O Novo Banco dos contribuintes

Nacionalizadíssimo, caso ainda houvesse dúvidas. Diferente da solução do BPN my ass.

Vídeo e título roubados a Luís Vargas

O marxismo-leninismo

de Fernando Ulrich. Aguenta camarada!

Governo opta por não vender o tele-lixo

Governo opta por vender o único canal que não passa telenovelas, pirosas ou não (se bem que as primeiras dominam), que não tem concursos da tanga e que não faz dos espaços noticiosos um autêntico folhetim de fait-divers. O governo opta por vender o único canal que emite séries a horas decentes, que tem desporto sem ser bola e que passa filmes sem serem os repetidos e repetitivos blockbusters.  Mas há-de querer que eu continue a pagar a mesma miserável taxa na factura da electricidade, os prós&prós do regime continuarão  a ter tempo de antena e a concursomania não há-de parar.

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Teixeira dos Santos explica nacionalização do BPN

Uma comédia: hoje no parlamento. Começou com 20 minutos de atraso, está neste momento no ar. (Informação extensa sobre o caso BPN aqui e aqui.)

Rajoy já tem o seu BPN, chama-se Bankia

O Governo espanhol prepara-se para nacionalizar o Bankia ainda esta quarta-feira, após o fecho do mercado, avança a imprensa do país vizinho.

Sobre o Bankia é imprescindível ler o João Rodrigues.

A Argentina explicada aos mentirosos

pelo João Rodrigues. Sim, mentirosos, não tenho a mínima dúvida de que esta gente sabe mas mente. E é paga para isso.

PPP e o Petróleo Argentino, um combustível original

Uma PPP, sabe-se, é  suportada por contratos legais, fortemente blindados. Independentemente dos serviços abrangidos, vias de comunicação, transporte, unidades de saúde ou outros, é objectivo dominante o sector público garantir resultados lucrativos aos privados, sob esquemas e condições pré-estabelecidos na blindagem contratual.

Portugal, infelizmente, tornou-se um ávido e insaciável utilizador do modelo, desde os tempos de Cavaco Silva, apontado como excelente aluno de Margaret Thatcher, a fundadora e catedrática na matéria, na Europa e no Mundo.

Sabemos, pois, o que é de facto uma PPP e que esta não tem a mínima analogia com processos de nacionalização ou de privatização. Apenas por desconhecimento ou má-fé, se pode afirmar que renegociar PPP é equivalente à deliberação da Presidente Argentina nacionalizar 51% de capital da YTF, propriedade da Repsol. Mas a manifestação de falta de bom senso ainda se torna mais acentuada, quando o autor reincide num raciocínio idêntico em relação à Venezuela. A mistura de PPP com Petróleo Argentino já seria um combustível original, para fazer arder a paciência a alguém ajuizado. [Read more…]

Hoje dá na net: Argentina – Memória do Saque

Quando a Argentina recomeça a recuperar o que é seu, e perante todos os discursos aí jesus que hoje se vão ouvir esquecendo a privatização anterior, nada melhor que ver ou rever este documentário:

Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC

Realizado por Fernando E. Solanas, legendado em portuguêsMemoria del Saqueo, ficha IMDB.

Lista de reprodução youtube. Partes seguintes também depois do corte.

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Também há ministros à rasca

Esperamos que esto no sea el principio de una escalada”, disse Juan Manuel Soria, ministro do governo empossado pelo assassino de elefantes perante a nacionalização do saque da Repsol à Argentina.

Obrigado, Sócrates…

…por ter transformado um problema privado num problema público, tudo feito em tempo recorde e sem se pensar nas consequências. Há governantes que, decidamente, deviam pagar pelos erros cometidos. Errar é humano e todos erramos mas isto não foi erro. Foi agir sem reflexão – com que intuito? – no país campeão de estudos e mais estudos milionários para tudo e mais alguma coisa. Não se podia ter gasto um milhão num estudo para decidir se se nacionalizava o BPN? Ainda teríamos ficado a ganhar – e muito.

Curioso é ver socialistas, como Ana Gomes, bramar contra o orçamento de estado dizendo que é inconstitucional por causa da questão dos subsídios de Natal e de férias, quando uma boa parte deste imposto injusto e discriminatório servirá, precisamente, para cobrir erros crassos de governação como o foi a nacionalização do BPN.

Nada de grave, parece. Apesar dessa conduta governativa, ainda ganharam a segunda eleição. Choram? Aguentem-se!

O dinheiro "emprestadado" do BPN

Há gente que é capaz de dizer tudo para agradar a quem lhe possa arranjar um lugar numa qualquer lista à Assembleia da República, ou um lugarzinho numa qualquer empresa pública.

 

A última que apareceu na "Jugular" e bem dissecada pelo " 5 dias", foi a delirante afirmação, que Louçã estaria a mentir quando disse em plena Assembleia da República que o montante  enterrado no BPN estaria perdido. Para os Jugulares isso não é verdade porque se trata de um empréstimo e como tal, recuperável..

 

Ora, como se sabe, o BPN vai ser vendido pelo seu valor de mercado, não pelo valor do dinheiro que o Estado lá meteu. E esse valor vai ser medido pelo valoe da sua rede de agências, único activo que interessa aos potenciais interessados.

 

Isso mesmo já foi dito pelo Dr. fernando Ulrich, presidente do BPI e um dos potenciais interessados. Ninguem dá um tostão furado pela marca do banco, pelo seu passado nebuloso, pelo presente instável e pelo nenhum futuro (Nicolau Santos- Expresso).

 

O Estado já lá meteu 3.5 mil milhões de euros e a insuficiência de capital ascende a 1.8 mil milhões de euros e mais não seria preciso para perceber que a nacionalização foi um erro clamororso.

 

A privatização vai mostrar que os prejuízos do Estado se contabilizarão por centenas de milhões de euros. O Presidente do banco Francisco Bandeira diz que " o meu papel é reduzir os custos do Estado, porque é óbvio que o Estado terá custos"

 

Só não vê isto quem não quer ver e segue a propaganda governamental. A mentira, repetida mil vezes, torna-se verdade!

 

Mas com números é mais dificil!

 

 

 

É mentira, é mentira, é mentira, sim senhor

Jugula-se que Louçã mentiu quando ontem acusou Sócrates de ter gasto mais dinheiro no BPN que a combater as consequências da crise económica. É mentira, claro. E porquê?

Porque a Caixa teria emprestado dinheiro ao BPN e não dado. Eu também costumo emprestar esmolas aos pobres. Quando eles forem ricos já sei que me devolvem os trocos.

Porque lucros ou perdas do BPN reverterão a favor do estado que emprestou. Ou seja, as perdas ainda vão custar mais caro.

Porque o governo nacionalizou o BPN não por opção, mas por obrigação. É a chamada opção obrigatória. Os países que não nacionalizaram bancos falidos, e sem grande relevância na economia do país serão castigados por desrespeito ao terceiro mandamento do capitalismo: salva os ricos antes que te sobre dinheiro para ajudar os pobres.

Portantos, pás, é tudo mentira.

Excepto o facto de o dinheiro ter saído e toda a gente saber, incluindo os que o desmentem, que não volta a entrar.