A pegada ecológica faz o seu caminho

Começa a saber-se algumas das coisas que se passam à volta da Conferência de Copenhaga.

 

Como sempre se disse vai ser o preço que vai movimentar os mercados, introduzindo novos produtos e novos serviços. O petróleo é o caso mais evidente, não basta dizer que polui se não se encontrar uma alternativa viável. Dele depende uma gigantesca máquina logística e de interesses, pelo que não serão boas intenções que o afastarão das nossas vidas.

 

Mas as coisas estão a mudar. A sua extração é cada vez mais dificil e mais cara. Ao petróleo que brotava expontaneamente das areias da Arábia Saudita, sucede o que se extrai do fundo do mar com custos muito superiores e que vai ter dramáticas consequências no preço no consumidor.

 

Isto vai impulsionar a investigação de novas formas de energia, mais baratas e menos poluidoras e dentro de dois/três anos o transporte automóvel será muito diferente do que encontramos hoje.

 

Mas a notícia, bem interessante, que vos quero trazer é que o Equador, que tem muito petróleo no subsolo e cuja exportação representa cerca de 62% das vendas totais ao exterior, aceitou não extrair um extenso lençol, recentemente descoberto, a troco de os países mais ricos lhe pagarem, como compensação, metade dos lucros que teria se o

extraísse e vendesse.

 

Se esta ideia "pegar de estaca" podemos assim salvar a Amazónia, controlar a plantação e tráfico de estupefacientes, por exemplo.

 

E em vez de gastar dinheiro a compensar o mal, podemos controlar na origem todo o processo, tornando-o mais limpo, mais barato e mais saudável.

 

O que tem que ser tem muita força!