Liberdade para Educar

Logo do SPN, concurso de professoresA viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.

Não era por aqui que eu queria levar o post, mas saberá o caro leitor que a competência na escrita não é uma coisa matemática. Vamos lá então colocar as palavras no eixo para que vieram ao mundo.

As confusões que Pedro Passos Coelho plantou nos concursos de professores levaram um conjunto de ignorantes a tomar como certo um conhecimento que, manifestamente, não faz parte das suas propriedades e, a ignorância é uma coisa do C….! O concurso teve uma fase nacional que correu bem, uma centrada nas escolas que correu como todos sabem e qual é a proposta que nos chega da direita? Acabar com o concurso nacional ( o que correu bem!) e ampliar o concurso local (o que correu mal).

São muitos e variados os motivos que me levam a defender um concurso nacional, único e onde a graduação seja respeitada. Aliás, partilho de tudo o que aqui foi escrito.

Mas, há uma dimensão que gostaria de desenvolver e que se prende com a autonomia do exercício da profissão. [Read more…]

Nuno Crato, o demolidor

predioÉ célebre a frase atribuída a Goebbels: “Quando ouço falar de cultura, levo logo a mão à pistola”. Nuno Crato partilha, em grande parte, desta filosofia: sempre que pensa em Educação, dedica-se ao lançamento indiscriminado de cartuchos de dinamite. Talvez devido a um nefelibatismo alegadamente típico dos matemáticos, ao querer implodir o Ministério da Educação (MEC), limitou-se a rebentar com as escolas, naquilo que se poderá designar como explosão por simpatia, facto, afinal, pouco simpático.

Efectivamente, uma breve passagem pelas notícias sobre Educação permite-nos descobrir que o MEC tem uma estranha propensão para descobrir minhocas em todas as cavadelas. Esta ligação do Correio da Manhã dá acesso a três notícias esclarecedoras. [Read more…]

Senhor Primeiro Ministro. Pedimos paz duradoura

Não sei como devo endereçar-me a si. Temos pensamentos diferentes, somos de ideologias desencontradas: o senhor é democrata neoliberal, eu sou socialista materialista histórico; o senhor deve ter sentimentos de fé, eu já os tive; o senhor é economista e entende de fórmula para converter a água em vinho e da multiplicação dos peixes e do pão como é referido no Sermão do Monte que os cristãos usam como parábola para se orientar na vida; o senhor governa, eu sou governado; o senhor e eu somos portugueses e comemoramos a restauração da autonomia de Portugal para se governa só, sem estrangeiros que assumam um poder que não é devido. O senhor diz que o nosso país está em falência e no bordo da rutura, mas o senhor também sabe os imensos esforços, porque tem vivido entre os esforçados todos os seus anos de vida, dos soldados de Portugal e do povo português para se libertar de um governo unitário que acreditava apenas no pai da nação, o ministro Salazar, e abandonava a fórmula trinitária dos cristãos que moram no nosso Estado, até cair.

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Baralhado

Confesso que o Tico e o Teco andam um bocadinho baralhados.
Sim, uma das minhas dúvidas existenciais está resolvida  – já sei onde estão a Maria e o Burro!
Mas continuo sem perceber o que se está a passar.
Num dia é uma encomenda que rebenta nas mãos do bombista – o MEC faz a encomenda do estudo e afinal a conclusão é de que o serviço público de educação prestado pelas escolas públicas é mais barato que o serviço privado que o MEC também está a pagar. E o MEC até escreve sobre o assunto!
No dia seguinte é o Conselho Nacional de Educação que vem gritar uma verdade que é do conhecimento de todos –  “a recente criação dos chamados mega-agrupamentos “tem vindo a criar problemas novos onde eles não existiam.”
São dois momentos COMPLETAMENTE contrários a Nuno Crato e aos seus interesses! Escandalosamente contra!

Quando se fala das funções do estado, do despedimento de funcionários públicos ( 1 em cada 6 são professores) fico confuso com o que se está a passar:
– são apenas sinais da vitalidade da nossa democracia?
– são os ratos a fugir do navio que se está a afundar?
Ou antes pelo contrário?
Ajudem-me! Quero perceber o que se está a passar!

De TEIP para autonomia

O Ministério da Educação criou em 1996 (Despacho n.º 147-B/ME/96) um programa que procurava responder às necessidades de escolas inseridas em meios mais complicados – os Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Na gíria dos profs, os TEIP. Era Ministro da Educação Marçal Grilo e Secretária de Estado, Ana Benavente.

Mais tarde, em 2008/09 foi lançada a segunda fase deste projecto (Despacho Normativo 55/2008, de 23 de Outubro), novamente por iniciativa de um governo socialista.

Esta segunda vida dos TEIP continua até aos dias de hoje e tendo sido uma oportunidade para muitas escolas desenvolverem práticas educativas para reduzir parte dos seus problemas mais delicados. As escolas TEIP têm sido financiadas por fundos europeus (POPH) e têm conseguido contratar técnicos da área social (Educadores sociais, mediadores de conflitos, por exemplo), têm conseguido desenvolver assessorias (nas aulas de matemática e de língua portuguesa) e tutorias, têm criado e dinamizado clubes (música, desporto, ciências), têm, no fundo, a capacidade de escapar da crise no meio da miséria em que vivem as escolas públicas. Diria que o projecto TEIP tem sido um bom negócio para as Escolas e para quem lá estuda.

Nuno Crato viu nos TEIP uma oportunidade.

Infelizmente!

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Está publicado em Lei o novo regime de Gestão das Escolas

Curta se torna a espera de algo que não se quer! No Aventar tivemos oportunidade de pensar as propostas do MEC que agora ganham a forma de Lei.

No contexto Educativo global é mais um instrumento do projeto deste governo para reduzir a Escola Pública a um espaço de alguns, onde outros, com dinheiro, não vão querer estar.

Os pais estão fora do pedagógico e é desta forma que se pretende fomentar a participação da sociedade na Escola. Um absurdo que se junta a outros porque o modelo de gestão que tem por base um Diretor já provou que não serve. Ou será que serve os interesses que estão fora da Escola Pública?

Carta aberta ao ministro Nuno Crato

 Santana Castilho*

Senhor ministro:

Como sabe, uma carta aberta é um recurso retórico. Uso-o, agora que se cumpre um ano sobre a sua tomada de posse, para lhe manifestar indignação pelas opções erradas que vem tomando e fazem de si um simples predador do futuro da escola pública. Se se sentir injustiçado com a argumentação que se segue, tenha a coragem de marcar o contraditório, a que não me furto. Por uma vez, saia do conforto dos seus indefectíveis, porque é pena que nenhuma televisão o tenha confrontado, ainda, com alguém que lhe dissesse, na cara, o que a verdade reclama.

Comecemos pelo programa de Governo a que pertence. Sob a epígrafe “Confiança, Responsabilidade, Abertura”, garantia-nos que “… nada se fará sem que se firme um pacto de confiança entre o Governo e os portugueses … “ e asseverava, logo de seguida, que desenvolveria connosco uma “relação adulta” (página 3). E que outra relação, senão adulta, seria admissível? O que se seguiu foi violento, mas esclarecedor. O homem que havia interrogado o país sobre a continuidade de um primeiro-ministro que mentia, referindo-se a Sócrates, rápido se revelou mais mentiroso que o antecessor. E o senhor foi igualmente célere em esquecer tudo o que tinha afirmado enquanto crítico do sistema. Não me refiro ao que escreveu e disse quando era membro da Comissão Permanente do Conselho Nacional da UDP. Falo daquilo que defendia no “Plano Inclinado”, pouco tempo antes de ser ministro. Ambos, Passos Coelho e o senhor, rapidamente me reconduziram a Torga, que parafraseio: não há entendimento possível entre nós; separa-nos um fosso da largura da verdade; ouvir-vos é ouvir papagaios insinceros. [Read more…]

Despacho de Organização do Ano letivo: a 3ª análise, à procura da autonomia

A autonomia das Escolas é a necessidade mais urgente do nosso sistema educativo. Já foi decretada pelo menos três vezes, mas existir, de facto, nunca existiu.

Tenho, também, muitas dúvidas sobre o que cada um de nós entende por autonomia. Como se concretizaria? Na definição do currículo? Ou apenas autonimia para a sua implementação ou só para a distribuição dos programas (parte do currículo) ao longo do ano?

Na escolha de professores? Na seleção de alunos? Na possibilidade de expulsar alunos da Escolaridade obrigatória? Na possibilidade de exigir propinas?

Creio que não será fácil encontrar pontos de encontro nesta temática, aparentemente consensual entre todos. Percebem-se, também por isso, as dúvidas que surgiram à volta do Despacho de Organização do Ano letivo, que, todos percebemos, é uma espécie de manual do maior despedimento da nossa história coletiva.

Por um lado, o Legislador pretende alguma gestão flexível, mas por outro, insere expressões como  “dentro dos limites estabelecidos” (artigo 3º, ponto 2) ou  como, no artigo 13º, ponto 4: “Ouvido o conselho pedagógico, o diretor decide.[Read more…]

T.P.C. – sim ou não?

Já tinham saudades destas 3 letrinhas. Confessem… Todos para Casa, trabalhos para crianças, tortura para crianças…

A reflexão está de volta: trabalhos para casa: sim ou não?

De um lado, quem acha que o que faz falta é tempo para brincar, para ser criança.

Do outro, quem pensa ser importante o trabalho, a disciplina.

Diria que todos podem ter razão. [Read more…]

Para se ser de Direita é obrigatório ser-se estúpido, ignorante ou insensível?

Tenho amigos suficientes de vários quadrantes políticos para saber que todos temos os nossos tiques: o cabelo desalinhado da esquerda face ao risco ao lado da direita, a camisa aos quadrados do comunista contra o pullover sobre os ombros do democrata-cristão e outras parvoíces sem importância nenhuma que poderia ficar o resto da tarde a desenvolver, recorrendo a graçolas semióticas de trazer por casa.

Como é evidente, para se ser de Direita não é obrigatório ser-se estúpido, ignorante ou insensível, até porque isso poderia levar a que pessoas de Direita e de Esquerda se pudessem confundir.

Acredito, em contrapartida, que as pessoas inteligentes, informadas e sensíveis, sejam elas de Esquerda ou de Direita, estejam mais próximas do que distantes. Não me espantaria, portanto, que, independentemente das diferenças ideológicas, todos considerassem que as crianças constituem, por assim dizer, um património inestimável que deve estar salvaguardado e que é da responsabilidade de toda a aldeia, de toda a sociedade. [Read more…]

Sou contra a total autonomia das escolas, sou sim senhor

Parece que uma charlatanice qualquer é praticada numa escola onde se deveria ensinar ciência. Não me espanta. Primeiro porque com a actual lei de gestão privatizadora é fácil o unanimismo, todos os que pertencem aos órgãos da escola fazem parte da equipa do chefe, o líder, o iluminado, mesmo tratando-se como neste caso de alguém com os fusíveis estragados. E depois porque, naturalmente e como em todas as profissões, há professores ignorantes, que acreditam em astrologia ou decifram o seu futuro num tarot qualquer.

Embora o conceito de gestão de liderança aumente os riscos, e muito, tal já sucedia antes, diga-se em abono da verdade, razão pela qual as escolas têm de ter limites na sua autonomia, científica e pedagógica. Todas as escolas, incluindo as privadas onde de resto outras charlatanices, nomeadamente religiosas, são praticadas. Templo sim, mas do saber.

A propósito deste assunto o José Manuel Fernandes está mais preocupado com o “que se ensina em muitas aulas de História” e eu compreendo-o. Se o obrigassem a repetir o 9º ano teria fortes probabilidades de alcançar a repetência. A ciência não se compadece com as vigarices que debita todos os dias e que a sua tolerância perante este caso é flagrante exemplo.

Ainda a gestão das escolas

O Miguel deve estar satisfeito porque encontra sempre alguém pronto a dar uso à caneta. Depois dos concursos, cá está outra vez um acordo entre o MEC e algumas organizações que insistem em se definirem como sindicatos.

De significativo, não acontece nada – a gestão das escolas continua uma barbaridade e os sindicatos do PSD cumprem o seu papel de muletas do sistema laranja que nos dirige.

De acordo com o portal do governo, podemos conhecer algumas das conclusões:

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O futuro está lá trás

Boas notícias?

Boas notícias seria este governo ter a lucidez de perceber que a escola pública cresceu e ganhou qualidade com um outro modelo de gestão. Não foi com esta coisa estranha, que nem é carne, nem é peixe.

A Escola Pública não precisa de gestores. Precisa, com urgência, de mais pedagogia, de autonomia (que nunca existiu, apesar de ter sido decretada vezes sem conta) e de Democracia!

As Escolas não necessitam de gestores

Já antes escrevemos no Aventar sobre a temática da Gestão em contexto escolar procurando equacionar, à luz da negociação em curso, o que poderia ser a autonomia da gestão escolar.

Mas, esta temática é geradora de grandes confusões porque os ignorantes pensam que a escola pode ser vista como uma empresa e gerida como tal.

Para economia de tempo, vamos assumir como possível tal barbaridade.

O que há para ser gerido na Escola?

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Autonomia e gestão das escolas: é como o Pai Natal!

O Ministério da Educação e Ciência apresentou há uns dias um documento de princípios sobre a gestão das Escolas. E na última semana entregou aos sindicatos uma proposta de Lei para alterar o Regime de Autonomia e Gestão das Escolas.

Vamos então ao debate!

Manuela Mendonça, FENPROF

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Um Comunista Seguidista e Ortodoxo à Frente da CGTP

CARVALHO DA SILVA VAI DEIXAR SAUDADES
CGTP PERDE AUTONOMIA FACE AO PCP
Vai ser desta que a CGTP se reforma e reformula. 69 membros dos seus conselho nacional, comissão executiva e secretariado, saem por força do novo regulamento, prevendo-se que sejam substituidos por membros mais afectos à linha comunista seguidista e ortodoxa do PCP, a começar pelo novo líder, Arménio Carlos.
Ao longo dos últimos quatro anos, a autonomia face ao partido comunista conseguida durante mais de vinte anos por Carvalho da Silva, tem vindo a esmorecer, por via do aumento de protagonismo do novo líder a eleger entre hoje e amanhã no XII congresso da CGTP, conhecido por ser obstinado, rigoroso, competente e exigente e pelas suas fortes ligações à linha ortodoxa do PCP.
A julgar pelas últimas declarações ouvidas, a CGTP prepara-se para endurecer a luta dos trabalhadores, de uma forma que se traduzirá num enorme erro que a médio prazo dará os seus frutos.
Os trabalhadores Portugueses não embarcam facilmente em lutas obstinadas que, em defesa de certos princípios, lhes faça perder os poucos empregos que ainda há.
Os trabalhadores Portugueses procuram estabilidade, coisa que a CGTP nunca conseguiu ver muito bem, e se prepara para ver ainda pior.

Palavras cheias de vento

Por incrível que pareça, existe a possibilidade de uma palavra não significar coisa nenhuma, o que é, evidentemente, uma contradição, porque significar faz parte da natureza da palavra.

Isso acontece porque, muitas vezes, as pessoas prescindem de pensar, acto que deveria preceder o de falar.

Assim, há palavras que ganham, por assim dizer, mais significado do que aquele que efectivamente deveriam ter, do mesmo modo que algumas pessoas são respeitadas sem o merecerem.

Esta notícia a propósito das irregularidades nas contratações a nível de escola não é uma novidade e não é inesperada e é a confirmação de que autonomia e descentralização não são, só por si, virtudes, do mesmo modo que a centralização não é, automaticamente, um defeito. Num país tão dado ao nepotismo, e mesmo correndo o risco de ser acusado de paternalista, vejo muitos perigos em descentralizar. Também por sermos um país em que a justiça não só tarda como não chega, a descentralização não me deixa descansado.

Os comentários dos representantes das associações de directores de escolas resumem-se, também, a produzir palavreado vazio, a fazer lembrar o pior de Maria de Lurdes Rodrigues: o facto de os casos serem “pontuais” perde importância se forem “graves” Por este andar, ainda acabamos a desvalorizar um homicídio só porque as pessoas não se dedicam mais à nobre tarefa de eliminar o próximo.

Quem o Ouvir Não é Mouco

“O pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português”

Jardim entende que “o pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português” no processo depois do 25 de abril.

“Porque não optámos pela independência, mas por ser portugueses, embora com autonomia própria”, frisou, acrescentando que, “se calhar, Lisboa ficou aborrecida com isso. Se pudesse queria entregar tudo. Ia a Madeira, Açores e as Berlengas”.

“Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas”

Para Jardim, “o pecado da Madeira foi primeiro ganhar autonomia política, quando as antigas colónias romperam com Lisboa”, acrescentando que o Estado português “continuou a mandar-lhes dinheiro de graça”.

Mencionou que “Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas”.

Referiu mais uma vez que decidiu aumentar a dívida da Madeira para evitar que a região parasse, destacando que esta “tem património. Tem ativos. Não comeu e bebeu o dinheiro. Não gastou em subsídios. Não está como as empresas públicas, que só têm coisas velhas no seu património”.

“Por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974”

O candidato do PSD-M questionou “por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974 e só fala da Madeira?”, justificando a pergunta com o argumento de que o Governo Regional “pôs tudo clarinho cá fora”: onde estão as dívidas e onde gastou o dinheiro.

“Onde está a dívida direta do Estado?”, interrogou.

In Expresso 2/10/2011

os heróis da independência do Chile

jura da independência

Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818 Óleo de Subercaseaux

Escrevia um dia destes sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham os soldados à guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia. [Read more…]

as diferenças que levam às complementaridades

Wagner – Tannhäuser, Coro de peregrinos

Pensava escrever sobre a observação das diferenças entre homem e mulher. Pensava. Continuei a pensar e consultei amigas. No meu ver, as amigas são complemento de nós homens. Não pela sexualidade, mas pela intimidade que se desenvolve entre gâmetas diferentes, sendo gâmetas cada uma das duas células (masculina e feminina) entre as quais se opera a fecundação dos animais e vegetais.

A minha ideia original era escrever sobre as diferenças entre homem e mulher. No entanto, ao rever os códigos que nos governam, especialmente o Código Civil, reformulado em 2001, não encontrei nem diferenças nem complementaridade. Hoje em

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a restauração revisitada

a penísula Ibérica em 814

Fiquei a pensar que a cronologia histórica é uma permanente restauração. Não apenas de dinastias, bem como de pessoas, se a entendermos como reparar, restabelecer no seu sítio o que estava mal colocado em outro. No entanto, a restauração procurada por nós, tem outra definição: restituir ao poder (uma dinastia, um governo).

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o crescimento das crianças-6ªparte-I-ontem e hoje

Mapuche e o clã Picunche marcham em protesto da perseguição Huinca

O que é uma criança? É todo ser que cresce entre o nascimento e a puberdade Já estava definida e, outros textos meus, com as citações que academia manda um intelectual fazer. Quer no meu O saber das crianças (1996), quer no meu Imaginário das crianças (1997), tive especial cuidado de dedicar ideias para delimitar o campo da pesquisa. Que tinha já sido definido no meu A construção social do insucesso escolar (1990b), esse esgotado livro que é muito procurado. Como em outros textos. Gostava acrescentar á minha tradicional definição, de que todo ser humano é criança em certos aspectos das suas relações, em quanto é adulto em outras. E ao contrario. Porque há campos do comportamento que sabemos, e campos da interacção no qual estamos menos desenvolvidos. Percebe-se de que um adulto é um ser crescido em corpo e em idade, capaz de reproduzir. E com as suas emoções bem definidas e detalhadas e

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Pencahue, Vilatuxe, Vila Ruiva, século XXI

picunches do Século XX, a descansar no seu domigo

Rua Central da Vila Picunche, Pencahue, Província de Talca. Membros do Clã descansando em pleno domingo.

Queira o leitor saber o que penso destes três sítios visitados nos últimos anos. A cada um estou intimamente ligado pelas pesquisas e, simultaneamente, pelo prazer que usufrui no convívio com os amigos que aí fui deixando, ao longo dos anos. Como se fossem da minha família. Queira o leitor saber também que ocorreram mudanças nos três locais, que estão ligadas entre si, não apenas pela economia mundial, como pela memória do tempo. Cada um deles é um lugar diferente. Visitados, também, por um antropólogo diferente. Talvez, não no físico, mas sim nas ideias e no pensamento. Pensei que no Chile era possível falar com liberdade. Enganei-me, eu não estava certo. Os Picunche que conheci outrora como inquilinos e com quem, nos anos 60, do século XX, colaborei na formação dos sindicatos, são hoje em dia pessoas individuais e [Read more…]

o tempo definido entre picunche, galegos e portugueses

o tempo pasa num pestanejar

Tenho escrito uma carta aberta ao Poder Legislativo de Portugal, para definir una política da educação como primeira prioridade do seu Governo. As ideias não têm sido retiradas de ideias improvisadas. Uma delas, provem de um livro, resultado do meu trabalho de campo em vários sítios diferentes, texto usado já antes para o blogue: Como era quando não era o que sou. O crescimento das crianças, Profedições, Porto, 1998. A minha teoria sobre a educação não está apenas materializada em este texto, bem como em outros vários que os leitores devem conhecer. Este enxerto é apenas parta do livro citado e a teimosia de três raparigas que queriam aprender na vida académica, o que já sabiam na vida real, empregar-se e ganhar dinheiro para serem livres das tutelas familiares. [Read more…]

Debate

Para Maria Lopes Abrantes, nascida ontem 

Dá a impressão de ficarmos sem parte do nosso corpo e das nossas ideias ao descrever a actividade que o verbo define. Estou certo, sim, que debate não é adjectivo nem substantivo. É uma actividade exercida por todas as pessoas que têm as suas ideias de procuram trazer para si, para as suas definições, o que outra pessoa anda a pensar, agir definir. Discussão em que os intervenientes procuram trazer os assistentes à sua opinião. Normalmente acaba em uma disputa ou contenda, entendendo por contenda a diferença de opiniões sobre um mesmo assunto, ou, se conjugamos o verbo, podemos referir esta simples frase: Discutir em debate.

Bem sabemos que o debate faz parte das nossas vidas por termos diferentes opiniões sobre o agir em inter-actuaração, de forma heterogéneas e diferenciada. [Read more…]

Prós e Contras – A escola autónoma

Ontem o Pós e Contras foi um programa de enorme importância. A vários títulos. Desde logo porque o assunto era a escola e a sua autonomia, porque participaram pessoas das escolas, que estão no terreno, e porque com grande surpresa minha, estão basicamenet de acordo.

Uma escola com autonomia, capaz de se “individualizar” na medida em que tem que se adaptar ao ambiente  em que se insere, írreptível, e por isso, única.

Uma hierarquia decisória e displinadora, com rosto, democrática, mas sem dúvidas quanto a quem manda e a quem representa a autoridade e a disciplina.

Responsável na medida em que tem que responder pelos meios e pelos objectivos que lhe são consignados.

A possibilidade e a liberdade dos pais escolherem o que consideram melhor para os seus filhos.

Uma escola “local” interagindo com o universo de alunos e de famílias, com os poderes locias e ser capaz de dar resposta apropriada e célere aos problemas, eles tambem únicos, que tem que enfrentar. O que ficou tambem claro, é que não há fatos feitos cozinhados num qualquer gabinetes, entre burocratas, que sirva às milhares de situações com que as escolas se confrontam todos os dias.

No essencial, gente responsável, que trabalha arduamente, está de acordo.

A escola autónoma caminha inexoravelmente para ser uma realidade, contra os que vêm na escola campo de experiências e de luta política. Uma boa notícia!

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