Na minha escola, ninguém entregou os Objectivos Individuais no ano lectivo anterior. O Conselho Executivo fê-los por todos.
Neste ano, o Director já avisou que não faz Objectivos Individuais. Falta uma semana para o prazo terminar e a sensação que tenho é a de que está tudo a preparar-se para entregar, até porque já estão todos a passá-los de umas pen’s para outras (como é óbvio, vão ser todos iguais). Parece-me que têm, injustificadamente, medo das consequências.
Até agora, só eu é que disse que não entregava.
Como é óbvio, tenho objectivos bem definidos para a minha passagem por aquela escola. Sei o que quero para mim e sei o que quero para os meus alunos. Mas uma coisa é ter objectivos individuais, outra bem diferente é entregar os Objectivos Individuais a que o Ministério nos quer obrigar sem qualquer base legal – a Justiça já se pronunciou sobre o assunto.
Não sou incoerente. Não andei durante dois anos nas greves e nas manifestações para, no final, acabar por fazer o que eles querem que eu faça.
O actual modelo de avaliação não presta. O original não pôde ser implementado. O simplex ainda avalia menos do que no passado. Basta não ter faltas injustificadas e já se tem BOM à partida. Avaliado por colegas que nem por sombras são melhores do que eu?
É esse modelo de avaliação que pretendem? Eu não.






Não, vão mudar o modelo de avaliação, mas tem que haver um espaço de transição.
“Avaliado por colegas que nem por sombras são melhores do que eu? É esse modelo de avaliação que pretendem? Eu não.”Está quase tudo aqui!O resto prende-se com o ministério das finanças…
Parece que a valentia está a acabar e com isso regressa o bom senso.Apenas cristaliza a franja do costume.Não há outra forma, temos que evoluir para a meritocracia e os professores são um player fundamental nessa revolução.