O Pai Natal e o Menino Jesus

menino jesusO PAI NATAL E O MENINO JESUS

Tenho de começar por dizer que não gosto do Pai Natal.
Desde que entrou na minha vida, já lá vão mais de vinte anos, que aos poucos a minha aversão ao personagem, foi crescendo.
Também não será para admirar. O Pai Natal chegou e destronou o meu Menino Jesus. Arrumou-o para um canto de uma gaveta, dentro de uma caixa velha, e não se ouviu mais falar dele.
Com a chegada do Pai Natal, começaram as desavenças natalícias lá por casa. E, pelo que ouço dizer, em muito mais casas por esse mundo fora.
O Pai Natal que na altura começou a andar lá por casa era um Pai Natal rico. O meu Menino Jesus, era um Menino Jesus pobre. Só por aí comecei eu a não gostar do velho de barbas e vestido de vermelho. Começou a luta dos ricos contra os pobres, e o rico ganhou. Não é que tenha ganho grande coisa, mas ganhou. Ganhou pelo menos o lugar que o Menino Jesus sempre tinha tido em minha casa. E com essa vitória começaram a desaparecer os valores que até então nos tinham norteado.
No tempo do meu Menino Jesus, e porque ele, coitadinho, era pobre, [Read more…]

Biografia breve do PAI NATAL

Séc. XX, Dezembro 1952, Aeroporto, Ilha de Santa Maria

A chegada do Pai Natal ao Aeroporto da Ilha de Santa Maria
(Dezembro 1952) © Grupo Facebook Memorias Santa Maria

QUEM É O PAI NATAL?
Chamêmos-lhe S. Nicolau, Papai Noel, Papá Noel, Père Noël, Viejito Pascuero (chileno), Santa Claus, Joulupukki (finlandês), Father Christmas, Ded Moroz (russo), ou Kris Kringle (um nome que se julga derivar do alemão Christkindl – Menino Jesus – apropriado pelo «vernáculo» dos primeiros colonos norte-americanos), é tido hoje como verdadeiro que mora longe, muito longe da grande maioria dos beneficiários da sua acção benévola: para lá do círculo polar árctico, no sopé de uma misteriosa montanha chamada Korvatunturi, com os seus duendes ajudantes, as suas renas e, enfim, toda a parafernália de espantosas excentricidades a que já nos habituou. Trata-se da mais intricada das fantasias demiúrgicas do nosso tempo, pejada de zonas sombrias, contradições e, claro, grandes cedências ao marketing, constantemente necessitado de renovados ícones.

Um concorrente de Jesus
Patrono dos marinheiros (sobretudo dos holandeses), dos comerciantes de todas as latitudes, dos guardas-nocturnos arménios, dos meninos de coro italianos, das raparigas solteiras e casadoiras, o multinacional padroeiro Nicolau terá sido antes de mais um protector dos fracos e dos oprimidos, fama que se por um lado o tornou amado um pouco por todo o mundo cristão, por outro o colocou em franca posição de concorrência com Jesus, o que terá determinado (juntamente com a Reforma protestante que aboliu o culto dos santos, e com a escassez de documentação sobre a sua vida) a decisão do Papa Paulo VI em retirar, em 1969, as festividades de São Nicolau do Calendário Oficial Católico. [Read more…]

Da série ai aguenta, aguenta (4)

Desempregados fazem de Pai Natal a 43 cêntimos à hora

 

Segredo do Pai Natal descoberto!

Afinal, os gnomos são um mito: os ajudantes do Pai Natal são estivadores.

Autonomia e gestão das escolas: é como o Pai Natal!

O Ministério da Educação e Ciência apresentou há uns dias um documento de princípios sobre a gestão das Escolas. E na última semana entregou aos sindicatos uma proposta de Lei para alterar o Regime de Autonomia e Gestão das Escolas.

Vamos então ao debate!

Manuela Mendonça, FENPROF

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O Pai Natal Lixado

Este ano não há Pai Natal

A responsabilidade é da polícia britânica, embora esta acuse os estudantes de terem envolvido o Pai Natal nos seus protestos.

É só para lembrar que o Pai Natal não existe

sint

A arte é tramada. Muitas vezes, bem ou mal feita, incomoda. É como uma verruga que nos nasce no nariz, um quisto que insiste em aparecer numa nádega, um qualquer conhecido que se julga amigo e nos chateia durante horas com uma conversa da treta. Chateia. Sobretudo quando mexe na consciência de uma série de pessoas sem creatividade e muito espaço no cránio.

Na Holanda, um grupo de pessoas desatou a protestar contra os cartazes de promoção de um filme de terror. A fita é apenas para adultos, diga-se. Os cartazes é que estão espalhados pelas ruas. É este que está aqui, neste mesmo post. Ora vejam com atenção. Já viram? Viram, então, um personagem negro, ameaçador, com vestes vermelhas em jeito de bispo, sublinhado pelo chapéu, em cima de um cavalo branco que não inspira muita confiança. Ambos  enquadrados pela Lua e um leve manto de neve.

O filme chama-se “Sint”, que é como quem diz São Nicolau, o bispo que acabou por ser ‘transformado’ em pai natal. Porque, dizem as lendas locais, a 5 de Dezembro São Nicolau viajava pelo país levando presentes aos mais pequenos. Só que, desta vez, em alternativa a um enternecedor filme típico da quadra, os autores, e o realizador Dick Maas, decidiram fazer uma história de terror. Pegaram no personagem colocando-o como um assassino que decapita crianças a 5 de Dezembro.

Algumas pessoas que ficam incomodadas por qualquer coisinha que estrague o dia a dia de ilusão decidiram não gostar da ideia e recorreram à comissão reguladora da publicidade na Holanda, que não retirou o cartaz. As tais pessoas já apresentaram recurso.

O realizador Maas diz que a polémica é desnecessária, que não há nenhum drama, que é só um filme e tal, que até há filmes de terror com cartazes mais assustadores e que os pais devem explicar aos meninos e meninas que aquele não é o pai natal, mais sim um “primo”. O que também dá uma ideia perfeita do tipo de família a que pertence o gajo de robe vermelho.

Por mim, deixo uma sugestão: digam à ganapada que o pai natal não existe, que é uma ficção, uma treta. Não há nenhum velhote gordinho a descer chaminés, nem a distribuir prendas. Confessem que os andavam a enganar, tal como se queixam de que são enganados pelos políticos. Ganhem coragem, respirem fundo e gritem: “Sim, é verdade, o pai natal não existe!”.

Vazio

Vazio (mais um conto do meu filho Marcos Cruz; peço desculpa pelo abuso)

António era um bife. Mal passado, passava mal. Mas tinha a resistência suficiente para lutar contra os que o queriam passar bem, pois sabia que “uma vez bem passado, bem passado para sempre”. Passava mal no presente, mais precisamente, já que o seu passado fora até bem passado, ou, como todos os passados, bem e mal passado. Em parte, era com isso que ele se passava: se, por um lado, “uma vez bem passado, bem passado para sempre” e, por outro, o seu passado havia sido bem e mal passado, ou seja, em parte, bem passado, porque não estaria ele bem passado no presente? Talvez, sem o ter presente, estivesse. Mas então por que razão passava mal? [Read more…]

Sejamos directos: O Pai Natal não existe

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Sejamos directos. É tempo de descer à terra. Cá vai: O Pai Natal não existe! Pronto, está dito. Da forma mais directa, simples e, vá lá, também da mais dura. Mas é melhor enfrentarmos a realidade.

Apesar da componente esotérica da questão, que poderá permitir uma leve – muito leve, e algo inútil discussão, basta uma simples análise matemática para mostrar o disparate que é a ideia de ter um senhor idoso, algo anafado, montado num veículo puxado por renas, percorrer todo o planeta com um saco de presentes, verificar a lista das crianças que se portaram bem ao longo do ano, descer a chaminé nas casas que as têm (como seria nas que não têm chaminé), depositar embrulhos junto de uma árvore, subir a chaminé, regressar ao trenó, passar para a casa seguinte e recomeçar todo o processo milhões de vezes. Pense dois segundos neste assunto e chega à mesma conclusão: não é possível. A existir, S. Nicolau terá de ser mais rápido que Usain Bolt, que Lucky Luke ou o Super-Homem.

Vamos directos ao assunto. Toda a história do trenó cai por terra por uma simples evidência: as renas não voam. Nenhuma espécie de rena voa. Pelo menos, até ao dia de hoje. O argumento não chega? Há mais e com argumentos imbatíveis. Matemáticos.

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Como Se Fora Um Conto – O Pai Natal e o Menino Jesus

O PAI NATAL E O MENINO JESUS

Tenho de começar por dizer que não gosto do Pai Natal.

Desde que entrou na minha vida, já lá vão mais de vinte anos, que aos poucos a minha aversão ao personagem, foi crescendo.

Também não será para admirar. O Pai Natal chegou e destronou o meu Menino Jesus. Arrumou-o para um canto de uma gaveta, dentro de uma caixa velha, e não se ouviu mais falar dele.

Com a chegada do Pai Natal, começaram as desavenças natalícias lá por casa. E, pelo que ouço dizer, em muito mais casas por esse mundo fora.

O Pai Natal que na altura começou a andar lá por casa era um Pai Natal rico. O meu Menino Jesus, era um Menino Jesus pobre. Só por aí comecei eu a não gostar do velho de barbas e vestido de vermelho. Começou a luta dos ricos contra os pobres, e o rico ganhou. Não é que tenha ganho grande coisa, mas ganhou. Ganhou pelo menos o lugar que o Menino Jesus sempre tinha tido em minha casa. E com essa vitória começaram a desaparecer os valores que até então nos tinham norteado.

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Pai natal do prego

Na minha rua há uma casa de penhores. O prego, como lhe chamam. Vem muita gente pôr os bens que lhe sobram no prego, mas nunca aparecem com sacos ou maletas, e por isso suponho que só trazem coisas pequenas: um relógio, o cordão de ouro da avó, a aliança de casamento.

Á porta do prego está um polícia que se aborrece a ver o entra e sai desta gente, e se entretém a seguir com os olhos as mamas da filha da dona do café, que passeia saltitante pela rua acima e abaixo. [Read more…]

Carta ao Pai Natal v3.0

Querido Pai Natal,

Gostaria de rectificar o pedido de presente de Natal que te enviei por e-mail. Sei que é a terceira vez que o faço, e peço-te desculpa por isso.

Primeiro, foi o leitor Blu-ray, que te tinha pedido para poder ver os vídeos do caso Freeport em alta definição.

Mais tarde mudei de ideias, é verdade, quando passei a pedir-te um leitor MP3 (era um iPod touch, lembras-te?) para poder ouvir as escutas do caso Face Oculta com a maior qualidade possível.

O facto é que, por muito que me custe, queria mesmo fazer-te um novo pedido. Não por imitação, não por inveja, mas por mera inspiração, sabes? É que li recentemente algo que me fez abrir os olhos e ver claramente o que realmente quero, o que realmente me faz falta.

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