
…em 2015, no aftermath da ocupação da Crimeia. A análise está tão à frente no tempo que poderia ter sido escrita ontem e ainda estaria. O Ocidente viu, e também sabia. Tal como Putin sabia o preço do seu silêncio e colaboracionismo.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

…em 2015, no aftermath da ocupação da Crimeia. A análise está tão à frente no tempo que poderia ter sido escrita ontem e ainda estaria. O Ocidente viu, e também sabia. Tal como Putin sabia o preço do seu silêncio e colaboracionismo.

Querem ver que essas pessoas que fazem relatórios para a OCDE estão a fazer panelinha com a geringonça?
Segundo a organização sediada em Paris, o aumento da carga fiscal para os trabalhadores com baixos rendimentos cresceu perto de 1,5% em Portugal entre 2014 e 2015, liderando a tabela, enquanto na Áustria (a segunda maior subida) ficou perto de 1% e no Luxemburgo (terceira maior subida), que a OCDE também destaca, pouco acima de 0,5%
“O aumento da carga fiscal sobre os trabalhadores com baixos rendimentos foi particularmente elevado em Portugal, onde o sistema de crédito fiscal foi tornado menos progressivo”, afirma a OCDE no relatório divulgado hoje [22/09/2016, lê-se no JN].
Ó sô dona Cristas, já que encenou o regresso do partido do contribuinte, apraz-lhe comentar a situação criada pelo seu governo?
O incumprimento foi em 2015. Não disfarcem, o incumprimento foi em 2015. É muito giro, mas o incumprimento foi em 2015. Conversa à parte, o incumprimento foi em 2015. Só para recordar, o incumprimento foi em 2015. Para os distraídos, o incumprimento foi em 2015. E para os pafiosos, o incumprimento foi em 2015. Todos sabem muito bem, o incumprimento foi em 2015. Mas procuram disfarçar que o incumprimento foi em 2015. Acontece que o incumprimento foi em 2015. E nada do que façam altera o facto: o incumprimento foi em 2015. Bem que procuram fazer de Pilatos, mas o incumprimento foi em 2015. Vai-lhes ficar colado que o incumprimento foi em 2015. Vejam lá se é preciso repetir que o incumprimento foi em 2015.
E a haver sanções foi por causa de 2015.
Se tivessem vergonha na cara, saiam da sua zona de conforto e arranjavam trabalho. Como não é o caso, acusam terceiros pelo que fizeram.
Hoje é o último dia em que a maioria dos portugueses podem entregar, sem multa, o IRS de 2015. Há vários guias para ajudar a preencher e, sobretudo, a evitar pagar mais do que devemos. Um das situações é particularmente bizarra. Quem tiver casa própria, comprada até ao fim de 2011 e ainda a estiver a pagar, se não incluir o anexo H, a respectiva despesa com juros não será tida em conta. O que facilmente significa uma perda superior a 100 euros. Situação semelhante para casa arrendada.

Insira o Anexo H clicando em “Novo Anexo”
Ficaram com os ódios e as raivas ali a arderem-lhes. Os ódios muito bem guardados para grandes vinganças vindouras que o destino pudesse favorecer. Escondidos nos sótãos fechados à chave dos seus espíritos, entrar neles dava cabo até mesmo de quem mal sabia por que razões, e embora ainda ardentes, haviam ali sido escondidos. As raivas debaixo do tapete, de onde contudo por vezes saíam, como cabeças de hidra que nenhum hércules pisava para não debelar numa só cabeça que fosse o que fôra guardado com tanta estima há mais de 40 anos. Ovos disso haviam eclodido aos milhares.
Nasceram novas pessoas e foram-lhes ensinados esses ódios e raivas. Quando atingiam uma certa idade, alguém mais velho levava-as lá acima ao sótão e, apontando para o que estava tapado com grandes panos que ninguém levantara desde que lá haviam sido postos, diziam
Estão ali.
Mostrado o esconderijo, apressavam-se a descer, procurando fugir das recordações que logo começavam a invadir-lhes os pensamentos. Dos tapetes escondendo os mais pequenos sentimentos torcidos, limitavam-se a informar
Não se varre ali debaixo nem se aspira.
As novas pessoas assentiam e não se falava nunca mais no assunto. [Read more…]

1975 e 2015 são mundos diferentes. Descansem os traumatizados do excêntrico (e ainda mais para portugueses) PREC, que não é agora que a “ditadura popular” que então se pôs a jeito (e que não avançou por acção determinada também do PS) vai realizar-se em Portugal. Não é porque alguns desses traumatizados não merecessem tal susto, pelo inacreditável aggiornamento que fizeram do seu anterior soberanismo anti-europeísta – berço que agora renegam, em nome de compromissos obscuros (embora claros para muitos) que tornam a política um negócio e apenas isso, e transformam o País numa empresa. Mas é porque o mundo de 2015 é realmente outro – tal como são diversas de 1975 as forças à esquerda do PS, apesar da “vocação” de oposição em que teimaram até agora. Antes tarde que nunca, diz a sabedoria construtiva. [Read more…]
Ontem, ao princípio da noite, a TVI anunciou, segundo os seus critérios, o nome da pessoa mais poderosa de Portugal. E a escolha é sem margem para dúvidas uma surpresa. Logo pelo facto de não ser um homem, mas sim uma mulher. Mas também pelo facto de não ser uma CEO de um grande grupo económico, nem a herdeira de uma fortuna multimilionária, muito menos uma governante. A pessoa eleita pela TVI como a mais poderosa de Portugal foi a Dra. Joana Marques Vidal.
Entendo que a Justiça no nosso país viveu dois tempos. Um tempo pré – Dra. Joana Marques Vidal e um outro tempo pós – Dra. Joana Marques Vidal na Procuradoria Geral da República.
Parece-me ser uma pessoa serena, discreta, frontal, pouco mediática, mas altamente competente e eficiente que mudou a Justiça em Portugal. A Dra. Joana Marques Vidal exerce as funções de Procuradora Geral da República, desde Outubro de 2012, por nomeação do Presidente da República. A sua nomeação marcou também uma viragem no mundo da justiça portuguesa atendendo a que foi a primeira mulher a ocupar o lugar cimeiro na PGR.
Ao contrário dos seus antecessores na Procuradoria Geral da República como Cunha Rodrigues, Souto Moura ou Pinto Monteiro, fala muito pouco, mas quando fala é pragmática e assertiva.
Hoje Cristiano Ronaldo vai dizer que é Charlie
Factos ocorridos:
– Um cidadão, cumpridor e trabalhador vai pela rua e, subitamente, é parado por uma meliante. Esta exige-lhe a carteira e rouba-lhe todo o dinheiro. Incauta, a ladra não pediu o porta moedas nem lhe roubou o cartão multibanco. Assim, feitas as contas, restaram-lhe 11.20 € no porta-moedas e 400 € na conta bancária. Todavia, para a vítima, o roubo tinha sido coisa de monta, já que acabara de fazer um levantamento. Ficou, assim, tomado de desespero.
Versão do Telejornal:
Título – “Cidadão obtém ganhos de 411.20€!”
– Abordado à saída de um banco, um cidadão, ameaçado por uma alegada assaltante, viu a sua conta contemplada com 400€ e obteve 11.20€ de dinheiro de mão. A assaltante explicou à vítima que era obrigada aquela operação por o seu chefe, estrangeiro, imagine-se, a obrigar a isso. Alegou ainda que o dinheiro de que se tinha apossado se destinava a um bem maior, sublinhando a sorte do cidadão, já que ainda lhe tinham restado meios que ela, se quisesse, poderia ter incluído na importância apropriada. Logo, tais meios eram um evidente ganho. O cidadão conformou-se.”
(Qualquer semelhança com os noticiários que se seguiram à apresentação do Orçamento Geral do Estado é pura coincidência).
Querem apostar que em ano de eleições (2015) regressam em força?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Chega aproveitou ranking manipulável para prometer limpar ‘gueto de Lisboa’.
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
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