Não há PM como eu

Ainda está para nascer um PM que tenha controlado o déficite e as contas públicas como eu! Mais ou menos assim.

Dois dias antes o Ministro das Finanças diz : a única maneira virtuosa de controlar as contas públicas é pelo lado das despesas.

Ora o maior, o único, o extraordinário PM que a Nossa senhora de Fátima nos concedeu limitou-se a aumentar todos os impostos. Depois de nos ter prometido que não o faria. Aumentar os impostos é a acção governativa mais simples, um DL e a máquina começa a sacar.

Pelo contrário, controlar o déficite pelo lado da despesa, obriga a políticas de contenção salariais, a profundas reformas na Administração, na Justiça, na Educação, na Saúde …

Ora nenhuma foi feita, houve aqui e ali mudanças positivas mas nenhuma profunda, no essencial. Limitou-se a declarar guerra a algumas corporações de interesses, incapaz de negociar e de dar o exemplo, com as acções que se iam conhecendo, ao nível da ética política e das relações perigosas com o o grande capital.

Dizer que se controlou o déficite como mais ninguem, quando sabemos o Estado em que se encontram as contas públicas, e o os bolsos dos portugueses, é dançar o malhão em pleno funeral.

Este homem tem de si mesmo uma perigosa imagem de grandeza, ainda mais estarrecedora por conhecermos a pequenez de certos episódios da sua vida pessoal e política.

Sócrates é um político muito perigoso!

Comments

  1. Nuno Castelo Branco says:

    Pois, a última vez que alguém fez isso, acabou por ficar 40 anos. Não é novidade alguma, mas na altura existia um império à disposição.

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