Magnitude do sismo sentido em Lisboa:
– 4,2.
Anos de presidência de Pinto da Costa:
– 42.
Desde 1993 que uma vírgula não causava tanta curiosidade.
(*) Título dedicado ao nosso Valada.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Realizado um estudo das condições locais em termos de probabilidades de ocorrência de um sismo, será possível equacionar e programar uma séria de medidas e acções, agrupadas em três categorias.
PREVENÇÃO
Nesta categoria incluem-se acções que contribuam para que os efeitos de um sismo sejam minorados através de um ordenamento do território/planeamento urbano que tenha em conta as áreas detectadas como de risco acrescido, que localize de forma estratégica os equipamentos e infra-estruturas com um papel decisivo na resposta ao sismo, ou que contribuam para a introdução de reforços estruturais nos edifícios existentes e assegurem um comportamento eficaz daqueles a construir de novo.
São no fundo acções de planeamento e de adequação dos regulamentos á possibilidade de ocorrência de um sismo.
No caso do tsunami, passa pela criação de sistema de detecção, colocado no mar, com o correspondente sistema de alerta em terra.
No caso da costa Algarvia este aspecto assume uma importância fundamental, já que se um tsunami se formar no seguimento de um sismo, haverá um período de cerca de 15 minutos entre a sua detecção e chegada das ondas às praias. O sistema de detecção e alerta poderá salvar milhares de vidas.
PREPARAÇÃO
A preparação prende-se com o apetrechamento de meios de resposta por parte das entidades integradas na protecção civil, como máquinas de desobstrução, hospitais de campanha, sistemas de comunicações, e outros, e com a organização e definição de procedimentos, como os planos de emergência, definição de locais de concentração, a realização de exercícios e simulacros, ou a informação e sensibilização da população para a forma como deverá reagir ao acontecimento.
RESPOSTA
A capacidade de resposta ao sismo por parte das estruturas de protecção civil dependerá fundamentalmente da sua intensidade, ou seja, quanto mais intenso for o sismo, mais elevado será o nível da estrutura capaz de lhe responder, desde municipal, distrital, nacional ou internacional.
Perguntei um dia ao coordenador da protecção civil do Algarve _ quem é afinal a protecção civil? A reposta foi _ somos todos nós.
É nesta perspectiva de que a resposta ao sismo começa no indivíduo, na sua capacidade de viver com o risco, de conhecer os meios e formas mais correctas de reagir, e de se organizar socialmente para lhe fazer face, que os efeitos de um acontecimento dessa natureza podem ser minimizados.
Ver mais artigos sobre este assunto em Sismos, discussão no Aventar.
O texto que aqui se apresenta pretende dar a conhecer o estudo realizado para a cidade de Lagos denominado “Risco Sísmico no Centro Histórico de Lagos”, elaborado na sequência da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Lagos e o Instituto de Ciências da Terra e do Espaço, ao qual se associaram o Centro Europeu de Riscos Urbanos, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e a Universidade de Lisboa.
A primeira fase do estudo, coordenado pelo professor Luís Mendes Victor, já se encontra publicada.
Tendo em conta que à data da sua realização, enquanto arquitecto da Câmara Municipal de Lagos, exercia funções na Autarquia como responsável pelo centro histórico da cidade de Lagos, coube-me acompanhar a sua elaboração e promover por diversas vezes a sua divulgação, não só em Lagos, como no âmbito de encontros de carácter nacional e internacional.
Este texto tem por objectivo divulgar o estudo através de uma linguagem acessível para o comum do cidadão, numa perspectiva pedagógica e de sensibilização para o problema, transmitindo a visão de um arquitecto sobre o mesmo, não tendo portanto um carácter de publicação científica.
Madrugada de 28 de Fevereiro, duas e trinta, à volta disso, andava eu a fazer ronda no Quartel, ali na Av. de Berna onde hoje está uma faculdade de Sociologia. Do outro lado da Rua a Igreja de Nossa Senhora de Fátima.
Como o pessoal era diligente e a ameaça pequena, estava a conversar na parada com dois soldados, já não me lembro sobre quê, mas naquela situação e com aquela idade devia ser sobre a guerra colonial que se mostrava cada vez mais aguerrida e cada vez mais próxima de quem vestia farda.
De repente, os camions ONIMOG, que tinham enormes pneus e eram grandes e pesados começam aos saltos ali a cinco metros de nós. Ainda o meu cérebro não tinha descodificado os sinais e há uma espécie de “burburinho” a crescer do mais profundo, um ronco ameaçador, paralisante. A sensação é que não há saída, não se percebe, estamos cercados por algo que não vemos e não compreendemos. Imediatamente a seguir, os prédios onde estavam as camaratas com duas centenas de homens a dormir começam a abanar, estranhamente, o único som familiar são os vidros a partirem-se.
Lembro-me bem, que este som familiar, que eu conhecia, foi uma espécie de conforto, era algo que fazia parte da matriz e que me permitiu comparar, situar, estabilizar, compreender…
As paredes rachavam com um som cavo o que me levou a pensar na situação dos homens que lá estavam dentro. Mandei os dois soldados que permaneciam ao meu lado, um para cada camarata, acordar o pessoal que já encontramos a meio caminho na fuga generalizada. Há conversas cruzadas e sem nexo, interrompidas pelo badalar lúgubre dos sinos da Igreja defronte, resultado dos abanões que o edificio da Igreja sofrera. Irrompe um silêncio sepulcral…
A natureza descansa para novo ímpeto, desta vez definitivo ou esgotada ? É uma interrogação que só obtem resposta com novos abanões agora mais ténues, sem os silêncios aterradores do primeiro, o que paradoxalmente traz alguma paz aos corações em tumulto. Devagar a natureza volta à vida, com os sons de que não damos conta mas que estão presentes no dia a dia, sem os quais não reconhecemos a matriz por onde nos guiamos. Começamos a voltar “à vidinha…” que tanto criticamos…
Nos meses seguintes houve muitas receitas de calmantes e antidepressivos…
Quem é que aqui escreveu sobre felicidade?
Ver mais artigos sobre este assunto em Sismos, discussão no Aventar
No Haiti, a ajuda humanitária passou a ser a grande preocupação, com com corpos empilhados nas ruas, urge assegurar a saúde pública. De Portugal vai seguir a AMI, e um pouco por todo o mundo seguem auxílios. Mas é já mais do que tempo de começar a ouvir os especialistas para evitar mais catástrofes no futuro. A ciência humana deve ser de todos e para todos.
Por cá o mau tempo continua a fazer das suas e são já dez distritos em alerta, tudo a norte e centro do país. Pelo menos em em Gaia já fez das suas. A malta aguenta…
Também é notícia que em Palmela um café foi assaltado à mão armada e levaram tabaco e a máquina registadora. Vamos lá ver: à mão armada tinha de ser, pois não iam conseguir os seus intentos doutra maneira pois as pessoas ainda não se habituaram a serem assaltadas. Se nós colaborássemos, tudo seria mais pacífico.
Entretanto o Governo vai começar a negociar com a Oposição a viabilização do Orçamento do Estado. Sabemos que estas coisas resolvem-se por telefone, em “encontros informais” e conversas de corredor, mas protocolo é protocolo.
Foram 7 graus na escala de Richter. Em 30 segundos. Meio minuto. Talvez 100 mil, segundo uns, talvez 500 mil, segundo outros. Mortos. E feridos. Muitos milhares, talvez milhões de desalojados. Não sei. A informação é escassa. Só os próximos dias poderão transmitir a dimensão da tragédia. E é de uma tragédia que aqui falamos.
O Haiti não é um país fácil. Nunca foi. Primeiro colónia de Espanha, a Hispaniola, assim baptizada por Colombo. Depois ocupada pelos franceses, por ‘concessão’ de Espanha. Foram várias as revoltas que o povo da ilha liderou. Contra a escravatura, contra o domínio dos colonizadores. Apesar da independência no início do século XIX, a ilha acabou dividida, criando-se a República Dominicana e o Haiti, sob possessão gaulesa.
Em 150 anos houve líderes depostos, muitos assassinados, convulsões políticas, golpes de estado, ditadores vários, terror, anos de terror, por fim alguma paz. Ligeira, passeando em cima de uma corda bamba, cheia de momentos de medo.
Dia terrível este, com o início da avaliação das consequência do sismo no Haiti, que terá afectado 3 milhões de pessoas. Também haverá portugueses afectados, incluindo funcionários da ONU e da UE.
Apesar da força transformadora do Homem, é nestes momentos que se vê o quanto somos tragicamente frágeis face às forças da natrureza.
Entretanto a actualização da informação é constante, sendo quase de hora a hora.
É interessante ver como as redes sociais são já um instrumento de ajuda humanitária.
Por cá, o PS já admite mudar acerca da adopção por casais homossexuais se o Tribunal Constitucional entender que a norma proibitiva no diploma aprovado for inconstitucional. É caso para dizer: Que remédio!…
Mais um problema num avião que partiu da Holanda, desta vez com destino a Arruba. Foi desviado para a Irlanda sob ameaça de bomba por um passageiro. A continuar assim, ainda se cria um novo adágio popular: da Holanda, nem bons vôos nem bons passageiros…
Paciência dos pobres, quem te conseguirá esgotar algum dia?
François Mauriac
| Data(TU) | Lat. | Lon. | Prof. | Mag. | Ref. | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2009-12-17 01:37 | 36,50 | -9,97 | 31 | 6,0 | SW Cabo S.Vicente |
Ah, foi isso que fez barulho à bocado. Podiam ter logo dito. Pensei que fosse outra coisa. Nem digo o quê que os tremores de terra acontecem mais vezes, e também não se fazem anunciar.

Este deve ter sido o primeiro sismo twitter em Portugal, e ainda bem, é sinal que as telecomunicações estão a funcionar, este só matou peixes.
Vamos passar o dia a falar do que caiu das estantes, com aquele tom de pequeno susto e de medo pelo grande. Somos simples locatários do planeta, o senhorio pode abanar-nos, isso tememos, mas nos outros dias fazemos por esquecer que andamos a destruir a residência terra e às vezes merecíamos mesmo um despejo violento para outro planeta.
Sente-te lá pequenino por um instante que isso passa.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments