Sim, a pornografia é uma indecência.
Pedro Noel da Luz e Gerard Castello Lopes
Esta fotografia de Pedro Noel da Luz (ou KameraEskura) trouxe-me à ideia Gerard Castello Lopes
que tem, atualmente, uma exposição póstuma em Lisboa.
Bem sei que décadas separam os dois fotógrafos e que cada um carrega no olhar os signos do seu próprio tempo. No entanto fica-me a ideia que ambos comungam algumas particularidades, a mesma atenção aos detalhes, aos pormenores do quotidiano, a mesma poesia na fixação do momento.
É um luxo, digo eu, visitar a exposição “Aparições – A Fotografia de Gérard Castello-Lopes 1956-2006″, e acompanhar no Aventar – ou no KameraEskura – as fotografias contemporâneas do Pedro Noel da Luz. Digo eu, repito, que sou suspeito.
Arredas Folk Fest
Sim, nas margens de um dos rios mais intocados de Portugal – o Neiva – , e a marcar a fronteira entre Barcelos e Viana do Castelo existe uma terra chamada Tregosa; a dois quilómetros fica a estação de comboios de Barroselas e lá desembarcaram uns quantos forasteiros a caminho da 3ª edição do Arredas Folk Fest. Foi este fim de semana, foi grátis, foi óptimo. Foi qualquer coisa…
Se vierem a Coimbra passem pelo mercado
O Mercado Municipal D. Pedro V fica mesmo ao lado do Jardim dito da Manga, obra primeira do nosso Renascentismo, e tem este Verão um motivo acrescido de interesse: Mercadoria Humana, instalação fotográfica da autoria de Pedro Medeiros, integrada no projecto global Mercadoria Humana – Projecto de Sensibilização em Tráfico de Seres Humanos.
Entre a fruta e os legumes, a alcatra e a febra, as excelentes fotografias, parte de um trabalho que a partir dali (e que oportuna escolha) se espalhou pela cidade. Fotografia com causas, e ainda bem.
Fotografia © Pedro Medeiros, 2011
Exposição de Fotografia na Galeria “PORTA 22” III
Descubra as semelhanças
É daquelas imagens das quais se pode dizer: boa demais para ser verdadeira. Tirada por Rich Lam durante os confrontos no Canadá após um jogo de hóquei no gelo, parece que foi mesmo encenada.
E qual é o problema? uma das mais célebres imagens do séc. XX, esta:
também o foi, e nem por isso Robert Doisneau deixou de ser um grande fotógrafo.
Agora entre uma encenação e outra, e como ícones, não são apenas 60 anos que as separam. O mundo mudou, e não foi pouco.
Actualização: segundo o Guardian (obrigado Dario) a rapariga foi agredida pela polícia, e o namorado está apenas a confortá-la, donde nem tudo o que parece é. A fotografia passa a não encenada, mas neste caso pode dizer-se que o casal parisiense, esse, ao menos, sempre se beijou.
Um País Amarrado
Até que a morte nos aproxime
Comecei a morrer há alguns anos, quando ainda respirava, o que é só um sinal aparente de vida. Comecei a morrer quando já não conseguia contar as rugas, quando o simples acto de caminhar se transformou em ginástica. Comecei a morrer, quando tudo em mim se tornou incómodo: a incontinência, os nomes que me fugiam da cabeça, a tendência para contar várias vezes as mesmas histórias, a dificuldade em perceber os programas de televisão. Passei a viver num cemitério e morri em casa. Parece que, de vez em quando, davam pela minha falta, o que é diferente de sentirem a minha falta, claro. Se alguém sentisse a minha falta, talvez não tivesse morrido tanto como morri. [Read more…]
Sim, a pornografia é uma indecência.




























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