Governo diz que descida de impostos é prioritária, mas não se compromete. Eu também acho importante pagar impostos mas não me comprometo.
Para Cavaco só te falta o nariz vermelho
Fuga em frente será modalidade olímpica
Para se ser político, pelo menos em Portugal, é necessário ser-se especialista na Fuga em Frente, a mais recente modalidade olímpica. Se o Triatlo exige resistência, a Fuga em Frente baseia-se no descaramento.
Aliás, o que fez com que este desporto passasse a ser modalidade olímpica foi o facto de o político aprender a ignorar olimpicamente qualquer mentira, promessa ou contradição.
Mário Soares e Cavaco Silva são as grandes referências, os veteranos da excelência.
Soares, por exemplo, critica o FMI e austeridade, passando uma aparente esponja sobre o seu passado como primeiro-ministro. O mesmo Soares, depois de ter arrumado o marxismo numa gaveta e depois de ter vivido imperturbável os anos em que José Sócrates aplicou receitas de direita, arvora-se, agora, em unificador da esquerda.
Cavaco, depois de ter contribuído para a depauperação do tecido produtivo, transformou-se no defensor do regresso à agricultura e de outras actividades para cuja quase-extinção contribuiu.
Ontem, num debate da SIC Notícias, Teresa Leal Coelho, exímia praticante da modalidade e fervorosa atleta da bancada do PSD, mostrou estar à altura dos melhores, ao desvalorizar o facto de Passos Coelho ter faltado a todas as promessas que fez e ao afirmar, com magnífico descaramento, que as políticas actuais foram impostas ao governo. Trata-se de uma séria candidata à medalha de ouro.
Assim, o futuro de Portugal na Fuga em Frente será, com certeza, radioso.
Na Bélgica, já sabem
Não me interessa minimamente o episódio que tem agitado as águas em Portugal. Contudo, a RTBF deu-lhe importância (18:10 – 19:30), acrescentando, inclusive, uma pitada de humor negro. Sim, porque o momento ilustrado por esta imagem é daquelas coisas que, à primeira vista, até podem ter alguma piada, mas, no fundo, apetece esquecer.
O que é um palhaço?

«O clown (ou palhaço) é lírico, inocente, ingénuo, angelical e frágil. O clown não interpreta, ele simplesmente é. Ele não é uma personagem, ele é o próprio actor expondo o seu ridículo, mostrando a sua ingenuidade. Na busca desse estado, o actor, portanto, não busca construir um personagem, mas sim encontrar essas energias próprias, buscando transformá-las em seu corpo. Para tanto, cada ator desenvolve esse estado pessoal, de clown, com características particulares e individuais.
Embora vinculado aos circos, o palhaço pode actuar também em espetáculos abertos, em teatro, em programas de televisão ou em qualquer outro ambiente. Em várias ocasiões é o personagem que tem a tarefa de entreter o público durante, e com frequência, entre as apresentações, especialmente no circo. É geralmente vestido de um jeito engraçado, com trajes desproporcionados e multicoloridos, com aplicações de pinturas (maquiagens) especiais e acessórios característicos. Entretanto, há diversos tipos de palhaço, como o melancólico, romântico, bufão, tramp (mendigo), etc.
Na linguagem comum, o termo também pode ser referido como uma característica do comportamento de uma pessoa não confiável ou não acostumado a levar a sério um argumento.» (Wikipedia)
E pode-se insultá-lo?
E agora uma pitada de doutrina jurídica.
Ponto 1: a Constituição não prevê, enquanto bem jurídico passível de protecção pelo direito penal, a “honra” de quem quer que seja mas, o que faz toda a diferença, o bom nome e a reputação das pessoas.
2 – Não é por isso o conceito que cada um tem de si, ou que dele têm os outros, que é objecto da protecção penal, mas o respeito que a qualquer um é socialmente devido, tendo como referência a dignidade humana. [Read more…]
Miguel Sousa Tavares
Vai ser processado, logo agora que revelou alguma lucidez (o que tem sido raro). Estou solidário com ele. Porque um palhaço é um palhaço. E um queixinhas.
Valter Lemos: o circo é o pão
Valter Lemos, folgazão emérito e cultor do pensamento positivo, congratula-se com a estabilização dos números do desemprego. A constante boa disposição manifestada pelo Secretário de Estado do Emprego valeu-lhe convites para comentar a situação na Líbia, tendo o incurável pândego garantido que a mortandade é má, mas tem tendência a não aumentar, “especialmente porque, quantos mais morrem menos há para morrer.” acrescentou.
Ana Jorge, a Ministra da Saúde, também terá pedido ao jovial governante que passe pelas enfermarias dos politraumatizados a fim de os animar com as suas larachas e o chistoso político não se fez de rogado, tentando demonstrar-lhes que tiveram muita sorte em não partir a falangeta que lhes sobrou dos acidentes de mota. Infelizmente, um doente mal-humorado, tentou morder o prazenteiro e incompreendido estadista: “Só não lhe dei uma cabeçada porque tive um traumatismo craniano.”
O bem-disposto penamacorense ainda chegou a pedir ao Primeiro-Ministro que lhe fosse fornecido um nariz vermelho, mas José Sócrates ter-lhe-á dito que Mário Lino tinha ficado com o último.
Nihil Obstat
Tiririca, o Palhaço, provou ao Brasil e a todo o imenso Portugal analfabeto e iletrado que, sim, ele sabe ler, ele sabe escrever. Nada o impede, por isso, de ser deputado e prestar grandes serviços à pátria, nada o impede. Sim, votarei sempre em gente honesta…
Descubra as Diferenças
A propósito desta imagem, descubra as diferenças!
Eu dou uma ajuda.
O palhaço da esquerda é o Tiririca, recentemente eleito Deputado Federal no Brasil, o mais votado numa eleição nominal em que 1,35 milhões de eleitores brasileiros entenderam que ele, mais que qualquer outro isoladamente, é o melhor representante das suas vontades colectivas. Tiririca talvez não saiba ler o que não faz dele um analfabeto. Tiririca é um cidadão do mundo.
O pal.. senhor da direita é o Deputado à Assembleia da República de Portugal Ricardo Gonçalves, democraticamente escolhido de entre uma lista não-nominal na qual se incluem algumas outras dezenas de pessoas igualmente anónimas, não-nomeadas. Desconheço quantas pessoas escolheram este senhor Deputado para seu efectivo e nomeado representante. Este licenciado em Filosofia certamente sabe ler o que não faz dele automaticamente um alfabetizado funcional porque tem dado provas repetidas de que desconhece que 20% da população portuguesa vive no limiar da pobreza e muitas auferem não mais que o equivalente a 10 dias das suas ajudas de custo (60 euros por dia). Ricardo Gonçalves é um provinciano, assim se assume. Talvez seja o tempo de apanhar o autocarro p’ra Melgaço, regressar ao ensino da Filosofia e governar-se com 1000 euritos por mês, sem ajudas ou outras mordomias pagas, por enquanto, por aqueles que insulta…
Ricardo Gonçalves, o Deputado-Palhaço
Maria José Nogueira Pinto é que tinha razão. E ainda faltava isto.
O Republicano Com Fome
Ricardo Gonçalves, democraticamente imposto pela máquina pelo povo para o representar na Assembleia da República, anda com fome. A crise toca a todos, ao Governo e ao povo e a Ricardo Gonçalves, que é da “província” sabe bem o que isso é, viver com um salário de 700 contos e 12 contos de ajudas por dia. Oh Ricardo, desculpa lá esta familiaridade: achas que o povo de Melgaço, terra de forte emigração, concorda contigo? Fazemos a troca? Tu dás-me as tuas ajudas de custo e eu dou-te o meu salário, sim?Agora percebo melhor o alcance das palavras de Maria José Nogueira Pinto. Viva a República…!
Porca é a tua mãe! (à beira disto Maria José Nogueira Pinto é de uma educação esmerada)
Sessão da Assembleia Constituinte de 24 de Setembro de 1975
«Vamos proceder à votação deste artigo 10.º [artigo que proibía o lock-out].
Extremamente curto, mas extremamente importante como todos se aperceberam.
Submetido à votação, o artigo foi aprovado por unanimidade.
Aplausos.
O Sr. Presidente: – Tem a palavra o Sr. Deputado Vital Moreira, para declaração de voto.
O Sr. Vital Moreira (PCP):- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Creio que devemos estar duplamente regozijados com a aprovação deste artigo. Em primeiro lugar, pelo seu significado, intrínseco e material de proibição sem limites do lock-out, ao entendido como encerramento total e imparcial das empresas ou dos locais de trabalho para impor condições de trabalho aos trabalhadores, mas também, e esse é o segundo motivo, porque vimos das bancadas do PPD e do CDS aplausos, quando julgaríamos – a esperar alguma coerência desse grupo de Deputados – que tentariam impor alguns limites à proibição do lock-out. Na realidade …
Burburinho.
O Sr. Emídio Guerreiro (PPD): – Não seja malcriado! Preocupe-se com as suas incoerências.
O Sr. Presidente: – É favor não interromperem.
O Orador: – Quero lembrar ao Sr. Deputado que as declarações de voto permitem pedidos de esclarecimento e o Sr. Deputado estará livre de os pedir e eu terei muito gosto em lhos prestar.
Risos. [Read more…]
O circo saiu à rua num dia assim
Já tínhamos o “circo” da Fórmula 1, o “circo” em que se transforma, por vezes, o futebol nacional, o verdadeiro e real circo, aquele espectáculo de saltimbancos que corre o país de lés a lés.
Agora temos o “circo” do Parlamento. E com direito a palhaçadas e tudo… Que dois belos minutos. Que dois belos exemplos. Será que estamos a pagar a deputados ou a artistas saltimbancos?










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