Quem te viu e quem te vê: a estória do idiota útil à esquerda do BE

O Bloco de Esquerda, partido que está, este fim-de-semana, em convenção, é criticado por outros camaradas bloquistas por, no seu entender, se ter chegado demasiado ao centro e ao PS. Desde 2015 que a aproximação foi clara e certas franjas do partido não aprovam; pedem, antes, uma radicalização que devolva o partido às bases e que se olhe mais para o Manifesto Fundador do BE. É uma crítica legítima que farei questão de comentar publicamente, na qualidade de militante, noutra ocasião.

Catarina Martins, coordenadora do BE, critica o PS por sempre ter estado demasiado ao centro e por só se virar para a esquerda quando lhe convém. Ou seja, a mesma crítica que lhe é apontada por camaradas, esta aponta aos social-democratas com “socialista” no nome. António Costa é um cata-vento, é sabido, e esta sempre foi a táctica do ex-presidente da Câmara de Lisboa: olhar para a esquerda – pisca, pisca -, olhar para a direita – pisca, pisca – e manter-se ao centro, sabendo que, de qualquer forma, é no centro a tender para a direita que a União Europeia mais gosta de ver os seus enteados.

O insólito ou não, veio depois. António Filipe, deputado do PCP, veio comentar a convenção bloquista, congratulando-se por o PCP estar ainda mais ao centro que o Bloco de Esquerda, e de terem sido os comunistas a segurarem o Orçamento de Estado desastroso do Governo (OE que teve de ser revisto, dando, em vários aspectos, razão ao chumbo dado pelo BE). [Read more…]

António Filipe: Afirmar os valores de Abril no futuro de Portugal

(António Filipe, Deputado à Assembleia da República e membro do Comité Central do PCP)

Pertenço a uma geração para quem a vida em ditadura se resume a uma vaga recordação de infância e que teve a felicidade de já crescer em liberdade e democracia. Depois de nós vieram novas gerações, para quem o exercício das liberdades parece decorrer da ordem natural e imutável das coisas. A democracia tem este efeito quase paradoxal de se integrar de tal modo no dia a dia dos cidadãos que se banaliza aos olhos dos que dela beneficiam. É por isso que é tão importante lembrar que o fascismo existiu em Portugal até Abril de 1974, e que a democracia, conquistada pela luta heroica do nosso povo, é um bem precioso, que importa aprofundar, e defender, de tudo e de todos os que contribuem para a sua degradação e aviltamento.

Na Constituição de 1976, souberam os constituintes edificar os alicerces jurídicos da revolução democrática, com a aprovação de um texto constitucional que conseguiu elevar ao nível de uma Lei Fundamental, e com uma qualidade técnica a todos os títulos notável, um conjunto amplo e significativo de direitos, liberdades, garantias e aspirações de progresso económico e social do povo em cuja representação foi elaborado.

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Um arraial de porrada

“E que tal uma manifestação contra os feriados repostos?” António Filipe, debate do Orçamento de Estado 2017

Seis minutos a bater no saco deve dar KO.

O mundo de pernas para o ar:

“se ganharam para que querem outras?”, pergunta o António Filipe a Telmo Correia (Via Rui Zink).

Os parlamentares, uma massa de gente improdutiva a viver à custa do erário público

Não fui eu que escrevi isto. Foi o deputado António Filipe, que também acha muito bem que todos nós paguemos viagens a Paris e à Conchichina.
Qualquer dia está no PS.
(via 5 Dias)