Os candidatos presidenciais

Aqui deixo uma breve nota sobre os 10 candidatos presidenciais.

  
Henrique Neto Reconheço-lhe  uma profundidade de pensamento que não encontro nos outros (cf. 1, 2, 3, 4).
António Sampaio da Nóvoa Já se apresentou como não político, o que para mim me deixa logo desconfiado. Veja-se no que deu o campeão do “não político”.
Cândido Ferreira Quem?
Edgar Silva Quem? (Foi uma má escolha do PCP. Carvalho da Silva tornaria, quanto a mim, a disputa muito mais interessante.)
Jorge Sequeira Quem?
Vitorino Silva Quem?
Marisa Matias Parece ser a aposta do BE no eleitorado mais jovem.
Maria de Belém Roseira A candidata da facção de negócio do PS.
Marcelo Rebelo de Sousa O candidato da facção de negócio do PSD.
Paulo de Morais O candidato que ainda não percebeu que não está a concorrer a primeiro-ministro.

De todos, Henrique Neto é, no meu entender, aquele que apresenta o conjunto de ideias em maior sintonia com o cargo a que concorre.

Presidenciais 2016: votação Aventar

Presidência da República: debates

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Depois do 1° dia de debates ficou claro o que eu já pensava. Há dois candidatos a PR com conteúdo, propósito, coerência e que merecem atenção: Henrique Neto e Marisa Matias.

O Henrique Neto é um homem sério, que conhece a vida e as suas dificuldades, mas que nunca cedeu perante elas para seguir o seu caminho. É um exemplo de determinação, como empresário, como cidadão e como homem de família. As suas intervenções políticas são sempre muito ponderadas, refletidas, muito maduras, responsáveis e cheias de pontos de reflexão e caminhos de solução, sem querer nunca apontar caminhos únicos. Como homem da realidade, não poderia ser de outra forma sendo empresário, sabe que não existem caminhos únicos mas tão somente opções – as quais têm vantagens e inconvenientes -, e o que devemos fazer é ser capazes de escolher aquelas que resolvem problemas no curto prazo e abrem horizontes mais largos no médio e longo prazo.
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Presidenciais 2016 – debates

Assisti aos 4 debates desta noite. No 1º Sampaio da Nóvoa surpreendeu-me pela positiva, postura serena, calma, dominou completamente Marisa Matias, que poderia ter ficado encostada às cordas na questão do Orçamento rectificativo. A eurodeputada não consegue despir a militância, representando uma facção do Bloco de Esquerda que dificilmente valerá eleitoralmente metade do resultado alcançado pelo partido nas últimas legislativas. Claro que tacitamente Sampaio da Nóvoa que aspira a voos mais altos, porque precisa dos votos da candidata numa eventual 2ª volta, permitiu que Marisa Matias passasse incólume sem grande contraditório. De resto Marisa Matias também não pretendia levantar grandes dificuldades ao opositor de hoje, limitando-se ao soundbyte. O seu objectivo é marcar território para si própria e para o Bloco de Esquerda, criando durante a campanha, principalmente nos debates, as maiores dificuldades que conseguir a Maria de Belém e principalmente a Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]

O debate político do ano

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O ano de 2016 começa politicamente em grande. Hoje vamos poder assistir, às 23h30, na TVI24, ao debate político do ano.

O debate reunirá os candidatos presidenciais Marcelo Rebelo de Sousa e os conhecidíssimos, nas suas ruas, Jorge Sequeira, Cândido Ferreira e Vitorino Silva (vulgo Tino de Rãs).

Este debate, sem qualquer menosprezo pelos debates que se seguirão, penso que decidirá quem vai ser o próximo Presidente da República.

A não perder por todos os indecisos que ainda não decidiram o seu voto!

O catavento mediático

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Passos Coelho e a sua clique juraram, num anterior congresso, que jamais apoiariam Marcelo Rebelo de Sousa, o catavento mediático, como lhe chamaram então. Não foi dito explicitamente, mas a mensagem foi essa.

Portanto,q a direita engoliu mais um sapo quando os BFF Portas e Coelho anunciaram o apoio a esta candidatura.

Percebe-se. Era muito mais conveniente terem um presidente de facção a cavacar a jeito do que sujeitarem-se aos humores de um ovo kinder, do qual nunca se sabe qual será a surpresa a sair. Mas não tendes medo, ó Povo Livre, Marcelo veio da direita por herança e nunca dela saiu. Só não é extrema-direita-central, como parecem querer posicionar-se, o que vos iria tranquilizar um pouco mais.

Mas,  ó gente das esquerdas, quando Marcelo até vos parecer atractivo, lembrem-se que direita será direita. Sempre.

Imperativo

rumoao35

Paul Moakley for TIME [http://ti.me/1IK15Wa]

I’m addressing you.
Are you going to let our emotional life be run by Time Magazine?
I’m obsessed by Time Magazine.

— Allen Ginsberg, America

Levez-vous vite, orages désirés, qui devez emporter l’âme de René dans les espaces d’une autre vie !

ChateaubriandRené

***

aqui vimos que foi “o risco de ser considerado hiperativo [?]”. Ora, como é sabido, “ser acusado de hiperatividade [??]” e “ser considerado hiperativo [?]” não correspondem exactamente à mesma coisa, ainda por cima, entre aspas. Se não ouviram bem a entrevista (seja por terem problemas em identificar palavras “no meio de uma torrente”, seja por outro motivo qualquer), leiam o Aventar.

Sim, leiam o Aventar.

Exclusivo

Ai ele é tão simpático, o senhor professor Marcelo – exclamava, embevecida, a dona Vicência. Há dias estava lá nas ilhas a falar às pessoas e falava tão bem que era um consolo; vi na televisão. Até andava com uns velhinhos, tratava-os muito bem, e deu um beijinho numa velha. Vi tudo na televisão. Ontem estava a jogar ao dominó e a falar com pessoas do povo, tão simpático, tão bonzinho. Aquele taberneiro é que foi um bruto e cobrou-lhe as cervejas! Não se faz ao senhor professor, que até pagou de boa mente, que eu bem vi na televisão. Já quando ele falava aos domingos na televisão era um regalo ouvir um homem daqueles. Eu não percebia muito, mas ele falava bem, lá isso falava. Vai ser um presidente muito bom.
– Ora essa – atalhou o Tonho – então e os outros?
– Os outros quê ? – espantou-se a tia Vicência.

Marcelo Rebelo de Sousa

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Chegou com 20 minutos de antecedência, entrou no auditório da “sua” biblioteca sozinho e de forma perfeitamente descontraída. Sem a costumeira parafernália de bandeiras, panfletos, “pins” ou hinos. Sem os partidos. Nada. E às 18h em ponto ali estava, no palanque, pronto para começar a sua intervenção, ao arrepio da tradição portuguesa de chegar atrasado e começar bem depois da hora marcada. Nada disso. Pelo contrário, ainda teve de esperar que os jornalistas tivessem tudo pronto.

Um discurso simples, de fácil compreensão para todos, provando que sabe bem o que quer e conhece bem a audiência. O oposto da tradição política nestas coisas. Uma enorme diferença.

Em suma, a TVI perde o seu principal activo e Portugal ganha o melhor candidato à Presidência da República.

Tempos politicamente interessantes…

Bem interessantes politicamente os tempos que se avizinham. Ao contrário do que pensa o Jorge julgo que o papel do actual Presidente da República é praticamente irrelevante, prestes a sair de cena, certamente com honrarias mas sem honra nem glória. Os protagonistas são outros, com o PS a concentrar as principais atenções. Não pela resposta aos apelos dos partidos à sua esquerda, que até António Costa descartou imediatamente na 1ª declaração após serem conhecidos os resultados eleitorais do passado Domingo. Álvaro Beleza primeiro e Francisco Assis depois, trataram de marcar território, questionando a liderança e defendendo a viabilização do programa do governo minoritário da actual coligação no poder, através da abstenção na votação para o Orçamento de Estado 2016.

Ironicamente o PSD que temeu António Costa vê na sua manutenção o principal aliado, adivinhando nuvens ainda dispersas num horizonte que pode não estar assim tão distante, oferendo ao PS a presidência da A.R., que Ferro Rodrigues estará disponível para aceitar e certamente outros cargos e lugares de nomeação num acordo tácito cuja existência será muito provavelmente negada por todas as partes… [Read more…]

Enterradas as legislativas, venham as presidenciais…

-Obviamente que irei nas presidenciais repetir a abstenção de ontem. Não me revejo em regime semi-presidencial. Preferia um regime presidencial, com presidente eleito por sufrágio directo e universal, que formasse executivo sem poder legislativo. Este deveria ficar reservado ao parlamento, preferencialmente com deputados próximos dos eleitores, mais dependentes destes que do aparelho partidário, manifestando fidelidade canina ao líder de turno. Uma vez que tudo isto é miragem, pouco ou nada me interessa saber a quem os portugueses arrendam o bonito palácio pintado em tons rosa, situado nas imediações dos Jerónimos e Antiga Fábrica dos Pastéis de Belém…

-Mas em breve análise ao resultado verificado ontem, constato que Sampaio da Nóvoa perdeu qualquer hipótese, Maria de Belém pode agora capitalizar o natural descontentamento nas hostes socialistas com os erros de António Costa e trupe que o acompanha. Se passar à 2ª volta até pode conseguir que os partidos à esquerda do PS engulam sapos para evitar a vitória do candidato natural da coligação, Marcelo Rebelo de Sousa, por mais que desagrade à dupla Coelho/Portas. Rui Rio não tem neste momento qualquer condição para avançar, pelo que as cartas estão na mesa…

Henrique Neto

De todos os que se apresentam, explicita ou implicitamente, a candidatos a PR, vejo no discurso de Henrique Neto uma profundidade de pensamento que não encontro nos outros.

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Clicar para ler e ouvir

Henrique Neto não compreende como é que os dois últimos presidentes conseguiram conviver bem com a aposta nas PPP – «uma forma de parquear dívida pública» -, sem ter dirigido uma palavra aos portugueses. (…) Henrique Neto mantém o tom crítico em relação ao sistema político, e à forma como o país político parece prisioneiro de uma lógica de curto-prazo. [TSF]

A entrevista, que passou hoje na TSF, é muito mais do isto. Pena que o podcast não está disponível na totalidade.

Uma noite nos noticiários

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É espantosa a lata de alguns comentadores e jornalistas. Garantem que a questão das presidenciais é prematura, mas deleitam-se em especulações, por vezes, delirantes, sobre o tema. A apresentação de Sampaio da Nóvoa, sobretudo, parece provocar-lhes uma certa urticária mental. Por uma lado, não se calam com o facto do candidato ser desconhecido. Por outro, acusam-no de apresentar a candidatura prematuramente com o objectivo – natural, digo eu – de se dar a conhecer a si e às suas propostas. Em que ficamos?
E já agora: não têm nada a dizer sobre umas eleições legislativas que por aí vêm? Ou estão felizes com a forma absolutamente canalha com que todos – sublinho: todos! – os canais de televisão e jornais vão, com a vossa ajuda, embalando os vossos concidadãos? Talvez seja muito esforço para as vossas cabeças – por receio de cansá-las ou, até, perdê-las – confrontar as muitas iniciativas e propostas que os vários partidos vão apresentando; e quando falo em vários partidos, gostava de sublinhar aqueles que existem para além dos do governo (conhecem?), com ideias muito diferentes, imaginem, daquela verborreia entre o imbecil e o terrorista com que os governopatas nos vai brindando (em que o esbulho de seiscentos milhões aos pensionistas, anunciado pela Maria Luís, é compensado com o patriótico orgulho de, quiçá por decisão governamental, termos a onda mais alta do mundo surfada por, ao que parece, Paulo Portas)?
Segundo li, a ciência mostra que – desculpem a dureza do exemplo – se colocarmos certos animais – uma rã, por exemplo – em água a ferver, o animal reage e faz uma tentativa desesperada para sair da armadilha. Mas se colocarmos o animal em água fria e aquecermos a água lentamente, o infeliz nela permanecerá, placidamente, até morrer.
Então, prezados concidadãos? Não estais a sentir-vos ligeiramente cozidos?
(foto de Uma Noite na Ópera, dos irmãos Marx)

Nada que me surpreenda

Francisco Assis declara o seu apoio à eleição de Marcelo Rebelo de Sousa.

O granel

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É uma coisa amargamente sabida: um dia, muitos de nós, com ou sem vontade, mais batráquio menos batráquio, poderemos estar na dispeptica situação de, na eleição presidencial, ter de votar no candidato que se opõe ao candidato da direita. Isso faz com que o espectáculo indecoroso a que se vai assistindo para os lados do PS seja assunto de todos, já que não faltarão, nesse momento, apelos à concentração dos votos da esquerda, sobretudo, claro, na segunda volta, se a houver. Não fora isso e não perderia um minuto com este assunto.
1º Capítulo – Henrique Neto anuncia a sua candidatura, no pleno direito que lhe assiste. Logo Medina Carreira se lhe cola e, passadas horas tem honras de ataque grosseiro – ao estilo dos protagonistas – por parte do José Lelo e Santos Silva. Da direcção do PS, silêncio.
2º Capítulo – Sampaio da Nóvoa candidata-se a candidato. Logo tem o apoio de Mário Soares e Manuel Alegre. Mas também as dentadas nas canelas por parte de Vera Jardim, Vital Moreira e, pior ainda, Sousa Pinto. E digo que é pior a intervenção deste último porque é membro do Secretariado do PS e não comentador ou jornalista de tablóide. Quer dizer, as suas declarações, se lhe resta algum respeito pelo compromisso partidário que tem, criam um problema mais complicado ao líder. Criará? Parece que não. Instado a comentar a bagunça, António Costa – que se esperava mais assertivo -, relutantemente, não achando melhor discurso, lá foi dizendo que o PS é um partido de pessoas livres, etc e tal, conhecemos a retórica. [Read more…]

Sampaio da Nóvoa

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O homem não podia pedir melhor: ainda vai em pré-candidato e já desencadeou o pânico: um boy alcoólatra, o gajo que não acabou a tradução do Capital e agora virou neoliberal, a extrema-direita do costume a berrar que nem banqueiros e latifundiários  nos idos de 1975.

Não faço, nem quero fazer, a mínima ideia de quem terá o meu voto nas presidenciais de  2016, mais que não seja contra o mentiroso mais bem pago de Portugal, que continua em plena campanha esforçando-se agora a TVI por demonstrar que pode escolher um Presidente, porque isto é tudo um espectáculo televisivo onde manda quem tem dinheiro. Mas tanto medinho vindo do lado da casta que nos tem governado é, para já, estimulante. Cliquei gosto na página do facebook, mais que não seja para chatear.

Robertos

Lembram-se deles, certamente. Quando era miúdo, eu não perdia uma representação, fosse no humilde biombo de rua, fosse no teatro de robertos com palco, plateia e tudo. A voz estridente dos bonecos, dada pelas palhetas, atraia os putos irresistivelmente. Lembram-se das cenas que se repetiam eternamente: “eh toro, eh torito!…Olé, olé”; ” o raio do barbeiro é doido, carago”; “Doooommm Roberto vai aqui, toma, toma, toma”; “sou o diaaaaabbooooo!…”; “não me apanhas, não me apanhas, trrré,té, té” e por aí fora, tudo dedicado ao “rrrreeeespeitável público e todos os meninos e meninas”. Infelizmente, é raro encontrarmos o D. Roberto por estes dias. Se queremos ver os nossos queridos robertos temos de (devemos) ir ao Museu da Marioneta.
Até lá, restam-nos as candidaturas de Alberto João Jardim e Santana Lopes à presidência da República. Com o aflito esbracejar comentatório do professor Marcelo. É o que se arranja.

PIM-PAM-PUM — O legado político do último congresso do PPD/PSD

José Xavier Ezequiel

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(Ou de como o “milagre económico” pariu um ratus norvegicus)

PIM — Aproximam-se eleições. Passos Coelho tenta reposicionar-se um pouco mais à esquerda. ‘Descobriu’ que a social-democracia portuguesa nasceu na ala liberal do marcelismo. Nem josé hermano saraiva (a caixa baixa é propositada) seria tão bom revisionista. No entanto, Passos Coelho é outra coisa — é um artista de palco tão frustado, que nem o La Féria o quis para menino de coro. Passos Coelho é o verdadeiro artista transmontano exilado na porcalhota. Se vivesse em Nova Iorque, seria empregado de mesa para o resto a vida. Em Queens, na melhor das hipóteses. E o Segismundo nem sequer seria para aqui chamado.

PAM — Santana Lopes sonhou ter o sábado à noite no Coliseu (dos Recreios) só para ele. Marcelo, regressado à pressa das Ilhas Adjacentes, roeu-lhe a corda. Entreteve muito prazenteiramente os congressistas e acabou a soirée, apesar de Passos Coelho, candidato da social-democracia-marcelista à presidência da república das laranjas. Temos festa. Imagino uma campanha com telefonemas de valor acrescentado mais IVA. Quem ganhar terá o raro privilégio de lanchar pastéis-de-nata-e-chá-de-camomila com o comediante Marcelo Rebelo de Sousa. O “povo livre” vem-se. Em orgasmos múltiplos de “alegria cristã”.

PUM — Gabe-se a lealdade de Passos Coelho. Um amigo é um amigo (sobretudo se conhece todos os nossos rabos de palha). Propôs (perdão, impôs) Miguel Relvas como número um da ‘sua’ lista ao conselho nacional do Partido. Obteve a menor votação, de sempre, de um líder partidário em funções semelhantes. Um verdadeiro embaraço partidário. A acrescentar ao embaraço nacional pela incontornável existência da criatura. A ‘amizade’ é fodida (perdoe-se-me o mau ‘francês’).

PS (salvo seja) — Ontem, segunda à tarde, o assunto do fórum da SIC Notícias (para quem não se recorda, é liderada pelo militante número um do PPD/PSD, Francisco Pinto Balsemão) não foi, como seria de esperar, o congresso do Partido. Foi a derrota do Futebol Clube do Porto, em casa, com o moiríssimo Estoril-Praia. E, ainda por cima, através de um ‘pénalte’ marcado contra o Porto (sem espinhas) nos últimos minutos do jogo. Onde é que já se viu uma coisa assim? Definitivamente, “Portugal está muito melhor”. Por muito que os portugueses estejam pior.

Então e o PS propriamente dito? Isso, por enquanto, não interessa para nada. Nem sequer vem ao caso.