Campanha negra-última hora

Documentos do processo de compra da casa da mãe de Sócrates desapareceram do arquivo do Cartório Notarial, acaba de anunciar a TVI ! A notária vai avançar com uma acção contra terceiros e já fez queixa à Ordem.Lembre-se que alguns jornalistas tinham solicitado informações sobre contratos públicos em nome de Sócrates ou de sua mãe.Parece que foi nesta acção que se deu pela falta dos documentos. (tudo no SOL de amanhã )

Novas políticas e novos políticos!

Uma das palavras de ordem que se propagam é que não há alternativas!Mas alternativas a quê ou a quem?
A Sócrates com a sua determinação, capacidade de comunicação e de decisão, mas também com a cruz Freeport e outras que irá transportar toda a vida enquanto for homem público?
Essa cruz tem elevadíssimos custos não só para o próprio mas tambem para a governança. Sócrates, mesmo que mostrasse capacidade de implementar novas políticas que ultrapassassem o empobrecimento que, nas suas mãos, o país vem conhecendo, não seria a pessoa mais aconselhável para o fazer!
Pergunto, alguem tem dúvidas que a Justiça chegou ao fosso a que chegou porque serve a muita gente? Se nós (pobres mortais) sabemos de tanta coisa o que saberão os agentes da Justiça mas que não podem provar? Onde está pois a liderança ética que possa meter ombros a reformas sérias?
Não é verdade que uma semana depois do Ministro da Justiça ter tomado posse, um proeminente advogado da praça veio dizer que o não queria nem para porteiro? Que o tinha demitido de uma função pública quando ambos estavam em Macau? Não sabemos agora que há magistrados que são elementos de aparelhos partidários e que saltitam do Governo para a Magistratura e vice-versa?Na economia, no essencial, prossegue-se a compíscua sociedade entre o Estado e os grandes grupos económicos que já vem de Salazar!
As obras públicas que dão riqueza às grandes empresas e endividam o país no exterior, enquanto as PMEs, inovadoras, criadoras de bens tansaccionáveis e exportáveis e que são responsáveis por 70% do emprego, ficam entregues a si próprias! Abrir os olhos e ouvir as associacões do sector é quanto basta!
E que dizer da Educação amordaçada pelos burocratas do Ministério e dos Sindicatos? Onde está a escola pública entregue a professores dignos, tendo nas suas mãos a responsabilidade, a que têm direito, de dirigir uma escola gozando de grande autonomia? Não há alternativas a estas políticas que nos empobrecem?

PS: Vou voltar ao assunto com outras áreas políticas!

Os ovos de Fafe e os interrogatórios da PIDE


Há uns dias, foi o Ministério Público a condenar alguns alunos a trabalho comunitário por se terem atrevido a participar numa manifestação contra o Estatuto do Aluno. Em vez de lhes agradecer a participação cívica em tão tenra idade, o Estado condenou-os.
Agora, vêm a lume as técnicas interrogatórias, típicas da PIDE, que a Inspecção do Ministério da Educação está a usar contra os alunos que, há uns tempos, atiraram ovos à Ministra da Educação. Ao que parece, a ideia é a delação, o chibanço, a denúncia. Os alunos estão a ser estimulados a denunciarem-se uns aos outros e, sobretudo, estão a ser estimulados a denunciar os seus professores.
Pelo meio, o inenarrável episódio de Castelo de Vide, em que imagens de uma sala de aula foram utilizadas num tempo de antena do PS.
Como escreve hoje Manuel António Pina no «Jornal de Notícias», em artigo que estranhamente não está on-line, «George Bernard Shaw dizia que um homem é tão mais respeitável quanto mais numerosas são as coisas das quais se envergonha. O problema da actual Ministra da Educação é não envergonhar-se do que quer que seja.»

Edward and Sophie, Portugal's PM… and a £4m corruption row over giant shopping mall built by British firm

 
Do «Daily Mail»:

«The Earl and Countess of Wessex have been caught up in an alleged corruption scandal surrounding a discount shopping complex in Portugal.
It was built by a British property firm Freeport, now being investigated over bribery allegations, and was opened by the Royal couple in September 2004.
The Serious Fraud Office in London is probing claims that four million euros were transferred to banks in Portugal to facilitate the deal.
The inquiry has engulfed several British businessmen and Portugal’s Prime Minister Jose Socrates, who has denied taking bribes from Freeport.
At its heart is the claim that in 2002 Mr Socrates, then an environment minister, waived restrictions to grant Freeport a licence to build the complex on protected land.
But Mr Socrates insists he has never misused his ministerial position.
The shopping mall is sited across the Tagus river from Lisbon and includes 200 ‘factory outlets’ selling mainly cut-price designer clothes.
Reports in Portugal claim SFO detectives, who have been working closely with Portuguese police, are investigating 15 people linked to the development, including Mr Socrates and several Britons associated with Freeport.
One is said to be the company’s flamboyant 66-year-old founder Sean Collidge, a wealthy tax exile, who was forced to quit as chairman in 2006.
He then lost a £1 million claim for wrongful dismissal, during which his fellow directors accused him of financial impropriety and submitting a series of fraudulent expense claims.
Ruling against him, a High Court judge said in 2007 that he had ‘dishonestly’ and ‘habitually’ abused his position. Court documents also accused him of forgery, perjury and attempting to pervert the course of justice. Mr Justice Jack said Collidge had fiddled thousands of pounds of expenses between 2003 and 2005, taken property from the firm and forged loan agreements.
Mr Collidge approached Edward and Sophie to open the mall because, according to a former Freeport director, ‘he had heard that they helped British investors abroad’.
Even at this stage the development was controversial due to environmental concerns. But the Foreign Office advised Edward to go ahead. The opening was followed by a Tom Jones concert and a huge fireworks display.
Freeport has since been taken over by The Carlyle Group, a US conglomerate, and Mr Collidge now lives in splendour near Cannes in the south of France. He was unavailable for comment last night.
Former Freeport director Jonathan Rawnsley was interviewed by the SFO but said ‘it came to nothing’.
He added: ‘Freeport absolutely did not bribe anyone – that was a rumour put about by our competitors.
‘Sean Collidge heard that Edward had an ambassadorial business role and often helped British investors abroad. Sean approached him and he agreed to lend his name to the company and open the business in Portugal.»

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM–4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

E você, vota por que partido?

euprofiler

Uns senhores europeus, que se convencionaram chamar EU Profiler, decidiram criar um sistema de aconselhamento de voto. Uma espécie “Veja em quem deve votar nas eleições europeias, se lá puser os pés, para totós”.

Este “Voting Advice Application (VAA)” é classificada como uma “ferramenta imparcial desenhada para informar os potenciais votantes e outros interessados acerca do panorama político europeu tendo em vista as eleições para o Parlamento Europeu de Junho de 2009” (tradução livre). A descrição até é bonita.

Isto é, está minimamente interessado nas europeias, mesmo a sério e não apenas como forma de castigar quem quer que seja; não está minimamente interessado em ler os programas políticos de todos os partidos; até gosta destas coisas da cidadania e política e sociedade e economia e tem a mínima curiosidade? Então, aliste-se já e participe no inquérito. Nem que seja por uma simples e banal curiosidade, do género “vamos lá saber qual o partido que está mais próximo das minhas opiniões”.

O EU Profiler propõe-se ajudar a responder a algumas perguntas, como os partidos que estão a concorrer, a forma como se posicionam nos assuntos importantes, o nosso posicionamento face aos partidos, entre outros aspectos divertidos. Como descobrimos tudo isso? Através de respostas condicionadas a algumas opções. A coisa faz-se em poucos minutos, se tivermos ideias afinadas ou, pelo menos, ideias.

Eu já fiz o teste. E querem saber qual o partido mais próximo das minhas opiniões? Se pedirem muito…, pronto, está bem, é o Movimento Esperança Portugal. E você, vota por que partido?

Coisas que me incomodam: as leis para os partidos

Há uma coisa que me incomoda cada vez mais. Querem saber o que é? É perceber porque é que as leis que envolvem os partidos políticos e o seu financiamento – sobretudo em ano eleitoral – são aprovadas de forma célere, eficiente e sem demasiado barulho.

Curiosamente, ao contrário de muitas outras, estas leis são mesmo cumpridas.

A Marta:

É a glória, caros amigos, é a glória! Ver o Carlos Abreu Amorim, na RTPN, em grande forma a citar a definição que lhe dei hoje do novo cartaz da Manuela Ferreira Leite: “Parece a Marta do OK Teleseguro”, é a glória!!!!

Mas lá que parece uma versão sénior da dita, parece, parece. Se não foi maldade…

Próximo governo será a 3: BE, PS de Alegre e PCP

Caro (e)leitor, eu voto no Bloco de Esquerda e, apesar de independente, tenho colaborado com o BE sempre que tem sido possível / solicitado / necessário.
Esquerda a 3

Colocadas as cartas em cima da mesa apetece-me perguntar porque é que o PS e o PSD se lembraram, AGORA, de começar a falar no Bloco Central?

As sondagens mais recentes dão ao BE um score acima dos 10% e a começar a chegar muito perto dos 15%. Nas mesmas sondagens, o PC surge também sempre na casa dos 10%.
Elas valem o que valem, mas todos sabemos que entre elas e os resultados, as diferenças são cada vez menores.

Dito isto, fica claro que o PS nunca terá maioria absoluta. Seguindo este simples (simplista!) raciocínio, o Sr. Presidente vem trazer a terreno a necessidade de encontrar novas formas de gerir as relações inter-partidárias e depois vem a Drª MFL dizer que diz, mas não diz.

Ou seja, a relação entre as forças partidárias no nosso Parlamento vai mudar e pode virar, na opinião de alguns, muito à esquerda. O receio “desses” é que o PS seja forçado a ouvir o socialismo, que, pelo menos ainda lhe segura o nome.
Aceitando eu com grande dificuldade que BE ou PC possam segurar o Sócrates só consigo entender uma nova formação inter-partidária em que Manuel Alegre surge como o rosto que vai juntar deputados numa força de esquerda para suportar o governo – com Manuel Alegre estariam deputados socialistas do PS mortinhos por fugir à direita que hoje os massacra.
Esta é a minha aposta: BE e PCP em coligação pós-eleições, num PS sem Sócrates e com Manuel Alegre.

Vitalmente gratuito


A vida é díficil para todos. Até para os “doutores de Coimbra”. Mais uma vez VM vem com aquela estória da carochinha que o Estado não paga nada com os Mega investimentos da nossa desgraça. Que são os privados etc e tal e que os nossos descendentes vão pagar conforme a utilização das infraestruturas…
Vão pagar como pagamos nós agora, como se pode constatar pelos contratos que estão a ser renegociados entre o Estado e os privados. Contratos a roçar a ilegalidade com aquela clausula que promete que se as receitas não chegarem, a diferença será reposta pelo Estado. Combina-se que a ponte Vasco da Gama vai ter um táfego de 60 000 carros por dia. Se só passarem 50 000 carros a diferença de receitas resultante dessa menor procura paga o Estado. Já agora, estejam atentos que está a funcionar ” um tribunal arbitral” constituído pelo Eng. Ferreira do Amaral, enquanto presidente da LusoPonte, pelo Dr. Jorge Coelho, representante do maior accionista e pelo Dr. Murteira Nabo, representante do Estado, para acertarem a “compensação”! Uma aposta que o Estado vai “compensar” em milhões? Um bocado de verdade e de seriedade fiava bem a estes “senhores doutores de Coimbra”. Afinal, já tem o lugarzinho assegurado, não precisa de passar esta imagem subserviente!
Depois, como qualquer não “doutorado” percebe, nunca o TGV será lucrativo! Nunca! Portugal não tem dimensão territorial nem demográfica para ter TGV.
É só! Como não tem para a quantidade de autoestradas que já tem e muito menos para as futuras. Sempre que vou a Évora ou a Castelo Branco cruzo-me com meia dúzia de carros. Trata-se de “inclusão” territorial? Óptimo! É um custo, como o Presidente da República explicou há umas semanas, mas não podemos andar a plantar mega- estruturas para dar negócios aos grandes grupos económicos. Esta política de grandes investimentos tem empobrecido o país, como se vê e vai continuar.
O sr.”prof doutor” de Coimbra devia pensar no superior interesse do país! E Sócrates tem tanta pressa em lançar os concursos a meses das eleições porquê? Não aprendeu nada com a pressa do Freeport?

FRAUDE?

CORRUPÇÃO?
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Mais um caso, ligeiro, em que nota como a seriedade anda arredada dos mandantes do nosso País. O Ministério da Educação, utilizou crianças, utilizou o computador do regime, filmou os dois, e sem o consentimento dos pais dos alunos, usou abusiva e fraudulentamente as imagens, para propaganda política do partido do governo.
Os paizinhos das crianças já pediram explicações, mas, como de costume, o benefício para o PS, que parece fruto de corrupção, já ninguém lho tira, e o prejuízo para todos os outros ninguém vai ressarcir.
Métodos desta jaez não se podem tolerar, muito embora sejam cada vez mais frequentes. Parece estar tudo bem, desde que ninguém dê por isso.

Tem um banco perto de si?

“Os clientes têm o direito de não serem assaltados pelos bancos” diz a Comissária Europeia Meglena Kuneve ! Leu bem, mas volte a ler e faça um esforço de análise. Cá no burgo os bancos estão a compensar a baixa das taxas de juro com o aumento dos “spreads”. No fim do mês os devedores pagam o mesmo! Entretanto o Carlos Tavares da CMVM diz que pode avançar com inibições face às batotas que tem encontrado na análise que está a fazer às contas dos bancos. O Sr.Rendeiro já veio dizer que ou o sr.Carlos Tavares pede desculpas públicas ou ele avança para os tribunais.Parece que para além das batotas conhecidas apareceu uma brilhante.O BPP trocava os papéis rentáveis do portfólio dos clientes por papéis ruinosos do portfólio do próprio banco.Batota? Não, roubo! E eu acho bem que o sr. Rendeiro avance com acções judiciais.Cá no burgo não há consideração por ninguem.Afinal o sr. Maddof já está na gaiola.E vendo bem não há pressa nenhuma. O Governo não pode recuar depois de ter queimado milhões em três bancos todos eles sob suspeita.Pagar a uns e não pagar a outros dá barraca e já há acções a correrem para os tribunais de clientes que se sentem discriminados.Isto é tudo muito mais fácil depois das eleições.Pagamos todos e nem mugimos!

DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO

HÁ-O PARA TODOS OS GOSTOS

Não havia mas agora há. Este dinheirinho, nosso, que nós pagamos, aparece para pagar a campanha para as europeias. São quatro milhões e meio de euros, para uma eleição a que ninguém quer ir votar.
Mas, tem de ser não é? Para meter mais um deputadosinho do meu partido, vale tudo. Até gastar o dinheiro que tanta falta faz à recuperação económica.
É o regime que temos e que não queremos mudar, que se quiséssemos, bastava votar em conformidade.

O optimismo e a confiança foram dar outra volta

O clima pessimista e desconfiado em que vivemos é criado diariamente pelos próprios governantes e pelas empresas dominantes. Não quer dizer que estejamos verdadeiramente conscientes disso, mas de alguma forma, a desconfiança reina porque é incutida inadvertidamente. Por exemplo, as empresas contraditórias: a Galp, que vende combustível, pede encarecidamente nos seus anúncios, para não se consumir combustível, convida a partilhar o carro e afins. A EDP, que vende electricidade, pede que se poupe no consumo. Mas depois, estas empresas lucram imenso. Nem imagino o quanto lucrariam se pedissem para consumir. Ainda por cima, lucros a partir de recursos que são do País, e não privados! Claro que estas políticas têm sempre o fundo ecológico. Claro! Agora somos todos verdes e ecológicos. Mas em nenhum posto da Galp que eu visitasse, existe sequer um caixote para reciclagem, por isso eu imagino o resto. Em qualquer grande empresa existe sempre a máquina do café com aqueles copinhos de plástico e um vulgar caixote do lixo ao lado, onde vai tudo para o mesmo saco. Mas isso não importa para nada. Que importa mais umas toneladas de plástico no lixo? “Parece que é isso que vai salvar o mundo”. É o que eu ouço dizer.
E isto estende-se para todo o lado empresarial. Mesmo o mais confiante e distraído fica a pensar o que caraças será o DLH+ para o cérebro que os óleos publicitam? A margarina não prestava para nada, mas agora é boa para barrar no pão? Como é que põe o Ómega 3 que vem do peixe, no leite? Se determinado leite é biológico, então os outros são o quê, sintéticos?  Porque é que os alimentos agora mais parecem medicamentos? Não se sabe. Come-se e cala-se.
Depois, o Estado. Pede aos cidadãos para se manterem em forma, mas depois cobra imposto em maços de tabaco que contêm a indicação “Fumar Mata”. Centenas de pequenas empresas fecham as portas e é a vida económica a funcionar; uma grande empresa ameaça fechar, e o Estado apoia-a financeiramente. Fazem-se constantes apelos “verdes” para deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos, mas depois o Estado paga para que eu destrua o meu carro antigo na compra de um novo. E vai comprar 27.500 carros novos. No Estado, não querem que se cometam actos ilegais, mas depois querem contabilizar os rendimentos ilegais no PIB. O Estado diz não ao proteccionismo, mas depois pede para “comprar o que é nosso”. O Estado desmantela as linhas férreas, mas quer construir um TGV. Não havia dinheiro nenhum, mas agora já há dinheiro para auto-estradas, pontes e aeroportos.
Confuso ou Confiante? Estamos rodeados de confusão e contradição. Como é que esperam que os cidadãos lidem com o desconhecimento e as contradições dos seus governantes? Eu respondo por mim: com desconfiança! É inevitável.

AS ELEIÇÕES A CHEGAR, O DINHEIRO A APARECER

MESMO QUE SEJA PARA PAGAR MAIS TARDE

Vão aparecendo as ofertas, umas atrás das outras. Agora os contemplados são as criancinhas dos 7, 10 e 13 anos, que fequentam a escola pública. Vão poder ir ao dentista de graça. Depois das grávidas e dos idosos, são agora os putos que têm um cheque para pagar a ida ao estomatologista. Ao todo são mais de 25 milhões de euros, que há bem pouco tempo não havia, e que, por obra e graça das eleições, agora aparecem.
Mas, não é assim de quatro em quatro anos? De que nos queixamos?

O tamanho não é importante: 12º ano entre o básico e o obrigatório

No plano meramente teórico creio que todos, sem excepção, defendem que será melhor ter mais do que menos, no caso em apreço, educação.
Mas, tal como acontece com outras matérias, o tamanho não é o mais importante.
Explico.

Os tempos da outra senhora que alguns, poucos, celebraram há dias marcaram muito o afastamento entre o povo e a instituição Escola – se calhar é por isso que temos os políticos que temos, mas enfim.
E a frase “nem todos podem ser Doutores” fez o seu caminho e hoje parece um dogma nacional.
A revolução de Abril trouxe uma nova abordagem e o acesso à escola foi sendo feito cada vez por mais pessoas e hoje, boa parte dos portugueses em idade escola, tem algumas possibilidades de chegar e concluir com sucesso ao 9ºano. Ignoro por intenção as Novas Oportunidades para não ir ter rapidamente do Jardim de Infância ao superior em cinco minutos, tipo comprimido para a Gripo dos Porcos.

Dito isto, estará o caro leitor a pensar (tomo o abuso de pensar que se leu até aqui é porque está a pensar em alguma coisa, quanto mais não seja nas pragas que roga às pilhas do rato que continuam a falhar e o impedem o clique daqui para fora)…
Escrevia eu, que o Caro Leitor pensará então que será natural o alargamento para o 12º.
Errado.
E errado porque estamos longe de ter um 9º, isto é, uma escolaridade básica, de qualidade. O problema não está em ser ou não ser obrigatório.
O problema está no facto dos 9 anos de hoje não garantirem uma formação básica de qualidade. Logo, sem o ensino básico de qualidade o que adianta avançar para o ensino secundário? Nada.
Estamos a queimar etapas, a cumprir números e a fazer de conta.
Penso que temos TODOS (PROFESSORES, Sindicatos, Pais, Governo, Partidos, etc..)que parar e centrar a escola no mais importante: a aprendizagem, se quiserem, uma escola de Conteúdo e com Conteúdo.

À esquerda, as criticas a esta medida vieram muito de fininho avançando apenas para a questão das condições – eu aqui, desalinho, quer da FENPROF, quer dos Partidos. A esta medida demagógica, devemos dizer não!

Um lapsus languae vale votos?

O presidente da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, não perdeu a oportunidade. Depois do aparente deslize de Manuela Ferreira Leite, ontem, o número dois de Luís Filipe Meneses em Gaia veio garantir, esta tarde, que era contra o bloco central porque o PS e o PSD de hoje têm ideologias que não são conciliáveis.

Por mim, acho que a questão não está tanto nas ideologias mas mais nos interesses estratégicos e políticos, nas opções e, sobretudo, nas personagens.

Por estranho que pareça, apesar de tudo, o vice-presidente da Câmara de Gaia refere que só "razões patrióticas" justificariam uma união de esforços de vários partidos. Estranho. Para mim, a gestão do país, a liderança ou presença num governo é sempre uma razão patriótica.

A maior parte dos políticos garante que está na política porque quer o melhor para o país, mesmo à custa da carteira pessoal. Juram que perdem dinheiro. Logo, o bem do país, suponho, será uma razão patriótica. A principal. Mas, enfim, são opiniões.

O intróito na matéria serviu outra finalidade. No seu estilo implacável, Marco António Costa aproveitou para salientar que a líder do partido fez “um auto-desmentido". Uma classificação potente. Manuela Ferreira Leite não foi mal compreendida, mal interpretada, não houve maldade na forma como as suas palavras foram apreendidas, não foi um lamentável lapso de expressão. Nada disso. A líder auto-desmentiu-se.

Nem no próprio partido, nem em tempo de preparação para três actos eleitorais, Manuela Ferreira Leite tem uma trégua. E por culpa própria.

Sócrates e Einstein

 

Senhor primeiro Ministro:

Como não ouve os pobres mortais seus contribuintes e concidadãos e porque tudo já foi ou está ser feito por V.Exª e seus ministros, talvez aceite o conselho deste homem. É um homem tão inteligente que foi capaz de ser humilde!

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

(Albert Einstein)

Exclusivo TVI

 
Quando a TVI publicou o DVD da discórdia sabia ou não que Charles Smith já tinha declarado à polícia Inglesa que tinha mentido quanto a Sócrates?
Uma das leituras que se pode fazer do DVD é a seguinte. O mister “apochou” a massa, o patrão está a arder com 400 000 contos para os quais não tem justificação e quer saber quem “enriqueceu” à sua custa! A maneira mais fácil é dizer que a entregou a alguem para poder licenciar o Freeport. Mas com a existência do DVD fica com um grave problema às costas.
Confessa um crime de “corrupção activa” e põe-se a jeito para apanhar com um processo por difamação! E o crime de corrupção activa dá 5 anos de gaiola!
E agora? Agora safa-se do crime de corrupção activa mas fica com o crime de extorção e de enriquecimento ílicito e ainda com o crime de difamação. Como é que o mister Smith se vai safar disto?
O patrão quer os 400 000 contos e o Eng. Sócrates quer ver-se livre da embrulhada. A tentação é dizer que afinal ficou com a massa e a gastou em gelados e que nunca houve pagamentos de luvas e pedir desculpas públicas. Depois acerta contas com o patrão!
E se o patrão não tiver nada a perder com o arrastar do assunto? Ou mesmo se tiver a ganhar aí com um PIN à maneira? Palpita-me que tudo vai voltar ao ínicio. Porque estão elementos da família e pessoas próximas metidas ao barulho e porque razão, Sócrates não fez queixa ao PGR, quando o tio lhe comunicou que havia aí uns malandros a pedir muito dinheiro para se licenciar o projecto? E aqui está como o DVD não serve para nada! Notícia TVI!

Manuela Ferreira Leite convenceu-me a ficar distraído

Ferreira Leite

Mariano José Pereira da Fonseca, marquês de Maricá, brasileiro, foi escritor, filósofo e político brasileiro do século XVIII. Foi ministro das Finanças, conselheiro de Estado e senador do Império do Brasil. Foi doutor em filosofia e consagrado em matemática pela Universidade de Coimbra, em 1793. Como escritor, foi autor de várias obras, sendo “Máximas, Pensamentos e Reflexões” a mais conhecida. São quatro volumes, com um total de 3169 artigos. Por aqui já se vai tirando a pinta ao homem.

Lá pelo meio, o Marquês de Maricá, diz-nos que “Ordinariamente nos fingimos distraídos quando não nos convém parecer atentos”. Foi dessa frase que me lembrei quando soube da manifestação de intenções de Manuela Ferreira Leite, anunciada esta noite, em entrevista a Mário Crespo, na SIC.

Vejamos. A presidente do PSD foi questionada sobre o cenário em que se sentiria mais confortável, se numa aliança do PSD com o CDS-PP ou se num novo Bloco Central com o PS. Respondeu: "Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que eu acredite, em que eu acredite que a conjugação de esforços e, especialmente, a conjugação de interesses – interesses no sentido do país – são coincidentes. Se perceber que o objectivo país não é propriamente aquele que está no centro das atenções, então com dificuldade haverá um Governo que possa contribuir para a melhoria do país".

O que é que eu pensei? Com toda a certeza ando distraído para não perceber patavina desta frase. Para além da expressão redonda, da fórmula diz que não disse, como quem diz mas pode sempre, a qualquer momento, dizer que não foi bem assim, a presidente do PSD parece-me abrir as portas a qualquer acordo pós-eleitoral. Num jeito de “como não chegamos lá sozinhos, vamos para lá acompanhados, mas vamos para lá”. O “lá”, está bom de ver, é o poder, o governo.

Com objectivos claros de me sossegar, à Lusa, Ferreira Leite disse que "como é sabido" recusou sempre "a hipótese de um Governo de Bloco Central", considerando abusivo que se faça essa interpretação das suas declarações à SIC, que tinham sido gravadas.

Descansei. Afinal tinha razão.

Bem vistas as coisas, acho que vou fazer como o Marquês de Maricá.

Mas que raio faz um Capitão de Abril no PS?

Como baixar o desemprego sem querer

A ministra da educação e o primeiro ministro arranjaram uma forma espectacular de baixar o número de desempregados no país. Vão estender o ensino obrigatório até ao 12.º ano. Acho bem. Eu sempre adorei a escola. Eu e todos os meus amigos. Mas era a parte do recreio, onde se aprende bastante e as casas de jogos e bilhar que fervilham sempre em volta das escolas. Mas este facto deve ser coincidência. Ou seja, este novo pessoal que anda a passear os piercings no umbigo e o novo i-phone nas escolas, vai passear mais tempo até ao 12.º ano. E os que vierem a seguir, é que vão ficar com uma cabeça ainda maior, porque esses vão ter ensino obrigatório até pelos menos ao bacharelato. Com sorte, daqui a uns anos, vai ser obrigatório permanecer na escola até à apresentação final da tese de doutoramento. Assim, eleva-se o nível académico dos portugueses (parece que é difícil reprovar hoje em dia, não é?) e só começa a haver desempregados a partir, para aí dos 35/40 anos. Resolvem-se dois problemas de uma vez só. E ainda há quem critique as políticas do governo.
Se calhar sou eu que vejo mal as coisas. É que eu sou um dos pessimistas, e sou um alvo a abater pelos optimistas de Estado. Vejo sempre, mas sempre, o lado negativo das questões. Mas se calhar foi a presença, na conferência, do ministro do Trabalho, que me fez pensar que isto era uma manobra disfarçada de controlar os futuros números altos do desemprego. Mas se calhar foi só coincidência.

Regionalizar ou descentralizar ?


Este país está gordo e anafado com com uma enorme classe política e com uma multidão de funcionários públicos. Não podemos correr o risco de o engordar ainda mais. Se me dizem que é preciso, urgentemente, descentralizar profundamente com efectivas capacidades de decisão e meios financeiros e humanos para o resto do país, estou completamente de acordo.
Quanto ao regionalizar é mais complicado. Já estive em Espanha com funcionários e políticos e sei no que dá. Felizmente que nós não temos os problemas regionalistas que a Espanha tem. Regionalizar pode ser, por exemplo, assentar orgãos regionais nos presentes orgãos locais. Pode ser eleger executivos que são constituídos por meia dúzia de pessoas e não as Assembleias com dezenas… é preciso que não se crie mais uma classe de burocratas. E não sejamos ingénuos, todos os lugares eventualmente criados por uma possível regionalização já têm dono.

D. MANUELA E A REGIONALIZAÇÃO

PRIORIDADES

Para a chefe do PSD, a regionalização, se bem que sempre falada e discutida, não é prioritária. Esquece a D. Manuela, que o País precisa de uma descentralização grande e urgente. E que essa descentralização não se faz por causa dos detentores do poder, que não querem sair do Terreiro do Paço, nem deixam que os poderes que detêm, por mais pequenos que sejam, saiam da beira deles ou do seu controlo. Por isso, só uma regionalização, pode acabar com esse estado de coisas, acabando com a hipótese do poder estar noutro lado que não seja a região para a qual tem e deve, servir.
A D. Manuela está enganada. Grande parte dos filiados no seu partido, e nos outros também, já viram as vantagens que a regionalização tem. Estará na hora da senhora também ver.

TRAVESTIDOS

TVI – JORNAL DA NOITE

Gostei de ver o dr Medina Carreira a zurzir no governo, a fazer coro com a d. MMG. Segundo este ilustre do nosso País, um dos mais esclarecidos que por cá há, estamos mal e vamos ficar pior.
Não largam o nosso Primeiro (a TVI) e fazem bem, que é para isso que fazem jornalismo, que deve ser isento. Foram largos minutos a bater no homem, com o comentador de serviço a ajudar bastante à festa.
Mais uma vez, gostei deste jornal de sexta-feira.

É duro ser liberal


Ao fim de vinte anos de desregulação dos mercados, da globalização sem a consequente regularização global, o mundo caiu numa depressão económica sem precedentes. É preciso voltar a 1930 para se encontrar algo parecido. O fosso entre os mais ricos e os mais pobres acentuou-se, há vastas áreas do globo na miséria. Mas os nossos liberais não se atemorizam com tão pouca coisa. Lançam mãos do seu inimigo de estimação – o Estado- para saírem do buraco. E do dinheiro dos contribuintes. Os exemplos, embora menos visíveis, acumulam-se resultantes das malfeitorias da “mão invisivel do mercado”. A América do Sul, com potencialidades económicas extraordinárias nunca saiu da pobreza. Produtores de petróleo como a Venezuela o mais que conseguiram foi criar uma elite endinheirada indiferente à miséria do resto do povo. No Chile e à boleia da ditadura de Pinochet, Friedman e os seus boys aplicaram os seus princípios neo-liberais à economia só possíveis no ambiente do Chile torcidário, e em ditadura. Porque é preciso ver que os princípios teóricos do neo-liberalismo, são inaceitáveis para quem é cobaia. “Há sempre quem queira trabalhar por um salário mais baixo” diz quem não concorda com a fixação do salário mínimo.Pois há , se não tiver qualquer alternativa, e se não se importar de viver na miséria. A verdade é que uma doutrina filosófica e política que assenta na “liberdade individual” é travestido, quando aplicado na economia, num ferrete de miséria e humilhação. E quando a feira é levantada quem paga a factura são a imensa mole de trabalhadores a quem o liberalismo com desprezo paga salários de miséria. É duro ser Liberal!

Por um país sem correntes…

25_de_Abril_by_CantosDePortugal

A imagem chama-se “25 de Abril”. Apenas. É da autoria de alguém que se identifica como CantosDePortugal. Está no Deviantart, um dos sites mais populares da Internet e que é uma montra para artistas de diversas especialidades.

Não sei quem colocou os cravos numa corrente ferrogenta. Nem sei se foi uma encenação para a foto. Mas isso também não me interessou. Interessou-me apenas a imagem de um país que se viu liberto das correntes que o impediam de chegar à liberdade.

Ainda falta cumprir Abril? Pois falta. Mas a culpa é de todos nós.

Do interior da Revolução-O Fiel da balança

Depois do 25 de Abril houve uma explosão de alegria, de liberdade e até velhos tabus (as meninas tinham que ser virgens)levaram um piparote de todo o tamanho.Começamos a namorar mais apertadinhos, os teatros encheram-se de gente e de peças subversivas e os filmes que nos levavam a Londres para os poder ver começaram a aparecer por cá .Num desses teatros, após a peça, ficamos ali a conversar artistas com espectadores.Lembro-me muito bem de alguem da assistência dizer.Até agora estavamos todos a empurrar o mesmo muro para o deitar abaixo.”A partir de agora, para lá do muro, cada um de nós vai tomar a liberdade à sua maneira.Esse é o sortilégio da Democracia e o que faz valer a pena vivê-la.”No Movimento das Forças Armadas tambem foi assim.Todos queriam derrubar a ditadura mas havia muitos caminhos por percorrer. No 25 de Abril não terá havido vencedores e vencidos (enfim, vencido foi o regime e os fachos) mas em todas as outras datas, houve vencedores e houve vencidos. Uns que tentaram que o 25 de Abril fosse a continuação do regime, envolto numa aparente revolução.No 16 de Março alguem que tentou antecipar-se e ganhar vantagem numa ambição de poder pessoal.No 25 de Novembro forças que tentaram uma guinada à esquerda.Outros casos houve com mais ou menos repercussão.Em todos estes casos os vencedores ocasionais foram os vencidos ocasionais, conforme as forças em presença. Tentativas de banhos de sangue, que os vencedores ocasionais consideravam necessáros para ganhar vantagem definitiva.É preciso dizer, sem margens para quaisquer dúvidas que em todos estes casos, houve um núcleo de Capitães que nunca transigiram nos princípios e nos objectivos. Que defenderam os vencidos e que controlaram os vencedores ocasionais.Que prometeram a Democracia e um Estado de Direito e os entregaram por inteiro nas mãos de uma Assembleia Constituinte.Esses homens que constituem o núcleo central do Movimento das Forças Armadas têm nome e todos sabem quem são.Como em todas as revoluções há amarguras, azedumes, incompreensões e dúvidas.Mas não pode haver dúvida nenhuma acerca do papel fundamental exercido por esses homens.O de Fiel da balança sem o que teríamos tido banhos de sangue e, porventura, uma guerra civil!

O 25 de Abril também se fez para os palermas ou distraídos

As leis, aprendi na escola, são gerais e abstractas. São para todos, sem excepção. Nem sempre é assim, já sabemos, mas estes são considerandos para outra ocasião. O 25 de Abril de 1974 fez-se com um propósito igual ao das leis, geral, abstracto e sem excepções.

A Revolução dos Cravos (outro mérito do 25 de Abril foi permitir criar um belo nome) fez-se para todos os portugueses, de todas as idades, de todos os feitios, cores, clubes, partidos, tendências.

Só por ter havido 25 de Abril é que João Lourenço foi eleito presidente da Câmara de Santa Comba Dão. Noutro tempo seria nomeado. É com uma a legitimidade dos votos populares, pois, que hoje vai inaugurar as obras de renovação do Largo Dr. Salazar. Não tenho nada contra. A liberdade fez-se para todos e para isto. Noutro tempo, não seria possível, por exemplo, inaugurar as obras de um eventual Largo Catarina Eufémia.

António Oliveira Salazar nasceu naquela terra, é uma figura histórica do país, e é natural que haja um largo com o seu nome, ainda para mais com muitos anos de existência. Em todo o país há, pelo menos, 20 localidades que têm artérias com o nome do protagonista do Estado Novo.

António Vilarigues, da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, classificou, ao JN, o acto inaugural como uma “provocação deliberada aos ideais de Abril". Prefiro não ir por esta via.

É um acto de mau gosto, é. Mas a liberdade também veio franquear as portas a opções parvas. Como também permitiu que o autarca viesse, de forma livre, dizer que “nunca lhe passou pela cabeça tal coisa”. Garante que foi apenas uma coincidência. Claro que, quando deu conta disso, alertado por um presidente de junta, já não podia mudar a data. Não daria jeito.

O 25 de Abril também se fez para estas coisas. Para que autarcas eleitos utilizem argumentos matreiros. E para que, dentro de meses, a população do concelho possa, se quiser, votar num autarca que é distraído ou palerma.

P.S. Acabo de me lembrar que município até celebra hoje o 25 de Abril (está no site da autarquia). O corte da fita podia ser integrada no programa mas não está. É pena. Uma inauguração fica sempre bem num dia feriado.

TABELA DE PREÇOS E MULTAS

MÃO NA MÃO, VINTE E CINCO TOSTÕES.

MÃO NAQUILO, QUINZE ESCUDOS.

A tabela de prendas máximas que os funcionários públicos podem receber sem pagar imposto, vai ser publicada em breve. Assim vão os trabalhadores da função pública ficar a saber se podem ou não receber, pelo favorzito prestado ao contribuinte, a garrafinha de vinho a martelo que ele lhe quiser ofertar. Segundo a tabela, provavelmente, o favorzito prestado, pode só valer uma qualquer prendita da loja dos trezentos ou dos chineses. Vamos assim ver, em breve, afixadas nas paredes das repatições, as ditas tabelas. Para favores maiores, as canetas, as garrafas de bom wiskky e os cristais Atlantis podem ser um exemplo, mas como na maior parte das situações é a notita que circula, os valores em dinheiro (valores máximos para não haver especulação) também estão consignados na tabela. Valores mais elevados que os da tabela, serão considerados corrupção e sijeitos a sanções elevadas. Qualquer garrafa de vinho corrente ou a martelo, será aceite facilmente, para uma reserva ou superior, tem de se ter cuidados redobrados. Deverão os trabalhadores que forem sujeitos a prendas, consultar a tabela sempre que as mesmas lhes sejam ofertadas, pois que se estiverem acima do tabelado, deverão ser recusadas e pedir para que sejam trocadas por umas de valor inferior.

O Conselho da Prevenção da Corrupção, tem na realidade muito boas ideias. Pena que esta seja uma ideia copiada.
Faz lembrar a tabela de multas da PSP, do ano de 1953,

na qual

estavam descritas as multas a aplicar a quem fos

se encontrado na via pú

blica em determinadas circu

nstâncias.
Aqui está a dita tabela:

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Galp, EDP, Bancos…enriquecimento ilícito

As crises trazem oportunidades extraordinárias. Uma delas é perceber o mérito dos vários agente empresariais. Enquanto todas ou quase todas as empresas, inovadoras, competitivas, produtoras de clusters, arrastando dezenas e dezenas de PMEs como fornecedoras, estando na vanguarda do “estado da arte” na gestão, competindo em mercados altamente competitivos lá fora, na exportação passam, por imensas dificuldades, outras há que apresentam lucros fabulosos. Nestas últimas temos empresas em monopólio ou perto disso, impondo os preços aos consumidores, com mercado garantido sem concorrência, em cartel, numa palavra sem mérito relativo. A Galp tem lucros fabulosos à custa dos preços mais elevados nos combustíveis, não acompanhando sequer a evolução dos preços na origem em baixa, e antecipando as altas. A EDP impede a concorrência, indo ela própria comprar a Espanha para vender cá dentro mais caro. Os bancos utilizam os “spreads” para compensar as perdas nas taxas de juro. Podemos dizer que estamos perante um enriquecimento ílicito porque as condições em que estas empresas operam não derivam das condições que a crise impõe aos mercados. E para os consumidores, impedidos de serem favorecidos pela inexistência de alternativas, estes lucros de empresas que há muito nos empobrecem à sombra da mão compínscua do Estado, não são mais que impostos! Enriquecem os accionistas e empobrecem os assalariados /consumidores. E dificultam a vida às empresas meritórias que inovam e lutam sem a mão amiga do Estado. A AutoEuropa, só para dar um exemplo clássico de sucesso, aí está para mostrar que se as empresas monopolistas do mercado interno enriquecem ílicitamente. Também é inconstitucional obrigar estas empresas “sugadoras” adaptarem-se à crise que nos assola? A crise não é, definitivamente, para todos!