Eu não pago o Imposto sobre o Tabaco!

Por uma razão simples: não fumo.
Por esta razão simples e acessível mesmo ao mais primário analfabeto, será difícil perceber que as pessoas X e Y não pagam o imposto Z pela razão simples de que não possuem o bem tributável?

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Parabéns, Correio da Manhã, por ter já ultrapassado a fase da notícia-sensação à sensação da não-notícia.
Parabéns. A sério.
Não, não vou linkar. Os leitores do Aventar merecem respeito.

Dili

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Foi assim
há 25 anos.

A Psicóloga Cristã

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“Mas, ao mesmo tempo, como acolher os homossexuais?
A psicóloga acompanha famílias e pais e salienta que para aceitar o filho não é preciso aceitar a homossexualidade.
«Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.
É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.»

in Família Cristã. A sério?

Napalm

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“Adoro o cheiro a napalm logo pela manhã”

Eleições na América

O Medo, o Susto.

Nos 160 Anos do Caminho de Ferro em Portugal

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“Perto do meio dia chegaram SS.MM. em pequeno estado, e tendo-se procedido às bençãos das locomotivas, que foram feitas pelo cardeal patriarcha, e a todo o mais cerimonial, como se determinava no programa, e de que já aí haverá conhecimento, partiu para o Carregado o comboyo real puxado pelas locomotivas Coimbra e Santarém” (…) – 28 de Outubro de 1856.

A Terra revolveu já o Sol 160 vezes desde a primeira viagem de comboio em Portugal.
Era Terça-feira e principiava uma nova forma de viação, para já até ao Carregado; depois, sobretudo enquanto durasse monarquia, e sobretudo até 1949, o comboio haveria também de chegar a Monção (não chegou a Melgaço), a Braga (não chegou ao Gerês), à Póvoa de Varzim (e dali não mais para Norte), a Fafe (não continuaria até Chaves), ao Arco de Baúlhe (40 anos depois de derivar da Linha do Douro), a Chaves (não chegaria à fronteira), a Bragança (também não chegaria à fronteira), a Duas Igrejas (não chegaria, afinal, a Miranda do Douro), a Barca d’Alva (por onde passaram muitos comboios para Madrid e outras partes do mundo). Chegaria também à Régua mas, para sul, não subiria nunca a Lamego ou a Viseu (a Viseu chegaria desde Santa Comba-Dão ou Espinho e Aveiro). Nem do Pocinho subiria, afinal, a Foz-Côa ou Vila Franca das Naves.
Da Figueira da Foz chegaria à Guarda-Gare e Vilar Formoso (um povoado insignificante à época). Chegou à Lousã e a Serpins (Arganil é que não). Chegou a Tomar, não chegou a Seia. Chegou a Sintra e a Cascais (até criou “a linha”).
Chegou à Beirã, a quilómetros escassos de Marvão. A Elvas e a Badajoz.
A Beja, a Évora, a Moura, a Mora (e dali não chegou ao Ribatejo), a Reguengos de Monsaraz, a Vila Viçosa desde Estremoz. À Funcheira. A Alvalade do Sado e Sines, Aljustrel, a Faro, à foz do Guadiana em Vila Real de Santo António, a Lagos, depois de passar também na Baixa da Banheira, Valdera, Grândola e Canal Caveira.

E em 1875 chegou a Nine, no caminho para Braga. Em Couto de Cambeses começaria a parar lá por volta de 1915, dizia o meu avô materno cujo pai fora contemporâneo da chegada da “máquina preta” que, dizia o povo, “matava o povo até certa distância“.
Entre Nine e Couto de Cambeses havia raposas que atravessavam a linha, lembro-me eu.
Havia também a casa dos avós paternos. Era tudo junto à linha.

Meu pai surge naquela fotografia que um japonês captou na Avenida da França (no Porto) em 1975, no ano em que o meu pai entrou para a CP, e 100 anos depois de o comboio começar a circular a norte do rio Douro. Seria assim nos próximos 35 anos, o meu pai em cima dos carris, ele e muitas pessoas.
Também por isto, o 28 de Outubro deveria ser o Dia do Ferroviário e do Caminho de Ferro.
Obrigado.

Braga, a Cidade Desapessoada

braga_automovel_passadeirasBraga, já o disse aqui, é uma cidade sem árvores, com poucas árvores, com cada vez menos árvores. Não me lembro da última vez que se plantaram árvores na cidade, ou porque não veio nos jornais, ou porque não era importar vir nos jornais ou, pior ainda, não se plantam árvores em Braga há décadas. Pelo contrário, cortam-se árvores maduras para dar lugar a painéis de publicidade.
A cidade cujos destinos tiveram à frente Mesquita Machado entre 1976 e 2013, e no que à fruição (ou não) do espaço público diz respeito, está agora igual a ontem. Se algo mudou na percepção e gestão do espaço público, é claramente pouco e muito pouco visível.
O executivo agora liderado por Ricardo Rio assinala agora três anos de mandato.
Já se terá questionado o jovem autarca sobre o que realmente mudou na cidade?
E o que continua igual?
E o que se agravou?

Nota: não sou proprietário de um veículo Citroen.
Nem nunca comprarei um carro ao Filinto Mota… 
[foto via]

“Eu quero ficar sozinho”

José Mário Branco fala, canta e escreve a minha língua nativa.
Nada contra Dylan, tudo pelo lusofonia. Prémio Camões já ontem, já.

“O menino é mal criado, o menino é ‘pequeno burguês’, o menino pertence a uma classe sem futuro histórico… Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!”

Adivinha Quem Paga?

barragem_tua_edpmaat_edpExacto, não é António Mexia, não é a EDP.
É você, os seus filhos e os seus netos.
[via maquinistas]

A Mobilidade em Braga

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A mobilidade em Braga é o fotograma do vídeo-drone dos Transportes Urbanos de Braga sobre a linha 74.

100 Anos da Estação de Porto São Bento *

** Projectada pelo arquitecto portuense José Marques da Silva, em 1899, e decorada com azulejos do pintor Jorge Colaço, a Estação de Porto São Bento ou Estação Central, é uma obra ímpar em património azulejar, uma das mais bonitas estações ferroviárias do mundo.
O primeiro projecto para a construção da estação é apresentado em 1887.
A ligação ferroviária entre Campanhã, estação comum às linhas do Norte, Minho e Douro, e o centro da cidade, fez-se em Novembro de 1896, depois de perfurados os fundos da Quinta da China, Monte do Seminário e da Praça da Batalha.
Em 1896, a estação não passava de um edifício provisório, um barracão de madeira.
Em 1899, o arquitecto portuense José Marques da Silva é encarregado de elaborar o projecto definitivo para a Estação de São Bento.
Os trabalhos de construção apenas se iniciaram em 9 de Novembro de 1903.
Em 1905 Jorge Colaço apresenta uma proposta para ornamentação e revestimento do vestíbulo da estação com azulejos.
5 de Outubro de 1916– Inauguração da estação – dupla funcionalidade: Estação e monumento de reforço do centro da cidade como elemento dinamizador da vida portuense.
9 de Maio de 2011 – Concluídos os trabalhos de conservação e restauro dos painéis de azulejos que compõem o vestíbulo da estação.
Agosto de 2011 – revista norte-americana Travel+Leisure elege a Estação de São Bento como uma das catorze mais belas de todo o mundo.

* Monumento Nacional.
** in “Linha do Minho – Estação de Porto São Bento, particularidades de um espaço“, 24 de Maio de 2012, Edição REFER e CP

[Programa comemorativo 2016]

Capa do Ano

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Viva a Chéquia!

Morreu a República Checa, nasceu a Chéquia!

O Embuste no Vale do Tua

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O destino do AMOR” é certamente um slogan que enche de orgulho José Cascarejo, ex-autarca de Alijó, cúmplice da pornográfica barragem do Tua e elevado, claro, à categoria de director da coisa. Aliás, é um slogan que enche de orgulho todos os autarcas do vale do Tua.

E ao prezado leitor do Aventar apresenta-se-lhe a questão: “como se promove um pretenso “parque natural regional” instituído depois de perpetrado o crime que inutiliza metade do vale do Tua? A resposta é fácil: criam-se frases fantásticas, polidas e reluzentes, a puxar à emoção do espaço aberto e livre. A natureza a pulsar quer oferecer-nos o que tem de melhor:

“É a natureza que grita!” (de facto, grita…)
“São os vales, as sombras das frondosas árvores” (serão os milhares de sobreiros e oliveiras cortados por causa da subida das águas?)
“São as águas cristalinas que refrescam o amor” (as águas eutrofizadas, é isso?)

E porque um parque natural, estimará o prezado leitor do Aventar, é algo visual (para lá de sonoro, olfactivo, táctil e emotivo?), qual a melhor imagem possível para promover o vale do Tua?
A resposta tipicamente cascarejana não podia ser outra: uma estrada de terra batida, remotamente africana ou na América selvagem e… um carro.
Um carro vermelho que é para ser ainda mais bonito.
Se o parolismo tinha limites, os mesmos acabam de ser ultrapassados por um carro vermelho.

Não seria de prever, prezado leitor do Aventar, que um parque natural se promovesse com imagens do mesmo parque natural?
Ou tem esta gente bem almoçada medo e pavor de mostrar que o “parque natural regional do vale do Tua” é o que sobra depois do conluio que tem levado a barragem do Tua avante?

E o que dizer do vídeo promocional que consegue a proeza de não ter uma única imagem natural do parque? Porque um vídeo promocional de um parque natural… em animação digital?
Tenham vergonha…

O Ex do Arq.º Saraiva

Bruno Nogueira (sempre na frente) sobre uma edição fraquinha da Gina.

A muito difícil relação de Braga com as árvores

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A bimilenar cidade de Braga, opcionalmente conhecida como Bracara Augusta, cidade dos arcebispos, Roma portuguesa ou ainda cidade dos cinco pês tem, desde há décadas, uma tenebrosa relação com as árvores, jardins e, em geral, espaços onde os automóveis não entram.
Pelo contrário, no período pato-bravista que vem dos anos quentes do 25 de Abril até aos dias que correm (e noites, vai-se já ver), tem sido um rasgar de avenidas e circuitos para automóveis nas freguesias do perímetro urbano da mui condigna cidade brácara, outrora um conjuntos de quintas e ruelas.
Se há semanas algumas árvores que aparentemente haviam danificado os passeios foram depostas para, impunemente, dar lugar a painéis publicitários – pagos pelo beneficiário – agora é a vez de, no escurinho do entardecer, duas mãos cheias de árvores serem derrubadas para darem lugar a mais um supermercado.
É mais um supermercado a nascer junto de uma das principais entradas da cidade (a rotunda Santos da Cunha/EN 14/Avenida Imaculada Conceição).
Dá gosto ver gente a correr num ímpeto comercialesco num momento em que, na dezena de “shoppings” da zona central da cidade, há em todos eles lojas encerradas.
O que causa mais impressão em alguns bracarenses é o porquê de a obra do novo supermercado estar a ser realizada já fora da luz do dia, de forma repentina e sem que no local existam sequer placas para reorientar o tráfego.
Surgem já relatos de moradores da zona que, no regresso a casa, vão parar dentro do que já é um estaleiro.
De manhã eram ruas de mau asfalto e terra mal batida.
À tarde  é já um estaleiro.
Já não há árvores.
É bom viver em Braga.

Desonestidade Intelectual?

Se o Turismo de Lisboa pode mostrar a Serra da Arrábida [distrito de Setúbal] como sendo Lisboa,

turismo_lisboa_arrabida_setubal[fonte]

podem os bracarenses mostrar o Parque Nacional Peneda-Gerês como sendo Braga?

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Afinal, a distância é a mesma!

[foto: etel bande]

Pois é delas o Reino dos Céus

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“Art. 31
1 – Os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias da idade, bem como à livre participação na vida cultural e artística.” – Declaração Universal dos Direitos da Criança, 1989.

Portugal a Arder

Assunção Cristas anuncia candidatura à presidência do CDS-PP

Sou uma pessoa de fé. Esperarei que chova
Até lá, institui-se o eucalipto como desígnio nacional.
#PrayForPortugal

Vender rifas para representar Portugal?

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A atleta [Carla Machado] terá de pagar do próprio bolso os “cerca de 3.000 euros” que são necessários para viabilizar a sua participação na mais importante prova internacional de Masters (veteranos), mesmo que o venha a fazer com as cores nacionais.”

A Ambulância do INEM

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confiada aos Bombeiros de Arcos de Valdevez serve para acudir pessoas aflitas (aplauso) e ir às compras na Decatlhon de Braga (outro aplauso).
Nobres missões.

O Verão Inglês

english_summer_brightonpassa-se com os olhos na Europa.

Vão antes caçar mostrengos

pokemon_livre_adao_barreiroBarreiro, terra dos pokemons livres.

A traça benfazeja

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May the  força be with you. E viva Portugal.

O que é preciso para ser feliz?

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Amor, um peixinho na brasa e uma motorizada Sachs.

Braga, uma cidade sem árvores

 

braga_cidade_sem_arvoresNão há memória na cabeça das pessoas, nem registo na movimentadíssima página do vereador do Ambiente de Braga – Altino Bessa, – que em Braga se plantem ou tenham plantado árvores nos últimos anos. Nem uma, reza a lenda. Nada que se veja, pelo menos.

Na cidade betonada, alcatroada e impermeabilizada que Braga é não se constrói um jardim desde pelo menos os anos 70. Obviamente, nesta conta não entram os metros quadrados de relva dentro das múltiplas e fantásticas rotundas rodoviárias. Espectacular.
Portanto, árvores são cada vez menos.
E por estes dias foram cortadas mais duas para dar lugar a um painel publicitário.
Querem lá ver que o painel até está legal?

Adenda: Ricardo Rio, presidente da CM Braga, esclarece-me que:
– as árvores em causa estavam a rebentar com os passeios e a gerar inúmeras queixas;
– em Setembro/Outubro serão colocadas novas árvores sem este problema, numa linha mais interior;
– as obras de reparação dos passeios foram suportadas pelas operadoras de publicidade, para além das taxas inerentes.

Foto daqui, via Fórum Cidadania Braga.

 

Portugal-Brasil em 1922

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Ilustração Portuguesa, 2.ª série, número 872, 4 de Novembro de 1922.

Jornalistas, Jornalismo

“A gente aqui faz um jornalismo mais ágil, mais dinâmico, mais moderno. Jornalismo-jornalismo já está meio ultrapassado, não dá para ficar apurando, correndo atrás de fontes, checando informação”.
Porta dos Fundos, a falar verdade todas as Segundas, Quintas e Sábados.
Vamo-nos rindo…

Pelo Direito à Estupidez

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O misógino Pedro Arroja na vanguarda da modernidade, sempre.

Em defesa do Cinema São Geraldo

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No momento em que aquela sala de espetáculos completa uma história de quase 100 anos de atividade diversificada – cinema, teatro, exposições, conferências, comícios, concertos, festas, etc -, a cidade não deve embarcar em mais projetos de resposta a meras solicitações conjunturais.
Braga
deve seguir uma visão duradoura para o centro histórico e apostar nas funções culturais e artísticas que envolvam todas as gerações. Diversos cidadãos e associações tem vindo a recolher o máximo de elementos da história deste cineteatro e estão disponíveis para ajudar a encontrar soluções de futuro que projetem Braga como uma cidade bimilenar que reconhece e sabe reforçar os valores patrimoniais, materiais e simbólicos que a definem.”
Assine a petição… diga não a mais uma “praça de alimentação“!