Eu manifesto, tu manifestas, eles manifestam…

Ninguém acha estranho o elevado número de manifestos que têm sido lançados nos últimos dias? Há para todos os gostos, sensibilidades e disposições. Os economistas resultam como os principais instigadores e subscritores.

Uns querem maior atenção ao emprego, outros aconselham cautela com as grandes obras públicas, outros advogam o investimento público. É um excelente exercício, sem dúvida. Sempre estimula a capacidade criativa, numa tentativa de fazer um manifesto melhor que os anteriores.

Não tarda nada faz-se o kit pedagógico. Até parece que já estou a ver o anúncio: “Leve o manifesto da sua preferência e construa-o com os seus filhos. Passe momentos divertidos em casa a jogar com as palavras”.

Como não acredito que estes manifestos digam alguma coisa de útil e relevante à maioria da população nacional, que não os leu ou vai ler, temo pela sua inutilidade. Ou será que o destino final do palavreado não é a população? Mas se não não é população, quem será?

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