Já o ano de 2009 avançava para o fim quando encontrei Miike Snow. Foi em Outubro e este é um dos melhores do ano. Ou muito me engano ou vai ser muito falado em 2010, principalmente nos festivais.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Já o ano de 2009 avançava para o fim quando encontrei Miike Snow. Foi em Outubro e este é um dos melhores do ano. Ou muito me engano ou vai ser muito falado em 2010, principalmente nos festivais.
É Natal. Um data como esta só podia ter uma escolha como esta: U2!.
Em Março os U2 regressaram com um novo álbum de originais e uma inacreditável tournée (em Portugal apenas em 2010). No Line on the Horizon não é o seu melhor trabalho (nem por sombras) mas qualquer novo disco dos U2 é um acontecimento marcante e por isso está, igualmente, no melhor do ano. Feliz Natal!
Foi em Junho de 2009 que “Battle For The Sun” marcou o regresso dos Placebo com um novo álbum (e mais um concerto em Portugal). Mantiveram a superior qualidade a que nos habituaram. Os Placebo são uma das minhas bandas preferidas e, por isso mesmo, não podiam faltar nas escolhas de 2009.
Ai o caraças. Natal sem Pogues não é Natal.
Para muitos será o melhor de 2009. Não creio mas aceito que seja dos melhores e por isso mesmo entra na minha escolha: Fever Ray. Foi um dos primeiros trabalhos do ano – publicado em Janeiro. É muito bom mas não é o melhor.
Pois é, o ano e a década estão a terminar e eu tenho de dar à perna (ainda faltam nove escolhas do ano). Por isso, hoje, coloco duas. Depois dos Beirut, mais um projecto recente, de seu nome Blue Roses e que surgiu em Abril.
Os Beirut são absolutamente geniais e em 2009, mais precisamente em Fevereiro, lançaram o seu “March of The Zapotec“, um dos mais brilhantes discos do ano. O vídeo que aqui vos trago pertence à música La Llorona e o desafio que vos deixo é pesquisar esta música nas suas versões latinas (pistas: Lilla Downs, Lhasa, etc). Uma obra-prima, mais uma para constar AQUI.
Bom dia. Boas Festas.
O YouTube é um mundo maravilhoso para os apaixonados por música. Deixo-vos aqui alguns exemplos:
Novamente Março de 2009 e agora com Maia Hirasawa e o GBG vs STHLM um refrescante e surpreendente trabalho que entra, igualmente, nos melhores de 2009.
Um vídeo de Paradise Circus, música do próximo álbum dos Massive Attack, Heligoland, é apelidado de pornográfico, por exemplo pela Blitz.
No vídeo a música intercala-se com depoimentos de Georgina Spelvin, uma actriz porno reformada e hoje com 73 anos, e ilustra-se com planos soft do filme O Diabo na Senhora Jones.
Não é exactamente um vídeo para se ver no local de trabalho, e admito que algumas das imagens só passariam numa televisão depois das 22h, mas daí a confundir um depoimento sobre a relação de Georgina com a sua profissão com essa mesma profissão, já acho abuso. Aliás no youtube encontram-se outros depoimentos da senhora. Senhora que fala sobretudo da sua relação com a câmara, coisa que as senhoras que foram actrizes passam a vida a fazer.
Entretanto o vídeo vai circulando clandestinamente pela net, pré-vendendo o próximo álbum, numa estratégia comercial interessante, e acho-o giro embora não mais do que isso.
Faça o seu juízo, mas evite que o patrão veja, e faça de conta que é só para ver a horas indecentes.
Sabe deus que eu quis
Contigo ser feliz
Viver ao sol do teu olhar,
Mais terno.
Morto o teu desejo
Vivo o meu desejo
Primavera em flor
Ao sol de inverno
Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém. [Read more…]
O mês de Março de 2009 foi produtivo e um dos bons exemplos foi a Miss Li e o seu Dancing The Whole Way Home. Mais um trabalho em destaque (ver AQUI) nos melhores do ano.

Aqui ao lado, no coração de Espanha, província de Guadalajara, comunidade autónoma de Castilla-la-Mancha, existe uma povoação com pouco menos de 5 mil habitantes e que acolhe um festival de jazz com alguma notoriedade. O sítio chama-se Sigüenza e desde a semana passada tem sido falado por toda a Espanha, e não só.
Aconteceu que, numa dos espectáculos da 5ª edição deste festival, após ter assistido à actuação do saxofonista Larry Ochs, um espectador dirigiu-se às autoridades locais para denunciar-lhes que aquilo que o músico havia tocado nessa noite não era jazz, mas sim “música contemporânea”, género que, afiançava, lhe era “contra-indicado pelos médicos”. [Read more…]
Some thirty years ago, I used to carry my youngest daughter to the school, half a block away from the house. She was blonde, red on her white cheeks, very cheeky, even with me. What a big patience from Dad…
Her face used to illuminate as soon as she saw Katy Pompar, her teacher, and that lot of friends, always surrounded by Russel, Cosh, or Campbell, Harrison and another, distant classmate, Felix Ilsley. There were many more. Time passes away and one forgets names, but not faces, games and intimacy

children playing away
Time passes away. They grow up. They study. They ride their bicycles in our Cambridge town and surroundings countryside. Secondary School meets them at their eleven years of age, and six years later, the Pre University A level School. Camila was always a bright student. Just a glance on a book and the ideas, as also happened with our elder daughter Paula, became a memory in their minds.
To wake her up in the morning was an agony. She always wanted to sleep more! I used to go into her bedroom and bed and sung for her. It used to be a sweet lullaby to wake her up, very smoothly, lovely and tender. For a number of years, she came to be the woman of the house: her Mother used to work away from Cambridge, and I, away from UK. Problems of the adults…that children pay…
Time flew away. She became my soul mate, my companion, my caretaker. I am so grateful!
Because of family work, Felix had to leave St. Pauls’ Primary school….
Years later, they mate again…and the miracle

love and tenderness
Je serai l’automne à tes pieds
Tu seras l’été à ma bouche
L’hiver aux doigts bleus qui se couche
Nous serons printemps fou à lier
And it’s sure been a cold, cold winter
And the wind ain’t been blowin’ from the south
It’s sure been a cold, cold winter
And the light of love is all burned out
Continuando na selecção dos melhores de 2009 (ver AQUI) aqui está mais um: os Phoenix e o seu Wolfgang Amadeus Phoenix lançado em Maio de 2009 e que muitas vezes utilizei como música de fundo nalguns trabalhos de vídeo.
Têm montes de pinta no fim, quando acabam e abanam os cabelos.
Inverno, Adriana Calcanhotto
No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Foi o único trabalho de campo que realizou durante a sua vida, em Goiás, Matto Grossoe Paraná, Brasil Central, resultando no famoso livro: Tristes Tropiques, Plon, 1955, no qual define a melhor ideia da sua vida: apesar da diversidade, todas as culturas apresentam pontos comuns e semelhantes, nomeadamente quanto ao etnocentrismo.
Este poste é tão só uma nota de louvor para o grande sábio que, pela primeira vez em 102 anos, não passa o Natal connosco. [Read more…]
Goodnight my love, you seemed so nice 'til I knew you better Now I can tell you're always thinking twice about what might be better On the outside, there's no conscience, you're a victim of your cautiousness You don't try, you just lie there hoping that someone will come to make it right
Continuando a prometida saga do Best-off de 2009, hoje trago aqui ao Aventar os XX.
Caros leitores, estamos perante uma das melhores obras dos últimos anos e uma das melhores estreias de sempre. Como definir a música dos XX? Sinceramente, não sei. Alguns apontam para rock alternativo minimalista…e quem sou eu para concordar ou discordar. Só sei que nada sei, dizia o outro. Só sei que nunca ouvi nada do género, digo eu. Bastante originais.
Este seu primeiro trabalho, de nome “X”, foi publicado no passado mês de Agosto e vale bem a pena ouvir. Ora experimentem:
Chegou a crise
Não há razão para temer
É que nesta crise
O Teixeira dos Santos vai-nos proteger [Read more…]
Conheci Edmundo de Bettencourt numa tertúlia, uma das muitas, que se reunia nos fins de tarde no café Restauração da Rua 1º de Dezembro, no centro de Lisboa. Paravam por ali, além do poeta e cantor madeirense, o Alfredo Margarido, que viria a ser professor da Sorbonne e que hoje, jubilado, mantém a sua inteligência e grande saber ao serviço da cultura, o Manuel de Castro (1934-1971), um grande poeta quase desconhecido, às vezes, outro madeirense célebre, o Herberto Hélder. Mais raramente o Renato Ribeiro, com a sua mulher a Fernanda Barreira. Ocasionalmente, algum «imigrante» vindo do Gelo – era só atravessar a rua e andar meia dúzia de metros.
Edmundo Bettencourt, para além de notável poeta e ímpar cantor do fado de Coimbra, era uma pessoa afável, muito cordial, tentando atenuar com a sua delicadeza a frontalidade por vezes brutal de um Manuel de Castro que, talvez adivinhando a morte prematura, desistira já de ser simpático e dizia o que pensava. Por exemplo, eu aparecia por ali vindo da sede da RTP, onde então trabalhava. O fato e a gravata eram, por aqueles anos 60, uniforme obrigatório no tipo de funções que desempenhava. Pois o Manuel, esquecendo-se ou fingindo esquecer-se de que já tinha dito a mesma graça numerosas vezes, fazia sempre alusões pícaras ao meu aspecto burguês.
Foi na altura em que andava a organizar o terceiro número da revista «Pirâmide». Os dois primeiros números tinham reunido gente do «Gelo». Este terceiro, juntou colaboração de frequentadores da tertúlia do Restauração (embora tivesse também um poema inédito do argentino Rodolfo Alonso. E outro, igualmente escrito para a revista, do castelhano Ángel Crespo (1926-1995) que, anos depois, além de consagrado poeta, se converteria num dos principais pessoanos de língua castelhana. Edmundo Bettencourt colaborou com seis poemas, então inéditos, dos quais publico aqui um datado de 1954: «O Segredo e o Mistério». Os poemas eram acompanhados por um retrato do poeta, desenho inédito de Mário de Oliveira:
[Read more…]
Eis chegada a hora de começar, lentamente, a apresentar as minhas escolhas para os melhores álbuns do ano. A coisa vai-se processar do seguinte modo: as postas vão sendo publicadas uma a uma e em Janeiro divulgo, de entre as várias escolhas lançadas durante o mês de Dezembro, a minha escolha para melhor de 2009. Ora vamos lá começar:
O ano de 2009 foi razoável. Por momentos, logo nos primeiros meses do ano, pensei que seria ano de colheita vintage. Não foi mas andou perto. A 21 de Junho, Regina Spektor lançou o seu “Far”, um trabalho bastante equilibrado e em linha com os seus anteriores. É uma das minhas escolhas de 2009: “Far” – Regina Spektor.
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Concerto extraordinário da Temporada Gulbenkian de Música 2009 / 2010
Gustavo Dudamel dirige a Orquestra Juvenil Ibero-Americana na estreia mundial desta nova orquestra.
***
Foi assim (esgotado) ontem, na Gulbenkian, a estreia mundial do novo projecto de Gustavo Dudamel, o maestro que todos disputam, pairando muito acima dos políticos.
“Penso que há um caminho para a ciência ou para a
filsosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza
e apaixionar-se por ele; casar e viver feliz com ele
até que a morte vos separe – a não ser que encontrem
um outro problema ainda mais fascinante, ou, evidente-
mente, a não ser que obtenham uma solução. Mas mesmo
que obtenham uma solução, poderão então descobrir, para
vosso deleite, a existência de toda uma familia de problemas-
filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo
bem-estar poderão trabalhar, com um sentido, até ao fim
dos vossos dias. Sir Karl R. Popper
Escutem as músicas e esqueçam por alguns minutos a “Face Oculta”. Ela, isto é, os problemas que se amontoam, não vão fugir. Estarão à espera da vossa acção para resolvê-los. Não para mastigar e remastigá-los vezes sem fim. O saudoso Sir Karl Popper – e não só ele – aponta o caminho genérico. Sim, apaixonem-se pela “beleza” dos problemas a resolver. E lembrem-se: O homem cresce com a resistência.
Não “estou sendo irônico”.
P.S. E depois dizem que os germânicos são muito secos e apagados e que só os “latinizados” têm temperamento. Aqui sim “estou sendo irônico”.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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