Pinto da Costa, Jesualdo e Pedro Emanuel

  
5 de Novembro de 2008. Kiev, capital da Ucrânia. A 20 minutos do fim, o FC do Porto perde com o Dínamo e está afastado da Liga dos Campeões. Depois das derrotas com esse mesmo Dínamo, com a Naval e com o Leixões, parecia o fim da linha para Jesualdo Ferreira e para o Campeão Nacional.
De repente, Rolando e Lucho Gonzalez marcam dois golos e o FC porto passa para a frente. É a reviravolta e a caminhada em frente na competição. Viria a cair apenas em Abril, aos pés do Manchester United, e depois de ser simplesmente a equipa mais difícil que o actual Campeão Europeu teve de defrontar na sua caminhada até à final.
Na minha opinião, foi aquele o momento decisivo. A reviravolta no jogo e na época. Foi também o jogo em que Pedro Emanuel regressou à equipa após meses de ausência. A voz de comando, o espírito do dragão que encarna foram fundamentais. A sua experiência, a sua calma, a sua raça terá valido, muito provavelmente, uma época.
Jesualdo Ferreira teve a inteligência de perceber que, naquele momento, era aquele jogador que fazia falta. Um treinador que foi desde sempre mal-amado mas que, na terceira época à frente dos destinos do «Dragão», já nada tem a provar a ninguém. Mesmo aquele temor, aquela reverência que demonstrava face a adversários mais fortes, parece ser hoje coisa do passado. A forma como integrou os novos elementos com os que já cá estavam foi extremamente hábil. Com ele, o plantel ter-se-á valorizado em vários milhões.
Por fim, Pinto da Costa. Sem os rabos de saias a distraí-lo, voltou a assumir o comando da nau. Relembre-se que o FC do Porto tinha 7 Campeonatos conquistados quando chegou à Presidência, 3 deles na década de 30, 2 na década de 50 e 2 na de 70, quando já era o chefe do Departamento de Futebol. Hoje, tem 24 e é um clube de nível internacional. Mais palavras para quê?

Faltam 15 minutos para o jogo decisivo.

Comments


  1. O título ficou garantido. E pode muito bem ter sido esse o momento decisivo, sendo certo que uma época tem muitos momentos decisivos, sobretudo numa época difícil.


  2. Confesso: Eu não gosto do Jesualdo enquanto treinador.Segunda confissão: Depois de um começo de época mau, muito mau, reconheço que fez um excelente trabalho e foi muito além na Champions do que seria imaginável e possível tendo em conta a equipa que tinha e a valia dos adversários.Este Tetra é mesmo dele.

  3. miguel dias says:

    Imagino o que se diria do homem (p. da c.) por quem o incensa se ele fossedo Benfica.

  4. Luis Moreira says:

    O meu cunhado que mora na Rua da Cedofeita, doido varrido pelo FCP diz que é tudo verdade o que dizem do PC , mas ele perdoa-lhe tudo.Não há maior confissão de amor clubístico!