Luzinha aqui tão perto

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Cavalgando célere o seu ginete de ganância desumana, içando, desfraldado, o espectro do desemprego e da pobreza, avança imparável o garboso ideal neoliberal, submetendo, na sua conquista global, governos e povos aquém e além mar, amarfanhando a dignidade, desmantelando direitos conquistados ao longo de duras e longas lutas, restaurando a escravidão, arrasando o planeta.

Impossível fazer-lhe frente? Parece bem que sim. A chaga social da precariedade alastra incessantemente, a vulnerabilidade torna mansa a mão-de-obra e ideologias de extrema-direita ganham terreno. [Read more…]

A Guerra dos Portos


“A Guerra dos Portos” é o resultado de uma recolha de entrevistas a vários estivadores europeus sobre o movimento internacional de solidariedade com o porto de Lisboa

Estão avisados

Os governantes portugueses e seus bobones: os estivadores europeus vão contra-atacar.

E Com Esta Coisa (Greve) Toda, Todos Perdemos. Ninguém Ganhou!

estivaOs estivadores de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro, suspendem a greve que já durava desde Agosto. e que causou milhões de prejuízo.

E ninguém exige nada a ninguém.

Instruções para o ano novo: o manual do perfeito grevista

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A greve é, só por si, um abuso, tal como o protesto, no fundo. A democracia e produtos derivados, aliás, devem permanecer num recanto da consciência e não devem ser exibidos em público, a fim de evitar atentados ao pudor.

O único grevista bom é, então, um grevista despedido, de preferência antes de chegar a pensar em fazer greve, porque isso já é, no fundo, uma heresia, um ataque à infalibilidade do governo e um desrespeito pelos nossos proprietários que só nos querem bem. E se o caminho for o empobrecimento de cada um de nós, há que aceitar, porque ínvios são os caminhos dos senhores e não nos cabe a nós alcançar os segredos da dívida interna.

Se, ainda assim, alguém sentir um impulso incontrolável por protestar ou por fazer greve, que saiba manter essa tara num recanto escondido do lar, longe na rua, longe, até, do cônjuge ou dos filhos. O cidadão responsável deverá fazer greve às escondidas, como deverá ser às escondidas que se dedicará às reprováveis práticas do onanismo. Aliás, num mundo ideal, em circunstâncias extremas, deveria ser normal a mulher bater à porta da casa de banho e perguntar, indignada, ao homem solitário: “Estás outra vez a fazer greve, grande porco?”

O grevista é, por definição, um milionário que ignora possuir uma fortuna. Assim, o grevista ganha sempre mais do que aquilo que é lícito e tem sempre mais direitos do que deveria ter, pela simples razão de que há sempre alguém que ganha menos, está desempregado ou teve papeira já na maioridade.

A greve deveria ser, no máximo, um direito reservado aos sem-abrigo, na condição de que estejam tão subnutridos que não tenham força sequer para balbuciar. O facto de não terem emprego faz deles, ainda, os grevistas ideais.

Felizmente, o nosso governo tem sabido contornar as maçadorias provindas de uma Lei cada vez menos Fundamental e antevê-se um mundo privatizado em que, por exemplo, os estivadores tenham medo de fazer greve. Já não faltará muito para que Portugal seja um paraíso semelhante à Coreia do Norte, graças à firmeza dos nossos queridos líderes.

Festas são Festas, Gozem até Acabar por Favor

estivadoresOs senhores estivadores continuam em greve, mas é só até 31 de Dezembro. Coitados, assim ficam com as festas cortadas a meio.
Estão em greve, mas não todos, o que se não compreende muito bem, já que os trabalhadores de Sines e os de Leixões, continuam a trabalhar nas condições em que estes que fazem greve não aceitam fazê-lo.
Já se diz por aí que o porto de Lisboa corre o risco de acabar.
Já se falou imenso, e eu também até já falei de mais sobre este assunto, mas, se estes senhores não querem trabalhar nestas condições, por certo que muitos há a fazer “bicha”  à espera que o lugar fique vago.
Estou cada vez mais certo de que tenho razão, muita, e que outros deveriam fazer greve ao mesmo tempo que estes senhores.
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Os estivadores de Leixões

já nos avisaram para nem pensar em nos sindicalizarmos, pois não renovam o contrato

Artigo no Dinheiro Vivo

Greve do Pessoal dos Recursos Humanos das Empresas com Trabalhadores em Greve

RECURSOS HUMANOS 2FIXE, FIXE, ERA UMA GREVE DESTA GENTE

Fixe, fixe, era que o pessoal dos Recursos Humanos das empresas cujos trabalhadores estão em greve, parcial, às horas extraordinárias, ou total, e que dessa greve resultassem prejuízos para os outros trabalhadores que necessitam dessas empresas a laborar para eles mesmos trabalharem (Soflusa, Transtejo, Carris, Metro, CP, STCP, TAP, etc., etc., etc.), ou cujos prejuízos para a economia nacional fossem por demais evidentes (estivadores dos portos Nacionais), também fizessem greve, nem que fosse por solidariedade.

Era ver se as greves grassavam da mesma forma por esse País fora.
Para quem não sabe ou anda distraído, algumas das funções dos Recursos Humanos são:
– Preparar os dados para o processamento informático dos vencimentos;
– Processar os documentos relativos às horas extraordinárias, despesas de deslocação e ajudas de custo;

Segredo do Pai Natal descoberto!

Afinal, os gnomos são um mito: os ajudantes do Pai Natal são estivadores.

No espírito do PEC IV

PS vota liberalização da estiva.

A lição dos estivadores

Como se percebe da leitura do extenso trabalho que veio hoje a lume no Público, há sindicatos e sindicatos, e uns e outros distinguem-se pelos trabalhadores que têm e sua consciência.

Enquanto nuns portos os estivadores pagam uma quota elevada e beneficiam com isso da possibilidade de prolongar uma greve, o responsável do sindicato de Sines afirma não ter hipóteses de o fazer (embora saiba que uma greve de 8 dias faria ceder qualquer governo), o que até se compreende.  Uns ainda são trabalhadores, os outros estão no grau abaixo de zero do precariado e do salário pelo mínimo.

É essa a diferença, é para aí que governo e patronais pretendem empurrar os trabalhadores que sobram. Espancando para a ausência completa de direitos, para a reproletarização na versão clássica do esses que nada têm a perder porque nada têm, mas não ganharam ainda a consciência de terem tudo a ganhar. Esses a quem chamam em gozo de balofa hipocrisia colaboradores.

Têm azar: mais tarde ou mais cedo este filme também acaba assim:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=S6VBdu_ur48]

Há Lodo no Cais – On the Waterfront

Eu que sou muito de intrigas

Ó Rodrigo, “sacas de batatas às costas“?

 

Porto de Leixões continua em Alta – Obrigado Grevistas

OBRIGADO GREVISTAS
A greve que os portos nacionais têm vindo a implementar desde há quatro meses e que têm provocado grandes prejuízos à economia nacional, tem sido uma mais valia para o porto de Leixões que como se sabe não tem aderido a essas coisas.
Assim, nos dois últimos meses, o número de camiões que vêm carregar e descarregar contentores a Leixões, aumentou em cerca de dez mil a já alta média de trinta mil ao mês.
Só se lamenta que esta situação seja temporária, já que para bem do País, estas greves deverão acabar rapidamente.
Obrigado grevistas!

Portos em Greve

ESTIVADORES – QUATRO MESES EM GREVE
Os portos Nacionais estão em greve. Paralisados na sua maioria.
Felizmente ainda há Leixões que não adere às ordens dos sindicatos do Centro e do Sul, muito embora tenha parado no passado dia 14. Mas esta greve nada teve a ver com a outra, embora os efeitos tenham sido os mesmos.
O porto esteve parado, e assim parece  continuar, não porque os trabalhadores estejam a faltar ao trabalho, mas porque não há barcos para carregar ou descarregar.
A fotografia que ilustra este “post” foi tirada por mim, hoje, em Leixões, às 9h00 da manhã.
No entanto, a carga movimentada em Leixões atinge os 14 milhões de toneladas.

As exportações por Leixões continuam a crescer a bom ritmo com um aumento até Outubro de 22%, à semelhança do que aconteceu em 2011 em que o crescimento do ano foi de 34%.
No que diz respeito às exportações por via marítima, coisa de que o País necessita como do pão para a boca e que representam cerca de 16% do total das nossas exportações, estas estão a ressentir-se imenso. O País e as empresas estão a perder dinheiro diariamente o que afecta a nossa economia. [Read more…]

Quanto ganha um estivador?

Ângelo Correia, o homem que na primeira greve geral portuguesa inventou uma revolução armada com pregos, com a lata que lhe é peculiar, garantiu que enquanto administrador de um porto assinava vencimentos de estivadores da ordem dos 5000 euros  por mês.

A realidade complica um bocado as coisas:

Por exemplo, um trabalhador da mais alta categoria da carreira – superintendente – poderia trabalhar 16 horas por dia, durante 22 dias seguidos, e mais 8 horas por dia todos os Sábados e Domingos do mês. Com esse horário, ele pode chegar a ganhar até aproximadamente 5.685.02€ (incluindo o subsídio de alimentação).

É ler este estudo de Alan Stoleroff, que desmonta a mentira. E quanto ganhava Ângelo Correia como administrador portuário, e  já agora, quantas horas trabalhava por mês?

Não morreu, mas podia ter existido

Giorgios Kornakkis (1917-2012). Esta entrada, puro situacionismo com navalhada e tudo, os estivadores bem a merecem. Saia petardo.

Ficam-nos com os jornais?

Os estivadores guardam-nos as cervejas.

A greve dos estivadores explicada pelos próprios

Estivadores de Portugal: A importância da nossa greve

Esclarecimento

Todos os dias os Portugueses são bombardeados com notícias sobre a greve nos portos cuja verdade fica perdida nos critérios editoriais da comunicação social.

Desde há largas semanas, os Estivadores estão em greve e durante este percurso têm desenvolvido variadas formas de luta. Actualmente, a “greve” dos Estivadores cinge-se aos sábados, domingos e feriados e dias úteis entre as 17 e as 08 do dia seguinte. Ou seja, cada estivador trabalha, afinal, o que trabalha cada português que ainda não está no desemprego: 8 horas por dia, 40 horas por semana.

Sabia que o ritmo de trabalho de um estivador chega a 16 e até 24 horas por dia? [Read more…]

O medo das alterações às leis laborais nos trabalhos portuários – ou – Raios Partam as Greves

Os “trabalhadores portuàrios” de alguns portos Nacionais (Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro estão completamente parados) estão em greve.
Como de costume no Porto de Leixões não há greve. Talvez por isso tenha lucros e seja apetecível colocá-lo ao mesmo nível dos outros. Quem trabalha e tem sucesso não raras vezes tem guerra declarada pelos que o não fazem nem o têm.
Por causa desta greve, mais esta, já vários barcos que se dirigiam à capital, mudaram o seu destino e terão ido aportar a Espanha. Se fossem inteligentes (os mandantes) teriam ido para Leixões, onde se trabalha, já que os nosso vizinhos, que já têm a austeridade à porta, também ameaçam com greves (embora tudo não passe de manifestações de solidariedade sem fundo efectivo), estendendo-as aos portos de toda a Europa, tudo por causa, imagine-se, do Governo Português.
É verdade que sou contra as greves, embora não o seja contra o direito a fazê-las, mas isto é de doidos. Quando precisamos de trabalhar, cada vez mais, fazemos greves e damos os negócios que muita falta nos fazem aos outros.
Para os defensores deste tipo de acções, é uma medida inteligente, para mim, é uma tremenda burrice, digna de quem tem a cabeça só para criar piolhos. Mas isto sou eu a dizer, que destas coisas percebo menos que nada.

Ah, e por falar em greves, amanhã há mais … CP, Metro, Carris e STCP (também amanhã, a Metro do Porto não entra).

“P’rá frente Portugal!