Coimbra é uma lição…*

O prédio estava há venda há anos e ninguem lhe pegava. O preço resulta da oferta e da procura no mercado e o prédio, “aquele prédio”, não tinha procura. O preço baixou e com isso encontrou procura, que procurou e comprou. Nessa tarde vendeu-o por um milhão de contos acima. Ganhou um milhão de contos!

Até aqui tudo bem. O mercado é assim, o problema é que há gente “pública” no processo e pode ter “evitado” a procura” e “incentivá-la” segundo os interesses privados. E parece que há comissões e “comilões” que estão descritos numa agenda de um tipo esperto que se lembrou de escrever algo de muito suspeito.

Gente do PSD e do PS, gestores públicos dos CTT e até o Presidente da Câmara aparece ao barulho. Muito dinheiro a saltar “vivo” em levantamentos e depósitos, com cheques de empreiteiros convertidos em notas.

Cá o pagode ouve e lê isto e percebe porque é que a Justiça está como está. Prescreve no silêncio dos gabinetes, arquiva no pó das gavetas…

Este processo saltou agora, vai ser usado contra o Freeport e contra as pressões de magistrados, numa tentativa de “equilíbrio do terror”. Mas eu já me estou “a cagar” que os senhores importantes descridibilizem a política.

Fumam? A gente leva-lhes lá o tabaco!

* em directo da Escócia.