E os portugueses também descobriram a Austrália

os portugueses descobriram a Austrália

REUTERS/Handout

Não é novidade – tem tudo que o ser? -, mas para fugir ao frequente registo nacional de autocomiseração, aqui fica uma nota diferente.

Um mapa marítimo do século XVI num cofre de uma biblioteca de Los Angeles prova que os aventureiros portugueses, não britânicos ou holandeses, foram os primeiros europeus a descobrir a Austrália, diz um novo livro que detalha a descoberta secreta da Austrália. [Michael Perry, Reuters, 21/03/2007]

Carta do Canadá – Que vergonha

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Parte do tesouro da caravela Bom Jesus, encontrado na Namibia. Imagem: Dieter Noli

Confesso que fiquei enraivecida com o  SEXTA ÀS 9 transmitido pela RTP, aquele que abordava a tragédia dos incêndios e os preciosos salvados arqueológicos duma nau portuguesa do século XVI ao largo da Namibia. Grande adepta do jornalismo de investigação, que considero uma das traves mestras em que se sustenta uma democracia digna desse nome, é com desgosto que olho para a descredibilizada imprensa escrita, essa que serve partidos e interesses bastardos.  Mas, até agora, tenho seguido com apreço o programa acima citado por ser aquele que salva a honra do convento. Até quando, é o que vamos ver.

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Não à romantização da História, sff

No Delito de Opinião, um comentador lamentava a ausência de uma comemoração relativa aos 600 anos da tomada de Ceuta. E eu pensei duas coisas: olha, isto lembra-me que tenho de mostrar ao Paulo um artigo sobre o D. João II e depois pensei, mais validamente, por que raio é que se havia de “comemorar” a tomada de Ceuta. Procurei, procurei e mesmo assim não consegui achar razão em mim para “comemorar” um acontecimento que teve lugar há 600 anos. Comecei então a perceber que o problema não era tanto a tomada de Ceuta mas o verbo aplicado que provavelmente até foi escolhido aleatoriamente pelo comentador, não tendo o valor qualificativo que eu lhe estou a atribuir: A comemoração. Comemorar.*

É óbvio que a tomada de Ceuta se enquadra num contexto de guerra e conquista medieval e que foi o começo de uma série de iniciativas semelhantes no Norte de África. Tudo isto tem um contexto histórico que merece obviamente ser estudado e discutido. Mas comemorar? Porquê? A comemoração de alguma coisa implica que ela é boa. A tomada de Ceuta para os portugueses do século XXI não tem que ser boa. Nem má. Todo o processo que envolveu a tomada de Ceuta e as guerras de conquista no Norte de África relacionam-se com um contexto que uma pessoa do século XXI não percebe, não compreende, não se identifica. Não partilhamos das mesmas ideias, não vemos o mundo e as vivências sociais, políticas e religiosas da mesma forma. E ainda bem que assim é, porque estamos a falar de História.

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O devir histórico (1)

A premissa de que o mesmo homem não pode atravessar o mesmo rio duas vezes, é um pilar da tese do devir, fundada por Heráclito. Contudo, um povo pode repetir os mesmos erros ao longo da sua existência. Esse outro devir, o histórico, a repetição dos erros por banda do mesmo povo, consubstancia-se no exemplo português. E um povo não será, na sua essência, o mesmo, pois que o tempo tudo muda e um povo não sairá da regra. Ou talvez saia. Talvez um povo se mantenha igual a si mesmo e seja essa perenidade a sua razão última para existir. Talvez. Sei é que o mesmo erro tem sido repetido ao longo dos séculos. Desde o mercado das Índias, que nos obrigava a comprar fora o que se dava à troca para trazer e comercializar as especiarias na Europa, levava a que a diferença de preço esmagasse as nossas margens de lucro, e enchesse os bolsos de outros. E mesmo assim, não se deixou de esbanjar. Da mesma forma que, séculos depois, foram os alemães e os italianos que tanto ganharam com os fundos comunitários, pela compulsiva aquisição, por banda de sempre honrada gente, de Ferraris, Porsches, Mercedes e outras máquinas que não eram, infelizmente, nem teares nem cubas de inox. Neste devir histórico de se esbanjar quando há até que nada haja, existe também um perigo que se pode repetir: a tentação de se abdicar da democracia, para que haja alguém que endireite as coisas, ponha as contas em ordem e meta o país nos eixos. Também já tivemos isso antes. Não vai há muito. Querem ter outra vez?

Reis de Portugal – D. João III

Episódio sobre mais um rei do período expansionista, D. João III.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

A Viagem

Filme projectado no Pavilhão de Portugal da Expo/98 e que retrata a chegada dos portugueses ao Japão.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

A artilharia portuguesa de meados do séc. XV a meados do séc. XVI

Retrospectiva da artilharia portuguesa durante o apogeu das Descobertas. Projecto da Comissão Naciona dos Descobrimentos. Relativamente interesssante sobre um tema habitualmente pouco desenvolvido no 8º ano.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

A Armada: O outro lado do descobrimento

rta de animação inspirado na Carta de Pero Vaz de Caminha e em Os Lusíadas de Camões. Muito bom.
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Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Portugal no tempo das Descobertas: India e Brasil

Súmula útil destes dois pontos do programa do 8.º ano de História.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

O Descobrimento do Brasil

Longa-metragem de 1936, realizada por Humberto Mauro a partir da carta de Pero Vaz de Caminha. Há partes interessantes sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral e a chegada ao Brasil.
ficha IMDb

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

A Viagem da Descoberta de Vasco da Gama

Para quem tiver conhecimentos e paciência para fazer a tradução deste documentário, aqui está um excelente contributo sobre a viagem de Vasco da Gama à India.
Sobre esta matéria, não pode deixar de ser feita uma referência, apesar de não ser um filme, ao projecto denominado «A Viagem de Vasco da Gama», da autoria do Centro de Competência NONIO da ESE de Santarém. Aí se apresenta a narração da viagem por etapas em banda desenhada, com jogos em cada uma dessas etapas. Brilhante.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Caminho marítimo para a India: A Viagem

Pequeno filme com infografia da viagem de Vasco da Gama. Muito bom.

Caminho Marítimo para a Índia: a Viagem from Daniela Fonseca on Vimeo.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Reis de Portugal – D. Manuel I

Durante o reinado de D. Manuel I, Vasco da Gama chegou à India e Pedro Alvares Cabral ao Brasil. Um trabalho qe, em grande parte, vinha do reinado de D. João II.
Pode ver o filme aqui.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Tratado de Tordesilhas

Documentário do Canal História sobre o Tratado de Tordesilhas e a forma como D. João II reservou para Portugal uma extensa área a descobrir. Muito interessante.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Portugal no Tempo das Descobertas – Até ao Cabo da Boa Esperança

Documentário que descreve a exploração da costa ocidental africana até à dobragem do Cabo da Boa Esperança. Apesar das limitações, um bom filme de síntese de todas as aulas anteriores.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Reis de Portugal – D. João II

D. João II foi provavelmente o mais importante monarca do período das descobertas. Durante o seu reinado, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, viagem que permitiu a chegada à India alguns anos depois. Foi também assinado o Tratado de Tordesilhas. Morreu prematuramente, ainda a tempo de ver o seu filho único morrer de forma trágica.
Pode ver o filme aqui.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Infante D. Henrique – O Navegador

Apesar de realizado no âmbito do triste concurso dos Grandes Portugueses, ganho, relembre-se, pelo não menos triste Salazar, há partes deste documentário que são aproveitáveis para discorrer sobre o Infante D. Henrique. É uma questão de fazer a montagem respectiva.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

D. João e a conquista de Ceuta

A conquista de Ceuta com0 primeiro momento do processo expansionista português. Causas er consequências da conquista e o papel do rei D. João I. Tem o inconveniente de ser em espanhol, mas vale a pena.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

História dos Descobrimentos Portugueses

A descoberta, colonização e exploração económica das ilhas atlânticas, Madeira e Açores, como primeira amostra audiovisual sobre este tema. No entanto, como forma de motivação para os Descobrimentos, aconselha-se a utilização de música e de poesia. De Fernando Pessoa a Fausto, de Camões a Rui Veloso.

Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Reis de Portugal – D. João I

Documentário português sobre os reis portugueses. Neste episódio, D. João I, o Mestre de Avis que chegou ao poder após a morte do meio-irmão, D. Fernando. Primeiro rei da segunda dinastia, foi o responsável pelo início do movimento expansionista. Aos seus descendentes, Camões chamou a Inclita Geração. O ideal para terminar esta unidade e para começar a matéria do 8.º ano propriamente dita. 

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Unidade 4.3. – Crises e Revolução no séc. XIV

Descobrimentos

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