A viagem de campanha

Viagem de campanha

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Um pequeno-almoço a saber a azia

O Fabio Coentrão é uma coisa: o camarada Mário de Almeida deu-lhe a volta e o miúdo lá se prestou a aparecer na campanha de Sócrates.

Souto Moura e Siza Vieira não jogam à bola (embora o primeiro tenha construído um dos mais belos estádios do mundo). Têm outra idade, empenhamentos políticos, outra forma de estar na vida.

Sócrates tinha agendado para amanhã um pequeno-almoço com os dois. Tinha, mas mal Siza soube que era uma acção de campanha reforçou o seu apoio à CDU. Souto Moura pelos vistos disse logo que tinha mais que fazer. O pequeno-almoço sumiu-se da agenda de campanha.

Este episódio, somado à idiotice de ir arrebanhar carneiros para o Martim Moniz, um bocadinho menos discreto que nas aldeias do costume com as oferendas habituais, é mais uma prova de como a máquina eleitoral do PS está de rastos. Fim de ciclo, a derrota avizinha-se. Até Almeida Santos já deu por isso.

‘Porque hoje é Sábado’ e estar distante da campanha

São muitos os Sábados em que recordo e revisito o poema ‘Dia da Criação’, declamado pelo autor, Vinícius de Moraes, no vídeo exibido.

Até hoje, Sábado, tenho sido repelido pela burlesca,  zombeteira no mínimo, campanha eleitoral que PS, PSD e CDS, ditos partidos do ‘arco do poder’, têm protagonizado. A título de amostra, recorremos às últimas intervenções de Sócrates, de Passos Coelho e de Paulo Portas. Ilustram com rigor a qualidade dos conteúdos políticos da campanha eleitoral dos partidos subscritores do memorando da troika, publicado na última versão em 20 de Maio no sítio do Ministério das Finanças (A SIC ontem pretendeu lançar uma “cacha” com a notícia da 2.ª versão, mas a verdade é que a mesma já havida sido publicada sete dias antes).

Um parêntesis para destacar que, dos três líderes citados, Portas é quem tem tido o desempenho  mais inteligente, aplicando um tacticismo em que é deveras hábil, afirmando-se ao mesmo tempo como intérprete perfeito das teorias de Maquiavel em ‘O Príncipe’.

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PS vai aos peixes

Passeio GratuitoDesta vez o engodo para arranjar uma falsa multidão não são as bifanas mas os peixes. Esta forma de fazer política, a par com as campanhas de casos, com a não discussão das propostas a votos e da repetida quebra de promessas eleitorais, feitas já se sabendo à partida que não haverá condições para as cumprir, também é uma maneira mentir aos eleitores. Depois queixam-se das adjectivações tipo “são todos iguais”.

Casos como este, venham de que partido vierem, hão-de levar o mesmo tratamento: serão esfregados na ventas de quem os fizer.

A ministra delete

Onde no blogue do Ministério da Cultura estava isto:

Tomem nota: não cultiva a hipocrisia.

Deixou de estar

A ministra deletou e deixou isto:

campanha eleitoralFicando muito pior a emenda do que o soneto. Ou usar o estado para promover o programa eleitoral de um partido pode fazer-se em pré-campanha e agora, missão cumprida, é que já não?

E África sabe disso?

Pedro Passos Coelho diz que casou com África.

Pergunto: e África sabe que está casada?

Falta um Renato Seabra na campanha para as Presidenciais

Não me interpretem mal. Sim, faz falta nesta campanha eleitoral um Renato Seabra com o instrumento que Deus lhe pôs na mão – o saca-rolhas. Mas como não quero fazer concorrência ao rapazinho de Cantanhede, o saca-rolhas é em sentido figurado. Não desejo assim tanto mal a nenhum dos senhores e um tapume na boca, pelo menos até ao dia 23, chegava perfeitamente.
Cavaco é o mais detestável dos candidatos. Fez muito mal a Portugal ao longo de décadas e só um povo burro como o nosso é que voltará a dar-lhe uma vitória à primeira volta.
Manuel Alegre representa tudo o que de mau tem a política. Viveu na sombra dos Partidos durante mais de 30 anos, mas não hesitou em virar-se contra eles quando precisou de se travestir de anti-sistema. Foi sol de pouca dura e é vê-lo agora a defender o Governo Sócrates como se não tivesse passado nem memória.
Fernando Nobre é o homem errado no local errado. É um bom Homem, não podia ser um bom político.
Francisco Lopes tem sido uma agradável surpresa e o melhor dos candidatos. Tivesse mais carisma e podíamos ter uma surpresa no dia 23.
Defensor Moura foi um bom autarca em Viana, mas sempre que fala de política nacional sai asneira. Foi utilizado para roubar votos a Alegre, mas nem para isso vai servir.
José Manuel Coelho tem dito as verdades que tinham de ser ditas. Fazia falta alguém como ele na Presidência da República. O problema é que, para voto de protesto, falta ali alguma coisa. Talvez não ser um candidato tão a sério.

Campanha de Alegre: Onde está o Wally?


Que mal pergunte: não falta ninguém na campanha eleitoral de Manuel Alegre? O Primeiro-Ministro já apareceu e discursou, outros dirigentes socialistas também, mas… e os outros? Por onde andam? Por que motivo se escondem?
Afinal, onde está o Wally?

Não Merecemos Melhor do que Isto!


Não merecemos mais que isto. Seis candidatos que nos mostram o nível do nosso País.
Nos seis, encontramos de tudo, desde o que se poliu subindo na vida e de quem toda a gente fala e toda a gente ouve, o que deveria ter nascido já polido mas que infelizmente ficou baço e cada vez mais fala para ninguém, os que pela formação deveriam ser-se polido mas descambam de vez em quando e pouca gente lhes liga, o que polido ou não está numa situação em que tem de debitar a cassete e só os teimosos o ouvem, e o que não será nem quererá ser ou mostrar-se polido.
Destes seis, cinco têm uma coisa em comum, o desejo de derrotar o sexto. E para isso, tudo fazem, descendo ao nível mais baixo das relações entre as pessoas, mostrando não o que valem, mas tentando demonstrar o que vale ou não vale o outro.
O reflexo e a imagem do que nós somos. [Read more…]

Vai votar ou vai deixar outros decidirem por si?

Vai a campanha eleitoral a meio, ou muito provavelmente a um quarto, já que cheira-me a segunda volta, e o que sabemos sobre o que tenciona fazer o próximo presidente? E quanto do anterior mandato já foi escrutinado?

Muito se tem falado de espingardas e de venda de acções mas quando, daqui a uns meses, não mais for possível esconder a ruína das contas públicas, o que vai o presidente fazer? Soubemos que o governo vendeu à China, na semana passada, títulos da dívida soberana, sem que tenha sido tornado público a taxa de juro do empréstimo nem que outras condições foram negociadas. O que pensam os futuros presidentes de uma plausível venda de soberania? Preocupá-los-á mais uma temporária incursão do FMI ou compromissos não publicitados que tenham sido estabelecidos com outras nações?

Estas e outras questões laterais, como insistir em iniciativas de carácter legislativo numa eleição presidencial, têm saltado das campanhas eleitorais para as parangonas. E no entanto, surpreendem-se os candidatos com a abstenção que se prepara para, novamente, ganhar as eleições. O que será uma pena, pois não votar é delegar nos outros a pouca voz que cada português ainda tem na condução deste país. Contrariamente às outras eleições onde o eleitor não tem voto na matéria quanto à escolha dos deputados, dos ministros e dos autarcas, nas respectivas eleições, a eleição presidencial é a única verdadeiramente democrática. Onde o eleitor elege de facto quem se apresenta a votos, em vez de votar em listas de pessoas escolhidas pelos partidos.

Não votar na próxima eleição é renunciar à democracia, somando poder à partidocracia. Mesmo quem não se reveja em nenhum dos actuais candidatos, continuará a ter duas outras, o voto nulo e o voto em branco. É por esta razão que no próximo domingo não deixarei de exercer o meu direito de voto.