
Morreu William Anders, o astronauta que tirou a fotografia do nascer da Terra.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

um homem não-branco
Ou seja, existem os brancos e existem os outros, os não-brancos.
E quem são os outros?
Um morenaço algarvio conta como homem branco ou não-branco?
O Bounou, guarda-redes da selecção de Marrocos, conta como não-branco por ser marroquino ou o facto de ser mais clarinho que muitos europeus já faz dele homem branco?
O que é um homem não-branco?
Um saco onde se mete tudo o que não tenha o pantone caucasiano pré-aprovado pela nova Inquisição, para posterior exploração pelos profissionais da raça, que fazem disto e de outros temas similares o seu modelo de negócio?
Não sei o que seja. Mas parece-me que oprime mais do que liberta. E que a terminologia foi gizada por homens brancos.
Enfim…
Esta fotografia (que está no 31 da Armada) seria uma fotografia gira, se não fosse uma montagem.
É que ontem foi dia mundial de fotografar a lua, também brinquei mas a minha foto não é para aqui chamada, foi para quem não podia estar a ver a lua comigo, Coimbra & amores, e também brincou o Paulo Abrantes, que fez esta sequência:
Brincar ao postalinho falso é batota, e utilizando uma imagem velha da alcáçova universitária (a sua iluminação já não é, e ainda bem, esta), é foleirada.
Correcção:
Esclarecido através de um amigo comum o local onde a fotografia foi tirada, resta-me pedir publicamente desculpa ao visado: a imagem é autêntica, é tudo uma questão de ângulo.
Maria Cantante tem 74 anos. Não sabe ler. Não sabe escrever. Exibe a licença de condução de velocípedes tirada em Setembro de 1960 (que ainda guarda na carteira).
Não foi à escola. Aprendeu a escrever o nome porque o seu irmão queria que ela fosse a sua madrinha de casamento. Copiou várias vezes até ser legível. É isso que sabe escrever. Assim, aprendeu a escrever o seu nome aos 21 anos. Tem o seu B.I. e o cartão de Eleitor assinados.
Não foi à escola porque teve que tomar conta dos irmãos mais novos.
Ditava frases para a menina que tomava conta e para a própria filha: “O pão é um alimento que aparece na mesa de toda a gente. O pão é feito de milho, trigo e até de cevada”; “ O amor de mãe encerra tudo quanto pode haver de generosidade e sacrifício. A mãe é santa que nos adormece, embalando-nos com ternura nos passos vacilantes de criança”.
As contas que sabe fazer são só as de somar.
Nunca comprou fiado; “não tinha dinheiro, não comprava”. Nunca quis «esmola». Diz que sempre fez um controlo do dinheiro. Não gasta se não tiver dinheiro. Não compra fiado, repetia-me.
Antes de ter o segundo filho não tinha nem uma cadeira. Comprou-a para que a parteira se pudesse sentar quando fosse o parto. [Read more…]
Parece que os americanos se preparam para procurar água na lua.
Dia 31 de Outubro de 2012, a partir das 21h30, o OAL promove a videodifusão da Palestra Pública integrada nas “Noites no Observatório”. Veja a palestra clicando aqui.
Fernando Pessoa
A Lua (dizem os Ingleses)
A Lua (dizem os Ingleses)
É feita de queijo verde.
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma ideia se perde.
E era essa, era, era essa,
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De… não sei se é desejar.
Sim, todos os meus desejos
São de estar sentir pensando…
A Lua (dizem os Ingleses)
É azul de quando em quando.
14-11-1931
Poesias Inéditas (1930-1935).
Neil Armstrong morreu. Tenho na memória televisiva aquele homem que cumpriu o sonho da Humanidade. Ele era O homem da lua, muito mais do que apenas o 1º homem na lua. Parece até que ficou à espera da chegada do Homem a Marte, ainda que numa versão robotica.
Quem consegue dizer mais nomes de Homens que colocaram os pés na Lua? Eu não, mas também o que é que isso interessa? Nada. Mas como o post é meu eu é que mando e se eu digo é porque é, pelo menos antes do primeiro comentário deste post que corre sérios riscos de se tornar o mais estúpido por mim escrito, mas é mesmo assim – detesto ver gente morrer. Detesto.
Faleceu aos 82 anos de idade (em inglês).
Um clássico de 1902 realizado por George Méliès.
Sendo que duas coisas perdi pela mesma idade, a virgindade e a ilusão de que um país pode ser o farol do mundo, e ganhei outras, como a de aprender que a história pode andar muito depressa quando pensamos viver muito devagar, a certeza de que vamos dar a volta a isto, via-a ontem, quando o mundo se deitou assim:

E viva a Argentina. O que se privatiza também se nacionaliza. Um dias destes é a vossa vez de terem medo.
Um novo blogue, simpático como todos os blogues mais ou menos plurais, já me dedicou dois parágrafos na sua curta existência.
Bem os compreendo. Também em tempos caí nesse disparate mas informo os neofítos que se arranja um link muito mais depressa contra-argumentando do que insultando. Embora, pessoalmente, ache a paisagem lunar muito mais simpática do que a de muitas cidades por aí espalhadas.
III
Teme a lua cheia.
Se cair, provoca mais estragos do que as outras.
IV
Imagina-te um pássaro e voa.
Mas tem cuidado com os aviões.
.
Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz
Frequento uma tertúlia interessantíssima, com gente ligada ao teatro, médicos psiqiatras (não quer dizer que haja conexão..), onde se fala de assuntos pouco habituais.
Ontem, tivemos uma autêntica lição de um Psiquiatra sobre “misticismo e o seu correspondente nas doenças de hoje” Curiosamente , começou com esta canção da Rita Pavone, uma voz muito fraquinha e que se ficou por esta canção. O que eu não sabia é que esta canção corresponde a um costume ancestral, das regiões de sul de Itália, em que nas noites de verão de lua cheia, as pessoas se banham à luz do luar. O resultado é uma pele com uma tonalidade rosa/azulada, linda, e que segundo os entendidos exarceba os sentimentos e as emoções levando à troca de casais (quem não tiver parceiro…é melhor evitar a lua…) e que perdura por dois dias.
É esta cor rosa/azulada que levou a dicotomia “lunático” / “aluado”. “Lunático” é a pessoa que se impressiona com a acção que as várias fases da Lua exercem sobre todos os seres vivos, enquanto “aluado” tem a ver com esta acção no comportamento sexual dos indivíduos. De um lado a “materialidade” do outro o “misticismo”.
Já no norte e nas regiões mais frias, em que o “centeio” é o alimento base, há a chamada “cravagem do centeio” em que os indivíduos são obsequiados com uma intensa penugem em todo o corpo, e que levou directamente ao “lobisomem”, cheio de pêlo e a andar “sobre quatro ” procurando, afanosamente no chão, os grãos de centeio de que tanto necessita.
A ciência moderna tem hoje explicação para comportamentos que, nuns casos, levaram à fogueira da Santa Inquisição (fase última de purgação) bruxas e duendes e para “misticismos” observados como sobrenaturais, como é o caso de Joana D’Arc, Tereza D’Avila, Catarina de Siena e João Deus da Cruz. Todos nos deixaram textos impressionantes de “êxtase” e “catarse” (purificação; purgação) e que se desenvolveram depois, no seio da Igreja Católica, para as Companhias Dominicanas e de Jesus, correspondentes ao actual “Directório de Todos os Santos”, a chave da pureza e os seus guardiões, que acabam quase sempre em Papas, como o actual Ratzinguer.
Estas manifestações têm hoje correspondência em doenças psiquiátricas bem conhecidas, como a “obcessão compulsiva”, “bipolar” e “porfíria” esta, uma estranha doença, em que os pacientes urinam “azul” o que por sua vez vai ligar aos banhos de luar e à pele azulada do sul de Itália…

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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