O Tribunal de Contas chumba os contentores

O Mário “jamais” Lino diz que não houve concurso para o Estado poder fazer o melhor contrato possível. O Presidente do Tribunal de Contas vem dizer que o contrato só contempla os interesses da empresa privada, que é a Liscount da Mota/Engil do Jorge Coelho!

Como somos todos burros, só agora é que percebemos que aquele famoso negócio, zurzido por todos os que ainda acreditam que a transparência vale a pena, é afinal o que melhor acautela os interesses do Estado. Sem concurso, sem concorrência, dado de mão beijada. Mas como ainda há gente independente, o Tribunal de Contas diz que aquilo é tudo ilegal!

Este Governo perdeu completamente a credibilidade, ultrapassa e ignora os procedimentos habituais das boas práticas e legais. A Secretária de Estado, na altura da discussão, veio dizer que mais nenhuma empresa se tinha mostrado interessada no concurso, o que foi de imediato desmentido por uma empresa concorrente.

É ponto assente, que este negócio envolve muitos milhões de Euros, que o Estado tem de fazer avultados investimentos para que a empresa privada se interesse pelo projecto, que a sua localização é altamente discutível, que é ambientalmente, uma malformação.

Enfim, sabemos agora pela voz autorizada do Presidente do Tribunal de Contas que é mais uma negociata de que resultam enormes prejuízos para todos nós os contribuintes.

Este governo não aprende e tem raiva a quem não gosta de ser roubado.

Lezíria – ponte sem carros e aborto ambiental*


A ponte pura e simplesmente não tem tráfego. Se tráfego é haver carros em movimento para este e aquele sentido, então esta ponte é mais um hino ao desperdício.

Fui lá uma primeira vez para a ver. Quatro/cinco carros nos dois sentidos. Pensei que a população ainda não estava feita àquela ponte e que seria uma questão de tempo. Nada! Tenho um amigo que mora por ali perto e que me diz que é a melhor ponte do mundo, passa por lá e nunca parou uma vez que fosse.

Não tem carros! Uma ponte sem carros. A TVI hoje veio confirmar mais este maravilhoso exemplo do investimento público, exemplo de rentabilidade e utilização.

Na altura houve muita gente que torceu o nariz, mas a máquina montada e ávida de obras de betão, poderoso lobby que nos há-de “enterrar” a todos, ganhou mais uma vez. Tal como agora, é preciso é avançar, fazer circular dinheiro, postos de trabalho, arrastamento de actividades a montante, blá, blá, blá…

Mas claro que agora passam à frente, ninguem foi, ninguem viu, ninguem é responsável!

É preciso acabar de vez com estas obras públicas não necessárias, que não provam no exame do custo/benefício, que só servem para alimentar o “monstro” insaciável” das grandes empresas de construção civil.

Para além disso está construída sobre uma magnífica planície, prenhe de verde, sobre as melhoras terras de agricultura do país. Aquela ponte é uma vergonha para quem a construiu, tal é o impacto visual e sonoro naquela paisagem de sonho.

* directamente da Escócia

está quase…

131415

Afinal, o mundo natural ainda se pode salvar da destruição total, porque os senhores da economia estão a ficar preocupados. E eu a pensar que o Adam Smith estava errado e o “self-interest” não tinha vantagens nenhumas…

Poemas com história – Canção para Maria

A receita desta nova série é muito simples: pego num poema meu, já publicado ou inédito, e explico em breves palavras a sua génese, o sentimento ou o acontecimento que o provocou. Uma advertência: alguém me disse que devia chamar à série «poemas com estória». Há empréstimos da norma brasileira e do português falado no Brasil que aceito e outras que não. Essa de estabelecer diferença entre História, para definir a ciência que relata os factos públicos, militares ou políticos de uma nação ou estado, e estória, para qualificar a arte da ficção narrativa, diferença que, grande parte das pessoas (algumas muito respeitáveis) adoptou com o entusiasmo de quem descobriu a pólvora, a mim não me apanha. Uso o termo história nas duas acepções. O facto de em inglês se usar History e story, respectivamente, a mim não me diz nada. A única diferenciação que aceito (desnecessária pois, pelo contexto, logo se percebe do que estamos a falar), é utilizar o H maiúsculo no caso da disciplina científica. Em suma, gosto muito de ouvir falar os brasileiros a falar com o seu sotaque e expressões próprios e não gosto nada de ouvir os portugueses a macaqueá-los. Está explicado – poemas com história.

fanhais

Francisco Fanhais cantando Canção para Maria (Queria Um País de Sol Para te Dar) na FNAC do Fórum Almada.

O primeiro poema que apresento nesta série, intitula-se Queria um país de Sol para te dar e foi publicado no meu livro A Poesia Deve Ser Feita Por Todos. Escrevi-o no presídio do Reduto Norte de Caxias em 1968, dedicado a minha mulher. O Francisco Fanhais musicou-o e ainda hoje o canta com frequência. Mudou-lhe o título para Canção para Maria. Há uma história interessante relacionada com este poema, para além do facto das circunstâncias em que foi escrito e da forma como, com muitos outros textos, saiu comigo quando fui posto em liberdade, após seis meses de cativeiro – dentro de sapatos, entre a palmilha e a sola: o Francisco Fanhais cantava o poema por muitos lados e antecedia-o sempre da mesma história – o Carlos Loures uma tarde disse para a mulher: – Vou até ao café, venho já! – e o Fanhais fazia uma pausa e rematava – voltou passados seis anos! Isto tinha-se passado assim, eu de facto fui preso no café, mas foram seis longos meses e não seis anos. Quando, finalmente, já depois do 25 de Abril conheci pessoalmente o Fanhais, pedi-lhe para ele fazer a rectificação. Aqui vai o tal poema:

Queria um país de Sol para te dar

Para a Maria Helena

Queria um país de Sol para te dar,

com amantes e crianças nos jardins,

pássaros livres a cantar nas árvores

e a luz em liberdade pelas ruas

– as coisas nos lugares onde as sonhámos

e não nos sítios onde estão,

com armas aperradas a guardá-las.

Um país onde sulcássemos as límpidas manhãs

com sorrisos claros vestindo as faces.

Um país sem muros, sem medo

nem carimbos nas cartas que escrevemos

e ouvidos nas palavras que dizemos,

em segredo.

Mas, meu amor, nascemos cedo,

chegámos ainda a tempo de viver

este tempo que vivemos

com lágrimas ocultas no sorriso,

a raiva escondida nas carícias

e uma secreta esperança aprisionada

nos nossos corações aprisionados.

Viemos ainda a tempo de sofrer

Este tempo que sofremos

dia a dia e que sulcamos,

com os beijos vigiados,

com os nossos segredos desvendados,

com este amor amputado e prisioneiro

com que amamos.

Meu amor, não desertemos

Do tempo e do país em que nascemos

(e viver outro tempo dentro deste

ou estar fora do país

dele não saindo,

também é desertar).

Já que foi este o tempo que nos coube,

já que foi este o país que nos deixaram,

temos de conquistar o Sol que os ilumine,

roubando-o ao silêncio e à mordaça

que nos sufoca a voz – Não desertamos

– o ódio, o medo, a morte

que fujam, que desertem

se o amor os insulta e ameaça.

– Nós ficamos!

Com ao companheiros

e o amor dos companheiros,

o amor será mais forte

do que o ódio, do que o medo, do que a morte.

A luz também se constrói com os nossos beijos,

com as palavras clandestinas que escrevemos,

aquelas que a opressão não vê nem ouve.

A luz também se constrói com os nossos filhos,

eles tingem de luz nova

as sombras que com ódio vêm pôr

entre as carícias, os beijos e as palavras.

Neles se erguerá a luz para amanhã

e a liberdade prisioneira nos nossos corações

inundará de Sol as ruas,

meu amor.

Nota final: Este poema também ficaria bem na minha outra série Apontamentos & Desapontamentos. A democracia, esta «democracia», desapontou-me. Em todo o caso, não alimento saudosismos estúpidos por esse tempo de odiosa e criminosa repressão. Desse período negro, só invejo nostalgicamente a «mocidade perdida», como diz o faduncho.

Os manifestos dos 28, 52 e 26 dizem o mesmo!

Há muita poeira levantada no sentido de se querer mostrar que há graves diferenças de opinião entre os manifestos sobre os Megaprojectos!

Mas não há! Todos dizem, basicamente, que se houvesse dinheiro, se não estivessemos mergulhados nesta crise, e se o quadro macro da economia e finanças públicas fosse outro, os projectos não levantariam as dúvidas que conhecemos.

E todos dizem que há prioridades que devem ser tidas em conta, como sejam os projectos que criam emprego a curto prazo, que não sugam as mesmas enormes quantidades de dinheiro, que não exigem a importação de tecnologia que não temos e que se dirijam para as PMEs exportadoras.

Todos os manifestos dizem isto, no essencial. O governo, avisadamente, e porque percebeu que não são só os economistas e “cientistas sociais” que pensam assim, que a opinião pública tem “colada” a imagem deste governo de braço dado com os Bancos e os grandes grupos económicos, recuou!

Há sempre quem seja mais ” sócrates que o próprio Sócrates” que descobrem agora que há economistas do primeiro manifesto que estiveram contra a primeira ponte, de nada lhes interessando em que quadro isso ocorreu.

Mas se havia dúvidas, muitas dúvidas, dentro do próprio governo que os megaprojectos eram a resposta eficaz no quadro economico-financeiro em que estamos, as suas recentes posições quanto aos mesmos e quanto às PMEs são disso prova concludente!

Só não vê quem acha que o Primeiro Ministro é tão obtuso que vai perder as legislativas “por ser um animal feroz”.

Neste momento, nenhum dos megaprojectos avança antes das eleições, o que quer dizer que não avançará nos próximos três anos! No mínimo!

Baleias em extinção

Hoje estão reunidos uma série de países para conseguirem convencer o Japão, a Finlândia e a Noruega a porem fim à caça da baleia.
As razões para a sua caça são por demais conhecidas. A sua carne é muito apreciada pelos Japoneses e os seus óleos que servem de matéria prima na indústria da cosmética.
Em Novembro do ano passado estive no Sul da Argentina onde há vários santuários da vida selvagem e especialmente de baleias.
Estes enormes animais, são extremamente pacíficos, a ponto de com extraordinária curiosidade se aproximarem dos barcos. No que me diz respeito estive a dois metros da mamã baleia com a sua cria de duas semanas e duas toneladas.
Brincam, passando por debaixo dos barcos (bastaria um sopro para pôr o barco no fundo) e mostrando-se.
Cai, assim, por terra aquelas batalhas heróicas dos Baleeiros. O animal só se torna violento depois de arporado e claro, tentando salvar a vida.
Mas, o mais importante, é que nestas baías onde os animais regressam para dar à luz e para criarem os filhotes, criou-se um turismo de lazer e científico de tal dimensão que já podemos dizer que as baleias dão mais dinheiro vivas que mortas.
Quem vê uma mãe baleia de barriga para o ar dar de mamar ao filhote, nunca mais deixa de pensar que o “animal homem” é uma besta!
Valham-nos os jovens casais de biólogos que escolhem aqueles locais longínquos, áridos e selvagens para os proteger e estudar!

Sociedade Frente Tejo

Helena Roseta lança o alarme sobre o regime de excepcionalidade das obras a cargo desta empresa. Segundo a Arquitecta está em causa a transparência ( a falta dela) e o abuso de poder que este estatuto propicia.
O processo de remodelação do Terreiro do Paço é uma aberração e um escândalo.
Para Santana Lopes ” é extraordinário como um Presidente da Câmara abdica do poder sobre a sua própria cidade.”. A condução do processo por uma sociedade do Estado na qual a CML não participa é uma aberração política e jurídica.
É um processo deplorável, em que não há nem concurso público, nem debate público, afirma Luis Fazenda.”Nem o Presidente da CML nem os vereadores se podem esconder atrás da Sociedade Frente Tejo ” por forma a alijar responsabilidades na remodelação de uma Praça com tal simbolismo.”
Para Ruben Carvalho o problema está na privatização/venda de parte substancial dos edificios ministeriais, para comércio-escritórios-hoteis.
A Sociedade é uma entidade de capitais públicos encarregue da reabilitação de alguns troços da zona ribeirinha de Lisboa.
Que se saiba já “reabilitou” uma parte da Praça do Cais de Sodré com uma vincada densidade de prédios para a Comissão Europeia do Mar, com um hotel na Marina de Pedrouços e com uma sede para a Fundação Champalimaud.
Estão na gaveta para melhores dias um cais para navios de cruzeiro com hotéis e um centro comercial ali em Santa Apolónia e um cais para contentores em Alcântara.
Tudo com uma gritaria de protesto de inúmeros Lisboetas que vêm a sua frente ribeirinha ser tranformada numa frente de betão.

"Estes " investimentos públicos…

Nos últimos dez anos os grandes investimentos públicos foram:
Estádios de futebol (quatro desnecessários como sempre se soube)
Pendulares na linha férrea Lisboa – Porto (milhões de contos, tantos que nunca se soube bem quantos)
Ponte Vasco da Gama ( a mais extensa da Europa como não podia deixar de ser)
Expo 98 ( que se pagaria a si própria e depos foi o que se viu)
Modernização dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro ( apesar de paralelamente se andar a preparar um novo)
Autoestradas para meia dúzia de automóveis (temos o rídiculo record do maior número de autoestradas por habitante)
Novos investimentos:
Autoestradas
Ponte sobre o estuário do Tejo
TGV
Novo aeroporto
Se após os investimentos dos últimos anos o país empobreceu, não conseguiu dar o salto qualitativo da produtividade, porque será que o mesmo tipo de investimentos dez anos depois, vai ter resultados diferentes?
Acresce, que a rentabilidade marginal por projecto é agora menor e o seu custo é maior porque o ” rating ” do país desceu devido à muita má situação das finanças públicas .
Vai ser mais um milagre do PS?
Mas há investimento público muito necessário, como seja, a reabilitação dos centros urbanos, a modernização das redes de captação e distribuição de água, luz e gás, a construção de barragens que há dez anos estão paradas, a modernização da linha férrea de transporte de mercadorias, o desenvolvimento do “cluster” do mar, dos portos…
Desde que não sejam entregues aos amigos, sem concurso público, como acontece ali em Alcântara com a Liscount do camarada Jorge Coelho!

O Hotel Estoril – Sol

Lembram-se do Estoril – Sol aquele hotel ali em plena marginal, à porta de Cascais ?
No seu lugar, já se erguem três torres em nada mais pequenas ou mais baixas que o “mamarracho” anterior.
No velho Hotel guardavam-se “memórias” de grandes figuras e eventos que fizeram sonhar gerações .
Mas o local maravilhoso, ali sobre a baía azul de Cascais, há muito que tinha despertado apetites. E cá no sítio a propaganda começa pelo “mamarracho”. Se não for “mamarracho”, à força de se repetir, toda a gente começa a ver uma coisa que, por décadas, foi obra de orgulho e ninguem viu como de mau gosto.
Grande volume, mal aproveitado, não respeitador da paisagem, todos à uma martelam a cabeça dos cidadãos que acabam por aceitar por exaustão.
Lembro-me bem da cobertura que a imprensa fez, com especial ênfase para o Expresso.
Um arquitecto com nome (Byrne) o que é à partida garantia de bom trabalho, um desenho integrado com a paisagem, deitado sobre o morro que cresce atrás, menos volume…
Depois vem a realidade, com a maioria do pessoal já esquecido do prometido, mudo e quedo, com o que cresce à força de guindastres e cimento armado.
Passei lá hoje !

Ricardo Ferreira – Uma Aventura no Gerês – A fenda da Calcedónia*

placas

Boas dia, boa tarde, boa noite, dependendo do fuso horário e país e, quem sabe, planeta. Ora “Bámos lá”: para quem não me conhece eu sou o “miúdo da Trofa”, sim essa bela localidade, que em muitos aspectos é parecida com o Gerês, pelos seu vastos espaços verdes montanhas e buracos nas estradas. Quem conhece o Gerês sabe que o que não falta são locais para aventuras, desde andar de kayak, fazer rappel ou slide, btt, passear a cavalo, fazer trekking (as famosas caminhadas), ou seja é uma maravilha, só aquele ar puro que se respira lá, haaaaaa que maravilha.

No passado fim-de-semana fui até la acampar, para o Parque de Cerdeira, que fica nas Terras de Bouro. Este é o meu retiro espiritual, muita mosquitada; aranhitas; formigas de todos os géneros e feitios; abelhas do tamanho das orelhas do Vieira, e as malandrecas andam de mota, suspeito que seja uma zundapp; dormir em cima de pedras, sem almofada, não há melhor vida que esta.

Depois de montar o estaminé, por volta das 17h00 de sexta, resolvi ir dar uma volta seguindo um dos muitos trilhos que vai dar à beira do rio para ir chapinhar na água. Até aqui, tudo bem, nada a relatar a não ser que a água estava fresquinha. De volta ao parque para uma boa jantarada e uma noite mal dormida (a pedra que fazia de almofada não era la muito fofa). Segue-se o sábado, aqui sim, de mochila às costas com um litro de água, umas sandes e dois pacotes de belgas, a máquina fotográfica e o GPS do iphone, fui dar o meu passeio pedestre até à aldeia de Vilarinho das Furnas, submersa nas águas do Rio Homem.

Infelizmente não tive o prazer de ver as ruínas propriamente ditas pois estas só se vêm se o leito do rio estiver baixo, ou se levarmos uns óculos de mergulho, mas o passeio em si de cerca de 10 km vale bem a pena, pela beleza natural da zona. Chega o domingo com umas alturas de chuva mas com sol e calor, depois de uma noite bem dormida após ter trocado de almofada, embora os meus vizinhos tenham feito um certo barulho durante a noite. Acho que o colchão de encher que levaram não era muito confortável, então resolveram começar a pinchar em cima dele para ver se estourava.

fenda 1

Da parte da tarde, antes de seguir rumo para a minha bela localidade, resolvi fazer uma última caminha, (música do Indiana Jones) à fenda da Calcedónia, trilho não muito complicado se for feito sem ser a partir da Vila de Covide pois aí são 3,5km a subir com partes medonhas. Pelo lado contrario até é razoavelmente fácil até chegarmos à própria fenda, que, basicamente, é uma mini montanha rachada a meio, com pedras como obstáculos que vão dar à superfície, onde parece que a vista sobe o Gerês é fantástica. Não fui lá cima, como tinha chovido, as rochas da fenda estavam molhadas e as sapatilhas estavam a escorregar muito, por isso a fenda, em bom português, quilhou-me.

Da próxima ela não vai ter hipótese, vou de botas hahahahah (riso à Darth Vadher). Resumindo, o Gerês é cinco estrelas, recomendo a toda a gente passar la uns dias, pois ir lá e vir no mesmo não dá para ver nada, nada mesmo.

Cumprimentos do “miúdo da Trofa” e boas caminhadas.

*Ricardo Ferreira é leitor do Aventa

O bom, o mau e o vilão

Gosto do anúncio. A música calma e tranquilizante. A leve brisa que percorre ao de leve os cabelos sedosos do condutor. O olhar para o futuro. A calma que transpira dos campos. O belíssimo pôr-do-sol. O sorriso confiante a quem foi transmitido o valor da tradição. A ligação do passado com o presente. O valor da amizade e dos amigos. O percorrer da auto-estrada como uma parábola do percurso de vida. A felicidade em câmara lenta…

…só é pena a Texaco estar a ser processada por 30.000 equatorianos, porque durante 20 anos – alegadamente – despejou toneladas de petróleo na floresta amazónica. A Amazonwatch denuncia a situação desumana. A Texaco entretanto foi adquirida pela Chevron e esta arrisca-se a ter de pagar uma indemnização recorde de 27 mil milhões de dólares. Esta era uma boa oportunidade para mostrar mão firme neste tipo de crimes, independentemente de quem é a culpa ou quem está envolvido. Mas não! Paga-se uma multa. Sendo provada a culpa em tribunal e a ser verdade, e já que agora está na moda, porque não uma nacionalização à bruta? Só para mostrar que isto é inadmissível. Só para mostrar que isto não quer dizer: “Preciso de fazer dinheiro, portanto, QUANTO É QUE CUSTA DESTRUIR ISTO TUDO?”. Em Outubro, os tribunais pronunciam-se pela primeira vez sobre este mega-processo. Provavelmente a primeira de centenas de vezes que o tribunal se irá pronunciar! É o normal neste casos “complexos” envolvendo empresas “complexas”. Mas eu aposto que tudo isto foi uma falha de um único funcionário local pouco qualificado…

Em que estás a pensar?

Desde que abri uma conta no Facebook (FB) tendo aprofundado a suspeita de que vivemos vidas de fachada. Para quem não conhece, o FB transmite a cada uma das pessoas que compõem a nossa rede de amigos informação sobre as nossas actividades, mostra-lhes as fotos que colocamos online, as ligações para videos do youtube, conta os resultados dos testes tipo revista Maria que pululam por lá, das frases que se escrevem em resposta à pergunta central que o FB faz a cada um dos inscritos: “Em que estás a pensar?”.

Que essa seja a pergunta isco, aquela com que o FB espicaça os seus utilizadores, já não augura nada de bom, claro. Há perguntas demasiado perigosas e essa é uma delas. Tomem como exemplo o meu amigo A. (as letras são completamente aleatórias, claro). O A. é um artista, um homem de sensibilidade e talento, cujas noites, pensava eu, se consumiam numa boémia criativa onde não faltariam álcool, mulheres, poetas malditos, nuvens de fumo…

Mas quando ligo o FB e recebo a lista das suas actividades recentes, descubro que ele passa essas noites a ver videoclips dos anos 80, que busca, em sucessivos testes, a resposta a perguntas como “quem eras noutra vida?” e “de que cor é a tua aura?” e que, nas raras noites em que parece sair de casa, anuncia-o três dias antes em parangonas “Vai ser de arromba!!!”

Não é o único a surpreender-me, claro. A B. é uma mulher de muitas qualidades, solteira, atraente, profissionalmente bem sucedida, mas que, por ainda não ter encontrado o parceiro amoroso com que sonha, dá como resposta ao tal “em que estás a pensar?” confissões acerca do homem ideal, dos desencontros das suas relações amorosas, e até declarações explícitas que fazem corar de vergonha alheia.

E que dizer do C., que descreve cada uma das suas comezinhas actividades diárias com o detalhe de um maníaco? E fotografa a comida antes de tocar no prato para poder publicar uma imagem do seu jantar?

Uma atrás de outra, abrem-se janelas para um desamparo que por vezes é ridículo, mas nem por isso menos pungente. O que nos leva a contar o inconfessável, quando, na solidão das nossas casas, o único elo de ligação com o mundo é um teclado e no monitor se acende esse aguilhão. “Em que estás a pensar? Em que estás a pensar? Em que estás a pensar?”

Aliciaram-me com o argumento de que o FB seria uma ferramenta que me permitiria manter o contacto com os amigos geograficamente distantes, ou estabelecer contacto com pessoas com quem dificilmente me cruzaria de outro modo, mas quer-me parecer que o FB é muito mais do que isso. É uma janela para a solidão alheia. Eu que o diga, naquelas madrugadas em que me ponho à procura de videos da Nina Simone.

Home

No dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, estreia a nível mundial, o filme “Home“. A música é espectacular e as imagens ainda são melhores. Uma oportunidade para ter uma visão sobre o maravilhoso mundo natural que nos rodeia e suporta. Uma oportunidade para reflectir porque o desprezamos e destruímos.

Alguns dados fornecidos pelo filme:

– 20% da População mundial consome 80% dos recursos do planeta.
– O mundo gasta 12 vezes mais em custos militares do que na ajuda a países pouco desenvolvidos.
– 5000 pessoas morrem todos os dias por beberem água poluída. Mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável
– Em todo o mundo, 1 bilião de pessoas passa fome
– Mais de 50% dos cereais produzidos são usados para rações de animais e biocombustíveis
– 40% da terra arável está degradada
– Todos os anos, 13 milhões de hectares de floresta desaparecem
– 1 Mamífero em cada 4, 1 ave em cada 8 e 1 anfíbio em cada 3 estão ameaçados de extinção. As espécies estão a desaparecer a um ritmo 1000 vezes mais rápido do que a média natural.
– 75% dos produtos pesqueiros estão esgotados, danificados ou em vias disso
– A temperatura média do planeta dos últimos 15 anos é a mais alta desde que há registos.
– As calotas polares diminuíram 40% nos últimos 40 anos.
– Em 2050 podem haver 200 milhões de refugiados climáticos.

Freeport – não bate certo!

O Ricardo, ontem, colocou aqui um poste dando-nos conta que há mais um arguido no caso Freeport. Agora o arquitecto Capinha Lopes. O que dá já três arguidos no caso!
Mas há aqui alguma coisa que não bate certo. Se o arquitecto tinha boas relações com o então Ministério do Ambiente, só estava a fazer o seu trabalho, ganhar concursos, e abrir caminho para que os seus projectos andassem bem e depressa! Se ganhava concursos e metia cunhas e dinheiro com batota não a podia fazer sozinho, alguem do Ministério seria conivente!
Os senhores da Smith and Pedro, idem, aspas! São privados, faziam o que podiam para que o projecto avançasse. Se usavam batota é porque alguém lá de dentro do Ministério deixava, permitia, era conivente!
Ora, a verdade é que arguidos do Ministério, nem um! Como é que pode haver arguidos de fora do ministério e não haver arguidos de dentro? Se sem culpados de dentro não pode haver culpados de fora?
É dificil apontar pessoas de dentro do Ministério? Se há arguidos de fora do Ministério, de dentro, só podem ser as pessoas que concretizaram as acções tendentes a facilitar e favorecer o Freeport! As mesmas acções que levaram o Ministério Público a constituir arguidos, de fora!
Quem deu os pareceres técnicos, quem propôs, quem decidiu?
Há aqui alguma coisa que me escapa!

De volta ao mar – Áreas protegidas marinhas


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

A gente diverte-se muito…

Basílio Horta, o Presidente dos PINs que nos tem inundado de projectos que não interessam a ninguém, vem agora dizer que “toda a gente conhece Portugal e gosta do que conhece, mas esse conhecimento está centrado no golfe, na gastronomia, no Ronaldo e no Mourinho”.
Como se não fosse nada com ele.
“É uma boa percepção e temos enorme orgulho no nosso turismo, mas é uma percepção incompleta”, diz o homem que se arrepia sempre que lhe dizem que durante estes anos tem andado a converter terreno classificado em hotéis e campos de golfe!
Mas isto vai mudar! Vai, vai! Agora vamos lançar uma série de iniciatiavas com o objectivo de trazer, até ao fim do ano, centenas de empresários para cá, nas seguintes áreas: renováveis, software, cuidados de saúde, biotecnologia, inovação dos materiais e dos oceanos!
E quem são os empresários? Ingleses! E porquê agora e nestas áreas? Porque correspondem às opções políticas do governo Britânico para 2009!
Uff! Estava a ver que o nosso governo tinha abandonado o TGV, o aeroporto,as autoestradas em duplicado!
A gente sofre mas diverte-se muito…

Preços das casas caem mais de 40%

À volta das grandes cidades há dezenas de milhares de casas que ninguem quer e que daqui a uma década ter-se-ão degradado tanto que os proprietários vão ter que pagar ao Estado para as demolir.Construídas numa altura em que o acesso ao crédito estava muito facilitado hoje ,mesmo que haja quem queira comprar casa nesses locais, a banca não concede crédito.Estamos perante uma crise financeira mas tambem social.São os divórcios, o sobreendividamento, o desemprego…
As famílias têm que passar a fazer planeamento da sua situação financeira, não podem solicitar crédito que não podem pagar.As questões de personalidade,formação e informação são decisivas para que as famílias não comentam erros de que se arrependem amargamento no futuro.E, não esquecer, que quando se faz um orçamento devemos contar que vamos ter mais despesas e menos receitas do que as nos parecem razoáveis!

De volta ao mar – Estaleiros

São precisos novos investimentos de actualização e modernização dos estaleiros, evitando a degradação dos que ainda operam.Os estaleiros devem ser seleccionados por especialização, para ser criada uma rede nacional, o que implicará associações entre estaleiros para aproveitar a capacidade instalada.Importará estruturar redes de subcontratação e aumentar a flexibilidade laboral.
Deve ser refundada a Associação das Indústrias Marítimas e criados interlocutores seus permanentes junto da Administração Pública,que seja um elo de ligação à UE!
FORMAÇÃO – Devem ser utilizadas as escolas da marinha para formar pessoal civil e alargar a missão da marinha, de forma a considerar outras actividades de interesse nacional, nomeadamente no que respeita à iInvestigação e Desenvolvimento.Devem ainda ser potenciadas as capacidades da Marinha para apoiar a exportação de navios militares e incrementar o seu papel nos meios de segurança da navegação de recreio, reforçando ainda a sua actividade nos meios de intervenção na protecção do ambiente.

De volta ao mar – Exploração energética

Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provem do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.

De volta ao mar – Quintas marítimas


Para as pescas, aquicultura e indústria de pescado, importa definir e delimitar áreas de potencial aquícola, para posterior concessão, bem como áreas ambientalmente protegidas à escala nacional (incluindo os Açores e a Madeira). É proposta a criação e promoção de “Regiões Piscícolas Demarcadas”, o fomento da cadeia de valor do pescado português, a reconfiguração da indústria de transformação do pescado e a modernização da frota pesqueira.

IDENTIDADE MARÍTIMA
Deve ser criado um plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar e promover a identidade marítima da sociedade portuguesa que revitalize a cultura marítima como parte do património português mais valioso. Assim como devem ser desenvolvidos planos sistemáticos de comunicação, conferências,congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área!

De volta ao mar – Centros para náutica


Para impulsionar os desportos náuticos e a náutica de recreio e dinamizar actividades complementares (turismo de cruzeiros, ecoturismo e turismo de natureza), o projecto do Hypercluster da Economia do Mar propõe a criação de centros do mar, tais como a “Cidade Náutica do Atlântico” em Viana do Castelo – Valimar, o “Arco Ribeirinho Sul – Marina do Tejo”, entre Alcochete e o Seixal, o “Centro Náutico da Baía de Cascais”, entre Cascais e Lisboa, o “Porto do Barlavento”, entre Portimão e Lagos, as “Portas do Mar” em Ponta Delgada, ou a “Escala do Atlântico”, no Faial, Pico ou São Jorge.
Esta área exige a elaboração de um plano estratégico de localização e implantação de apoios à navegação de recreio, a dinamização da “Porta Marítima de Lisboa”, que funcionaria como um grande espaço de recepção, e um novo quadro legal relativo à construção e exploração de portos de recreio. (Prof. Ernâni Lopes e Expresso)

De volta ao mar


O hypercluster a criar pode ser o novo motor da actividade empresarial nacional, gerar emprego e criar riqueza.
O potencial económico relacionado com a zona marítima foi avaliado em 20 000 milhões de euros, ou seja, 12% do PIB! (in “Hypercluster da Economia do Mar”, de Ernâni Lopes). Este potencial pode ser atingido em 2025. Estas actividades abrangem vários sectores, desde os portos ao turismo, passando pelas pescas e pela energia até à biotecnologia.
Portugal já pediu nas Nações Unidas o alargamento da Zona Marítima Portuguesa, o que daria a Portugal a soberania sobre mais de dois milhões de quilómetros quadrados (23 vezes a área continental). A estratégia passa por:
i) reestruturar rede portuária
ii) centros de mar para náutica
iii) concessão de quintas marítimas
lV) observatório do mar
V) exploração energética
Vl) registo internacional
Vll) criação de estaleiros
Vlll) investigação aplicada
lX)monitorização do litoral
X) Marinha forma civis
Xl) áreas protegidas marinhas.
Iremos ao longo da semana desenvolver cada um destes conceitos. Oxalá o Governo tenha a coragem de colocar esta matéria com prioridade absoluta e deixar-se de TGV. Não há dinheiro para tudo e governar é optar. Esperemos então!

O Lince


O plano de introdução do Lince Ibérico está a todo o gás. O centro de acolhimento está pronto e será entregue pelas Águas de Portugal ao Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. O dia internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, foi o dia escolhido. Já foi feita a recuperação dos habitats e lançada uma campanha junto das populações para as sensibilizar para a importância do Lince.
O repovoamento vai ser feito até final do ano com importação de animais de Espanha!
Como sabem trata-se de um animal bonito, esquivo, ágil, furtivo que necessita de habitats próprios e que sem condições excepcionais de protecção ao mais alto nível e de equipas de gestão devidamente colocadas no terreno, tem tendências para a extinção!

A destruição dos solos agrícolas (RAN)

A alteração ao regime da reserva agrícola (RAN) facilitando a sua destruição, revela bem que nada pára este governo na sua sanha de encher o país de obras e mais obras! Contra os protestos de todas as associações do sector o Governo põe em perigo as terras que deveriam estar reservadas à produção agrícola e preservação da paisagem.
Constitui uma espécie de “Simplex para uma mais rápida desanexação, transformação e destruição dos solos agrícolas”! Vai ser possível a substituição das especies índigenas por espécies importadas como eucaliptos para alimentar a indústria das celuloses! Siga esta questão e assine as petições que circulam contra mais este atentado à nossa vida colectiva! Comem tudo…

FREEPORTGATE, AINDA E SEMPRE

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O PRIMO HUGO DISSE AO JORNAL QUE O PRIMEIRO MENTIU E CONHECIA O SMITH E O PEDRO
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O primo, o tio, o filho do tio, o sobrinho, o ministro, Ministério do Ambiente, o nosso Primeiro, o Smith, o Pedro, a China, Kung Fu, fugas, mentiras, meias verdades, dinheiro, suborno, corrupção, Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, eleições de 2002, Shaolin, monges, processo, Ingleses, Portugueses, emails, Polícia Judiciária, Procuradoria Geral da República, DCIAP, Jornal O Independente, culpa, inocência, arguidos, família, reuniões, Alcochete, ninguém acusa ninguém, todos são não culpados, o dinheiro desapareceu, ninguém se demite.
Quase cinco anos de histórias desde a denúncia do jornal “O Independente”, fazem uma campanha caluniosa, infame e de cor escura, mesmo até preta, segundo os amigos e defensores do Primeiro de Portugal.
Esta trampa nunca mais acaba, e …
Nunca mais é Outubro, caramba!

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A ficar apertado…

O vídeo é extraordinário para demonstrar o que está na cabeça de muita gente, eu incluído. Isto está a ficar apertado. Não é difícil de perceber. No entanto, há quem ande mais interessado em pontos percentuais e o que é ou não economicamente viável. Isso é-me difícil de perceber. E não, não é uma daquelas “trips” maltusianas. Não, também não estive a ler “The limits to Growth“. Percebo simplesmente que este planeta não chega para todos e muito menos para os que ainda aí vêm. A solução? Não sei. Só agora aqui cheguei também…

Gordon Sócrates pede desculpas

 
Lembram-se da Energie, aquela fabulosa fábrica inventora de tecnologia que o nosso primeiro, mais o sempre extraordinário “farinha Maizena”, foram visitar e ali deixar um camião de massa?
Tal qual diziam os seus concorrentes do sector de energia reciclável, a Energie não inventou coisa nenhuma. Aquilo é um recuperador de energia sustentado a electricidade da rede pública!
Foi-lhe hoje negada a certificação de produtor de equipamentos para energia reciclável!
Já agora, é só para informar que o primeiro ministro de Inglaterra, a mais velha democracia, veio pedir desculpas públicas por ter gasto uns tostões do dinheiro público!

A onda dos fiascos

Tudo com uma mão cheia de ministros e televisões a condizer.Como sempre não só não éramos tecnicamente capazes como estávamos na frente,a nível mundial.A coisa promete, vejamos: i)50 mil milhões de euros é quanto Portugal poderá ganhar, no mercado mundial da energia das ondas, caso não se atrase na criação de um cluster industrial neste domínio.ii) 40 mil postos de trabalho poderão ser criados em torno da energia das ondas, dos quais 4 000 quadros superiores e 400 de investigadores iii)17 empresas e instituições são já associadas do Centro da Energia das ondas,fundado em 2003 iv)45 anos é o prazo de concessão do parque-piloto de São Pedro de Moel à REN.O resultado, na prática? Mário paulo da REN “…não tivemos nenhuma resposta do governo…” Ou seja ” …não há nenhum contrato assinado” Porquê?”…não faço a mais pequena ideia!” Um dos industriais interessados “…O ministro colocou tanto entusiasmo no assunto que quase nos convenceu de que agora era mesmo a sério,que Portugal iria mesmo desempenhar um papel de relevo mundial no sector da energia oceânica.Afinal talvez não seja bem assim!” Temos tudo, as melhores condições naturais, as melhores ondas, um mar profundo a poucos Kms da costa,fabricantes interessados, investidores,industriais …só falta a tecnologia!!!Isto é , tudo o que temos já cá estava!É preciso apoiar a investigação financeira e cientificamente, trabalho do governo, mas isso não anda!Mas o TGV vai a nove, é só comprar lá fora…

Novo Logo: procura-se

agricultura biologica

Agricultura Biológica procura novo logo

A comissão europeia abriu concurso para a elaboração do novo logotipo para produtos biológicos. Apesar de eu querer muito participar, estou fora de quotas. No entanto, posso tentar ajudar quem estiver interessado em participar. Acaba a 25 de Junho.

Ambiente chocante

O ministro do Ambiente faz bem em andar desaparecido. É que sempre que o homem abre a boca ficamos com o ambiente “tóxico”!
Agora, apareceu com uma proposta polémica (além de indecente) sobre os processos de contra-ordenação. O mesmo governo que levara ao Parlamento em 2006 a lei em vigor chama-lhe agora “chocante”! As coimas vão descer 84% em alguns casos, noutros 60% e acima disso. Terá isto a ver com as facilidades prometidas em legislação recente com o destino de terrenos em áreas protegidas?
Diz o “Público”: “chocante é esta forma de gerir o Estado, a legislação e o ambiente. E sem pagar multas.”
É melhor ficarmos ambientalmente alerta!