De golpe para golpe

 AP Photo-Esteban Felix

Imagem de AP Photo-Esteban Felix

No início do ano, o pouco popular Manuel Zelaya, presidente das Honduras, decidiu promover um referendo com o objectivo de fazer alterações na Constituição. A ideia foi contestada. O Congresso, o Supremo Tribunal e os militares disseram que era ilegal. Zelaya não gostou e despediu o chefe das forças armadas por não providenciar apoio ao referendo. O Supremo Tribunal gritou que era ilegal e recolocou o General Romeo Velasquez.

A 28 de Junho, o exercito decidiu tomar de assalto a residência oficial, prendeu Zelaya e instalou-o num avião com destino à Costa Rica.

O líder do Congresso, Roberto Micheletti, assumiu a liderança interina. Apoiantes e opositores de Zelaya têm, desde então, medido as diferenças políticas ao soco e ao tiro.

Eis como de uma tentativa de golpe ‘constitucional’ resulta num ‘golpe de Estado militar’. Eis como, de repente, tudo muda. Eis como fica tudo muito complicado para tentar mediar a situação. Eis como, de facto, as Honduras pouco contam no xadrez mundial.

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