Futebol é outra coisa

bolaPenso que nunca escrevi sobre futebol, mas já tenho escrito, várias vezes, sobre a futebolândia e sobre o futebolês. Mesmo sabendo que se trata de um negócio, com todas as sarjetas que isso implica, e mesmo torcendo pelo meu clube, não há milagres: quem joga melhor ganha mais vezes e quem joga melhor mais vezes ganha campeonatos.

Este ano, duas equipas jogaram o suficiente para serem campeãs. Uma delas foi um centímetro mais consistente e mereceu o primeiro lugar. Viva o Futebol Clube do Porto!

Entretanto, para lá do futebol, são raros os que conseguem manter a grandeza ou o desportivismo . Há muitos candidatos à descida de divisão. Embora ficasse melhor a Jorge Jesus dar os parabéns ao campeão, a verdade é que Vítor Pereira, sempre que esteve atrás do Benfica, teve declarações infelizes, pelo que estão bem um para o outro. Foi assim o ano passado e voltará a ser para o ano, bastando trocar nomes e cores.

O adepto futebolês, tal como qualquer treinador, jogador ou dirigente, é diferente dessa raridade que é o amante do futebol. Os primeiros são meros coleccionadores de casos de arbitragem e, no fundo, detestam desporto, especialmente o futebol. Não deixam de ser, evidentemente, exemplares que têm tanto de cómico como de assustador, conforme as circunstâncias. [Read more…]

Todos Ralham

… em casa onde não há títulos. E ninguém tem razão.

Se o Papa diz

Pinto da Costa: “Jesus merece a Liga Europa.”

Fraquinho, fraquinho, fraquinho

Pois, “fraquinho, fraquinho, fraquinho“, como “sujinho, sujinho, sujinho” ou “limpinho, limpinho“. Exactamente.

Molho Kelvin e o Holligan Mexia

O Futebol joga-se até ao último segundo, conforme demonstrou ontem o puto Kelvin com aquele rasgo dos excepcionais. Depois há pançudos, como António Mexia, com direito a clube e a defender cores, mas sem direito a rebaixamento dos adversários pelo argumento económico e motivacional da escala. Entre outras aselhices extraterrestres, esse holliganismo foi de mais. Se a escala do Sport Lisboa e Benfica, em Portugal e no Mundo, inspira respeito, não é ela que ganha títulos ou milagreará o nosso PIB. Jamais será.

Apesar de felicíssimo com o meu FC Porto, não deixo de sentir uma enorme compaixão pelo treinador Jorge Jesus, não pena, mas compaixão: é ele, não vejo mais ninguém, que tem feito do Sport Lisboa e Benfica gente na Europa, capital delicado e fácil de deitar a perder se o Orelhas Loucas não fizer Orelhas Moucas aos que mudam de opinião consoante os resultados.

Notícia de última hora!

O campeonato ainda não acabou. Apesar do percalço, nós (sim, nós) acreditamos.

Jesus no Calvário

agora que ajoelhou vai ter de rezar.

Campeonato de futebol

porto benfica

Vítor Pereira e Jorge Jesus. Fotografia: Paulo Esteves/ASF. DR.

Jorge Jesus

Na Faculdade.

O inefável Jorge

O inefável Jorge, o grande pedagogo, não pára de nos surpreender com a luz da suprema exegese, essa procura incessante e superlativa do verdadeiro sentido das palavras. Maxime, a sua interpretação decretória.

Valendo-se de uma hermenêutica inextricável, que, por definição, tanto pode ser o que não se pode separar, o que não se pode distinguir, o que não se pode desemaranhar ou ainda o que não se pode solucionar ou esclarecer, porque enredado, o mestre supremo da táctica, comentando o erro de Artur contra o FC Porto, declarou, irrevogável: [Read more…]

Passos Coelho recebe lições de Jorge Jesus

Passos Coelho tem revelado uma inusitada capacidade de usar a gíria e o calão, o que tem espantado os observadores políticos. O Aventar revela, hoje, o segredo: o chefe do governo tem andando a receber lições de Jorge Jesus.

Tudo começou com a célebre frase “Ainda não é a altura de ir ao pote”, passando pela escolha do adjectivo “piegas”, tendo atingido o auge com “As eleições que se lixem”. Fontes próximas do gabinete do primeiro-ministro declararam que, nos comentários à execução orçamental, Passos Coelho irá afirmar “Tivemos munta fortes.” Entretanto, irá aprender a mastigar pastilha elástica com a boca aberta, durante os debates na Assembleia da República, enquanto grita instruções para o grupo parlamentar.

 

Vítor Pereira acredita em Jesus

Vítor Pereira: “Hei-de dar a este clube muitos mais títulos”

Desta vez o relógio de Jesus estava acertado

 Uma das propostas que têm em cima da mesa é que estrangeiros só internacionais, mas Portugal não tem capacidade financeira para os contratar. O campeonato em Portugal é competitivo porque somos formadores de jogadores, de portugueses e de estrangeiros. Quando falam de restringir estrangeiros têm de saber o que estão a dizer

disse, e muito bem. Na indústria futebolística somos dos melhores do mundo a treinar e formar jogadores. Internacionais são caros e logo dão menos lucro quando se exportam, defender o jogador português é outra conversa.

Por acaso gostava de saber como anda o balanço do import-export financeiro ligado ao negócio da bola, desconfio que é das poucas coisas que tem dado lucro. Quem ficou sem mar, terra e indústria, que se dedique ao que sobra, e onde é muito competitivo e está bem organizado.

Sondagem dá empate técnico PS/PSD

A TSF divulgou uma sondagem da Marktest onde o bloco central, ou  melhor dizendo o próximo governo,  aparece empatado.

Não querendo dar demasiada importância a sondagens nesta altura do campeonato, fica mesmo assim desvendado o que há de comum entre Pedro Passos Coelho e Jorge Jesus.

Jesus agride um jogador do Nacional

Desta vez foi antes do túnel. Desta vez as televisões filmaram. Desta vez não há Ricardo Costa, embora haja outra vez Rui Costa.

Jorge Jesus não tem personalidade para treinar uma equipa de futebol do 1º escalão.  Porque esta agressão é antes de mais uma agressão ao Benfica, que por muito que me custe admiti-lo está muitos furos acima de personagens deste calibre. Ser treinador de uma equipa de futebol não é só saber de tácticas, é também saber estar numa indústria de entretenimento. Seguir o exemplo de Scolari não foi exactamente uma ideia brilhante. Esperemos pelas consequências.

Roberto, o culpado de todos os males

Uma parte significativa dos benfiquistas e da comunicação social afecta ao clube já decidiu apontar todas as responsabilidades pelo miserável arranque de temporada da equipa de Jorge Jesus. O culpado é Roberto. O guarda-redes dos oito milhões não serve para tão brilhantes dez colegas em campo. Eles são os mestres da relva, o espanhol é a erva daninha. É mais fácil assim.

roberto_benfica

Seria muito mais complicado explicar aos adeptos que a equipa da Luz está apagada porque há muitos jogadores abaixo de forma, um ou outro que parece estar a jogar contrariado, um outro que julga ser o super-homem e quer estar em todo o lado e sendo defesa quer driblar como os médios e um treinador que parece não ter definido ainda o rumo de uma equipa que até nem sofreu rupturas significativas.

Como é muito mais difícil explicar isto tudo, torna-se mais simples culpar apenas um elemento. Roberto, diga-se, colocou-se a jeito. Começou mal, deu ‘frangos’ e cometeu erros que complicam a tarefa de treinador e dirigentes em explicar porque é que vale oito milhões. Ao querer defender o menino, Jesus só desajudou. Em vez de o reservar por uns dias, insistiu. Correu mal.

Não tarda e Roberto vai parar ao banco, será reserva ou será dispensado. Roberto tem culpa, claro, mas é a mesma culpa que deve ser distribuída pelos colegas e técnicos. Em jogos de equipa não há um só responsável. Pelas vitórias e pelas derrotas.