Orgias na sala de aula?

Do nosso comentador Nabor, o Príncipe Submarino, em comentário ao «post» do José Magalhães sobre Educação Sexual:

«Com muitos anos de profissão que já tenho, e permitindo-me também especular um pouco dado não conhecer este contexto (mas conhecendo o contexto das nossas escolas), os pedacinhos de gravações que ouvimos parecem-me, repito, uma reacção a palavras e comportamentos escabrosos dos alunos.
Não vejo ninguém a chegar à sala e dizer sem mais nem menos: “Já agora não querem contar também como perderam a virgindade para eu contar aos vossos paizinhos???”.
Os meninos desta idade, em algumas escolas, já fazem as tais “orgias” que se diz que a professora referiu. Já assisti a sexo oral em plena sala de aula, e perante a minha reacção de procedimento disciplinar, os alunos empertigarem-se todos e expeliram o grande clássico do:
“Que é que tem???”.
Pessoalmente, estou-me nas tintas para que a “Carla Vanessa” esteja mais que 2 minutos de joelhos debaixo da secretária do “Bruno Vandereleite” à procura da borracha, e que afinal esteja a fazer-lhe o dito acto.
Mas se eu o permitisse, é claro que estava na SIC a abrir telejornais com a seguinte parangona:

“PROFESSOR ORGANIZA ORGIAS NA SALA DE AULA”.

Só que a Carla Vanessa e o Bruno Vanderleite, primeiro desatam no “que é que tem”, passados 5 minutos já estão a negar.
E uma Carla Vanessa e um Bruno Vanderleite, que papam Morangos com Açúcar e fazem auto-abortos nas casas de banho com agulhas de crochet, dá-me o telemóvel já, etc., são evidentemente uns senhores cuja palavra não se questiona. Ao contrário de uma reles professorazeca que só teve que estudar 12 anos + 4 anos + 2 anos + tudo o que sabemos!
E deve ter sido qualquer coisa como isso que sucedeu aqui, pois a indignação da professora parece ir no sentido de os meninos se comportarem escabrosamente e negarem perante os pais.
O direito à indignação, quando nasce, não é para “professorzecos”!
O direito à presunção da inocência, idem!»

Não, comentador Nabor. O direito à presunção da inocência é só para o dr. Lopes da Mota e para o sr. José Sócrates.

Comments

  1. Snail says:

    Fico sem palavras depois de ler estes posts (este e o anterior).E pergunto-me que país andamos a construir ou que bando de crápulas queremos (desin)formar.Depois, quando estes bandidos crescerem, admiramo-nos que roubem, saqueiem, violem?


  2. Bem quando li ““PROFESSORA ORGANIZA ORGIAS NA SALA DE AULA” pensei logo: “quem foram os raios dos adolescentes que conseguiram concretizar a fantasia de maioria dos adolescentes? Raios isto é que é zelo pela profissão de educadora” mas agora venho a saber que foi só isto!!! Raios a quem é que peço uma indemnização por danos morais?Portugal é sempre a mema coisa promete muito em “Titulos” mas quando vamos a ver o que se trata é sempre a mesma miséria… 😉

  3. Luis Moreira says:

    Eu gostava de ter ouvido o que se passou antes…

  4. Pedro Rocha says:

    Também não será de todo descabido se disser que o que se passou antes, não andou longe de uma mensagem de telemóvel do Conselho de Gestão da Escola a incitar uma qualquer manifestação espontânea com ovos ou tomates aos pequenos adolescentes. No fundo são manipulados ao sabor das audiências.A solução é aquela que os 120K que passearam na avenida não querem: Um líder na escola, um processo de avaliação para os profissionais, uma comunidade envolvida e paixão pela profissão.


  5. Olá, estou surpreendido por terem dado destaque ao meu comentário.Tenho estado a comentar no A Educação do Meu Umbigo e no Ramiro Marques.Aconselho-vos o relato de Um,a Semana de Indisciplina no blogue O Irrelevante. Clicar no meu nome.


  6. Estou esmagado. O Padre Américo estava enganado. Não só todos os rapazes (e agora raparigas) são maus como todos os professores estão inocentes. Não sabemos todo o contexto? Pois não, dificilmente o saberemos. Mas desde quando estudar 12+4+4 ou o raio que parta dá superioridade moral a alguém. Um bandido que tenha o curso de direito (por exemplo) é superiormente moral a um homem que só fez a 4ª classe e é hoje um cantoneiro honesto? Mas porque raios ninguém comenta a intimidação, as ameaças? Será que todos os professores são inocentes e só reagem a provocações? Será que só há alunos maus?

  7. Snail says:

    Confesso a minha confusão com tantos comentários sobre este assunto, quer aqui no post quer nos diferentes meios de comunicação..Aliás, depois de ontem ter ouvido, em várias estações de televisão, excertos da célebre gravação, fiquei com uma idéia oposta a que tinha inicialmente. Por isso, e para já, mea culpa quanto ao que aqui escrevi sobre este assunto.Quanto ao que ouvi ontem, fiquei com a idéia que a professora vinha a ser acusada (pelos pais de alguns alunos?) quanto ao que dizia nas aulas. Ela própria confessa, na já referida gravação, que antes tinha tomado um calmante, e ouve-se ela “exigir” aos alunos que lhe respondam se alguma vez tinha falado, durante as aulas, de práticas ou comportamentos sexuais dela com o marido. E nenhum aluno respondeu afirmativamente.Depois, ouve-se ela fazer comentários quanto aos “linguados” e quanto à perda de virgindade dos alunos, chegando a afirmar que eles só não beijam as árvores porque elas não reagem, pois em todo os locais e com todos os outros seres (humanos) essas práticas são permanentes, tendo a professora em causa mostrado, pela linguagem e comentários ouvidos, a sua profunda recriminação quanto a estas atitudes.Sobre esta parte (e exceptuando eventualmente algum tipo de linguagem que me pareceu, por vezes, violenta mas semelhante à que os adolescentes usam diariamente) nada tenho a apontar à professora.Onde me pareceu que ela passou os limites admissiveis foi em relação a dois aspectos que passo agora a enumerar: o primeiro, ao fazer comentários públicos, que não são aceitáveis, sobre a mãe de uma aluna; quanto ao segundo aspecto, trata-se das ameaças que fez aos alunos responsáveis pelas acusações que estava a ser objecto e que, segundo ela, eram totalmente falsas.Em ambas estes aspectos, pareceu-me que ela – nesta altura – já tinha perdido o seu autocontrolo e não tinha quaisquer condições (psicológicas) para estar, defrontre de uma turma, a dar uma aula.Contudo, saliento, que em relação às chamadas questões “sexuais” tais como, orgias, virgindades, linguados, etc, que surgiram em primeiro plano em todas as notícias, nada me pareceu inapropriado e até entendi que a professora estava a desferir fortes criticas sobre este tipo de comportamentos.Finalmente devo dizer que me choca muito mais a linguagem que os adolescentes, de 12 , 15 anos, usam, nos próprios transportes colectivos em público, onde, com o maior á vontade, empregam todos os termos de “foda-se” a “caralho” sem que se sintam incomodados com a presença de outras pessoas. E quando falo de adolescentes, incluo, sobretudo adolescentas…


  8. «Estou esmagado». Cuidado, Zézito, que te queremos inteiro aqui para o Aventar.Agora a sério, acabei de ver o vídeo pela primeira vez. Linguados, calças molhadas, etc., não me dizem nada, pelo contrário. A parte da ameaça à aluna é grave, mas, convenientemente, há um corte mesmo antes – não sabemos o que aconteceu para ela dizer aquilo. Em relação à forma como fala de uma encarregada de educação, também está mau, por mais que essa encarregada de educação lhe tivesse dito ou feito. No geral, acho que se está a empolar demasiado. E gravar aquilo? Não foi uma atitude grave por parte do aluno?

  9. Luis Moreira says:

    Snail, se a professora fosse do PS não havia suspensão nenhuma.

  10. Luis Moreira says:

    A professora não é do PS! Isso é que é grave.

  11. lili says:

    Realmente, ao que uma pessoa chega! Ser condenado em praça pública sem os críticos terem conhecimento de causa do que aconteceu na realidade…Conheço bem o processo e garanto-vos que tudo não passou de uma armadilha montada por alguém que tem um ódio de estimação pela professora e as mães ainda não perceberam que foram usadas e manipuladas. Depois quero ver o arrependimento delas quando se aperceberem disto.E o que mais me revolta são as mentiras que vêm cá para fora e a interpretação que dão ao que ouviram sem conhecerem o restante conteúdo da gravação. O que passou nas tv’s foi descontextualizado para o sensacionalismo e o que foi mandado pelas mãezinhas ingénuas (ingénuas por terem sido usadas e por acreditarem na virgindade das ricas filhas como se não soubessemos como é a juventude actual. Sabem mais que os adultos. Eu bem os vejo nessas cenas.)

  12. Adalberto Mar says:

    LILI VOCÊ SAI A CANEÇAS OU À MARLENE DIETRICH..MAS TEM TODA A RAZAO..A HISTÓRIA VÊ-SE LOGO QUE ESTÁ MAL CONTADA