Sócrates com queimaduras de terceiro grau no nariz

‘Pinóquio’: Afinal mentir altera mesmo o nariz

Investigação RTP

Eu bem digo que quando a esmola é grande…

 

Só um dos 4 avaliou Sócrates

Ups!

Não!

Afinal não é sobre o curso de Filosofia em Paris.

Filhodaputalogia

O cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico está fartinho de disfarçar e atenuar o facto cristalino de Sócrates ter gamado em comissões, directa ou indirectamente, centenas de milhões de euros ao Estado, parte dos quais foram colocados em offshores em nome de familiares seus: vem no Correio da Manhã, tipifica o modo de contornar todas as eventualidades próprio dos variadíssimos corruptos impunes, imunes, intocáveis, protegidos, que temos por aí. O cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico disfarça retoricamente o mais que possa que Sócrates se rodeou de escroques e meliantes, pelo menos nas onerosas assessorias, como a do cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico «Luís, estou bem assim ou assim?» para vender chouriços de patranha e optimismos fode-contribuinte, pelas TV, homilias rascas pelas TV, sermões gesticulatórios de encher, pelas TV, e assinar contratos comissionistas com empresas amigas, bancos amigos, contratos esses que lesaram o País em milhares de milhões de euros e destruíram o desafogo fiscal das próximas gerações. [Read more…]

Cruz!

O Sérgio tem dúvidas tão fáceis de resolver!

Dia das mentiras

O Aventar anda sempre à frente e às vezes há vídeos que aparecem um bocadinho antes do dia certo!

Hoje é o dia!

Nota: este post poderia ter sido escrito em Paris, mas seria uma mentira ao quadrado!

A ancestral e monumental mentira

adão cruz

O ateísmo é uma mundividência filosófica, ética e livre, perfeitamente legítima. Não é uma crença nem coisa que para lá caminhe. O ateísmo é uma forma de vida e de pensamento que decorre do desenvolvimento da razão, da inteligência, do conhecimento e da ciência cada vez mais difícil de contestar. Estas as maiores riquezas do ser humano. O ateísmo não é uma verdade absoluta, não é um radicalismo preso às malhas da incoerência, é uma postura mental desenvolvida na verdade científica, uma verdade como qualquer outra, e, como tal, legítima e respeitável. [Read more…]

Francisco José Viegas está um político feito

Para todas as actividades e profissões, há estereótipos raramente inofensivos e muitas vezes maldosos, mesmo quando há um fundo de verdade. O grande problema surge quando os estereótipos, sobretudo os menos simpáticos, se aproximam demasiado da realidade.

Sobre os políticos, o estereótipo diz-nos que prometem seja o que for para não cumprirem quando chegam ao poder ou que se desdizem para depois tentarem explicar que não se desdisseram ou que foram mal compreendidos ou que as aquilo que disseram foi retirado do contexto ou que os tempos mudaram, ao contrário dos burros, que, como se sabe, não mudam.

Em Portugal, os políticos são iguais aos estereótipos. Exemplo disso é a contradição entre as declarações de Passos Coelho e as medidas que tomou quando chegou ao poder: parecem retiradas de um filme com um mau guião ou de uma farpa queirosiana.

Francisco José Viegas, há cerca de dois anos, condenava o crime que está a ser cometido no Tua e, agora, aceita ser cúmplice desse crime. No fundo, é uma questão de coerência: se fosse coerente com as suas afirmações anteriores, não poderia ser um político.

Mais uma do Henrique mentiroso, perdão, Raposo (editado)

Quer trocar 12 meses certíssimos por 14 meses incertos?

A divisão do salário anual por 14 prestações é de lei tanto em empresas como na função pública. Ou então o primo do Henrique Raposo trabalha numa daquelas empresas que não cumprem a lei, pormenor que não lhe deve interessar para nada a este devoto do patronato, uma forma terrena de deus a quem tudo é permitido.

O Henrique Raposo é um mentiroso dos compulsivos. Hoje levou com a greve na Autoeuropa em cima, para aprender a ser um bocadinho menos trafulha. A direita tem espasmos de prazer com a sua leitura (um destes dias li mesmo do teclado de um idiota mais inútil uma comparação com a prosa de Miguel Esteves Cardoso, algo ao nível de encontrar em José Rodrigues dos Santos um herdeiro de Camilo Castelo Branco). O tio Balsemão gosta e paga.  Está tudo bem. O neo-liberalismo instalou-se no Chile com as armas de Pinochet. Por cá vai-se implantando à custa da mentira como prática de propaganda diária. Por enquanto.

Adenda: ocorreu aqui uma dislexia minha, na leitura que fiz do texto de Henrique Raposo. Não era bem o que eu li que ele escreveu, como me alertou um leitor. Disparate feito e assumido, não mudo uma vírgula ao título: basta seguir as ligações  mentiroso e compulsivo, a que ainda posso acrescentar esta, sem sair do Aventar.

“ELABORAM-SE TRABALHOS NOVAS OPORTUNIDADES”

“Elaboro trabalhos das novas oportunidades a um preço muito acessível – Sou licenciada, e tenho muita experiência em elaborar trabalhos – Guardo sigilo absoluto”

Mais, mais, mais, mais… quem tem fome, pega na rede e vai pescar…

Vamos lá ver se eu percebo…

Se o primeiro-ministro tomar a iniciativa de dizer numa entrevista na RTP que determinado assunto não foi abordado no Conselho de Estado, não está a ser delator. Mas se Bagão Félix disser que o PM mente quando afirma que um assunto “não foi [falado no Conselho de Estado]”, então Félix já é um delator.

É isto, que está em causa, não é?

1 de Abril, Dia das Verdades

Vai, vai, vai, disse o pássaro: o género humano

Não pode suportar tanta realidade.

T.S. Eliot

Não sejamos ingénuos, a manipulação e a desinformação existiram sempre, em todas as épocas, regimes e círculos de poder. Mas a mentira, descarada e desmascarada, nem sempre passou com tanta indiferença como agora. A questão não está, apenas, num governo, por exemplo um governo, mentir. Está, isso sim, em saltar a mentira à vista de todos e passar impune. Está em ser recorrente, passar com normalidade e ser encarada com naturalidade. Está em ser aceite como uma das regras do jogo, como uma malandrice necessária para que o jogo funcione e avance.

A banalização da mentira tornou-a isso mesmo: banal, habitual, quotidiana. O dia 1 de Abril, como dia das mentiras, perdeu impacto e aquele arzinho transgressor que carregava. Hoje, ninguém compra um jornal para decifrar a mentira que lá vem disfarçada de verdade. No entanto, estou em crer que o contrário funcionaria. Eu, por exemplo, compraria um jornal para descobrir qual a verdade perdida nas suas páginas, disfarçada de mentira.

Por isso proponho que o dia 1 de Abril passe a ser o dia das verdades. Seria apenas um dia por ano e isso, acho, poderíamos suportar.

Bibi diz que mentiu – "todos são inocentes"

Carlos Silvino, Bibi, diz que mentiu e que todos os acusados são inocentes.

Junta que esteve sempre drogado e submetido a medicação muito forte. Adianta ainda que muitos dos rapazes foram obrigados a assinar.

Manobra de diversão ou não, estas declarações vão minar o resto do processo. O advogado de Carlos Cruz veio já dizer que o seu cliente foi condenado com base nas declarações de Silvino.

Curioso, também, é o facto de Bibi ter prescindido de José Maria Martins, seu advogado no processo Casa Pia desde 2003, há apenas três dias.

Nunca especulei sobre este caso, não vou fazê-lo agora. Mas admita-se por um breve momento que, na turbulência que aí vem, a sentença acaba anulada. Conseguem imaginar as consequências?

Eu não.

Adenda: Segundo o Público, Bibi diz que foi obrigado a mentir e

“Tive que dizer tudo com pena dos rapazes, que tinham levado bastante porrada. Via-se nos corredores [da Polícia Judiciária]”, afirma Silvino, que garante também ter feito todos os depoimentos sob o efeito de medicação e insinua também que lhe era sempre dado um copo com água “que não sabia o que tinha”. “Sempre que fui à Polícia Judiciária tomava aquele copo de água e sempre que regressava à prisão não me sentia bem, transpirava”, explicou.

Cavacógrafo substitui detector de mentiras

«A vitória de hoje é também a vitória da verdade sobre a calúnia. A honra venceu a infâmia e a qualidade da democracia ganhou com esta vitória da dignidade»

Cavaco Silva

 

 Cavaco Silva, considerado em alguns círculos o Edison português, já registou a patente de um sistema que irá substituir o polígrafo, vulgo detector de mentiras. Doravante, bastará que 25% dos eleitores portugueses votem em qualquer pessoa seja para que cargo for e ficará, assim, estabelecido que a pessoa em causa não mentiu. Trata-se de uma inovação tecnológica que, apesar do preço elevado e da complexidade que lhe é inerente, é considerada infalível pelo também chamado Professor Pardal de Boliqueime. Entretanto, o ilustre cientista irá aproveitar o segundo mandato presidencial para desenvolver uma nova técnica de inseminação artificial que poderá permitir aos portugueses nascer duas vezes.

Os pobres que paguem a crise

A propósito das taxas moderadoras e não só, gostaria de começar por secundar o repto feito aqui pelo Carlos Fonseca.

Ora, os meninos que estão no governo, desde que decidiram fingir combater a crise, passaram, igualmente, a fingir que descobriram o rigor e a equidade, factores que, pelos vistos, não eram tidos em conta na governação que conduziram até aqui. A partir de 1 de Janeiro, decidiram cobrar taxas moderadoras a qualquer pensionista ou desempregado com rendimentos superiores a 485 euros. Sem se rir, Manuel Pizarro, secretário de Estado adjunto e da Saúde explicou a medida: “A razão para esta alteração não é estritamente financeira, é de equidade e justiça social. É estarmos convencidos que não faz sentido manter esse benefício a pessoas que em função dos seus rendimentos ou património não precisam desse benefício do Estado.” Finalmente, o governo tem a coragem de pôr na ordem todos esses ricaços que ganham à volta de 500 euros por mês. É o Estado Social no auge da sua glória!

Entretanto, o JN escolhe para esta mesma notícia o seguinte título: “Desempregados e pensionistas com mais rendimentos passam a pagar taxas na saúde” Com mais rendimentos? Lá está, gente privilegiada. É mais um exemplo do jornalista-velejador: sabe sempre de que lado sopra o vento.  

A pobreza

(adão cruz)

A pobreza transformou-se agora em bandeira eleitoral de todos aqueles que por ela são e sempre foram responsáveis. Descarada hipocrisia.

Em nome da competitividade e da convergência cometem-se as maiores barbaridades. Em nome da competitividade e da convergência, a indiscutibilidade das decisões, a globalização, a modernidade, a flexibilização e a privatização são as palavras inquestionáveis das estratégias de dominação por parte daqueles que sabem quem tudo ganha à custa de quem tudo perde. [Read more…]

A verdade

Qualquer um de nós que mantenha respeito por si próprio manifesta uma saudável vontade e necessidade de tentar aproximar-se o mais possível da verdade, esteja ela onde estiver.

Só a verdade vos tornará livres, disse Cristo.

A mentira é a ofensa mais directa contra a verdade, diz a Igreja Católica, a despeito das fundamentais e colossais mentiras em que assenta.

É frequente ouvirmos comentários neste e noutros blogs, a dizer para deixarmos a Igreja em paz, e, se não lhe pertencemos, em nada temos que a criticar. Quem assim fala, obviamente que não reflecte, nem evidencia honestidade de pensamento. [Read more…]

O euro baseou-se numa mentira?

É esta a tradução inglesa da história do título do DER SPIEGEL de 08.03.2010. Afinal, afirma o SPIEGEL, que a moeda comum se baseou numa mentira.

Eu na altura falei e também escrevi sobre o tema. No entanto, em vez de mentira eu diria paralogismo (erro de pensamento) ou wishful thinking. De facto, os pais do euro devem ter calculado que se incluiam economias menos desenvolvidas (especializadas) no sistema da moeda única, isto despoletaria nessas economias uma reacção social e económica em cadeia de tal ordem que a médio prazo estes países saissem da sua crónica dependência dos subsídios.

E este efeito teve lugar e de que maneira. Infelizmente de sinais errados, pois aos subsídios – p.ex. o estúpido Fundo de Coesão* já estava destruindo a coesão – juntaram-se os efeitos benéficos do euro e a “euro-farra” ficou atiçada. E como entretanto as causas do subdesenvovimento económico – diferencialização da economia – não tinham sido atacadas, agora chegámos ao fim da linha.

Rolf Damher

* A coesão social é um bem imatarial que quando existe um objectivo comum se materializa em euros, em bens materiais. Quando se tenta comprá-la com bens materiais existentes, a coesão social fica destruida. As provas encontram-se à vista.

SPIEGEL ONLINE, 03/09/2010

The euro is under attack like never before, as the promises on which it was based turn out to be lies. Hedge funds are speculating against Greek debt, while euro-zone politicians work behind the scenes to cobble together rescue packages. But fundamental flaws in the monetary union need to be fixed if Europe’s common currency is to survive. By SPIEGEL staff.

You can download the complete article over the Internet at the following URL:

http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,682432,00.html

inverdade é diferente de mentira…

É mentira, é mentira, é mentira, sim senhor

Jugula-se que Louçã mentiu quando ontem acusou Sócrates de ter gasto mais dinheiro no BPN que a combater as consequências da crise económica. É mentira, claro. E porquê?

Porque a Caixa teria emprestado dinheiro ao BPN e não dado. Eu também costumo emprestar esmolas aos pobres. Quando eles forem ricos já sei que me devolvem os trocos.

Porque lucros ou perdas do BPN reverterão a favor do estado que emprestou. Ou seja, as perdas ainda vão custar mais caro.

Porque o governo nacionalizou o BPN não por opção, mas por obrigação. É a chamada opção obrigatória. Os países que não nacionalizaram bancos falidos, e sem grande relevância na economia do país serão castigados por desrespeito ao terceiro mandamento do capitalismo: salva os ricos antes que te sobre dinheiro para ajudar os pobres.

Portantos, pás, é tudo mentira.

Excepto o facto de o dinheiro ter saído e toda a gente saber, incluindo os que o desmentem, que não volta a entrar.