Passos trocados

Diz a sabedoria popular que é preciso saber dançar consoante a música. Todavia, o que é popular causa enorme engulho à Extrema-Direita que está no poder. Sim, digo Extrema-Direita porque esta Direita não aceita a crítica nem a contestação, e mesmo quando recua, como na TSU, faz em amuo e com insulto, mimando os empresários de medrosos e de ignorantes. Numa exercitada arrogância, este Governo insiste em fazer o que não resulta, porque entende que não é ele quem está mal, é todo o resto do país. Para este Governo não há opiniões, pontos de vista ou alternativas: há aliados ou inimigos. E se o povo não se alia ao Governo, então é inimigo. Quem não está com o Governo está contra ele. E quem está contra o Governo não merece mais do que ser tratado de medroso ou ignorante, ou da sua condição de desempregado ser considerada como zona de conforto, ou de lhe ser apontada a emigração como futuro. Porque o Governo teima em querer dançar contra a banda, em ignorar a música da orquestra e insiste numa desconcertante coreografia de má execução orçamental, de falhanço retumbante de combate ao défice, de ausência de modelo económico adequado à realidade do país, de total ausência de medidas criadoras de emprego, de empobrecimento da classe média, etc. E faz tudo isto com passos de quem quer crescimento económico, com uma população com cada vez menos dinheiro para gastar; de quem quer a reconversão das empresas para a exportação sem apresentar caminhos, como se, por exemplo, a construção civil – grande base de emprego em Portugal – passasse, por magia, a produzir caravanas, rulotes, atrelados ou tendas de campismo ao invés de apartamentos ou moradias; de quem quer que as empresas sejam financiadas, mas sem obrigar a banca retirá-las da asfixia de falta de liquidez em que a esmagadora maioria se encontra, antes pondo os trabalhadores a financiar os patrões. Esta Direita de passos trocados, insiste na sua dança porque acha que a orquestra toda é que está errada e que os demais que dançam no baile e com quem colide, também. Todos estão errados, menos ela. E o pior é que não pensa nem age assim por mero capricho, é mesmo por convicção. E é isso que a torna verdadeiramente perigosa.

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  1. Sabem os senhores que eu tenho de pagar uma dívida e eu cumpro, que respeita à minha poligamia que é, como já viram, constituída por pessoas que não sabem viver sem o alto luxo a que se habituram e que não podem sair da sua zona de conforto, E se o passado já lá vai, como sabe o preço do crude anda sempre a subir e daí resulta o encarecimento constante de tudo, e como vivem os que dependem directamente de mim ?? E para isso até foi necessário, como nunca, contratar seguranças e segurança, pois é muito difícil viver e se a vida para vós está insuportável, como pensam que estará a minha ?’. O que se passou antes de eu fazer o sacrifício de aceitar o meu cargo e de vencer a ignorância de tantos que constantemente me criticam, custa cáro, e mesmo aumenta a dívida que já nem é a anterior, mas infelizmente e em menos de um ano já duplicou, mas esta em que se tem de fazer melhoramentos constantes e alguém tem de pagar, não sejam exigentes nem piegas porque eu já vos mostrei o caminho e por isso falo quando eu quizer e não quando me andam a perseguir fazendo perguntas inúteis – O país é meu, eu mando-vos emigrar mas não cumprem, pelo que assim não pode ser para todos nem o ensino e muito menos a saúde e, quanto a emprego, como vivem os que dentro do harém o alientam ? – Deixem-se de mais exigências porque esta é uma das Fundações que não pode ser extinta – jamé – E eu até tenho de vender e desfazer-me de um certo património altamente precioso e que vem dos meus antecessores, e tenho, assim, de alimentr o harém, senão como é que eu próprio viveria ?? Não me façam mais perguntas para não me obrigarem a estar calado e no meu conforto e, quando falam e fazem perguntas indecentes, também já avisei, sou sempre eu que continuarei a dar as más notícias, que tanto me custa como devem calcular e de que foram sendo avisados mas estão sempre a insistir na mesma atitude. Agora a bola está do meu lado e eu tenho a certeza do que faço e dos resultados sendo como já disse, necessário empobrecer para depois recuperar – têm de acreditar em mim pois que esta nova “fundação” é o processo certo


  2. Reblogged this on Azipod.

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