PS obtém vitória retumbante

Inesperadamente, o PS obteve ontem, sem contar, uma vitória preciosa. Tem feito campanha a dizer que a culpa foi do BE e do PC, mas agora, se perder, poderá sempre dizer que a culpa foi do Sócrates!

Prioridades VIP

O Governo autorizou o Turismo de Portugal a gastar nos próximos dois anos até 10 milhões de euros para campanhas de publicidade digital

O OE2022

é péssimo.
Por esse motivo, isto

era perfeitamente escusado.

 

Quando…

… te perguntarem quem conheces que já votou CDU e agora vota Chega:

 

Acções, sff

A prova de que Jerónimo de Sousa vale por dois

O líder comunista vai ser submetido a uma intervenção cirúrgica urgente à carótida interna esquerda. João Oliveira e João Ferreira vão substituí-lo nas ações de campanha.”

A maioria trabalha para sustentar uma minoria

Estado perdoa 81 milhões a empresário que estava a ser julgado por burla ao BPN

Esta malta com Mercedes à porta é, efectivamente, uma vergonha!

Telescópio Espacial James Webb completamente instalado


O segmento final do espelho principal desdobrou-se hoje pouco antes 15h30, completado o longo e complexo processo de tomar a sua forma final.

Uma questão de liberdade de escolha

É muito gira a ideia da Inciativa Liberal, de que os pais podem escolher livremente a escola e que o Estado suporte o custo.
Espero que a IL também proponha que o trabalhador escolha livremente o restaurante, ao invés de comer na cantina, e que o patrão pague a conta.

Empreendedor-político e marketing fofinho

O Passos Coelho está a debater com o António Costa porquê? Gravatinha laranja e postura moderada para captar eleitorado ao PSD…

Chamem-lhe burro, chamem.

Rui Tavares ARRASA André Ventura

que tareão! Juro que vi um dente saltar da boca do candidato da extrema-direita.

Crónicas do Rochedo 47: Era uma vez um CDS…

…..de quem a clique não gosta nadinha.

O Francisco Rodrigues dos Santos não agrada às comentadeiras de direita e centro direita em Portugal. Aliás, nunca foi o “Francisco”, foi sempre “o Chicão” e isso diz bem do desgosto das viúvas e viúvos do portismo (internamente) e do respeitinho pela “voz do dono” (externamente). Para piorar, afastou tudo quanto era herdeiro do portismo da direcção e das listas do CDS. É pecado mortal e está a pagar bem pago na forma como é destratado semanalmente.

Com o à vontade de quem não o conhece de lado nenhum e nem tão pouco votará nas próximas legislativas, não consigo perceber esta sanha contra o actual líder do CDS. Sobretudo porque não vejo discutir as ideias mas sim a pessoa. Maior espanto quando esses ataques, pessoais, invariavelmente são acompanhados por pequenos elogios ao seu principal opositor interno, o eurodeputado Nuno Melo. Será que desconhecem, politicamente, este? Será que nunca repararam que entregar o CDS a Melo é colocar o partido à direita do Chega? Quem os ouvia no passado e os ouve hoje fica espantado. Enfim.

O problema é que o CDS, desde o célebre congresso de Braga (1998), foi tomado por um grupo que passou, rapidamente, de facção a poder e de minoritário a maioritário liderado por Paulo Portas. Ao longo dos anos, essa liderança foi alimentando as diferentes cliques. Ora, depois de um susto quando Ribeiro e Castro, surpreendentemente, ganhou o congresso (coisa que o portismo se encarregou de assegurar que fosse sol de pouca dura) o CDS continuou como um partido unipessoal onde Paulo Portas punha e dispunha livremente. Até que o criador concluiu que a criatura já não servia os seus interesses e partiu para parte incerta ou, dito de outra forma, transformou-se em “consultor” e foi ganhar dinheiro a sério. Os seus apaniguados foram ficando com os despojos e de derrota em derrota perderam o partido para a actual liderança. Na primeira vitória de Francisco Rodrigues dos Santos a coisa passou incólume, minimamente, pois estavam os desamparados do portismo convencidos que seria uma segunda edição do fenómeno Ribeiro e Castro. Não foi. Azar. Lá se foram os lugares, lá se foi o palco. Só que isto é gente que não sabe estar e toca a infernizar a vida do novo líder. O que vão conseguir? Em princípio uma mão cheia de nada. O CDS vai passar um mau bocado, provavelmente terá um mau resultado e se a coisa descambar em desastre conseguiram cumprir o desejo do criador, do chefe: “sem mim, a desgraça”. É pena.

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Bernardo Ferrão e Ângela Silva…

…são consultores de campanha de Rui Rio. No comentário do debate entre Rui Rio e Catarina Martins, limitaram-se a explicar quais foram os erros de Rio e o que deverá fazer a seguir. Espero que o PSD lhe pague bem.

Isto/Aquilo

Não sou a favor da prisão perpétua, mas sou a favor do Chega.

uma frase que poderia ser de Rui Rio

Rui Rio, porta-voz do Chega

No debate com Catarina Martins, Rio esteve a explicar a posição do Chega sobre prisão perpétua.

Põe o carro, tira o carro

Parece-me óbvio: André Ventura não gosta de ver Mercedes à porta, porque acha que um carro desses merece ter, pelo menos, uma garagem. Um altruísta. Um cidadão preocupado com os Mercedes dos seus eventuais eleitores. É bonito de se ver.

Ode à Paz

Os passos cravam no soalho um tórrido sonoro grave, que inebria o corpo, deixando a pele áspera e fria. As memórias, guardadas numa velha peúga, como quem guarda a primeira poupança, comem-lhe as costuras, desgastam-lhe o tecido, desfazem-na, a pouco e pouco, como notas amontoadas, amarrotadas e velhas, como que ultrapassadas pelo tempo, como quem corta a meta. O fim, enfim.
 
No antro da saudade resguardam-se as memórias, escondidas na sombra, espreitam pela ténue linha de luz que entra pela soturnidade de um quarto fechado. As mãos afagam-lhes a face, como quem as passa pelo rosto de uma criança acabada de nascer. Pelo campo de mártires que, como soldados prostrados se rendem, vagueiam as almas que outrora se manifestavam ardentes de paz, urgentes de amor, sufocadas pela ânsia de nascer de novo. E são tiros, amores, são balas. São balas, amores, são bombas. É napalm cravado nas unhas, é pólvora que polvilha os dentes, é guerra que corrói a mente, que mata a fome dos que matam a gente.
 
E nada resta. E nada basta. E um só tiro não chega.
As lágrimas correm como corre o rio, os gritos imperam no silêncio da multidão, dos transeuntes que carregam o peso do corpo, que o arrastam para uma falésia prometida, para um fim sem chão. Sem tecto. Crianças correm, tentando dar cor ao quadro cinzento da morte. Olhares que se cruzam mas que não se dizem. Que não se deixam sentir, que não se deixam mostrar. Olhares que gritam, vidrados, irados de ódio. Mãos que não se atam, pés que não se libertam, vozes que não se ouvem, corpos que não se tocam. Vidas que não se vivem.

Mortes que vêm sem dizer, mortes de vidas por viver.
 
As odes cantam a urgência da paz, a vivência do caos, o vazio de uma casa abandonada. Odes cantam a grandeza do Homem, a mendicidade dos que não se deixam mendigar. Abaixo o Homem! Abaixo esta desumanidade tão humana, aniquilada pelos que matam de sede. Atrozes os choros das mães que dão a morte às portas da vida. Guitarras tomam de assalto Bagdad, flores explodem na Palestina, a Lua invadiu a Síria, o Sol brilhou no Iémen. Amor espalha-se pelo mundo e o tráfico de paz bateu recordes históricos. Foi o jornal da uma. E eu desligaria a TV, sorrindo como um miúdo.

Um país oco

A aldeia de um homem só. “Desapareceu tudo, saíram todos, faleceram os meus pais… fiquei eu” – belíssima reportagem de Artur Cassiano

Mais um episódio da saga Não há tradução para português e não se fala mais nisso

Pulido Valente e Esteves Cardoso tentaram. Mais recentemente (há dois anos, mas só agora dei por ela), Feijó Delgado repetiu a tentativa, com um nada recomendável ‘certamente’. Tentam, tentam, mas não conseguem.

O neo-liberalismo explicado por uma idosa

Fotografia de Rui Borges. 2014.

A arte de não apalpar cus

Gosto de mãos, gosto de humor, gosto de ternura, de meiguice, de gestos bonitos, de elegância, mas um bom cu é maravilhoso. Penso que também não conseguiria resistir a um cu razoável. Mesmo alguns cus maus passam a ser quase razoáveis em certos dias. Resistir à vontade de apalpar cus é um esforço, como acontece com todas as aprendizagens.

Ando na vida para apalpar os cus de que gosto, mas não posso ou, no mínimo, não devo, pelo menos sem autorização de quem fala em nome do cu.

Sempre que vejo passar um cu que gostaria de apalpar, tenho de fazer um esforço imenso, não para controlar as mãos, não somos animais, mas os olhos. O pior de tudo é não poder ficar a olhar, porque há cus que merecem tempo, porque tempo pode ser dinheiro, mas também é imaginação. Imagino as minhas mãos e o cu observado, mas, como disse, nem sempre há tempo.

Olhar para um cu significa descobrir aqueles segundos em que sei que ninguém está a ver que estamos a olhar, o que inclui, antes de mais, a pessoa a quem pertence. Não há nada pior do que uma pessoa ser apanhada pelo objecto observado em flagrante delito de observação. No fundo, quem tem cu, tem medo e eu não tenho menos cu do que as outras pessoas. [Read more…]

O Al-Amin

Vou falar-vos do Al-Amin.

O Al-Amin tem trinta e três anos, tem um filho, tem esposa, tem casa. O Al-Amin tem um mini-mercado em São Domingos de Benfica. O Al-Amin sorri muito, cumprimenta sempre, de vez em quando desabafa e mostra empatia por quem passa pela sua lojinha – pequena e apertada, mas arrumada e asseada.

O Al-Amin, tendo esposa e um filho, está sem a esposa e o filho. Tem-nos, certamente, sempre na memória e no sentimento. Pode vê-los, sempre que quer, na tela do seu telemóvel ou computador, a nove mil quilómetros de distância. Da tela do Al-Amin saem saudades que se alojam directamente na tela da sua família, no Bangladesh. E será, certamente, pelas saudades que, sabe, nunca são eternas, que se mantém em Portugal. O Al-Amin abre a sua loja todos os dias, de Segunda a Domingo e aos feriados também, das 8:00 às 23:00. Não tem folgas. É patrão e empregado ao mesmo tempo. Paga com todas as suas obrigações. Quase 60% do que factura ao fim do mês, envia para o Bangladesh. “Para a minha esposa e para o meu filho ir à escola”, contou-me um dia. [Read more…]

Na quarta-feira, saberemos como ficou Manuel Pinho, depois de passado pelo coador

«Medidas de coação conhecidas na quarta-feira». Efectivamente, coação≠coacção. Lembrai-vos da *quação. Já dizia Voltaire, «Ce n’était qu’en Italie qu’on avait élevé des temples dignes de l’antiquité».

Durban é uma cidade fulcral para descrever os últimos 126 anos de Portugal

Pessoa, em 1895. Rendeiro, em 2021. Valha-nos a Literatura.

Homofonias

/dɪˈsɛnt/ = ‘descent‘ e ‘dissent‘. Exactamente. Obviamente. Efectivamente (parabéns!).

Pelos vistos, no caso em apreço, o conceito “governo em plenitude de funções” é semelhante à doutrina “agora facto é igual a fato (de roupa)”

Exactamente. Efectivamente.

E esta? Surpreendente!

Então, parece que os hipermercados combinam preços.

Quem diria que o capitalismo fosse um conluio entre meia dúzia de ricos…

Lembrei-me do Vanilla Sky e, efectivamente,

o Jason Lee é mesmo o puto do skate do 100% dos Sonic Youth. Exactamente.

Sting e o pêndulo de Foucault

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Chulagem

Empresas vão receber apoio até 112 euros pelo aumento do salário mínimo