A Criança Russa e a Justiça cega

Nos casos de crianças em que se coloca a questão de opção entre “os pais adoptivos” e “os pais naturais” há uma faceta muito comum.Os Tribunais perante uma criança em ambiente afectivo estável decidem pela saída da criança desse ambiente !
Claro que há outras questões a ponderar mas o bem da criança deve prevalecer. Se está num ambiente afectivo, onde é feliz, o Tribunal e as partes interessadas têm que encontrar soluções sem estragar o que há de bom! O ambiente onde a criança se sente feliz!
Nestes casos, só existe o Direito da criança, não existem direitos de pessoas que ainda por cima dizem que querem o bem da criança. Se amam a criança a primeira prova, disso mesmo, é encontrarem soluções que defendam o que há de mais importante para a criança. O lar onde vive, a sua escola, os seus amigos, o seu bairro.
É incompreensível, que um Juiz (que pode observar “in loco” o bem estar ou o mal estar da criança ) tome uma decisão que, no mínimo, é de risco e diria “ás cegas” ! Conhece, o juiz, o ambiente para onde foi esta criança Russa? As pessoas com quem foi viver ? O que leva um juiz a trocar o conhecido pelo desconhecido?
A Justiça deve ser cega mas não os senhores Juízes a quem cabe tomar decisões que vão determinar a vida de uma criança para sempre!

Comments


  1. Concordo com tudo. Acho que qualquer pessoa de bom senso concorda. O problema é que acima do bom senso, da própria justiça, está a Lei. Para resolver casos como o de Alexandra só mesmo mudando a Lei.

  2. Luis Moreira says:

    Mudem. Mas o juiz diz que se tivesse gostado da mãe portuguesa não tinha decidido assim.Já em Torres a questão é a mesma.A criança tinha um lar estável.Os adultos esperem que a criança atinja os 16 anos e depois decida.


  3. Isto daria para uma longa conversa. Mas parece-me lógico que a mãe biológica tem direito a ficar com a filha, da mesma forma que, em Torres Novas, o pai biológico também tinha esse direito. Num como noutro caso, os pais afectivos nunca adoptaram as crianças, por isso sabiam o que lhes poderia acontecer.Se a menina russa estava melhor em Portugal? Claro que estava. Mas a questão não é essa.

  4. Luis Moreira says:

    É só essa! É que não há outra.Só o interesse da criança é para aqui chamado.Os adultos se gostam da criança devem chegar a acordo, mas sempre, sempre, protegendo a estabilidade da criança.É um crime tirar uma criança feliz do ambiente em que se encontra bem.

  5. dalby says:

    A minha Carla, foi insistentemente perseguida. O pai biológico e a mãe adultera queriam dinheiro. Negamos..a assistente social foi dura e viu que estava bem connosco. Aos 18 anos o pai e a mãe deram-lhe a volta..a 1ª coisa que o pai fez , em Paris, mal ela ali chegou, sem nunca ter saído do país, foi tentar vendê-la a um árabe, tout court, e segundo ela. A coisa correu bem. Passou muito a rapariga, deixou-nos muita dor e lágrimas, reconstruímos a nossa amizade, voltou e visita-nos , telefona-nos e é da família..deixou de contactar os pais, que no fundo destruiriram a vida. casou com um espanhol fixe, tem um filho maravilhoso e estamos todos bem, LONGE DOS PAIS BIOLÓGICOS, QUE SEMPRE QUISERAM DINHEIRO, DINHEIRO. NÃO ACREDITO NA HISTÓRIA DE PAIS BIOLÓGICOS. UM PAI E UMA MÃE NUNCA LARGAM AS CRIAS, E DIGO CRIAS, PORQUE É MESMO UM SENTIMENTO INERENTE AOS HUMANOS E AOS ANIMAIS, É IMPLACÁVEL. OS PAIS AFECTIVOS SÃO SEMPRE OS PRINCIPAIS. NINGUÉM DEIXA OS FILHOS! NEVER EVER ..O RESTO SAÕ PAROLES PAROLES PAROLES….

  6. Luis Moreira says:

    Completamente de acordo, Dalby.Uma criança que é feliz não tem que mudar.Os adultos é que têm de arranjar soluções sem prejudicar a criança.

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