Os prejuízos do Observador

Eu sei que a fonte não é de confiar, mas, na falta de contraditório, é provável que haja fogo de onde sai o fumo. O poderoso projecto ideológico disfarçado de jornal, criado há pouco mais de 5 anos e que dá pelo nome de Observador, registou, em 2018, prejuízos na ordem dos 600 mil euros. O que não deixa de ter alguma piada, tendo em conta que se trata de uma espécie de jornal onde a coluna de opinião, plural ao ponto de ir da direita à extrema-direita, insiste, vezes sem conta, em temas como a má gestão da coisa pública – que é uma realidade – ou no péssimo hábito dos portugueses viverem acima das suas possibilidades – que é uma treta.

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Este banco não é para novos

antero

Cavaco Silva ainda tentou avisar que isto podia correr mal, mas quem a sabia toda era o Antero. Venderam-nos uma mentira, e o país engolindo e pagando, ao sabor das contradições que se multiplicavam, quiseram fazer de nós otários, o que de resto até acabaram por fazer com assinalável distinção, ou não estivéssemos todos a pagar a engenhosa solução encontrada pelo anterior governo, com a preciosa ajuda do amigo do Banco de Portugal, anunciaram vendas, que se aproximariam de alguns milhares de milhões, sem nunca se concretizarem, e juraram a pés juntos que tal empreendimento não custaria um cêntimo aos contribuintes. Como o outro senhor que também nacionalizou um banco com a mesma promessa, um banco que acabou comprado por um outro ao qual agora preside. [Read more…]

Vale tudo

É espantosa a bonomia com que se aceita que um “banco bom” dê, num ano, mil milhões de prejuízo.

Contribuinte, o Novo Banco precisa do seu dinheiro. Outra vez.

As medidas de reforço de solidez que o Novo Banco propõe ao BCE pretendem gerar mais capital do que os 1.400 milhões detectados nos testes de stress. A folga serve para fazer face a outras exigências e a perdas futuras.
O plano de capital do Novo Banco prevê medidas destinadas a reforçar a solidez da instituição num valor acima dos 1.400 milhões de insuficiências detectadas nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE).

 

E as boas notícias não terminam aqui. O mesmo Jornal de Negócios revelou ontem que o Novo Banco registou prejuízos de 552 milhões de euros na operação bancária em Portugal. Resta-nos saber até quando durará esta mentira e quando chega a factura. E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

Se acredita não fique alarmado. Anda por aí muito boa gente que acredita no Pai Natal, na inocência de José Sócrates ou na justiça portuguesa. Mas factos são factos, independentemente do que digam as Marias Luís Albuquerques desta vida. Quando um banco rebenta, você paga, não bufa (ou bufa um pouquinho vá lá) e nem se chateia muito com isso. Se chateasse não continuava a votar naqueles que resgatam bancos com o seu dinheiro. Isto no caso de integrar o lote, cada vez mais pequeno, da maioria da população que continua a votar no bloco central que resgata banqueiros.  [Read more…]

O banco bom que dá prejuízo

Banco Bom

O Antero bem nos avisou: disseram-nos que era um banco bom mas, nisto dos bancos, nem sempre o que parece é. Fechadas as contas do primeiro semestre, o Novo Banco apresentou prejuízos de 251,9 milhões de euros. Então mas os resíduos tóxicos do BES não tinham ido todos parar ao banco mau? Existe há dois dias e já dá prejuízo? Com certeza que haverá uma boa explicação para tudo isto. Até porque a venda estará por dias (horas?) e é expectável que seja feita por um valor muito inferior aos 4,9 mil milhões de euros injectados pelo Estado. Dizem as más línguas que fará o défice de 2014 disparar para os 6%.

Alguém quer tentar adivinhar quem vai pagar a factura?

Recompensar a má gestão bancária

banks

Foto@Econintersect

A edição online do jornal I revelou ontem que o conjunto dos 4 maiores bancos nacionais – BES, BPI, BCP e CGD – acumulou prejuízos na ordem dos 9,5 mil milhões desde que há quatro anos Portugal se submeteu ao plano de austeridade que teve no resgate dos bancos a sua principal prioridade. Claro que, e o jornal fez essa mesma referência, metade desta catástrofe bancária diz respeito à hecatombe BES, cuja custo directo para o contribuinte rondará já os 5 mil milhões de euros, valor esse que dificilmente será recuperado na totalidade. Mais uma factura das aventuras bancárias com a chancela do liberalismo económico a ser suportada pelos otários do costume: nós.

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PPPedro PPPassos Coelho

PPP Passos Coelho

 

Imagem@Uma Página Numa Rede Social

Tenho saudades da heróica cavalgada laranja contra a encarnação do mal que foram um dia as PPP. No tempo em que mentia diariamente aos portugueses sobre o ilusório novo mundo sem aumentos de impostos, sem cortes de pensões ou subsídios e sem venda de “anéis”, o então líder do PSD referia-se aos prejuízos acumulados por empresas públicas e às facturas a pagar pelo Estado como “esqueletos num armário que se chama PPP“.

Ora ficamos esta semana a saber que Passos Coelho se prepara para encher esse armário com 13,6 mil milhões de euros de potenciais novos esqueletos. Segundo a imprensa nacional, o governo terá enviado para Bruxelas uma lista de 113 projectos estratégicos, que no total ascendem a 31,9 mil milhões de euros. E apesar de menos de um quarto destes projectos corresponder a parceiras público-privadas (24 no total), o valor a alocar aos mesmos ascende a quase metade do bolo (43%).

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Um Parlamento que vive acima das suas possibilidades

parlamento(vive acima das suas possibilidades e trabalha quando lhe apetece, como fica provado pela foto em cima)

No espaço de um ano, o prejuízo da instituição Assembleia da República passou de 680 mil euros para 6.17 milhões. Uma subida, assim em contas de merceeiro, na ordem dos 907%. A coisa torna-se particularmente peculiar se considerarmos que o conselho de administração do parlamento é presidido por Albino Azevedo Soares (sim, o tal que ajudou a tentar encobrir o esquema do Passos), membro do partido cuja propaganda vomita rigor à mesma velocidade que Miguel Relvas tira um curso superior (um homem fala do Relvas e até rima!).

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BPP – 600 milhões foram à vida!

Primeiro eram 300 milhões de euros agora já vai nos 600 milhões. Lembram-se que a massa que lá entrou depois das tropelias do Rendeiro foi garantida pelo Estado, o mesmo que nos vem agora ao bolso aumentando os impostos? Pois é, quem paga é cá ” a malta” a tal que não pagaria mais impostos, segundo esse grande estadista que dá pelo nome de José Sócrates!

Os accionistas, que achavam que podiam receber o dobro de taxa de juro, andam agora de candeias às avessas a mover acções em tribunal contra o João Rendeiro  que jura, sem se rir, que vai pedir uma indemnização ao Estado! E o mais certo é ganhar ou pelo menos ficar com um trunfo para a troca. Eu deixo cair a acção e tu pagas! Mas o Diogo Vaz Guedes que tinha lá muita massa, vai processar não só o Rendeiro, mas também o Estado, o Banco de Portugal,, auditorias e a actual gestão do BPP!

E porquê? perguntarão vocemecês. Porque as suas propostas de viabilizar o banco não foram aceites!

5 000 Euros de prejuízo / dia / estádio

É quanto nos custa cada um dos quatro estádios construídos a mais para o Europeu de 2004.

 

Aveiro, Leiria, Coimbra e Faro custam-nos a "visão" de estadistas, os mesmos que nos querem agora empurrar para obras megalómanas, com o mesmo tipo de argumentos. Cinco mil euros por dia é quanto nos custa cada um daqueles estádios que, como todos diziam, não eram necessários e que agora estão às moscas.

 

Mas o lobby do betão manda e o PS ainda manda mais, pelo que há que fazer obras, muitas obras, logo se vê quem paga.

 

O descalabro é de tal ordem que há em Aveiro quem proponha que se impluda o estádio e no seu lugar se construa outro de menores dimensões. Em Leiria, andam a tentar construir, num dos topos, uns hoteis e, em Coimbra, o Presidente da Académica tambem já propôs que se deixe aquele estádio, cuja manutenção é caríssima, e se construa outro bem mais pequeno.

 

Responsáveis, pais da ideia, promotores do desenvolvimento, não há, ninguém foi, ninguém dá a cara. Por acaso (ou não), foi num governo onde o responsável pela secretaria da juventude e desportos era um senhor agora muito conhecido e que tambem é o paladino das obras públicas, para que o país não fique para trás.

 

É uma espécie de trabalhar para aquecer, não serve, não precisamos mas faz-se na mesma, fica já feito, alguma vez há-de ser preciso e alguém vai pagar. Finalmente, até nos dizem que é graças aos estádios que não são precisos que podemos agora concorrer em parceria com a vizinha Espanha, ao Mundial de Futebol de 2016. Recuperamos o investimento.

 

E não vêem que é a forma de arranjar o argumento decisivo para o  investimento do TGV? Já está, para quem não quer ver, multidões a andar entre Lisboa e Madrid para não perderem nenhum jogo. E depois mais multidões para verem onde foi e outras multidões para verem..

 

Está garantida a viabilidade financeira, e em caso contrário, implode-se!