Jornalismo e presidenciais: um exemplo absurdo

Imagine uma notícia com o antetítulo “Absurdo”. Sobre a campanha eleitoral. Assim:

ABSURDO

Cavaco recebe banho de multidão no Funchal e teve de encurtar arruada

cavaco tejadilho(…)

Cavaco Silva chegou junto do teatro municipal Baltazar Dias, na capital madeirense, subiu ao tejadilho do carro para saudar as centenas de pessoas que o aguardavam há 30 minutos para realizar um arruada que deveria terminar no mercado da cidade, radiante por mais um show off.

(…)

Não imagina pois não? caía o Carmo, a Trindade e um jornalista, fora o editor. Agora veja esta:

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“Já estava a contar com isto”, comentou Coelho, “porque as pessoas são mal formadas. Há liberdade de circulação em todo o território nacional e isto é território nacional. Não é do senhor professor Cavaco Silva. Aqui na rua é praça pública”, conclui, radiante por mais um show off.

O absurdo está em José Manuel Oliveira e o Diário de Notícias seguirem a escola Judite de Sousa e não terem vergonha na cara. Como se não bastasse o artigo da Visão sobre a casa de férias de Cavaco Silva ter sido ignorado por toda a comunicação social (pode entretanto ser lido nos Tabus de Cavaco),  absurdo é um candidato insistir com o jornalismo ultra suave (para alguns) e este achar isso absurdo. Criticar a comunicação social é um absurdo, só pode, porque também nunca se enganam e têm sempre razão.

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