Os lesados-ao-contrário do BES

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou hoje (31/03/2017) que a venda do Novo Banco anunciada pelo Banco de Portugal é uma má decisão, que ocorre depois de um processo de desvalorização daquela instituição bancária.[MSN/LUSA]

Ora bem, não foi o PSD que nomeou o seu boy Sérgio Monteiro, pago a peso de ouro (custo total com a contratação de 458 mil euros por ano e meio de serviço)  para vender o Novo Banco? Não era este o ás que ia mostrar quão certa foi a intervenção no BES para, afinal, não ter vendido coisa alguma?

A decisão sobre o BES é má desde há vários anos e políticos destes, como Montenegro, mais valia recolherem-se ao recato destinado aos incompetentes que, por estratégia, decidiram que a banca não era assunto para Conselho de Ministros – mas pagar os desmandos da banca, via decreto-lei, já o foi.

Ao cuidado da direita indignada com o despesismo

sm

que vocifera, com toda a razão, contra os salários obscenos que se pagam na função pública, seja a um António Domingues ou a um perigoso sindicalista, desses que só sindicalizam e não querem trabalhar, e que ainda por cima são comunistas, os nababos! Peço um minuto da vossa atenção e indignação para que atentem neste dispositivo contabilístico, gentilmente disponibilizado pela Geringonça, que nos permite assistir em directo ao acumular de euros por parte do antigo secretário de Estado privatizador de Passos Coelho, que o próprio Passos Coelho escolheu para vender o Novo Banco, e que em 14 meses já nos levou qualquer coisa como 365 mil euros, sem que ninguém tenha ainda percebido para quê, dada a inexistência de resultados que justifiquem os cerca de 25 mil euros por mês que aufere.

Como sei que a vossa indignação é honesta e genuína, e aqui alargo o convite a todos os paladinos anti-despesismo da nossa cândida direita, estejam eles no comentário político televisivo, nas colunas de opinião anti-esquerda, na blogosfera liberal/conservadora ou nos grupos de ódio laranja nas redes sociais, ficarei a aguardar, com expectativa, pelos vossos contributos indignados. E caso para dizer: e o Sérgio Monteiro, pá?

Foto: Diana Quintela/Global Imagens@DN

Uma história de TERROR!

bes

Carlos Paz

BES / NovoBanco – Algo está PROFUNDAMENTE ERRADO!
Não pode ser SÓ incompetência. Não é possível!

******

Para percebermos um pouco do que se está a passar (é impossível perceber tudo – é tão mau que não existe NENHUMA explicação plausível, aceitável, credível, etc…) vale a pena revisitarmos um pouco a história de tudo o que se passou:

A – Período BES/GES

1) Sob a direção de Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi, José Manuel Espírito Santo, Ricardo Abecassis, Fernando Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo, António Ricciardi, Pedro Mosqueira do Amaral e Amílcar Morais Pires, entre outros, o Grupo Espírito Santo (GES) fez uma gestão de tal forma desastrada de todos os seus investimentos que entrou em processo de colapso financeiro;
2) O referido colapso financeiro foi sendo escondido ao longo dos anos através de uma série de operações que drenaram os fundos do BES para o GES;
3) Este processo correu SEMPRE sem que a supervisão do Banco de Portugal (BdP), dirigida primeiro por Vitor Constâncio e depois por Carlos Costa, se apercebesse do que quer que seja daquilo que se estava a passar (desvios massivos de dinheiro do BES e dos seus Clientes para esconder os PÉSSIMOS resultados de Gestão do GES);
4) Depois de totalmente destruído o GES, o BES estava perto da falência, numa altura em que todos no mercado falavam disso (auditores, jornalistas, comentadores, etc…), MENOS o regulador/supervisor (Carlos Costa e o seu BdP);
5) Em último estertor os supracitados gestores do GES/BES, com a anuência de Carlos Costa e do BdP, promoveram um processo de aumento de capital do BES – recordemos que Banco estava tecnicamente falido, mas estava a ser protegido pela INCOMPETÊNCIA (para bem da nossa sanidade mental coletiva enquanto Nação, vamos acreditar que nessa época os atos e as decisões decorreram SÓ de pura incompetência) de regulação e supervisão do BdP;
6) Este processo de aumento de capital de um Banco que estava FALIDO teve o alto patrocínio do Banco de Portugal (de Carlos Costa), da CMVM (de Carlos Tavares), do poder político (Cavaco Silva e Maria Luis Albuquerque) e de diversos jornalistas e comentadores (como Marcelo Rebelo de Sousa, amigo e visita de casa da “família”);
7) Nesta altura Carlos Costa (e o BdP) já se tinha apercebido de indícios de Gestão Danosa no BES (em favor do GES e de amigos) mas não tinha coragem para afastar Ricardo Salgado e a sua clique da Administração do Banco – nessa altura Carlos Costa pede (e paga com o NOSSO dinheiro) diversos pareceres jurídicos para provarem que NÃO podia afastar Ricardo Salgado, tendo no entanto a maioria dos jurisconsultos consultados optado por referir que Carlos Costa, se quisesse, podia MESMO afastar Ricardo Salgado;
8) A Administração do BES apercebeu-se que já NADA seria possível fazer para salvar o Banco (BES) tendo havido alguém (ainda se espera um esclarecimento das autoridades judiciais) que promoveu uma imensa purga de fundos, numa única semana, que arruinou definitivamente o Banco;
9) Apercebendo-se tarde, demasiado tarde, do ENORME problema que tinha entre mãos, Carlos Costa afasta finalmente Ricardo Salgado que nomeia para seu substituto o seu próprio braço direito (Amilcar Morais Pires, Administrador Financeiro do BES) que estava envolvido em TODO o processo e, aparentemente (continuamos a aguardar esclarecimentos das autoridades judiciais), em TODAS as decisões;
10) O Banco entra numa espiral negativa e no final da semana fatídica da purga de fundos (nunca esclarecida pelas autoridades judiciais), Carlos Costa é finalmente obrigado a agir (o BdP já não podia continuar a fingir que não percebia o que se estava a passar);
11) Carlos Costa que tinha feito parte da equipa de Durão Barroso em Bruxelas, recorre às autoridades Europeias e promove a montagem, com o patrocínio (ou o comando, nunca o saberemos) da Comissão Europeia e do BCE, de uma operação de “resolução bancária” para o BES;
12) Convém aqui recordar que, apesar de ser este o modelo definido pela TROIKA para os problemas dos Bancos Europeus, este tipo de solução foi ensaiada no BES e NUNCA mais voltou a ser usada em lado nenhum da Europa (mesmo no BANIF em que o “nome” foi o mesmo, a operação foi muito distinta). [Read more…]

Maria Luís e o Novo Banco: “Digo o que sempre disse: contribuintes não serão chamados a cobrir prejuízo” (*)

Há merdas que chateiam. E depois há isto: Novo Banco: supervisor escolhe Lone Star mas avisa para impacto nas contas públicas.

ahah disse-vos que não iam pagar o Novo Banco e acreditaram LOL

Se é para isto que o Sérgio Monteiro está no BdP a ganhar 25 mil euros/mês, vou ali e já venho.

(*) Título de um artigo no Expresso
Nota: Antecipando o argumento “ah e tal, nós fizemos bem, o Costa é que não soube vender”, fica já aqui a pergunta: então o BPN, não o souberam vender, foi?

Pára tudo, que o Passos e a Cristas vão pedir uma comissão de inquérito

Sérgio Monteiro tem novo contrato de até 6 meses por 25 mil euros por mês

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, durante a visita à Associação Empresarial do Baixo Ave na Trofa, 31 Janeiro 2015. ESTELA SILVA / LUSA

O meu vencimento obsceno é melhor que o teu

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, durante a visita à Associação Empresarial do Baixo Ave na Trofa, 31 Janeiro 2015. ESTELA SILVA / LUSA

Pois é, Jorge. O pessoal da telha envidraçada e a sua infinita cara-de-pau. Já quase ninguém se lembra dele. E sabes bem que passar despercebido é um talento valioso que poderá explicar em parte o salário que ganha. Que não é assim tão diferente daquilo que irá (?) auferir António Domingues mas que tem o condão de não levantar grandes discussões. Pelo menos mediáticas. Contudo, e apesar de pouco se saber sobre a venda do Novo Banco, Sérgio Monteiro já se encontra em funções desde Novembro do ano passado. Um ano. E, segundo noticia o Expresso, ficará pelo menos mais três meses até “concluir a venda”. A ver se desta é que é.

[Read more…]

E o Sérgio Monteiro, pá?

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (E), acompanhado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, durante a visita à Associação Empresarial do Baixo Ave na Trofa, 31 Janeiro 2015. ESTELA SILVA / LUSA

Os media, António Domingues e Sérgio Monteiro, por Daniel Oliveira

António Domingues foi nomeado para presidente da CGD por um novo governo para dirigir o maior banco português. Não há suspeitas de favorecimento político, tem uma longa experiência de gestão bancária e ninguém, dos que criticam o seu salário, põe em causa a sua competência técnica e profissional. Vai receber por funções muitíssimo claras 30 mil euros mensais. Sérgio Monteiro foi nomeado “vendedor” do Novo Banco por um governo demissionário de que era secretário de Estado e quase todos põem em causa as suas habilitações curriculares para a tarefa. Está a receber, para fazer ninguém sabe muito bem o quê, quase 30 mil euros mensais. Nos sites do “Público” e do “Diário de Notícias” as referências ao salário de António Domingues foram cinco vezes superiores às do salário de Sérgio Monteiro. Nos do “Expresso” e da TSF foram três vezes mais. No do “Correio da Manhã” seis. Não é possível fazer estas contas nos canais de televisão, mas arrisco uma proporção ainda mais favorável a Domingues. Criticar esta parcialidade não é assumir que a polémica é inadequada. O que se critica é a desproporção. Sobretudo quando o caso menos tratado é objetivamente mais difícil de justificar do que aquele que alimentou maior polémica mediática. Estas coisas não acontecem naturalmente. É a agenda política de quem marca a agenda mediática.

Foto: Estela Silva/Lusa@Esquerda.net

As PPP remodeladas para melhorar… o lado do privado

[Read more…]

Renegociações danosas à moda do Pàf

UPNRS

 

Durante a governação de Passos & Portas, Sérgio Monteiro, o ex-Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, foi o responsável pela política de privatizações do Governo de Direita. Nessa época, Passos Coelho apresentou a renegociação de nove parcerias público-privadas rodoviárias como um dos casos de sucesso do famoso “corte nas gorduras do Estado”. A renegociação da concessão da A23 foi exibida como um exemplo de boa gestão pública, com Passos Coelho e Sérgio Monteiro a alegaram que o Estado pouparia 32,2% da verba gasta nessa PPP, o que representaria um valor bruto de 588 milhões de euros.

Agora, através do Jornal de Notícias, descobre-se que essa renegociação implicou a entrega de 717 milhões de euros das receitas das portagens à Scutvias, a concessionária privada que explora a autoestrada da Beira Interior. Ou seja, com esta renegociação, o Estado teve uma perda líquida de, pelo menos, 129 milhões de euros.

Segundo o artigo do JN, as receitas das portagens foram ainda subavaliadas e a poupança para o Estado foi empolada, o que significa que a perda real para o erário público poderá ser ainda muito superior – o JN refere que a perda final poderá chegar aos 300 milhões de euros. Isto vindo do Governo da malta que é regularmente promovida na comunicação social como grandes peritos em negócios.

Irónico, não é?

via Uma Página Numa Rede Social

Pela privatização dos evadidos fiscais

Panama

Enquanto assistimos à guerra de especulação sobre jornalistas, políticos e empresários alegadamente envolvidos nos papéis do Panama, com sacos azuis e outros esquemas de trafulhice financeira à mistura, a procissão daquele que foi anunciado como um dos escândalos do século passa e nada parece acontecer. Foram só uns quantos esquemas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, e daí? Controlem-se é essas reposições salariais que isso é que arruína um país. Isso e a malta do RSI, esses cancros das sociedades modernas.  [Read more…]

Novo Banco reestrutura dívida a amigo de Ricardo Salgado

NB

Há reestruturações de dívida e reestruturações de dívida. Se a dívida a reestruturar for, por exemplo, a de uma nação como Portugal, imediatamente se eleva um coro de moralistas liberais e conservadores que protesta com veemência, ora por se tratar de uma irresponsabilidade, ora porque se trata de um mau sinal para os investidores, ora porque as dívidas são para pagar porque os devedores devem ser indivíduos de palavra e os credores não lhes pediram que se endividassem. Mesmo quando o próprio FMI afirma que a dívida de uma nação como Portugal devia ter sido reestruturada por ser insustentável. [Read more…]

Sérgio Monteiro, “O predador”

A radiografia do privatizador, por Mariana Mortágua.

Mais uma alegoria para a venda da TAP

Vou vender-lhe o meu carro mas sou, simultaneamente, o fiador da sua compra.  Faço-o para deixar de ter problemas com o carro. Descanso, finalmente. Ou não.

Venda da TAP: lucro máximo, risco nulo

Imagine o seguinte negócio. Você tenciona comprar uma bela mansão com um problema nas caleiras mas com luxuosos e numerosos quartos. Precisará de investir algum dinheiro e de resolver um problema num anexo que o anterior dono comprara à toa, mas, no geral, o potencial de turismo de habitação dá-lhe boas perspectivas de lucro. Aliás, não fora o raio do anexo e nem o anterior dono precisaria de vender. Acontece que as suas posses financeiras não são propriamente as de Abramovich e precisará de recorrer à banca para fazer o negócio. Para complicar, o anterior dono já tinha feito uma hipoteca à mansão e a banca só aceitará a mudança de dono caso você lhe indique um fiador. Apesar destas condicionantes, você conseguiu convencer um parente com vastos recursos a ser fiador e levou o negócio a bom termo. E o arranjo global até é animador. Se o negócio der lucro, você paga à banca e amealha o que sobrar. Por outro lado, se algo correr mal, você deixa de pagar a mensalidade da mansão e o fiador entra em despesas por sua causa. Lucro máximo para si, com risco nulo.

Que tal lhe parece este negócio? Interessante, não acha? Excepto para o fiador, claro.

image

Agora troque, no anterior negócio, a mansão pela TAP, o Consórcio Azul toma o seu lugar, o anexo é a Varig Engenharia e Manutenção e o fiador é o Estado. As caleiras representam os problemas estruturais e a banca é mesmo a banca. Já está? Pronto, fica explicada a venda da TAP, feita pelo governo PSD/CDS. Com uma nuance: no negócio da venda da mansão era claro que seria você quem nela iria mandar, enquanto que na venda da TAP continuamos sem saber quem terá o controlo da empresa.

[Read more…]

Privatização dos transportes no Porto:

O Governo fez um estudo. Mas também fez um caderno de encargos que descura as necessidades de serviço público. Rui Moreira não alinha. Mais info aqui.

Que se lixe o país.

stcp

Em 2011, o PSD criticava os ajustes directos feitos pelo governo Sócrates. Hoje anuncia um mega ajuste directo daquilo que era para ser uma privatização. Coerência? Que se lixem as eleições (desde que se fechem os negócios antes).

Todo este esquema terá suporte legal num recente diploma do governo, feito à medida destas privatizações instantâneas e que desvirtua por completo o já demasiado permissivo filtro dos limites aos ajustes directos – aos quais o próprio legislador sentiu necessidade de deliberar «sobre a necessidade de prevenção acrescida do risco de corrupção e infracções conexas decorrente das medidas excepcionais estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, designadamente do alargamento da possibilidade de adopção do procedimento de ajuste directo.» [Read more…]

TAP vendida por 1 euro

Se ainda somos 10 milhões…

Governo vende TAP por 10 milhões de euros
Sérgio Monteiro confirmou ao início da tarde a venda do grupo TAP ao consórcio de David Neeleman e do grupo Barraqueiro. O encaixe para o Estado será de…. 10 milhões por 61% da companhia. Contrato obriga próximo governo a vender o resto do capital da TAP. (…)
“O negócio é sobre todos os pontos de vista um sucesso”, decretou Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, que rematou: “Quinze anos depois de muitos tentarem, nós conseguimos vender a TAP.” [ionline]

euro

E qual é o sucesso? Ter sido vendida a TAP.

Vamos lá relativizar o sucesso. [Read more…]

Prós e Circos

É difícil reestruturar toda esta experiência circense que acabei de ver (parcialmente vá lá, que hoje era dia de Game of Thrones e um homem tem que distrair o pensamento com alguma coisa) e recuso-me terminantemente a puxar atrás e assistir de novo ao triste espectáculo que passou na RTP. Aquilo que vi foi suficientemente esclarecedor.

O tema era a TAP. A TAP, a TAP, a TAP. Às vezes parece que a estratégia para convencer os portugueses a apoiar a privatização da empresa passa pelo massacre via bombardeamento de informação. Toda a gente discute a privatização da TAP. Eu faço parte das 42 pessoas no país que não tem opinião formada. Quer dizer, por um lado até prefiro ver a TAP privatizada do que outras empresas como os CTT. E digo que prefiro porque não tenho grandes alternativas na medida em que a maioria dos portugueses que votaram em 2011 legitimam este governo para o fazer. E este governo quer muito vender a TAP. Parece é não haver muita gente que a queira comprar. Tirando o senhor Efromovich claro. Outros estarão à espera da última fase dos saldos, altura em que as promoções atingem o seu preço mais baixo, eventualmente uma liquidação total. Tudo incluído, aviões e aqueles carrinhos que transportam as bebidas e o snack, a coisa há-de ficar ali nuns 100 milhõezitos. O BPN custou um Hulk, a TAP vai ficar pelo preço do Cristiano Ronaldo.

[Read more…]

Tudo dentro da legalidade, claro

O D. Quixote das gorduras do estado, Passos Coelho, permitiu isto porquê? 152 milhões para alguém, mas os outros é que vivem acima das possibilidades.

Facilitadores de negócios

O caso de Teresa Empis Falcão e do incomparável Sérgio Monteiro. E não, não vai ser um caso de polícia.

Sim Sérgio, nós sabemos. A Isabel dos Santos costuma vir cá às compras…

Para nós o que interessa é o projeto, não é mesmo a origem do dinheiro. 7.000 milhões de euros em Portugal é bem-vindo (…), não seremos muito esquisitos em criticar a origem do capital desde que o projeto seja bom

A democracia da injustiça e do conflito

O ambiente sociopolítico tem vindo a registar uma degradação e tensões crescentes. Em complemento de manifestações de oposição ao governo, frequentes e mais ou menos participadas, sucedem-se protestos e vaias “inorgânicos”, de Norte a Sul do País.

No fim-de-semana, em Trás-os-Montes, o primeiro-ministro foi acolhido em ambiente de contestação por grupos diversificados em função da área profissional e/ou económica. Hoje, a semana iniciou-se com o impedimento do secretário de Estado dos transportes, Sérgio Monteiro, de discursar na conferência “A região metropolitana, a mobilidade e a logística”, em Lisboa.

Salvo a fase do PREC, naturalmente turbulenta, nunca o nível de conflitualidade social se elevou a este tom. Naturalmente, que a receita de dura austeridade prescrita pela CE, em especial pelos países poderosos da ‘Zona Euro’ aliados ao FMI, está na origem das contestações às injustiças do governo actual: captura e redução de rendimentos a funcionários públicos, reformados e pensionistas, liberalização dos despedimentos e consequente expansão desenfreada do desemprego e de insolvências, propósito de afastamento de dezenas de milhares de profissionais da função pública, endividamento externo em acelerado crescimento, quebras acentuadas do PIB e défice orçamental acima das previsões governamentais.

[Read more…]

Se há alguém que merecia isto era ele

Mais protestos contra o Governo…

No Natal dos vígaros

Mais um. Sérgio Monteiro, a raposa que agora governa o galinheiro das PPP’s. Estava escrito que mais tarde ou mais cedo iam aparecer umas penas a esvoaçarem-lhe da boca.

Coelho caiu na armadilha do amanuense incompetente

O secretário de estado Sérgio Monteiro, em anteriores episódios, já tinha revelado falta de qualificações e capacidade para o cargo que exerce.

Agora, e a provar que o seu perfil profissional não cumpre sequer os requisitos de modesto amanuense, decidiu mandar pagar, indevidamente, à LUSOPONTE a verba de 4,4 milhões euros, referente às portagens de Agosto de 2011 na ‘Ponte de 25 Abril’ – valor que, imagine-se, já havia sido cobrado directamente pela  referida concessionária. O erro do amanuense, na utilização de dinheiros públicos, só é explicável pela iliteracia profissional do próprio e da gente, eventualmente outros “boys”, que o rodeiam,

Passos Coelho, também avaliado como mente brilhante, mas no fundo não excede a dimensão de um político que completa a imaturidade com a ideologia ultra-liberal do desmantelamento do Estado, caiu na armadilha do amanuense Monteiro. Acabou por ser desmentido no discurso que fez na AR, pela própria LUSOPONTE.

O episódio seria até uma caricatura de anedota, caso não tivesse por trás uma utilização descabida de 4,4 milhões de euros, com a chancela de um incompetente; incompetente este que, em qualquer país de regras democráticas eficazes, seria pura e simplesmente demitido.

Também não se percebe a contradicção de, no Ministério da Saúde, ser necessária autorização prévia do Macedo para despesas acima de 100.000 euros, enquanto no Ministério da Economia e Emprego, a despeito desta explicação de última hora,  é permitido a um secretário de estado ordenar uma despesa de milhões. Ou por outra, percebe-se: o ministro é o Álvaro.

As «regalias» dos trabalhadores das empresas de transportes e o Secretário de Estado: O Patinho Feio

Por HENRIQUE OLIVEIRA

Ontem uma das notícias do dia foi a “denúncia” das regalias dos trabalhadores das empresas de transporte por parte do Governo.

O senhor Secretário de Estado dos Transportes Sergio Monteiro está a revelar-se um verdadeiro populista, do mais baixo que há. Ao mesmo tempo que o governante saía de uma reunião com os sindicatos deste setor e afirmava que estas empresas “passaram de patinho feio para cisne”, libertava para a imprensa uma lista de regalias dos trabalhadores destas empresas.

Esta sórdida forma de fazer política, aliás muito utilizada quando não existem argumentos sólidos para explicar as medidas, está de volta e em força.

O senhor secretário de estado dos transportes está a comportar-se como um verdadeiro pistoleiro ao criticar estas empresas e as suas dívidas acumuladas, não querendo perceber que a responsabilidade maior está no comportamento de três décadas do Estado e dos seus governantes e não percebendo nada acerca das externalidades. [Read more…]

Um dia de greve são 150 milhões de euros… na Mota Engil?

Ter razão antes do tempo é uma coisa que acontece com frequência no Aventar. Desta vez o JJC teve a lucidez de sugerir que Sérgio Monteiro deveria ser levado em conta…

Na altura, confesso, não lhe dei a devida atenção, mas nos últimos dias fiquei com pena do professor de matemática do senhor secretário de estado, que em tempos terá andado pela Mota Engil.

Diz ele que o dia de greve custa ao país 150 milhões de euros.

Vejamos: com 22 dias úteis por mês, temos 264 dias no ano. Isto a multiplicar por 150 milhões dá qualquer coisa como 39600 milhões de euros. Atentendo a que o nosso PIB é o que é, há aqui algo que não bate certo nas contas do governo… [Read more…]

Sérgio Monteiro, um secretário de estado a ter em conta

A ideia da troika para as obras públicas é simples: não se fazem; quem não tem dinheiro não tenha vícios, quanto mais desempregados melhor funciona o mercado de emprego, quanto mais parada estiver a economia mais depressa chegamos à bancarrota. No meio falava-se em rever as parcerias público privadas, há limites para a vergonha, até numa troika.

A ideia de nomear Sérgio Monteiro para Secretário de Estado Obras Públicas, Transportes e Comunicações é no mínimo curiosa. Não conheço o senhor de lado nenhum, mas um percurso profissional na banca onde se destaca “a participação no processo de refinanciamento da dívida da RTP e no recente plano de reestruturação da dívida da Carris e de racionalização de custos” e mais uma data de parcerias para financiar obra pública (Auto-Estradas Douro Litoral e Auto-Estradas do Marão e, pasme-se, TGV) levanta-me assim, sei lá, umas suspeitas. Ou o homem está arrependido, e conhecedor privilegiado dos meandros destas golpadas vai dar cabo delas num instante, ou não há mesmo vergonha nenhuma entre os representantes nacionais da troika.