A tal ponte concessionada, mas só na parte de recolher receita

É preciso considerável lata para um jornal dar voz a uma notícia plantada como esta. As pontes sobre o Tejo estão concessionadas à empresa dirigida pelo Ferreira Amaral, o ex-governante que foi para empresa que tutelou (sim, passado algum tempo, e então?). Mas parece que as PPP em causa só servem para recolher receitas, já que, para as obras de manutenção, é ao Estado que se apontam baterias.

Escreve o Público, em artigo não assinado, que o “caso foi detectado há três anos, revela ainda a Visão, que diz ainda que a empresa Infraestruturas de Portugal têm vindo a pedir, há pelo menos dois anos, uma intervenção, devido às fissuras graves na estrutura analisadas pelos técnicos“. Afinal o Estado, via a empresa responsável, tem feito alguma coisa. Falta saber se a IP pediu a quem de direito, à empresa que explora as duas pontes.

Claro que sacudir a água do capote e fazer pressão pública sobre o Estado é mais cómodo do que entrar com os 20 milhões necessários para as obras. Vamos ver se temos um governo à altura ou se, por outro lado, se vai posicionar como passador de cheques.

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Libertem o Willy

ferreira do amaral
“Libertem-nos dos Willies” talvez fosse o título correcto. Continuando.

Pela nossa e, principalmente, pela saúde dele, libertem o Ferreira do Amaral desse contrato com a Lusoponte ou aquilo ainda vai acabar mal. Quando ouço o tipo que está primeiro-ministro falar em “gorduras do Estado” é sempre esta imagem que me vem à cabeça. A sério, estou muito preocupado com o colesterol do homem (ainda por cima vem aí o Natal, as rabanadas, filhoses…). Parem lá de pagar aquela ponte que já foi paga umas três ou quatro vezes.

Aquilo já não é uma ponte, aquilo é o transiberiano, são milhares de quilómetros em pagamento. Olha, faz sentido, às tantas, foi assim que os chineses cá chegaram para comprar a última fatia da EDP. Isto anda tudo ligado (por cabos eléctricos e não só). Afinal o homem é um visionário. Antecipando a crise que aí vinha (ou não fosse ele um dos culpados), mandou construir uma ponte de Lisboa a Pequim, prevendo que seria dali que viria o investimento e salvação da Europa. O homem é um génio. [Read more…]

Quem não quer a manif na ponte?

O Ferreira do Amaral, perdão, a Lusoponte, a PPP nº1. Andas com as piores companhias, Joaquim.

Governo vai renegociar com Lusoponte

Deve ser para lhes dar mais dinheiro. Corruptos!

Rigor nas contas públicas

Quem se enganou? Passos não, SMS sim

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sms

Do ‘Sol’, em primeira página, provém a luz e conclui-se: como Passos jamais se engana, quem enganou foi o SMS.

Trata-se, de facto, de demonstração inquestionável de que a lógica é a ciência do estudo formal dos princípios de inferência válida. Desde Aristóteles, em “Organon”, jamais se havia sido produzido um raciocínio de tamanho valor científico, no domínio da lógica. Nem mesmo Bertrand Russel logrou aproximar-se do mérito do ‘Sol’, sintetizado no título.

Sim, de facto, é recomendável restringirmo-nos ao título, porque o texto da notícia já não diz bem a mesma coisa:

Um SMS enviado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações ao primeiro-ministro, durante a discussão no Parlamento sobre o caso do duplo pagamento à Lusoponte, esteve na origem do erro cometido por Passos Coelho numa resposta a Francisco Louçã. «Se não fosse esse erro, o caso teria morrido ali», diz ao SOL uma fonte governamental.

Caso se fundamente no título, o Ministério Público poderá instaurar um processo ao SMS. Se avançar mais longe na leitura, concluirá que o erro  foi cometido por Passos Coelho… e, então, o melhor é ficar parado e calado.

Coisas que vamos sabendo, graças ao jornalismo rigoroso e independente.

Responsáveis Devem Ser Despedidos De Imediato

Lusoponte Gerida Por Vigaristas
O Primeiro ministro disse que os tipos até nem tinham recebido indevidamente os dinheiros das portagens. O Secretário de Estado veio a terreiro dizer que afinal a Lusoponte tinha recebido o dinheiro, e a Lusoponte confirmou-o.
Várias questões se me colocam a partir deste momento.
Até 2010 porque é que os utentes da ponte vermelha de Lisboa não pagavam portagem no mês de Agosto?
Porque raio é que a Lusoponte recebia dinheiro compensatório pelas portagens não pagas pelos utentes da ponte sobre o rio Tejo, dinheiro esse que era pago por todos os contribuintes?
Se essas benesses acabaram no ano de 2011, porque é que pagaram indevidamente à Lusoponte?
Se essas benesses acabaram em 2011, porque é que a Lusoponte aceitou um dinheiro que lhe não era devido.
Se por erro pagaram à Lusoponte dinheiro que não deveria ter sido pago, porque é que o Primeiro Ministro não sabia?
Se o Primeiro Ministro não sabia, quem é que lhe não disse?
Não seria o Secretário de Estado dos Transportes quem deveria ter informado o Primeiro Ministro?
Se o Secretário de Estado dos Transportes e o/os responsáveis da Lusoponte cometeram tamanho erro e se “fecharam em copas” dando agora uma imagem de incompetência e falta de seriedade, até de vigarice, porque raio é que ainda andam por aí a receber o ordenado a que já não deveriam ter direito?
Se é assim, porque é que os responsáveis da oposição, com o seu oportunismo constante e selvagem, não chamam os vigaristas e os incompetentes pelo seu nome, em vez de “chagarem” o Primeiro Ministro?
O homem, coitado, já tem tanto com que se preocupar…

Coelho caiu na armadilha do amanuense incompetente

O secretário de estado Sérgio Monteiro, em anteriores episódios, já tinha revelado falta de qualificações e capacidade para o cargo que exerce.

Agora, e a provar que o seu perfil profissional não cumpre sequer os requisitos de modesto amanuense, decidiu mandar pagar, indevidamente, à LUSOPONTE a verba de 4,4 milhões euros, referente às portagens de Agosto de 2011 na ‘Ponte de 25 Abril’ – valor que, imagine-se, já havia sido cobrado directamente pela  referida concessionária. O erro do amanuense, na utilização de dinheiros públicos, só é explicável pela iliteracia profissional do próprio e da gente, eventualmente outros “boys”, que o rodeiam,

Passos Coelho, também avaliado como mente brilhante, mas no fundo não excede a dimensão de um político que completa a imaturidade com a ideologia ultra-liberal do desmantelamento do Estado, caiu na armadilha do amanuense Monteiro. Acabou por ser desmentido no discurso que fez na AR, pela própria LUSOPONTE.

O episódio seria até uma caricatura de anedota, caso não tivesse por trás uma utilização descabida de 4,4 milhões de euros, com a chancela de um incompetente; incompetente este que, em qualquer país de regras democráticas eficazes, seria pura e simplesmente demitido.

Também não se percebe a contradicção de, no Ministério da Saúde, ser necessária autorização prévia do Macedo para despesas acima de 100.000 euros, enquanto no Ministério da Economia e Emprego, a despeito desta explicação de última hora,  é permitido a um secretário de estado ordenar uma despesa de milhões. Ou por outra, percebe-se: o ministro é o Álvaro.