O Milagre segundo S. Rogério

Antes de ter assistido ao milagre do sol:

Sejamos claros, abomino a política do PS para a Justiça e acho que José Sócrates é o principal responsável pelo descalabro (…). Entraram a matar, e de forma demagógica, com a questão das férias judiciais. O processo executivo continua uma lástima e as sentenças continuam a servir para emoldurar e colar na parede. A “nova lei do divórcio” é uma história da carochinha – um belo escape para encontros de contas conjugais com o único fito de fugir aos credores (…). O novo Código dos Contratos Públicos é um labirinto normativo, com rasgos de iliteracia, sem ponta por onde se lhe pegue. O sucessivo adiamento da entrada em vigor de novas leis (o regulamento das custas judiciais é um bom exemplo) é uma vergonha em qualquer Estado que se quer de Direito (…). Trabalho com três Códigos de Processo Civil ao mesmo tempo. Estive há dias numa conferência onde a oradora principal começou a prelecção com a frase: “até ontem à noite isto era assim, não cuidei de confirmar pela manhã”. Chega para ilustrar a diarreia legislativa. Em suma, tenho razões de sobra para abominar, sequer pensar, em votar PS nas legislativas que se aproximam – sendo a alternativa a que é, resta-me ir à praia nesse dia. Ou então votar PS, que do mal o menos (eu e o centrão, que não somos poucos).

Rogério da Costa Pereira, 11 de Abril de 2009

milagre-do-sol

Depois do milagre:

Em suma, este Governo mexeu mais na justiça, que ninguém elogiava, em quatro anos do que os anteriores Governos desde o fim da ditadura. Mexeu muito e onde era preciso mexer muito. Aqui e ali bem, acolá mal. Há que continuar a dar-lhe tempo para emendar o que fez mal.

Rogério da Costa Pereira versão SIMplex

O equilibrio do terror à portuguesa

Cinco arguidos no caso Freeport, cinco arguidos no caso BPN.

Isto está a melhorar a olhos vistos. Agora temos aí o caso “contentores de Alcântara” há muito conhecido como um indecente favor feito a amigos. Que se prolongue um contrato por vinte e sete anos sem concurso público e que, no caso de não se atingir o nível de actividade esperada, é o Estado a pagar, só lembraria ao governo PS.

Vou dizer aqui ao merceeiro do bairro que reinvindique esta clausula revolucionária. Não lhe compram os melões que esperava? E os tomates ? Não tem ? Então não culpe ninguem porque a clausula é prática corrente e é só pedir.

Mas na Vasco da Gama tambem é assim. Se não houver carros suficientes o Estado cá está. Para pagar. Palpita-me que é por isso que se fazem lá corridas de madrugada com uns aceleras, sempre contam para o tráfego.

E na ponte da Lezíria ? Como não passam lá carros não seria boa ideia aproveitar aquilo para as escolas de condução? Desimpediam o trânsito na cidade.

Agora atrás da linha que se puxa, vem o IPE e o seu universo de empresas. Se escavarem vai ser bonito.

Não há nada como quando as comadres se zangam, vem aí a verdade, ou pelo menos parte dela. Se “amandas” uma bojarda já sabes, levas com uma de volta, só que cá no burgo, o que “amandamos” são escândalos de favorecimento, negócios sujos e enriquecimento rápido e sem razões que se vejam.

Entretanto apareceu, novamente, o caso CTT  o que é “meio caminhao andado” para contrabalançar o caso do aterro da Cova da Beira.

Bem fazem o PCP e o BE em não quererem entrar no combate. O PS e o PSD vão deixar o campo cheio de despojos, depois é só fazer a limpeza. Quem não pia é o Portas, convencido que vai passar por entre os pingos de sangue. Deve ser por andar de submarino.

Isto é tudo muito triste mas a gente diverte-se à brava.

Freeport 5 – BPN 5

O Freeport a jogar em casa apresenta-se de vermelho mortiço, e cansado pelos últimas contendas. Nunca mais foi o mesmo depois da abada de 7 de Julho.                                              O BPN de equipamento alternativo, cinzento com umas dobras aqui e ali laranja. Tem vindo a ganhar confiança nos últimos tempos depois da vitória folgada sobre o adversário. O árbitro é o internacional PGR habituado a empates. Apita cada vez mais frequentemente e não deixa as equipas jogar. Quando uma das equipas ganha vantagem de imediato, o árbitro, arranja um livre perigoso junto da área. Penalties é que não há , mesmo quando são cometidos nas “barbas” das assistência.                                                                                                                               Ao intervalo o Freeport perdia por 3 a 0 mas o BPN não tem conseguido aguentar o ritmo de jogo. Depois de um golo óbvio e fácil, o segundo golo foi muito dificil de obter, com ressaltos e fintas esquesitas mas acabou por entrar. Estava o resultado em 3 a 2 quando num repente se chega a 5 a 5 com 3 golos nos últimos cinco minutos. Espera-se para esta última parte uma variação de resultado que tudo indica vai deixar o jogo ir para penalties .                                  Se formos para uma finalíssima é muito possível que se contrate um árbitro lá fora, o internacional Eurojust, que poderá ver, o seu principal elemento, ser renegado por uma das equipas ou mesmo por ambas!                                                                                                    O outro jogo épico prolonga-se há cinco anos, e o árbitro aguenta tudo e todos a ver se morre alguem para apitar para o final do desafio. Diz-se que esse resultado pode ter grande influência neste que se joga até às eleições de Setembro. Grandes jogos, com fintas de corpo, cotoveladas e perónios e tíbias partidas…

Gays dadores de sangue -processo de decisão

A abordagem a estas questões dos homossexuais coloca-se sempre em termos de discriminação. Esta é a forma mais simples de afastar argumentos, porque coloca de imediato os homossexuais na posição do “coitadinho que esta a ser discriminado”.

Depois adianta-se que um processo assente numa análise custo/benefício não passa de economicismo. E em vez de se aplicarem modelos estatísticos na tomada de decisão, vai “tudo para o molhe e fé em Deus”. Acresce que não há base nenhuma médico-cientifica nesta tomada de decisão quanto à maior ou menor probabilidade de transmissão. Não se afastam os homossexuais por serem mais promiscuos ou por terem maior incidência de doenças sexualmente transmíssiveis. Afastam-se porque se sabe que há um certo número de casos que podem ser evitados com um procedimento seguro, barato e não colocando em causa as necessidades de recolha.

Por isso os meus amigos e amigas, deveriam perceber pelas tomadas de posição que tenho em relação aos homossexuais que nada tenho contra os homossexuais, e que não vale a pena insistir com argumentos que não vêm à colação. Eu não me basiei em nenhum argumento que credibilize os argumentos com que me brindaram.

O que eu disse e repito, é que numa tomada de decisão (que tem regras, já agora, porque se não tivesse seria discriminatória) o mais seguro, mais fácil e mais barato é afastar “de principio” um grupo de pessoas que se sabe, com a certeza absoluta, que tem X casos positivos e que o seu número(do grupo afastado) não coloca em risco as necessidades de recolha de sangue.

Há outros grupos de pessoas que são afastadas “por principio” como sejam as que sofreram transfusões, padecem de certas doenças, tomam determinados medicamentos e as que têm menos de 18 anos e mais de 65 anos.

A aplicar estes principios aos 5/6 milhões de pessoas restantes(afastá-las de principio) desde logo se percebe que não restariam dadores, e por consequência, sangue!

É só uma razão estatística, sem juízos de valor, sem discriminação, sem preconceitos…

Coimbra é uma lição…*

O prédio estava há venda há anos e ninguem lhe pegava. O preço resulta da oferta e da procura no mercado e o prédio, “aquele prédio”, não tinha procura. O preço baixou e com isso encontrou procura, que procurou e comprou. Nessa tarde vendeu-o por um milhão de contos acima. Ganhou um milhão de contos!

Até aqui tudo bem. O mercado é assim, o problema é que há gente “pública” no processo e pode ter “evitado” a procura” e “incentivá-la” segundo os interesses privados. E parece que há comissões e “comilões” que estão descritos numa agenda de um tipo esperto que se lembrou de escrever algo de muito suspeito.

Gente do PSD e do PS, gestores públicos dos CTT e até o Presidente da Câmara aparece ao barulho. Muito dinheiro a saltar “vivo” em levantamentos e depósitos, com cheques de empreiteiros convertidos em notas.

Cá o pagode ouve e lê isto e percebe porque é que a Justiça está como está. Prescreve no silêncio dos gabinetes, arquiva no pó das gavetas…

Este processo saltou agora, vai ser usado contra o Freeport e contra as pressões de magistrados, numa tentativa de “equilíbrio do terror”. Mas eu já me estou “a cagar” que os senhores importantes descridibilizem a política.

Fumam? A gente leva-lhes lá o tabaco!

* em directo da Escócia.

Sugestão para laranjinhas espremidas no caso CTT

luis vilar

O processo do edifício dos Correios lá deu mais um passinho. Desta vez, e até por maioria de arguidos ou candidatos a tal, calha ao PSD a má fama, queixam-se alguns que à beira de eleições e tapando outras aventuras que doem mais para o lado do PS.

A verdade é que em Coimbra capital da corrupção estas coisas tocam quase sempre aos dois, PS e PSD.

Assim é injusto. Deixo um conselho aos aflitos: olhem melhor para Luís Vilar. Neste processo parece ser um homem perdido no meio de estranhos. Não é bem assim, Vilar não se perde. E até foi eleito para coordenar as eleições deste ano no distrito, embora quem o pronunciou (noutro processo) não tenha achado existir por causa disso risco de voltar a prevaricar:

O elenco da Comissão Técnica Eleitoral Distrital (CTED) de Coimbra do Partido Socialista, proposto por Luís Vilar à Comissão Política da Federação (CPF), obteve menos votos favoráveis do que a soma da adição dos boletins em branco e nulos e dos votos contra, disseram ao “Campeão” fontes partidárias. (…)
A indigitação de um arguido que aguarda julgamento – pronunciado pela presumível autoria de um crime de corrupção passiva, de três crimes conexos à corrupção e de um crime de financiamento partidário ilícito – tinha implicado a menos expressiva das quatro votações efectuadas na primeira reunião da nova CPF (39 sufrágios a favor, 16 contra, 13 brancos e um nulo).

Podem seguir mais pistas a partir do que escrevi quando o presidente da distrital de Coimbra do PS foi o único deputado a votar contra a lei do sigilo bancário.

E não têm nada que agradecer: mesmo que um dia vos amanheça aos quadradinhos, o sol quando nasce é para todos.

A Cruz do Vítor

Compreendo mal esta obstinação do Governador do Banco de Portugal de se considerar sem qualquer responsabilidade nos casos BCP, BPP e BPN.

Os resultados estão aí, e o BdP existe para que estes casos não aconteçam. Não vale a pena dizer que não cometeram erro nenhum, ou que tudo foi feito como mandam as boas práticas. Todos nós temos que ser avaliados pelos resultados, e os resultados são muito maus. O BdP existe, exactamente, para se antecipar a resultados destes.

Não colhe a argumentação de António Costa e do PS quando diz que a Comissão da AR , persegue o “polícia” e deixa em paz o “ladrão”. O que aconteceu é que o “ladrão” roubou os bancos com a “polícia” a ver. Ora o “polícia” é pago para evitar os roubos, pelos menos os que são efectuados à frente dos seus olhos. Se o BdP considera que não viu nada, então ainda é pior porque um “polícia” não pode ser cego.

O Dr. Constâncio quer dizer com a sua posição neste assunto que tem tanta responsabilidade quanto eu ? Alguem acredita nisso? Nem sequer vale a pena enumerar as razões . Desde logo pelos imensos meios que tem à sua disposição e que não soube utilizar com êxito.

E a questão volta à primeira forma. Perante os resultados ninguem é responsável ? E refiro-me aos resultados da Supervisão, que aos das Administrações dos bancos a Justiça trata (tratará?)

Esta irresponsabilidade de quem ocupa elevados cargos, muito bem remunerados, deixou de estar no “limbo” da vida dos portugas para passar a ser mais um “cruz ” assumida!

Valha-nos São Tomé (ver para crer)!

INSULTOS, BOMBINHAS, NOMES FEIOS E O MAIS QUE SE OUVIU

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COITADO DO SR SÓCRATES
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.Duzentos homens, estivadores do porto de Lisboa, bombas de carnaval, petardos, cartazes, palavras de ordem, nomes feios, insultos, tudo às portas do Parlamento. Chamaram-lhe manifestação. O porto de Lisboa está parado há quatro dias, e julgam os manifestantes que outros estivadores de outros portos, seguirão os exemplos dos da capital, e vão parar também.
O sr Pinto de Sousa, visado nesta manifestação e alvo da maior parte dos insultos, impropérios e nomes feios, diz não ter ligado muito à “voz deste povo”, porque este povo é mal-educado, e ele não terá pachorra para gente desta laia.
Continua a empalidecer a cor do ainda nosso Primeiro. Qualquer dia começa a desaparecer e ninguém o verá mais, depois de Outubro.

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Além de cega, a justiça não tem vergonha na cara

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Ele batia-lhe repetidamente. Foi assim durante anos. Ela, por qualquer motivo, medo, falta de coragem, dependência económica ou apenas amor, embora não se saiba que tipo de amor, não o deixou. Aguentou, sobreviveu assim durante anos, à espera de melhores dias, ou dos dias menos maus.

Um dia, há cerca de dois anos e três meses, no dia 2 de Março, ele – 47 anos de maus fígados -, regou-a com álcool e ateou-lhe fogo, utilizando um isqueiro. Aconteceu na casa que ambos partilhavam, em Barroselas, Viana do Castelo.

Ela sofreu queimaduras em 30 por cento. Resistiu até ao limite. Morreu dois meses depois.

Cerca de dois anos e três meses, o Tribunal Judicial de Viana do Castelo condenou-o a oito de prisão por homicídio da companheira. Os juízes não consideraram provada a intenção de matar. Condenaram-no por crime de ofensa à integridade física qualificada, agravada pelo resultado morte. A moldura penal varia entre quatro e 16 anos. Optaram pelos oito. Pelo meio deram como provado que ele a agredia de forma reiterada e continuada.

Confesso não saber o valor da vida para o colectivo de juízes. Talvez considerassem ser este o castigo mais adequado. Como se compreende, as mentes que julgaram este processo têm alguma dificuldade de interpretação do que é ou não intencional. Para eles, alguém que rega com álcool uma outra pessoa e lhe chega fogo não tem intenção de matar. Talvez magoar só um bocadinho. Talvez causar algum dano. Talvez castiga-la, vá se lá saber porque razão. Matar é que não.

Ainda e sempre as crianças. Quem responde pelos crimes?

A menina de Torres, a Esmeralda, estava feliz com a sua família. Os vizinhos, a professora, a própria menina, dizia-se feliz. Só havia um problema entre adultos. Aconteceu esta coisa inexplicável. A miúda andou em bolandas e tiraram-na da família , da sua casa, da sua vizinhança, da sua escola, dos seus amigos .
A miúda Russa, Alexandra, estava num ambiente conhecido, onde a sua vizinhança, os seus amigos , a sua familia a faziam feliz e onde poderia ser sempre ajudada. Não senhor, mandaram-na para um país distante, sem conhecerem o ambiente, as pessoas, a vizinhança. Interessaram-se pelo problema dos adultos não pelo interesse da criança.
As crianças de Pinhal Novo, tragicamente mortas num incêndio , numa casa miserável.
Entregues a uma família disfuncional, com cinco filhos e sem qualquer capacidade económica para os criar , a viverem na miséria. Conhecemos hoje as condições familiares, financeiras e de disfunção social a que as crianças estavam sujeitas.
Pergunto: alguem acha que as condições para as crianças serem felizes estavam reunidas?
Entregues a uma mãe com cinco filhos, com um companheiro que não é o pai das crianças, com familiares toxicodependentes, todos a viverem na miséria.
E, no entanto, as crianças acabaram vítimas inocentes destas condições!
Os serviços que referenciaram as crianças conheciam os pressupostos da sua decisão?
Se não, devem de imediato serem despedidas!
Se sim, devem de imediato serem accionadas em Tribunal!
Afinal quem é que responde por estes crimes sem nome?
Nuns casos retiram as crianças de ambientes estáveis e , no outro, entregam-nas a um ambiente completamente degradado ?

Nuno Cardoso e as consciências

NunoCardoso

Nuno Cardoso foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa por crime de prevaricação. Em 2001, quando presidente da Câmara do Porto, assinou um despacho perdoando uma coima ao Boavista por o clube ter começado uma obra de construção sem licença. Se assim foi, deve ser penalizado. A lei é para cumprir.

Em tribunal, Nuno Cardoso garantiu que não se recorda de ter assinado o documento. Estaria, talvez, distraído. Tão distraído quanto eu tenho andado, uma vez que não encontro muitas placas identificativas da realização de obras autorizadas em muitas construções em curso.

Diz o jornal Público que o juiz do tribunal de São João Novo aventou a existência de uma “teia” entre o poder autárquico e os clubes de futebol e apresentou a sanção como um exemplo contra o sentimento de impunidade que muitos cidadãos descrevem. “Que tudo isto sirva para um alerta de consciências”, afirmou o juiz. Acho bem que se alertem as consciências e que se acabe o sentimento de impunidade dos titulares de órgãos políticos.

Agora, uma pergunta: E se Nuno Cardoso ainda fosse presidente da Câmara do Porto? Também seria condenado para alertar consciências? Se não houvesse necessidade de alertar consciências, seria condenado?

Uma mãe em greve de fome

Que a criança tenha sido protegida estes dois anos no Refúgio Aboim Ascenção, enquanto as condições familiares se iam reunindo, parece ter sido uma boa medida. Compreende-se mal que reunidas essas condições a criança não seja devolvida à mãe e à família.
A mãe tinha na altura 13 anos, hoje tem 15 anos, deixou de estar referenciada pela Segurança Social. O pai da criança perfilhou o filho e vive com os pais que dizem nunca terem sido ouvidos pelos serviços. E tambem reclamam o bébé.
Inexplicavelmente, o entendimento é que é muito dificil que uma decisão destas de um Tribunal venha a ser revogada.
Mais uma vez o superior interesse da criança não é o o bjectivo final. Se a criança tem uma família com as condições suficientes e que dão garantias, não há que hesitar.
A criança deve voltar para o seio da sua família, devidamente enquadrada pelos serviços sociais.
Pese, embora, o extraordinário trabalho do Refúgio nada nem ninguem substitui, com vantagem, a família!

O «laptop» do terceiro mundo sob investigação

O Público noticia que a JP Sá Couto foi alvo de buscas, hoje, por parte da Polícia Judiciária.
Para os mais distraidos, sempre se dirá que a JP Sá Couto foi escolhida por José Sócrates, sem concurso público, para fabricar o famoso computador Magalhões, o «laptop» do terceiro mundo.
Agora, está a ser investigada por fraude fiscal. Nada de surpreendente para quem viu uma empresa, partindo do nada, chegar onde chegou (1308% de crescimento no último ano). Ao que parece, os crimes fiscais são anteriores ao Magalhães, o que ainda piora as coisas – porque torna inexplicável a sua escolha para o fabrico de tão importante produto, sobretudo quando o próprio João Paulo Sá Couto é arguido.

Chapéus há muitos

Os polícias não podem com o nosso Primeiro e ainda menos com essa luminária que dá pelo nome de Rui Pereira. Estou em crer que tudo tem a ver com conversa fiada em que os polícias embarcaram.
Dão tudo e mais alguma coisa, tudo não passa de uns cenários na RTP, montados a preceito e passados uns tempos não há nada para ninguem.
O que se passa no nosso país é tudo uma questão de credibilidade, respeito (falta dele) por quem nos governa, a noção que se não houver barulho e arruadas não há cacau.
Como é que se explica aos polícias que ganham 1 000 euros (não chega) que o Estado não pode pagar as fardas e os bonés? O mesmo Estado que paga milhões a uns senhores muito importantes mas que não supervisionam nada? E que paga duas e três reformas milionárias à mesma pessoa? E que uns meninos das Jotas têm como primeiro emprego um lugarzinho de assessor em acumulação com a advocacia privada num daqueles escritórios que fazem muitos e importantes relatórios para o mesmo Estado?
A injustiça social e o desiquilíbrio de oportunidades que caracterizam o nosso pais fazem recear o aumento generalizado deste tipo de manifestações, ao qual se junta o desemprego que não para de crescer!
Isto está mau e vai piorar ! Valha-nos a “governabilidade da maioria absoluta”!
Ah, e não esquecer que estes polícias mausões são quem bate em jovens assaltantes inocentes…

Onde está o dinheiro ?

O Ministro das Finanças, depois de duas tentativas falhadas de fugir aos depositantes do BPP, teve de dar respostas. E deu ! Uma delas é pasmosa!
Que os depositantes deveriam dirigir-se à Administração do BPP e pedir o seu dinheiro e não ao Ministro das Finanças! Correctíssimo!
Mas então onde está o dinheiro que o Estado, aos Milhões, lá meteu? Esse dinheiro que não serviu para pagar aos depositantes, foi parar onde? Às mãos de quem?
Não seria um acto de transparência democrática, o Sr Governador do Banco de Portugal, vir publicamente mostrar onde foi aplicado o dinheiro que o Estado injectou, quer no BPP, quer no BPN?
O dinheiro serviu para pagar aos grandes accionistas? Para pagar aos grandes depositantes? Para pagar aos grandes credores nacionais e internacionais?
Até quando o nosso dinheiro é utilizado sem nos darem uma explicação ?
Para os grandes credores dos bancos não são as Administrações que dão respostas , é o Estado e o nosso dinheiro?

Ainda a criança Russa

Conhecer o ambiente em que uma criança vive, aquilatar do seu bem estar, ouvir da própria menina o seu querer, tudo coisas que podem (podiam) ser feitas.
Falar com os seus pais adoptivos, com os vizinhos, os seus amigos, a sua escola, o seu professor. Tudo geograficamente perto, uma criança referenciada, técnicos do Estado que conheciam e falavam com a criança.
Como é que tudo isto é trocado por uma Rússia distante, por um país cuja língua a criança não fala, por uns pais que a deram para adopção, por um ambiente oposto ao que a criança conhecia , gostava e estava habituada?
Só se percebe uma decisão destas porque o superior interesse da criança não prevalece na Lei.
Nestes casos os adultos, pais biológicos e adoptivos, técnicos, segurança social, juízes só têm um direito.Ser chamados a encontrar entre si e defender o que é melhor para a criança. Não pode haver outros direitos.
Ninguem tem o direito de tirar uma criança do ambiente em que é feliz!
Com o caso da miúda de Torres vieram à superfície sentimentos e emoções absurdos. Pareciam claques de futebol, a tomar partido por uma das partes. Ora, nestes casos, só há uma parte.
A criança!

Comentário genial ao João Galamba

Na Jugular, diz o comentador Rui Lima:
«Diferença abissal entre o BPN e o Freeport:
BPN – dinheiro privado!
Freeport – dinheiro público!»
O João Galamba tem razão. Não há analogia possível!
PS: É preciso ler os textos “Vamos Brincar às Analogias” e ” BPN e Freeport, alegadamente diferentes”.

O BPN e o Freeport alegadamente diferentes

O João Galamba, na Jugular, recusa-se a comparar o caso BPN, que pertence à esfera de pessoas perto do PSD, com todos os casos que pertencem à esfera de pessoas que estão perto do PS!
Quanto ao caso Casa Pia, o nojo é de tal ordem que se recusa a fazer comentários!
Tem razã! O caso Casa Pia devia ter proporcionado uma limpeza geral em todos quantos se aproveitaram sexualmente das crianças. Há muitos socialistas que não se livram das suspeitas, mas não há provas concludentes e nenhum foi considerado culpado em tribunal.
No caso Freeport há arguidos e muitas suspeitas sustentadas por documentos, declarações e um DVD. Além disso, há provas de que foram cometidos delitos quanto ao ambiente e à ocupação de terrenos protegidos, tudo numa fase da governação final do governo socialista. Com facilidades inusitadas e a uma velocidade incomum.
Há, pois, crimes, só não sabemos se o Ministério Socialista do Ambiente na pessoa do actual Primeiro Ministro, recebeu ou não luvas.
A polícia Inglesa investiga e está convencida que sim!
Há crimes no concurso do Aterro da Cova da Beira, só não sabemos se o Ministério Socialista do Ambiente na pessoa do actual Primeiro-Ministro recebeu ou não luvas. Foi investigado!
Este caso até está em Tribunal e José Sócrates viu o seu processo arquivado. Foi chamado a testemunhar por escrito.
Afinal, qual é a diferença para o BPN? Dias Loureiro não foi constituído arguido, e ao que se sabe, ninguém conotado com o PSD.
A diferença é que nos casos socialistas (para usar a terminologia de Vital), estão envolvidos familiares do Primeiro-Ministro, amigos, um seu professor que tem currículo. Envolvido um Magistrado que é Presidente do Eurojust e que está sujeito a inquérito disciplinar por ter sido acusado, por colegas seus, de pressões para encerrar o caso Freeport!
Lopes da Mota, não esqueçamos, é militante socialista e já foi investigado no caso Fatinha de Felgueiras. Além disso, ocupa um lugar internacional pela mão de um partido socialista e a sua manutenção depende tambem do governo actual.
Os casos existem realmente todos, alegadamente é que estão todos sob suspeita!
O Dias Loureiro é que, com um bocado de vergonha na cara, pediu a renúncia do cargo sem prova nenhuma apresentada em Tribunal.
O João Galamba é capaz de ter razão. Não há aqui comparação possível!

Voto obrigatório ?

Lembro-me que há muitos anos o Prof Freitas do Amaral avançou com esta ideia. E lembro-me porque foi uma das viragens mais consistentes na orientação que passei a dar ao meu voto!
Em Freitas do Amaral nunca mais votei.E no CDS tambem não.
Agora Carlos César, lá da bruma que envolve a sua cabeça medíocre, vem com a mesma conversa. Sempre que percebem que o votante não está para os aturar a tentação é grande. Dentro de cada um de nós há um ditador, e os políticos têm uma tentação maior. E perigosa!
Como muitos já disseram, no dia em que o voto for obrigatório nunca mais voto. Não votar é uma manifestação de voto como as outras opções.De igual valor. Um homem um voto. Faço do meu voto o que bem entender.
Os cidadãos têm que estar conscientes que a tentação de lhes tirar a liberdade, nestas coisas que parecem pequenas, é o ínicio para tentações maiores.
Já temos aí o “chip” para os automóveis, uma medida gravíssima para a nossa privacidade!
Vou voltar a este negócio (para alguns) de nos querem tirar a privacidade!

PS – Campanha negra

Lembram-se das sessões quinzenais na AR com o governo? Quando alguma pergunta aflorava, de mansinho, o caso Freeport, gritava o nosso primeiro. “O sr. deputado quer é falar no caso Freeport, não tem coragem, ou não sabe mais e quer atacar-me no caso Freeport!”
Havia como que uma “indulgência táctica” para não se falar do caso em plena AR. Que não há condenação em Tribunal, que são suspeitas malévolas, enfim, trata-se de uma campanha negra!
Mas as sondagens dizem que o PS está malzinho, pode mesmo perder as eleições europeias do próximo dia 7, e isso muda tudo.
Sócrates, Lopes da Mota? Nenhum se demitiu, prova que não se sentem culpados. Mas o Dias Loureiro e aquele “bando” do BPN, há dúvidas?
E agora já não são precisas condenações em tribunal para nada, “roubalheira” é o mínimo, grita o prof. Dr.de Coimbra, a fazer de conta que o assunto diz respeito à UE, esquecendo-se do Eurojust, esse sim, bem europeu!
Pois é, continuamos em plena campanha negra…

Marinho Pinto – até que a voz lhe doa

” Fui eleito com um programa sufragado pela classe.Os meus críticos, que perderam, querem a todo o custo, que o meu programa não seja levado à prática.”
Esta frase pôs KO todos os críticos. Foi certeira como um soco do Tyson.
De um lado “os descamisados” do outro os “grandes gabinetes”. “Os três maiores gabinetes de advogados deviam ser sempre convidados pelo Estado!” Ao menos o Miguel Júdice diz ao que vem. A luta perdida pelos grandes escritórios na eleição do bastonário trava-se agora dentro da Ordem.
É uma boa imagem do país que temos. Corporativo, preso aos interesses de meia dúzia que há muito controlam o Estado e a Alta Administração Pública. Os grandes escritórios representados em todos os governos por um ou mais do que um dos seus elementos, estão lá por si mesmos e pelos seus clientes, eles tambem os grandes beneficiários das grandes obras públicas e dos negócios feitos à sombra do Estado!
A luta de desgaste vai continuar.O bastonário já se queixou que a sua família anda a ser investigada.
Que fale até que a voz lhe doa, mesmo que aqui e ali desafine.Mas ele é só bastonário, não tem que ser perfeito !

A Criança Russa e a Justiça cega

Nos casos de crianças em que se coloca a questão de opção entre “os pais adoptivos” e “os pais naturais” há uma faceta muito comum.Os Tribunais perante uma criança em ambiente afectivo estável decidem pela saída da criança desse ambiente !
Claro que há outras questões a ponderar mas o bem da criança deve prevalecer. Se está num ambiente afectivo, onde é feliz, o Tribunal e as partes interessadas têm que encontrar soluções sem estragar o que há de bom! O ambiente onde a criança se sente feliz!
Nestes casos, só existe o Direito da criança, não existem direitos de pessoas que ainda por cima dizem que querem o bem da criança. Se amam a criança a primeira prova, disso mesmo, é encontrarem soluções que defendam o que há de mais importante para a criança. O lar onde vive, a sua escola, os seus amigos, o seu bairro.
É incompreensível, que um Juiz (que pode observar “in loco” o bem estar ou o mal estar da criança ) tome uma decisão que, no mínimo, é de risco e diria “ás cegas” ! Conhece, o juiz, o ambiente para onde foi esta criança Russa? As pessoas com quem foi viver ? O que leva um juiz a trocar o conhecido pelo desconhecido?
A Justiça deve ser cega mas não os senhores Juízes a quem cabe tomar decisões que vão determinar a vida de uma criança para sempre!

Freeport – não bate certo!

O Ricardo, ontem, colocou aqui um poste dando-nos conta que há mais um arguido no caso Freeport. Agora o arquitecto Capinha Lopes. O que dá já três arguidos no caso!
Mas há aqui alguma coisa que não bate certo. Se o arquitecto tinha boas relações com o então Ministério do Ambiente, só estava a fazer o seu trabalho, ganhar concursos, e abrir caminho para que os seus projectos andassem bem e depressa! Se ganhava concursos e metia cunhas e dinheiro com batota não a podia fazer sozinho, alguem do Ministério seria conivente!
Os senhores da Smith and Pedro, idem, aspas! São privados, faziam o que podiam para que o projecto avançasse. Se usavam batota é porque alguém lá de dentro do Ministério deixava, permitia, era conivente!
Ora, a verdade é que arguidos do Ministério, nem um! Como é que pode haver arguidos de fora do ministério e não haver arguidos de dentro? Se sem culpados de dentro não pode haver culpados de fora?
É dificil apontar pessoas de dentro do Ministério? Se há arguidos de fora do Ministério, de dentro, só podem ser as pessoas que concretizaram as acções tendentes a facilitar e favorecer o Freeport! As mesmas acções que levaram o Ministério Público a constituir arguidos, de fora!
Quem deu os pareceres técnicos, quem propôs, quem decidiu?
Há aqui alguma coisa que me escapa!

O Arcebispo pedófilo

Afinal, não há mal nenhum no tratamento do título se levarmos em conta o que o senhor Arcebispo pensa da pedófilia.
Trata-se de um pequeno desvio de comportamento muito menos grave do que tratar uma mulher de uma gravidez indesejada. É o que diz o senhor Arcebispo.
O que é perigoso neste racíocinio do religioso, é que está a “benzer” o comportamento de sacerdotes que abusam sexualmente de crianças ! Relativiza a pedófilia para branquear um comportamento frequente entre o clero, ao mesmo tempo que o aborto ( que o clero nunca vai poder fazer ) é remetido para a classe dos “pecados mortais” !
Chama-se a isto, “ser juiz em causa própria”!
A mesma Igreja que rejeita a homossexualidade como “comportamento desviante” por não estar de acordo com os “ditames da natureza” é a mesma que “benze” o abuso sexual de crianças.Abuso este que na maior parte das vezes além de pedófilo é de natureza homossexual!
Há muito que a minha formação católica me obrigou a optar entre a hierarquia da Igreja e imensa multidão de pessoas que procuram Cristo!
Eu encontrei Cristo e não quero perde-Lo por causa da hierarquia da Igreja católica!

10.2 milhões de Euros em 6 meses

Um gestor encontra um accionista de uma empresa em má situação. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros por seis meses de trabalho para lhe salvar a empresa. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a empresa ? E se não salvar?
Um advogado encontra um corrupto que está a contas com a polícia. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para o livrar da prisão. É legal, legítimo, ético mesmo que o livre? E se não livrar ?
Um médico encontra um doente que só ele pode salvar. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para lhe salvar a vida. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a vida? E se não salvar?
Afinal o que é que determina o “valor” da acção profissional? O haver mais ou menos dinheiro? Ou ter sucesso? Mas no caso do BPN não houve resultados de sucesso! E não há dinheiro ! A que são devidos os dez milhões e duzentos mil euros?
Nós, os contribuintes que temos lá o nosso dinheiro pela mão do governo, precisamos que nos expliquem, como se fossemos todos muito burros!

O caso Mesquita Machado

Saldanha Sanches em “opinião” no Expresso levanta novamente a questão do património acumulado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.
No seguimento de uma investigação do Ministério Público, entretanto cessado o segredo de justiça, ficamos a saber que o autarca acumulou, bem como a sua família, um vasto património não condizente com o rendimento auferido como autarca.
Esperava-se que a Administração Fiscal inicia-se por sua vez, um inquérito para saber se aqueles rendimentos, que deram origem áquele património, tiveram ao não o devido tratamento para efeitos fiscais.
Diz o conhecido fiscalista que o próprio Mesquita Machado terá todo o interesse em que tudo venha a público para que não restem dúvidas quanto à bondade da origem de tal património.
O autarca anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Braga, e porque o segredo fiscal pode ser ou não sujeito aos poderes discricionários da Administração Pública, é de admitir que o autarca possa concorrer às eleições sem estar livre da suspeita de não ter cumprido os seus deveres de contribuinte.
Não é isto razão mais que suficiente para ser impedido de concorrer em eleições que se querem livres e democráticas?
E se for eleito, temos a garantia que o inquérito seguirá os seus trâmites e que poderá ser demitido por ter incumprido?
Bom seria que MM viesse de vontade própria explicar toda esta situação!
Um bom começo para um país melhor, seria a intransigência da sociedade civil para todos estes casos de suspeitas que pairam sobre boa parte da classe política , exigindo o esclarecimento cabal de todos os casos. Infelizmente, morre tudo na partidarite aguda como se constacta na posição dos partidos conforme são ou não dos “nossos” !

O Banco de Portugal tem que se explicar

O Banco de Portugal custa muito dinheiro a todos nós! É um corpo de técnicos muito bem pago, muito boa gente ostenta graduações académicas e profissionais de elevado nível, não podemos aceitar que não façam o seu trabalho.
O que é que está mal no banco de Portugal?
Foi transformado num monumental Gabinete de Estudos com prejuízo da sua vertente de supervisão? As pessoas com mais responsabilidade estão nomeadas para comissões, grupos de estudo e vida académica, fora do Banco, tirando-lhes a necessária concentração nos assuntos mais importantes? É pura incompetência e desleixo? É tudo junto?
Seja o que for nada pode ficar sem que se tirem as devidas consequências!
Os actuais responsáveis têm que se demitir, há que rever o seu quadro de pessoal e as prateleiras doiradas que por lá pululam, há que foculizar no que verdadeiramente interessa à Banca e à Economia do país!
Não pode continuar a ser a caixa de ressonância do governo e das instituições financeiras internacionais.Vir fixar índices económicos já depois de todo o mundo divulgar os seus, não serve para nada. O governo faz o Orçamento geral do Estado prevendo um crescimento de PIB de 0.8 e três meses depois vem o Banco de Portugal dizer que afinal é de 3.4 negativo!
Com Portugal no quadro da UE esta vertente de Gabinete de Estudos, há muito que se diluiu e perdeu importância porque as instituições financeiras da UE estão em muito melhor posição para fazer previsões.
O Banco de Portugal tem que deixar de ser um “depósito” de sábios
para passar a ser um supervisor competente e credível!
A primeira decisão a tomar é diminuir os seus custos de pessoal, deixar de ser um “armazém” de gente muito importante que faz mil e uma
coisas todas mal, como se vê , e focar os seus meios no que é verdadeiramente importante para a banca nacional e para a economia!
Estou farto de pagar a génios que não fazem o seu trabalho diligentemente!

Após Dias Loureiro – e agora ?

Este caso e a renúncia de Dias Loureiro vem mostrar que em política não basta ser sério. É preciso parece-lo !
Um político não pode, sem elevados prejuídos dos orgãos do Estado a que pertence, estar sujeito a suspeitas repetidas. A credibilidade do Estado é demasiado valiosa para que se possa esperar pelo juízo de um Tribunal que, em Portugal, pode levar anos. Demasiados anos!
Dias Loureiro devia ter saído pelo seu pé, sem ser empurrado, sem ter envolvido o Conselho de Estado e o Presidente da República num caso que não favorece ninguem, seja qual for a conclusão judicial.
O mesmo se passa com José Sócrates. Nunca tomei uma posição quanto ás eventuais culpas do Primeiro Ministro, mas não podemos fazer de conta que não há repetidas suspeitas sobre pessoas muito chegadas e sobre ele próprio.
Lopes da Mota é outro caso em que só a partidarite aguda é que não vê que a sua posição no Eurojust é insustentável ! É escusado estar aqui a repetir as razões que obrigam Lopes da Mota a ter que renunciar. Esperemos que não sejam os seus colegas da UE que o obriguem a uma decisão que o próprio deve tomar sem perda de tempo!
Após a renúncia de Dias Loureiro já não colhem as razões apresentadas por quem não quer ver que um país não pode estar suspenso de uma eventual decisão de um Tribunal. A sociedade civil sabe distinguir entre um caso sem substância e repetidos casos interligados, onde aparecem um grupo de pessoas que em dada altura das suas vidas cruzaram os seus caminhos. O carácter de uma político é escrutinado pelos cidadãos.
Á Justiça cabe decidir sobre eventual culpa!
Coisas bem distintas como a renúncia recente bem mostrou!

O CÚMULO!

VALE E AZEVEDO, OITO ANOS, TANTO TEMPO
VALE E AZEVEDO
Ainda lhe faltam oito anos para cumprir, dos onze a que foi condenado, mas para já ainda está em Londres, a gozar de boa vida.
Vale e Azevedo não aprendeu nada com a vida que levou em Portugal (ou aprendeu, refinando as suas aptidões), com as dívidas que deixou, com as malandrices e pulhices que fez, com as aldrabices que praticou. Foi condenado, foi preso, e depois rumou ao estrangeiro. Lá cometeu as mesmas coisas. Criou dívidas, aldrabou, mentiu e viveu uma vida de luxo. Viveu e vive, já que, não podendo sair do Reino Unido, tendo o passaporte apresado, sendo obrigado a presentar-se às autoridades do bairro onde vive assiduamente, e tendo sido obrigado a sair da mansão em que vivia por não pagar a renda que lhe era devida, está alojado, há já alguns meses, num hotel de luxo nos arredores de Londres.
Por cá, foi condenado. Por lá, vive à grande e à francesa. Por cá a justiça parece ter funcionado menos mal. Por lá o homem vive descansado. Por cá ser ou não ser condenado é a mesma coisa. Por lá, será extraditado um dia, ou talvez não.
Adorado por muitos neste nosso País (convém reparar na fotografia), este salafrário, enganou meio mundo e continua a viver como quer e lhe apetece, numa vida faustosa.
Ser condenado a viver assim como Vale e Azevedo vive, faz apetecer ser criminoso como ele. A ser assim, a corrupção passa a valer a pena (de qualquer forma e pelo que se sabe, sempre valeu).

BPN – os despojos cavaquistas

Esta ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República é, a todos os títulos, um virar de paisagem, na sociedade portuguesa. Queremos saber como é que se monta um Grupo Económico de sucesso neste país avesso ao trabalho, ao rigor e ao mérito? Queremos perceber como é que ex-governantes se tornam multimilionários numa década?
Tudo começa no imenso poder que certas funções atribuiem quando se chega a um Estado que está em toda a parte. Directamente, indirectamente, com mais ou menos “goldenshares” o Estado controla a riqueza, os seus braços sem fim podem fazer ou desfazer negócios, atrofiar o que não lhe interessa com leis à medida, ou tudo facilitar com leis a pedido.
Descarregar sobre os negócios montes de dinheiro sem cuidar do seu “melhor regresso”. Entrar em bancos e “enfiar” milhões e milhões, investimentos de outros tantos milhões, tudo dirigido aos grupos de pressão que há muito controlam o Estado e a alta administração pública!
Tudo terá começado com a resolução de processos de dívidas fiscais de milhões em que eram devedores alguns dos futuros accionistas do banco.
Processos que prescrevem, leis aplicadas e criadas à justa, perdão de dívidas, facilidades de pagamento, tudo serviu para se criar a “massa crítica” que se converteu nas bases de um grupo que a ambição e a ganância sem freio, fez ruir com estrondo.
Do lado do Estado estavam ministros como Dias Loureiro e secretários de Estado como Oliveira e Costa ! Estes os mais visíveis.Outros haverá mais prudentes com menor participação.É caso para dizer que se tratam de “imparidades”!