… de que esta notícia…

…não tem qualquer relação com esta…

…e, valha-nos deuze, muito menos com esta…

Percepções, percepções everywhere… temos o governo mais radical desde 1974… e olhem que nos aconteceu o Cavaco duas vezes.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.



Percepções, percepções everywhere… temos o governo mais radical desde 1974… e olhem que nos aconteceu o Cavaco duas vezes.

Foi, no mínimo embaraçosa, a forma como Marcelo Rebelo de Sousa confrontou o diplomata palestiniano Nabil Abuznaid, no final da passada semana, na inauguração da iniciativa Bazar Diplomático.
Fiquei a imaginar se, ao invés de um diplomata palestiniano, Marcelo usasse o argumento “foram vocês que começaram” para advertir um diplomata israelita para o perigo da radicalização. Algo como:

António Guterres não normalizou a violência do Hamas. Muito menos a legitimou. Limitou-se a constatar o óbvio.
O absurdo é tal que há quem nos queira fazer crer que Guterres não condenou o ataque do Hamas, quando o fez sem qualquer tipo de contemplação.
Eis o que disse Guterres:
É importante reconhecer também que os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo. O povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante. Viram as suas terras serem progressivamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência, a sua economia está asfixiada, a sua população deslocada e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer. Mas as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas, e esses terríveis ataques não podem justificar a punição colectiva do povo palestiniano.
Subscrevo cada palavra. E sinto orgulho na imensa coragem que demonstrou com esta declaração. Senti-me representado. Guterres bem. Muito bem.

Captura de ecrã da entrevista da Sky News ao ex-PM israelita.
Entrevistado pela Sky News, Naftali Bennett, o antigo primeiro-ministro de Israel que disse já ter “matado muitos árabes” e não ver “mal nenhum nisso”, predecessor daquele que sucedeu, do partido de extrema-direita New Right, passou-se. [Read more…]

Conhecendo Israel como qualquer político americano conhece, Joe Biden deixou um recado, após declarar total apoio à ofensiva.
Recordou que a guerra tem regras. Mesmo quando estamos muito zangados.
E não foi o único a dar ênfase ao direito internacional.
E porque o fez?
Porque Israel comete crimes de guerra há décadas, por questões menores, pese embora raramente se lhe aplique qualquer tipo de consequência.
Ter o tio Sam como padrinho tem as suas vantagens. [Read more…]

Israel decidiu retaliar contra a população civil de Gaza, como se décadas de opressão naquela prisão ao ar livre não fossem suficientes.
O ministro da defesa, Yoav Gallant, explicou como:
Ordenei um cerco total a Gaza. Corte de electricidade, de comida, de combustível e água. Estamos a lutar contra animais humanos e agimos em conformidade. (tradução livre)
Há quem celebre esta decisão. A mim parece-me algo que Putin faria à Ucrânia, se tivesse essa oportunidade.
O próprio Hitler, podendo fazer o mesmo aos judeus, não teria hesitado.
Não sei quanto a vós, mas eu não partilho valores com este governo de fascistas, que está disposto a matar crianças de fome e sede, para mostrar ao mundo o poderio da sua vingança.
Para um país com um dos exércitos tecnologicamente mais avançados do mundo, matar civis inocentes e destruir as suas casas, hospitais e escolas não é sempre um dano colateral. É, muitas vezes, uma escolha.
Uma escolha que não surpreende.
Surpreende, isso sim, haver quem condene – e bem – o terrorismo do Hamas, ao mesmo tempo que se recusa a condenar o terrorismo de Estado de Israel.
Até porque, convenhamos, massacrar as populações civis nunca foi um problema para os governantes israelitas.
E quem insiste em apoiar o apartheid israelita sabe disso. Em pouco ou nada se diferencia daqueles que apoiam os monstros do Hamas.

O mandado de captura internacional que o Tribunal Penal Internacional emitiu para a detenção de Vladimir Putin é uma parvoíce sem efeitos práticos.
Em primeiro lugar porque a Federação Russa nunca reconheceu autoridade ao TPI. Tal como os EUA ou a China. Grandes potencias nunca se submetem à vontade da maioria.
Nunca.
Aliás, durante a presidência Trump, o governo norte-americano ameaçou prender e sancionar juízes do TPI caso algum militar ou decisor dos EUA fosse acusado de crimes de guerra cometidos no Afeganistão. Crimes esses que, de facto, e tal como os russos, foram cometidos. [Read more…]

Jornalista da CNN faz “a pergunta que não quer calar”.
Com a idade, a memória vai esvanecendo, a verdade vem ao de cima e muitas vezes já estamos por tudo.
Não é? Que o diga George W. Bush neste discurso há uns dias. Até o próprio Bush andou estes anos todos incrédulo, por nunca ter sido julgado pelos crimes de guerra que cometeu.

Fotografias: MAYO
Algumas centenas de pessoas juntaram-se ontem no Rossio, em Lisboa, para condenar a ocupação de Israel na Palestina.
Os manifestantes lembraram também a ‘Nakba’, palavra árabe para ‘Catástrofe’, agora que passam 74 anos da criação do Estado de Israel, pondo assim em concretização o projecto sionista. Mais de 700.000 palestinianos foram forçados a deixar as suas casas e o seu país e a refugiarem-se, outros mantêm-se nos colonatos ilegais que Israel ergueu nos territórios palestinianos, onde sofrem atrocidades diárias. Hoje, estima-se que existam cerca de 7 milhões de refugiados palestinianos, uns alojados em campos de concentração, outros espalhados pelo mundo.
Na semana passada as forças armadas israelitas assassinaram a jornalista palestino-americana da Aljazeera, Shireen Abu Akleh, com um tiro na cabeça.
A manifestação contou com a presença de representantes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, associações e vários activistas da causa palestiniana, assim como a comunidade palestiniana em Lisboa.
#freepalestine
🇵🇸
Lisboa, 2022

Não é à toa que a narrativa dominante impõe um silêncio sobre o passado, rotulando de apoiante de Putin quem ousa falar nos antecedentes desta guerra. Não que eles justifiquem a agressão, que deve ser condenada e combatida por todos os meios e sem hesitações – e eu defendo, há vários anos, um embargo à Rússia, quando ainda muitos destes freedoms fighters da treta estendiam tapetes vermelhos aos oligarcas que continuam a voar para a Europa, apesar dos espaços aéreos fechados – mas a tentativa de reescrever a história que está em curso é ilustrativa do quão usado o povo ucraniano e o seu sofrimento estão a ser. Usados por gente que se está literalmente nas tintas para eles. Usado, aqui em Portugal, por muitos daqueles que os trataram como merda, quando aqui começaram a chegar há 20 anos, e os remeteram para as obras e para as limpezas, ignorando diplomas e elevados níveis de formação superior, com a arrogância xenófoba que se lhes conhece.
Sou pela autodeterminação dos ucranianos, pelo respeito pelo direito internacional e pelo isolamento total de Putin, que defendo desde 2014, sem “mas” nem meio “mas”. Também sou pela autodeterminação dos palestinianos, que estão a ser agredidos hoje, foram-no ontem e sê-lo-ão amanhã. Pela sua autodeterminação, pelo respeito pelo direito internacional, no que toca também (mas não só) ao cumprimento do plano de partilha da Palestina de 1947, que nunca foi respeitado por Israel, que continua a construir colonatos ilegais na Cisjordânia (hoje, não há não-sei-quantos anos), e pelo julgamento dos criminosos de guerra que, protegidos pelas potências ocidentais e pela nossa cobardia, continuam a espancar e a matar crianças, idosos, mulheres e homens que só querem ser livres. Como os ucranianos. Porque continuamos a negar aos palestinianos os mesmos direitos que hoje nos mobilizam pelos ucranianos? Simples: porque isso não serve a agenda de quem realmente manda nisto tudo. E, por isso, um palestiniano que luta contra um colonato ilegal na Cisjordânia é terrorista, e um ucraniano que luta contra a ocupação da sua cidade é um herói.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Chega aproveitou ranking manipulável para prometer limpar ‘gueto de Lisboa’.
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
O “eu não sou jurista” é sempre seguido de um “mas”.
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