir o exército popular revolucionário, o exército dos operários e camponeses para aniquilar completa, total e resolutamente as forças armadas reaccionárias, seja quem for o sátrapa que as comande.
    Naturalmente que os golpes de estado não sucedem todos os dias, ainda que esta seja a terceira tentativa em pouco mais de três meses. Tanto o acontecimento em si, como a frequência das suas tentativas de realização e as características de cada uma delas são prova inequívoca e reveladora da caótica situação política, económica e militar em que estrebucha a classe dominante e do grau de agudização a que chegaram os antagonismos sociais, a luta de classes no nosso país. O governo da camarilha marcelista já não pode governar; mas tão pouco o poderá fazer o governo da camarilha spinolista ou qualquer outra camarilha que a burguesia catapulte para o Poder. O governo que as condições objectivas da sociedade portuguesa exigem, não é um governo da burguesia, mas um governo popular; não é um governo saído da contra-revolução com a finalidade única de barrar o caminho à Revolução, mas um governo emergente da Revolução com a finalidade de prosseguir o programa político do Povo e esmagar a contra-revolução.
    O PÃO para os operários, mediante a socialização dos meios e instrumentos de produção açambarcados pelos capitalistas; a PAZ para todo o Povo, através da separação e completa independência para os povos irmãos das colónias com o regresso imediato dos soldados; a TERRA para os camponeses, com a confiscação dos latifundiários, grandes agrários e demais parasitas vivendo do suor e do sangue das massas dos nossos campos; a LIBERDADE para o povo; a DEMOCRACIA para os trabalhadores e a ditadura para os exploradores; a INDEPENDÊNCIA NACIONAL, com a expulsão dos imperialistas estrangeiros – tal é a bandeira vermelha que o povo opõe à bandeira branca da burguesia e a todas as suas cliques governamentais. Foi essa a bandeira revolucionária que as massas populares opuseram à quase defunta camarilha marcelista e é a bandeira vermelha que devem opôr à não totalmente nascida camarilha spinolista.
    A situação da Revolução no nosso país é excelente. A fase que atravessamos é uma fase de ascensão impetuosa do movimento operário e do movimento popular revolucionários. As lutas da classe operária, dos camponeses, dos soldados e marinheiros, dos estudantes e intelectuais progressistas crescem em firmeza, em amplitude, em combatividade e organização, e a direcção do proletariado, consequência do progresso político, ideológico e organizativo do nosso Movimento, começa a imprimir-se à generalidade das lutas que se travam de norte a sul de Portugal. Por outro lado, a justa luta armada de libertação nacional dos povos heróicos de Angola, de Moçambique e da República da Guiné-Cabo Verde obtém vitórias magníficas em todos os campos e o exército colonial-fascista colecciona derrotas demolidoras. A burguesia portuguesa sabe que a sua tumba se lhe cava inapelavelmente. Daí, a luta exacerbada entre as diversas camadas da classe dominante em busca da hegemonia. Daí, os programas e as tácticas próprias de cada uma dessas camadas, para obter aquilo que qualquer delas sempre apelidará de “salvação nacional”.
    Unidas quanto ao essencial (e que é o interesse comum na exploração da classe operária e do povo), as diversas facções da burguesia no Poder têm também contradições entre si – e, por vezes, contradições que assumem um carácter extremamente agudo, chegando às vias de facto, como acaba de acontecer esta manhã – quanto à forma de perpetuar e intensificar a exploração e de combater a revolução do povo português e dos povos irmãos das colónias. À outra, a burguesia portuguesa não passa de um peão de brega do imperialismo, ao qual vendeu e vende a retalho a nossa pátria, transformando-a numa neo-colónia ao serviço do estrangeiro. Acontece que a dominação imperialista no nosso país reveste-se duma característica capital: não é só um imperialismo (um só país imperialista), mas vários imperialismos e vários grupos de interesses imperialistas que nos exploram e oprimem.
    Trava-se entre eles uma muito aguda luta pelo domínio e controlo exclusivos desta parcela do banquete. Cada um dos grandes grupos de interesses imperialistas estrangeiros associa aos seus planos de domínio do país uma fracção da burguesia local, na qualidade de sócia menor; assegura-se duma clientela própria ao nível do aparelho de Estado, organiza a sua clique entre a oficialagem das forças armadas e infiltra-se em todos os pontos chaves adequados à estratégia do saque. Quando a tempestade revolucionária começa a rondar e a nau do capital ameaça ir a pique, cada um destes grandes e complexos feixes de interesses se constitui em “junta de salvação nacional” – ou, por melhor dizer, em junta de socorros a náufragos – e o golpe de estado pode sobrevir. O golpe, porém, jamais logrará salvar o barco do naufrágio; pelo contrário: se o Povo, que é quem faz a história, puder ver que, por detrás do golpe, não é a força do Poder, mas a sua fraqueza intrínseca aquilo que se esconde, então o naufrágio precipitar-se-á mais rapidamente ainda.
    E sem dúvida que o povo pode e está já a vê-la. Aproveitar a situação política actual para intensificar e aprofundar todas as lutas revolucionárias, conferindo-lhe um carácter de amplas massas; multiplicar os meetings, as discussões e os comícios políticos; abandonar as residências, onde a nova clique governativa pretende que o povo se encarcere a si próprio, e ocupar as ruas; comunicar um renovado impulso ao movimento grevista, seguindo o correcto exemplo dos operários da MAGUE (Alverca) que ousaram desencadear a greve com ocupação da fábrica logo aos primeiros vagidos da nova camarilha; abandonar os quartéis e boicotar as prevenções, confraternizando com o povo; desertar em massa e com armas, pondo-as ao serviço dos operários e camponeses; organizar manifestações de rua; preparar activamente uma grande jornada vermelha para o 1º de Maio; erguer bem alto as reivindicações políticas do proletariado e do povo – tais são as nossas tarefas concretas e imediatas.
    Tal como o governo da camarilha marcelista, é ainda o imperialismo, o colonialismo, o capitalismo, a repressão e a reacção o que a nova camarilha serve, se acaso se consolidar no Poder. Que partidos políticos apoiarão o novo cônsul da contra-revolução? À cabeça, os “liberais” da SEDES (o sector mais importante dela) e a totalidade do “EXPRESSO”, seu órgão oficioso. Mais do que de apoio, a mira da SEDES será constituir-se no partido governamental, do que de resto, já tem alguma experiência adquirida durante o consulado de Caetano… Está certo! Apoiá-lo-ão ainda os sociais-democratas da carpideira Mário Soares (PSP) e todos os seus “simpatizantes” na “República” e outros órgãos. É o que se deduz do seu programa e o que sempre haveria de deduzir da afectada hesitação de falsa virgem com que comenta o livro do assassino Spínola na imprensa francesa. Está certo! Apoiá-lo-á o P”C”P, porque conhecidos militantes seus andaram a pretender vender em duas fábricas, a operários (!?) o “Portugal e o Futuro” do colonialista Spínola; porque esse é o programa do partido do biltre Barreirinhas Cunhal e porque mais isto: porque o partido revisionista é uma rameira que se entrega a quem melhor lhe paga. Está certo! Apoiá-lo-á a C.”D.”E. (perdoe-se-nos o lapso de ter separado a C.”D”.E do P.”C”P!), porque, seguindo as instruções do “Avante”, defendeu o chamado “Movimento das Forças Armadas” quando ele ainda não existia, isto é, quando ainda se chamava “movimento de oficiais”… Está certo!

    Retirado partes do texto do comunicado…

  3. Sarfarão Azevedo says:

    Estes gajos passaram-se da cabeça?
    Devem ser uns putos que não sabem o que foi a merda do tempo negro do fascismo; aí, sim, havia de tudo isso que referem e muitos mais!
    Apaguem, mas é a porra deste apelo tolo sem sentido, que dá ânimo e asas aos chegófilos.

  4. Pimba! says:

    Luto no Dia da Liberdade NUNCA!

    Nada de misturar alhos com bugalhos, e misturar Abril com quem dele se aproveitou e/ou quer acabar com ele!

  5. Paulo Marques says:

    É bom saber que a direita, fasça, liberal, conservadora, e o raio que as parta, já abandonou a pretensão de se preocupar com o assassinato do Ucraniano excepto como forma de parecer não racista. Se é para fazer barulho, é por não se fazer justiça à sua maneira.
    Há coisas mais valiosas que a vida, afinal de contas.

    • Paulo Marques says:

      No fundo, é tudo maoísta e não sabe.

      • POIS! says:

        Ora muito bem observado!

        Que tal uma Revoluçãozinha Cultural? Não era lindo? Assim, todos juntos, para mudar…não sabemos o quê, nem para onde.

  6. Fernando Moreira de Sá says:

    Breve resumo musical:

  7. Fernando Moreira de Sá says:

    Portanto, se é dia 24 nem pensar que isso é a data dos salazarentos. Se é dia 25 muito menos porque a 25 de Abril nunca se faz luto. Espera, dia 26 também não que é segunda feira,

    Estamos aqui, da direita à esquerda, fartos de tanta corrupção vinda dos partidos (da direita e da esquerda) que nos governaram e governam. Citamos exemplos no manifesto que são tanto de governos de direita como de esquerda. E tantos outros exemplos podiam ter sido citados. Mas não. O problema é a data, a cor escolhida e se não for um destes arranja-se já outro problema. É o velho problema português: se faz leva porrada porque fez. Se não faz leva porrada porque devia ter feito.

    Se o problema é o medo do Chega então fiquem em casa, em princípio será mais seguro combater o chega fingindo-nos de mortos. Qual é a parte desta frase do manifesto do Aventar que não é percebida: “Com corrupção, nenhuma democracia sobrevive”?
    Não acham que é uma afronta aos genuínos ideais de Abril o estado a que isto chegou? Não é vergonhoso o que se passa (e passou) em Portugal? A sério que o problema, a verdadeira questão é a data e a cor? O Chega não faria melhor para minar qualquer tentativa democrática de por ordem nisto…

    • Sindicato dos Anónimos da blogosfera abrantina says:

      Quem tu mesmo falar de cambio de tu tens a quota piu ao estado lobo a que falou?

  8. J. Mário Teixeira says:

    Este é um apelo ao luto no 25 de Abril e não pelo 25 de Abril.
    Por isso se diz no texto que é preciso obrigar os políticos a cumprir Abril.
    Por isso se conclui o apelo com a frase: “Cumprir Abril, corrupção nunca mais!”
    Porque foi isso que o 25 de Abril quis construir: uma sociedade livre e justa.
    Se o 25 de Abril abriu as portas da Democracia, e se o luto é sobre a Justiça sem a qual não há Democracia, qual é a questão?
    Que Liberdade e Democracia são estas que estamos a viver: a da impunidade permanente dos grandes interesses como outrora, apenas com outros nomes de família?
    Querem continuar a festejar o 25 de Abril da mesma forma de sempre: com alegria pela Liberdade, cravos e discursos?
    E depois, no dia seguinte?
    A mesma vida, não é?
    É preciso protestar pela Justiça, em defesa da Democracia e da Liberdade no dia delas: 25 de Abril.
    Saibamos demonstrar que o 25 de Abril, é atitude e acção, é mudança e inconformismo. E não um ritual formatado.

    • POIS! says:

      Tudo certo.

      Mas luto não! Estamos a misturar-nos com gente que não interessa!

      Nós não queremos o mesmo que eles querem! E este tipo de manifestações tende a apagar isso tudo.

      Tem de haver uma rutura? Tem! Mas com objetivos claros e no campo democrático. Onde não incluo, como já disse noutro lado, o PS, por motivos óbvios. Nem os partidos de Direita. Incluo pessoas dessas áreas, mas não as instituições, por motivos óbvios.

      Não me venham com desculpas de que as leis “não passam no Tribunal Constitucional”. Se forem bem feitas, passam.

      Mas o principal esforço deveria estar a montante, nas medidas preventivas. Agora, não venham lá os mesmos do costume (os gajos das associações patronais e empresariais, que também têm bastas culpas no cartório) classificar o escrutínio das despesas como “burocracia”. É óbvio que atrasa muita coisa, mas é necessário.

  9. Abstencionista says:

    Não virá a propósito mas … estou a lembrar-me de dezenas de milhar de “professorecos” que conseguiram por a reitora ordinária do instituto das ciências astrológicas e cartomâncias no olho da rua.
    A pergunta é: pode fazer-se uma coisa destas hoje em dia sem apoio de um partido do regime?
    De qualquer maneira felicito o Aventar por se chegar à frente.

  10. Orlando Sousa says:

  11. António de Almeida says:

    Na madrugada de 25 de Abril de 1974, o capitão Salgueiro Maia, marchou sobre o Terreiro do Paço, para terminar com o estado a que Portugal havia chegado.
    Em 2021, não serão precisos carros de combate, mas é fundamental que os portugueses mostrem indignação e terminem com o estado de bandalheira a que chegámos…
    Não existirá Liberdade enquanto imperar a corrupção.

    • Salgueiro de Paranhos maia says:

      António, permita me que lhe possa agradecer em lágrimas a sua filantropia, demonstrada nesse relato histórico com que nos brindou. Confesso que apresentava até agora um profundo desconhecimento sobre essa época histórica em questão. Muito obrigado amigo! Eu sou burro como uma porta. E por isso desculpe ter vindo aqui pois estou com diarreia. Já passa.

  12. João L Maio says:

    Concordando com o manifesto e com a iniciativa, penso, também, que há, por parte de certos comentadores, pontos que são legítimos.

    Tal como transmiti aos colegas Aventadores/as, direi também aqui o seguinte: no dia 25 colocarei a tal faixa preta, mas uma vermelha também. O preto pelo luto, o vermelho pela esperança e pela Liberdade. Até porque são duas lutas que estão dentro da mesma luta, uma sem a outra não poderá existir a 100%; isto é, se não houver Justiça não há Democracia e vice-versa. O dia é de quem lutar por ele, é de todos, não é de ninguém. Mas é O dia. Portanto, tendo o simbolismo que tem, continuarei a festejá-lo da forma que sempre fiz, cantando hinos à Liberdade, juntando colegas, debatendo o dia no dia e festejar a alegria de poder ser livre. Por outro lado, estou totalmente em sintonia com a revolta e assinalarei também isso, da forma que digo em cima.

    Um bem-haja a todos/as.

    • José Eduardo dos Santos says:

      Já pediste autorização ao teu encarregado de educação, o Cotrim? Descobriste a pólvora puto! Parabéns, estás prestes a atingir a puberdade.

      • Ricardo Pinto says:

        Está a confundir. O João Maio é bloquista.

      • Francisco Miguel Valada says:

        Que grande confusão. O Maio é de esquerda e tem bigodaça.

      • João L Maio says:

        Bem, já que estamos numa de confusões (e confesso que já me chamaram coisas piores do que liberal), é uma surpresa saber que o ex-presidente angolano visita o Aventar.

      • Francisco Figueiredo says:

        Anda um gajo a esforçar-se para receber um elogio que seja e o esquerdalho é que é tratado por liberal. Tu vais ver como elas dizem, João Maio!!

  13. Filipe Bastos says:

    Já cá faltava a malta do ’25 Abril é sagrado!’… que pachorra.

    Epá, duma vez por todas: bardamerda mais o 25 Abril. Raio de ritual parolo, de festarola de carneiros, de golpada de chulos que nunca mais morre. Quero lá saber dessa trampa.

    ‘Ai ai, o Salazar era tão mau’… porra. Já lá vão 50 anos. Salazar só durou 40. Acordem: somos chulados, roubados e gozados há quase meio século pela escumalha pós-abrileira.

    ‘Ai ai, falta cumprir Abril’… chiça. Merda. Cumprir umas tretas do tempo da Guerra Fria? Quando vão largar essa trampa? O que falta é uma democracia – não a partidocracia que os vossos heróis fizeram – e falta agarrar estes pulhas pelos tomates.

    Só uma – uma – coisa se aproveita neste regime: é moderado. A canalha chula e rouba, mas não prende nem mata. Pode-se falar +- à vontade, pode-se entrar e sair do país, as eleições são livres e talvez não aldrabem muito o nº votos.

    Mas na Europa Ocidental no séc. XXI ainda festejamos isto? É esta a nossa desculpa para tolerar esta máfia pulhítica, esta bandalheira corrupta? Ao menos não somos presos ou mortos?

    Lamento. Não chega. Contentam-se com pouco, muito pouco.

    • Daniel says:

      Ventura?!

    • Ana Moreno says:

      “Estamos aqui, da direita à esquerda, fartos de tanta corrupção vinda dos partidos (da direita e da esquerda) que nos governaram e governam.”
      E fartos da injustiça desta “justiça” e da falta de vontade política para a mudar.
      É isto, é isto que está em causa, é erguer poderosa e colectivamente a voz contra isto! Porque enquanto continuarmos com paninhos quentes com medo de perder o equilíbrio, estamos a entregar de bandeja esse protesto à extrema-direita e dar-lhe força. Acordem.

      • POIS! says:

        Eu já tinha desconfiado mas…

        O autor da petição é o mesmo que fez outra a mandar a Joacine Katar Moreira “para a terra dela”.

        Está a ver ao que me tenho referido?

        Se algum dia a Ana estiver numa manifestação e ao seu lado estiver um tipo que quer ilegalizar as ONGs, por exemplo, não sei se se vai sentir assim muito à vontade.

        O protesto deve ir para a frente. E deve ser enquadrado no espaço democrático e com apresentação de medidas concretas. Não estou a ver nada disso.

        Ainda hoje o MP achou que não devia acusar os inspetores do SEF de homicídio qualificado e não vi ninguém a revoltar-se com isso. Não é um problema. Devia ter ficado “na terra dele” e nunca teria sido morto.

        • Abstencionista says:

          “O protesto deve ir para a frente. E deve ser enquadrado no espaço democrático e com apresentação de medidas concretas. ”

          Muito bem Xô, então queres uma petição à AR, (enorme espaço democrático), e umas medidas concrectas, (tipo enriquecimento ilícito), que vão chumbar no TC.

          Essas medidas que aqui apresentas para baralhar e ficar tudo na mesma não podem ser saído da tua tola, pois não tens intelecto estruturado para juntar dois mais dois.

          Confessa lá que foi o abrantes que te deu o recado!

          • POIS! says:

            Pois não sei…

            O que o leva V. Exa. a pensar que eu conheço esse tal “abrantes”. Eu acho até que é V. Exa. que o conhece, e bem!

            Sim, porque ele frequenta o mesmo grupo dos “Psicopatas Anónimos” onde V. Exa. tem buscado tratamento, sem grande sucesso, pelos vistos.

            Costuma até ir acompanhado do Sócrates, não está a ver quem é?

          • POIS! says:

            E já agora…

            Eu, no campo democrático, não incluo o PS.

            Posso incluir gente dessa área. E até da Direita. Mas o PS não incluo. Por motivos óbvios!

            Já se pode limpar ao Abrantes!

    • Sarfarão Azevedo says:

      “Bardamerda” para o fascista pró-nazi!

  14. Albino Manuel says:

    Corrupção nunca mais? Em que regime?

  15. Sophie says:

    Aventar??!! O que se passa com este blogue? Antigamente de facto arejava-se aqui e olhava-se objectivamente para o que se passava. Agora está cheio de pessoal, com ideias retrógradas e sempre a cavalgar no populismo e na onda de indignação. Até parece que isto foi tomado de assalto por alguns dos seus comentadores de direita, que têm de aproveitar estas situações para darem sinal de vida. A corrupção é o maior dos problemas deste país? Então prenda-se cada um de nós Portugueses e quem estiver verdadeiramente inocente que atire a primeira pedra. Só que não vai haver ninguém para “atirar pedras”, pois há tanta forma de corrupção e muita que todos aceitam diariamente, desde que lhes dê jeito. Podem enganar muitos tolos que aí andam, mas não enganam toda a gente. Afinal não é o senhor Francisco Moreira de Sá diplomado em técnicas de manipulação das redes sociais e blogues?

    • Orlando Sousa says:

      “Então prenda-se cada um de nós Portugueses e quem estiver verdadeiramente inocente que atire a primeira pedra. Só que não vai haver ninguém para “atirar pedras”, pois há tanta forma de corrupção e muita que todos aceitam diariamente, desde que lhes dê jeito”.
      Pode falar de si à vontade pois isto é um blog de gente livre, e como não somos bufos não vamos denunciá-la.

    • ANTONIO CARDOSO says:

      Resposta a Sophie: Bem observado, sim senhor. Ai esta precisamente o nosso problema: cada portugues e um corrupto ou compactua com eles, o que faz de nos todos pequenos “corruptos”. Agora imagine-se um individuo em posicao de controle sobre as massas: pode fazer o que quizer. E isso que tem acontecido desde tempos muito anteriores ao nosso. Este fenomeno nao e so de agora!

    • Paulo Marques says:

      É uma mensagem que o meu pai me tentou passar durante alguns anos, pois também não me entrava, bem dentro da idade adulta. Então não é claro que há bons e maus no mundo?
      Pois, é um bocadinho mais complicado. E com os alumni de Le Pen, financiados sabe-se bem por quem, é claro como a água que o que interessa aos DDT é o caos e uma desculpa fácil.

    • Filipe Bastos says:

      Sempre que leio um texto ou comentário como este da Sophie, ocorre-me o célebre artigo atribuído a Eduardo Prado Coelho: “Precisa-se de matéria prima para construir um país”.

      Muitos aqui devem lembrar-se; chegou a ser publicado no Aventar em 2009. É aquele artigo:

      “O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

      Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier. Nós [é que] temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.”

      Ora o texto era brasileiro; Prado Coelho nunca o escreveu. Nem sequer foi escrito pelo autor brasileiro a quem depois o atribuíram, João Ubaldo Ribeiro. É mais um texto anónimo celebrizado na net por ter um (falso) autor célebre, como aquele texto da Clarinha Alves sobre o Mário Chulares.

      Sophie: ninguém é perfeito, mas o exemplo vem de cima. Dos chulos e trafulhas que se governam em vez de governar, dos lacaios de mamões que se dizem servidores públicos, deste esgoto a que chamamos política.

      São eles que fazem as leis, são eles que tudo gerem e decidem e adjudicam. E gastam. Sem nos perguntar nada.

    • Carlos Almeida says:

      “Afinal não é o senhor Francisco Moreira de Sá diplomado em técnicas de manipulação das redes sociais e blogues?”

      Tem toda a razão Sophie

      Esse senhor tem levado o Aventar para aonde ele quer e parece que ainda ninguem se apercebeu disso. é ele que controla o Aventar e deram-lhe poderes
      É por isso que cada vez são menos os que aqui escrevem. São sempre os mesmos

      • Fernando Moreira de Sá says:

        Esse sá é um fascista e escondeu num alçapão junto ao Dragão os aventadores. E a seguir vão os abrantes que parece que ressuscitaram nos últimos dias

        • Francisco Figueiredo says:

          Esse facho neoareosista que manda em todos nós! Ao menos tem aprovado o que escrevo…

      • Orlando Sousa says:

        LOL! Mais gente a falar do que não sabe.Nem o nome da pessoa que quer referir!

    • Abstencionista says:

      “A corrupção é o maior dos problemas deste país? Então prenda-se cada um de nós Portugueses e quem estiver verdadeiramente inocente que atire a primeira pedra. Só que não vai haver ninguém para “atirar pedras”…”

      Sophie, viver num mundo phudido e amargo é um problema sério, mas não lhe serve de desculpa para confundir o cú com as calças.

      Estamos a discutir a corrupção dos políticos e a sua impunidade institucionalizada.

      Só isso apenas, o que já é muito.

      Não queira tornar esta discussão num megaprocesso e envolver todos os portugueses como corruptos.
      Acho que, (apesar das infantilidades que escreve), já deve ter idade para perceber que as generalizações “à Ventura” são injustas e, por vezes, perigosas.

  16. João Branco says:

    Num espaço que ao fim ao cabo de 12 anos sempre se pautou por ser um enorme espaço de promoção dos valores da liberdade, da democracia e do pluralismo de opinião, considero, enquanto ex-autor desta casa, de um profundo e inqualificável espírito anti-democrático o que neste espaço fizeram a um dos comentários que aqui escrevi na presente manhã.

    P.S: também podem apagar este comentário.

    • Ana Moreno says:

      João Branco, olhe que está a sonhar alto. Definitivamente, apenas sonhou que escreveu esse suposto comentário no Aventar. Veja lá isso…


    • A direita que controla agora o Aventar, apagam os comentários que lhes não agradam, sim. Ups, não estão a apagar


  17. É com profunda tristeza que verifico que o Aventar, um espaço que conhecia pela pluraridade, clareza, análise e democrata, se está a tornar numa chafarica populista, a nível do pior do Correio da Manhã e seu comentadores.
    De justiça ou do que querem fazer crer que ela é percebem zero, no entanto seguem o populismo, tal como 55 mil outros que fazem petições para que a AR destitua um juiz.
    Triste! muito triste!

    • Filipe Bastos says:

      É com superficial tédio que verifico que o Aventar, um espaço tão moderado, ainda assim atrai choninhas e fãs de pulhas que persistem na patranha do ‘populismo’ sempre que lêem alguma leve verdade que ofenda as suas mui susceptíveis consciências acarneiradas, ou pressentem alguma iniciativa que possa incomodar esta partidocracia mafiosa.

      Previsível. Muito previsível.

      • Paulo Marques says:

        Incomodar, populismo? Pode lá ser. Populismo era identificar falhas e propor mudanças, mas isso ainda era política e não pode ser; o difícil e adulto é dizer que a solução é só fazer barulho e aliar-se aos arruaceiros profissionais cujo interesse, seguramente, não é fazer pior.

    • Paulo Marques says:

      Tudo previsível, bastava perceber que Portugal não é uma jangada de pedra imune aos discursos e ideologias, bem financiadas, que vêm de fora, para bem distrair da origem dos problemas. A narrativa populista sobre a falta de condições materiais acaba por ganhar sempre quando a alternativa é irrealista e o centro está bem com isso.

      • Filipe Bastos says:

        “Portugal não é uma jangada de pedra imune aos discursos e ideologias, bem financiadas, que vêm de fora…
        Populismo era identificar falhas e propor mudanças…”

        Estava aqui a tentar lembrar-me de uma falha ou uma mudança concreta que o Paulo tenha apontado.

        Tem alguma sugestão, além do bicho-papão da extrema-direita, dos discursos redondos ‘cuidado com o populismo!’, do eterno adiamento ‘temos de pensar isto muito bem!’, dos paninhos quentes ‘não estamos assim tão mal!’, das críticas ao capitalismo tão crípticas que poucos entendem, e do constante branqueamento deste governo sucateiro?


    • E natural. O Aventar está controlado pela direita actualmente. `E deixa los a falar sozinhos

      • Desiludido com o Aventar says:

        É só mais uma forma de fazer voltar uns tristes que, muito lentamente e em várias frentes, estão a construir uma campanha para se tornarem os donos disto tudo.
        E depois há os outros que se convencem a bondade da coisa, sem terem a capacidade de ver mais longe.
        É triste, muito triste! Mas eu sempre volto aqui, gosto imenso de vir meter nojo. Sócrates Sempre, Varandas eternamente!

  18. Jaime Antunes says:

    A falta que “uma boa dose de generosidade e um mau feitio que por vezes chegava a ser irritante” faz neste blog.

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