Crato mentiu (III)

Qualquer menino do 5º ano que estude a água sabe o que acontece quando soluto e solvente tentam ser água e azeite. Sabiam muitos professores qual seria a relação entre Nuno Crato e a verdade. Mas, em relação a esta questão da mobilidade aplicada aos docentes, há algo que importa questionar:

– um Professor do quadro (efetivo) que fique sem horário está obrigado a concorrer para tentar apanhar um horário numa outra escola do seu concelho, isto, considerando o Porto e Lisboa como excepções.

– um Professor dos Quadros de Zona Pedagógica (também efetivo, mas numa área geográfica mais ampla) está obrigado a concorrer para qualquer escola do seu QZP e a, pelo menos, uma outra escola de um QZP que não o seu.

Assim, num primeiro momento, a alteração à dimensão dos QZP que o MEC ontem apresentou será aplicável apenas aos docentes dos QZP, não tendo qualquer relação com os professores que pertencem aos quadros das escolas / agrupamentos. Certo?

Ou será que o MEC vai também alterar a Lei dos Concursos obrigando um docente dos quadros de uma escola de Matosinhos a concorrer para Bragança ou para Viana? Não me parece que isto faça algum sentido.

Mas, há mais.

Vamos imaginar que o Professor 1 está na escola A e o Professor 2 na escola B. Um tem melhor graduação que 2.

Pode acontecer que na escola A,o melhor graduado não tem lugar, mas na escola B o professor 2 tem lugar.

Ora, o encaminhamento para a Mobilidade, de acordo com o que está legislado, terá que obedecer ao quadro TOTAL do MEC, não? Ou seja, no exemplo apresentado, o Professor 2 iria para mobilidade e o Professor 1 teria que passar para a escola onde tem horário. Isto significaria o CAOS nas escolas deste país porque o MEC teria que fazer uma lista completa de todos os docentes e teria que indicar para horário zero (=mobilidade?) os últimos dessa lista. Depois teria escolas com necessidade de professores, sem docentes e outras com docentes que não necessitam.

Eu sei que é confuso, mas vale a pena discutir antes que apaguem a luz!

Comments

  1. lidia drummond says:

    Mas afinal a Maria de Lurdes Rodrigues era boa ou era má?. Pelas alterações do (c)Rato, parece que era boa. Nunca mais me esqueço da figura que uma corrente de professores, penso eu de qiue, que subiram a Rua Braamcamp, sendo para aí 7 mulheres e 1 homem, em contínuo, dizendo palavrões do mais ordinãrio que há defronte do prédio onde supostamente se encontrava a mãe do Sócrates. Estive no estrangeiro e nunca assisti a tal ordinarice. Os palavrões dirigidos à Senhora, velha e doente, eram dignos do Intendente. Mesmo que o filho fosse ladrão ou assassino, nunca se pode ofender uma mãe. Porque uma MÃE é digna de todo o respeiro e não tem culpa dos erros dos filhos, A partir daí nunca mais acreditei nos professores portugueses e o (c)Rato como compincha dos professores e seus sindicatos, agora limita-se a encolher os ombros, poiis conhece-os de gongeira, ou não andasse ele a instigá-los. O Nogueira agora em vez de paracer um “capo” de bigode, parece um impotente.. Quem semeia ventos colhe tempestades.

    • João Paulo says:

      Obrigado por comentar, mas creio que este comentário pertence a outro post, em que cito a entrevista da antiga ministra. De qualquer modo, se me permite, vou aqui comentar o seu comentário:
      – A questão não é saber se uma pessoa é boa ou má. A questão é saber se o que fez, politicamente foi bom ou mau. Aí creio que há dois níveis – os Professores e a Escola, no seu sentido mais amplo. Relativamente ao primeiro, os Professores, Maria de Lurdes Rodrigues, usou a estratégia errada, acumulou erros atrás de erros e a partir de determinado momento tudo erra irracional.
      No que diz respeito à escola, houve medidas boas e outras nem por isso. No entanto a Parque Escolar, as Novas Oportunidades, o Magalhães, tantas vezes criticadas, com justiça ou sem ela, são apostas na escola pública – goste-se ou não foram acrescentar e não retirar.
      JP

  2. lidia drummond says:

    Obrigada por responder ao meu comentário. Para mim a ex Ministra da Educação, pode ter errado nalgumas coisas, pois só quem não decide é qie não erra. Pela minha experiência, por ter sido encarregada de educação de 2 sobrinhas, antes deste Senhora ser Ministra no tempo do David Justino, a situação nas escolas dos pobres e menos inteligentes, era insustentável. Segui as minhas sobrinhas numa escola horrível AFONSO DOMINGUES, para tentar que elas passssem de ano, e deparei-me com INDISCIPLINA, cumplicidades inacreditaveis entre alunas e Professoras, tratamento por tu cá tu lá, falta de respeito com deixas ordinárias entre elas. Consegui que fosse colocada uma mulher policia na guarita da entrada e chegou ao ponto de eu ser respeitada e odiada como se fosse a Directora. Só guardo boa recordação de um Professor que tentou arranjar 10 alunos para poder pôr em funcionamento umas máquinas antigas do tempo em que a ESCOLA ERA INDUSTRIAL, mas infelismente as Professoras incentivavam os alunos a não aderir ao Projecto, incluindo as minhas sobrinhas. Por isso quando formaram o cordão humana no local onde eu morava, reaji contra os palavrões e obscenidades que dirigiam à mãe do Sócrates, porque me faz vir à memória o comportamentos das Professoras das minhas sobrinhas. Consegui que uma fizesse o 12º ano e a outra o 9º. Tentei mudá-las para a Escola Dom Diniz, mas não consegui. Além, disso o comportamento das Professoras versus os alunos era semelhante. Interessei-me e fui visitar muitas escolas secundárias de Lisboa para ver se o fenómeno era só no local dos Pobres, mas devo dizer que a unica Escola com organização e desciplina, foi a Escola Luis António Verney mas faziam descriminação aos alunos menos inteligentes.. Fiquei a admirar muito a força de vontade da Professora Maria de Lurdes, porque inclusivamente Professoras de uma Escola incentivaram alunos a atirarem ovos à MINISTRA. Porque não fazem o mesmo ao (c)RATO? porque conspiraram com ele e outroa ao ponto do ALFORRECA ter prometido o cargo ao Professor Santana Castilho, mentiu e deu o TAXO ao (c) RATO, que tinha ficado desempregdo na aventura dele de gestor na TAGUS PARK, tendo sido despedido por incompetente, e o lugar na Sociedade de matemática já estava ocupado. Peço desculpa a muitos professores competentes e abnegados que tentam ajudar os mais fracos, mas o cordão humano da Rua Braancamp pôs a nu que muitas mulheres juntas não se salvam.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.