Não esquecer Bradley Manning

O jovem norte-americano acusado de ter passado documento à Wikileaks é o verdadeiro herói em cativeiro, mais que Assange, que como cidadão australiano e com cobertura mediática vai tendo alguns meios de defesa. Bradley vai ser julgado por um tribunal militar, e dificilmente escapará a uma sentença de 50 anos de prisão. Pode manifestar a sua solidariedade na página de apoio no Facebook.

A libertação de Assange e uma comparação com Vale e Azevedo

Vale e Azevedo, acusado de crimes de milhões em Portugal e com mais acusações em Inglaterra, anda há anos a fugir de uma extradição para o nosso país. Complacente, o sistema judicial de Sua Majestade esforça-se por não incomodar muito o cavalheiro que, de recurso em recurso, vai gozando os muitos milhões que roubou.
Com Julian Assange, a Justiça britânica foi bem mais eficaz. Prisão preventiva numa cela de isolamento, libertação passados uns dias sob caução milionária, obrigação de utilização de pulseira electrónica e audiência decisiva já no início de Janeiro. Tudo porque duas activistas políticas ao serviço dos Estados Unidos não conseguiram aguentar com o garanhão australiano.
Julian Assange assusta os terroristas deste mundo. É bom, mesmo sabendo que ele tem os dias contados. Vão matá-lo a sangue frio mais cedo ou mais tarde.

Eu acrescentaria: há um aroma a submarino no mar

“Pode ser tentador discutir o que diz este telegrama ou aquele. Nós não discutimos por uma questão de princípio. Se aceitássemos discutir este telegrama ou aquele estávamos a ser cúmplices e a patrocinar a violação da correspondência diplomática que é essencial à segurança dos Estados”, declarou Paulo Portas, ex-ministro que fotocopiou, e levou para parte incerta, 61893 documentos abrangido pelo segredo de Estado.

Pedro Sales

O presente de Natal de Cavaco

O presente de Natal de Cavaco  

Fonte bem informada disse-me qual é a prenda de Natal de Cavaco Silva. Algo para compensar desgostos passados…

President Cavaco Silva
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14. (…) Cavaco Silva was displeased that he did not get an
Oval Office meeting with President George W. Bush during his
2007 visit to Washington to open a Smithsonian exhibition of
Portuguese art, and he declined the former President Bush’s
offer to visit Kennebunkport.
(…)

daqui

O espião que veio do banco

O presidente do BCP queria ganhar umas massas no Irão, mas ao mesmo tempo violar o segredo bancário espiando para os Estados Unidos.

Obrigado wikileaks. Assim vemos a fibra dos nossos banqueiros.

O Wikileaks e a máfia nórdica

21 de Junho de 1994. Jan Fredrik Wiborg, um engenheiro civil norueguês, cai da janela de um hotel em Copenhaga e morre. As circunstâncias do acidente nunca foram apuradas, mas o suicídio/acidente passou a ser a explicação oficial. Na altura da morte, Wiborg tinha consigo uma pasta de documentos comprometedores para o Governo norueguês, documentos esses que provavam a falsificação de informações na escolha da localização do novo Aeroporto de Oslo. A pasta desapareceu e Gardermoen acabou por ser a localização escolhida em detrimento de Hurum.

Os jornalista noruegueses Paul Enghaug, Wenche Harbo, John Hultgren e Alf Endre Magnussen iniciaram então uma profunda investigação sobre o caso, publicando como resultado dessa investigação, no jornal Aftenposten, o extenso artigo «Wiborg e as previsões meteorológicos para Gardermoen. Duas histórias sobre o novo aeroporto», que viria a vencer o SKUP Award em 1999.

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Quem vai à guerra… (2)

Novas do campo de batalha: as contas do twitter e facebook da Anon_Operation foram canceladas. É como nos desenhos animados: o gato nunca apanha os ratos, e neste momento o twitter é este: http://twitter.com/anonops aliás: http://twitter.com/Anon_Operationn (obrigado CJT pela correcção).

Parece ter sido utilizada uma arma de destruição maciça: a publicação de 10 000 números de cartões de crédito é uma bomba atómica, com efeitos colaterais como todas as bombas atómicas. Tolice, embora sirva para todos entendermos que a falta de segurança de informação como esta é o pão nosso de cada dia (e não apenas um problema da diplomacia americana).

Sobre esta operação transcrevo de seguida uma carta aberta dos seus responsáveis.

A Letter from Anonymous

Our Message, Intentions, and Potential Targets

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Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (4)

testemunho

Depois dos anteriores, chegou ao Aventar esta dúvida sobre o impacto que a educação tem na formação dos indivíduos.

Quem vai à guerra dá e leva

As nobres instituições que às ordens do dono estão a boicotar a wikileaks, através do cancelamento de contas bancárias ou de processos judiciais absurdos,  começaram hoje a provar o sabor da guerra: uma associação de hackers denominada Anon_Operation passou ao contra-ataque.

Os sites da Mastercard, Postfinance estão offline. A Paypal já esteve. Esta gente ainda não tinha percebido que na net não mandam os governos. Vai perceber num instante.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (3)

a really inconvinient truth

Mesmo em béd Portugise, que ninguém levará a mal depois do José na Universidade de Columbia, o Al também transmitiu ao Aventar o seu ponto de vista sobre as verdades que estão a vir a público na Wikileaks.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (2)

Yes we canned him

Depois da reacção do terrorista Achmed, Obama admitiu ao Aventar que o fundador da Wikileaks foi dentro: «Yes, we canned him!».

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (1)

O Aventar obteve em primeira mão a reacção de várias personagens quanto ao caso Wikileaks. O terrrorista Achmed  é o primeiro.

Wikimbecilidade

Os últimos ficheiros divulgados pela Wikileaks estão a despoletar o imbecil e ignorante que pode existir num jornalista perto de si:

Empresas que albergam servidores do Wikileaks estão a deixar de o fazer
Depois da Amazon, agora é a Paypal que se recusa a albergar a Wikileaks no seu portal.

Esta é da SIC. Uma procura de localização da Interpol é um mandato de captura, sexo consensual com suposto rompimento de preservativo é violação.

Isto no intervalo do que realmente interessa,  tentar que os 0,1% de telegramas já publicados passem por coisas sem interesse nenhum: tipo Kadhafi é um grande fã de flamenco. Quando chegarmos aos 10% ainda se descobre que Cavaco, o sr. Silva, tem algumas dificuldades em decorar os autores dos livros que lê.

Se o Wikileaks incomoda muita gente…

Primeiro, a Amazon retitou ao seu cliente Wikileaks a possibilidade de continuar a alojar nos seus servidores (AWS) as páginas do site. Depois foi o site Paypal, utilizado para donativos, que recusa processar mais pagamentos. Ambos alegaram violações à sua política de utilização. Uma vez que o Wikileaks apenas está a fazer o que sempre fez, o argumento utilizado não passa de uma treta.

Logo, são opções tomadas após inevitáveis pressões.

wikileaks_0412

Só não tenho a certeza de onde tenham chegado as maiores pressões: se da administração norte-americana, pela divulgação de 250 mil documentos da diplomacia dos EUA, se das todas poderosas entidades bancárias. É que o Wikileaks já anunciou que a próxima vítima é um grande banco.

O Príncipe, O Grande Jogo e a Wikileaks

É conhecido como O Grande Jogo a disputa pelo domínio da Ásia Central, que opôs os impérios russo e britânico durante o século XIX e inicio do século XX. Durante esse período toda a Ásia Central foi considerada um tabuleiro de xadrez onde os dois impérios fizeram as suas jogadas. Muita da acção centrou-se no Afeganistão que constituía a base perfeita para uma invasão da Índia (sob domínio britânico) ou do Turquemenistão (sob domínio russo). Em 1898 o vice-rei da Índia, Lord George Nathaniel Curzon, declarava:

Turquemenistão, Afeganistão, Transcaspia, Pérsia – para muitos estes nomes transmitem apenas uma sensação de extremo afastamento. Para mim, confesso, eles são peças de um tabuleiro de xadrez sobre o qual está sendo jogado um jogo pelo domínio do mundo.

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Um ministro muito amado

A página da wikileaks está outra vez em baixo, fruto de um ataque mais forte que o de Domingo, cujo autor já está identificado (um militar reformado norte-americano que se assina “th3j35t3r”). O acesso na China foi puro e simplesmente barrado.

Entretanto hoje terá aparecido o primeiro dos 722 telegramas com origem na embaixada em Lisboa. Digo terá porque não encontro dele qualquer vestígio (os conteúdos estão republicados noutros locais que não foram atacados).

Segundo os jornais portugueses o telegrama refere-se aos voos da CIA e o seu conteúdo é resumido no Público (alô Teresa de Sousa). O nosso ministro Amado precisou de carinhos: “neste momento, seria do nosso interesse bajulá-lo bastante”.

Por falar em carinhos, o fundador da wikileaks já tem um mandato de captura da Interpol por violação de duas cidadãs suecas com quem teve sexo consentido. A acusação de pedofilia vem já a seguir: as moças estão a tomar banho num elixir da juventude e prometem regressar com 6 anos de idade.

Wikileaks: os telegramas dos srs. embaixadores, um exemplo brasileiro

A comunicação social portuguesa limita-se a transcrever as agências internacionais sobre a devassa feita aos telegramas dos embaixadores do império. Está mal.

Sempre que acharmos oportuno publicaremos no Aventar o que vai saindo e respeite a países lusófonos (passe o neo-colonialismo da expressão).

Neste caso um artigo de Natalia Viana, especial para WikiLeaks, onde se descobre como discretamente Lula mandou a lei e os direitos humanos à fava:

“A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“

Em segredo, Brasil monitora e prende suspeitos de terrorismo

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EXTRA EXTRA EXTRA EXTRA

O Aventar soube de fonte segura que a Wikileaks vai contratar o PGR para ganhar know-how quanto à forma como o Segredo de Justiça em Portugal… é violado.

Terroristas norte-americanos atacam Wikileaks

O pânico americano derivou em terrorismo:

O site Wikileaks anunciou que está a ser alvo de um ataque informático, mas que isso não impedirá a publicação, prevista para hoje à noite, de documentos norte-americanos sensíveis em diversos jornais. in Público

Entretanto a página que tencionava utilizar esta noite para pesquisar os documentos, o http://owni.fr/, já está fora de combate. É provável que os terroristas ao serviço do Pentágono se estreiem hoje em grande escala, lançando uma ciberguerra de consequências imprevisíveis. Sabe-se que a Wikileaks estava preparada para isto. E vai ter muita gente do seu lado.

Hoje há wikileaks, pânico nas embaixadas

Hillary_Clinton Hoje à noite deverá ter início mais uma operação Wikileaks: 250 000 memorandos da diplomacia dos Estados Unidos, de e para as suas embaixadas.

Hillary Clinton contactou pessoalmente diversos governos (pelo menos a Inglaterra, Israel, Austrália, Noruega, China, Dinamarca e Canadá) numa tentativa de antecipar e minimizar os prejuízos, que podem ultrapassar em muito as denúncias passadas de crimes de guerra no Iraque e Afeganistão. Sendo a diplomacia a arte da hipocrisia em todo o seu esplendor, promete.

Em Portugal, país que esteve ameaçado de invasão americana em 1975, ficaremos talvez a saber o que o império pensa realmente de nós. Desconfio que vai ter piada.

The melting point: Wikileaks, Pentágono e Obama

O portal Wikileaks transformou-se em autêntico quebra-cabeças do Pentágono e dos governos dos EUA e de outros países ocidentais. As revelações de informação secreta levaram o fundador do ‘site’, o australiano Julian Assange, e restantes colaboradores, a dispersar os respectivos servidores por vários países, entre os quais a Suécia. Neste país, o local de abrigo é um “bunker” do tempo da Guerra Fria.

A coragem de Assange e companheiros causou uma espiral de incomodidade nas chefias militares norte-americanas, quando utilizaram o Wikileaks para verter, na Internet, um conjunto de 75 mil documentos secretos relativos à intervenção no Afeganistão.

Todavia, o portal Wikileaks, além de outros conteúdos incómodos, descodificou e difundiu igualmente o vídeo que encima este ‘post’. As imagens, igualmente publicadas em ‘el mundo’, demonstram a forma bárbara como, a partir de um helicóptero, soldados norte-americanos assassinaram o fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, e mais onze civis inocentes. Além da barbaridade do crime, é possível ouvir a abjecta linguagem usada dos “heróis” que o perpetraram. Aconteceu em Bagdad em 2007 e nem a Reuters logrou ter explicações das razões do ignominioso acto.

Claro que, como tinha sido avisado, Assange vem a ser perseguido pela ousadia. A procuradora-chefe da Suécia, Marianne Ny, decidiu reabrir uma investigação contra Assange, por suspeição de crimes de violação e assédio, com base em queixa de duas cidadãs suecas. Julian Assenge, ao afrontar poderosos sustentáculos do imperialismo norte-americano, está naturalmente consciente que, doravante, nunca terá uma vida fácil e muito menos tranquila.

Iraque e Afeganistão trazem, todavia, outra figura para este ‘melting point’ da política internacional actual. É o presidente Barack Obama que já aqui elogiei, a propósito da reforma em que se empenhou do sistema de saúde, nos EUA.

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