13 de Março de 2014, céu geralmente limpo

José Xavier Ezequiel

Que dia emocionante. Em Lisboa, baixa-se a bandeira a meia-haste pela morte do ex-cardeal. Francisco comemora um ano do papado mais ‘refreshing’ dos últimos séculos. O emplastro de Belém veta outra lei que implica directamente com as ‘suas despesas’. Há novas e excitantes imagens de bombardeamentos aéreos na Síria, de banhos turcos em Istambul e de ‘manifestações fascistas’ na Venezuela. Prosseguem, a bom ritmo, a batalha naval na Crimeia e o mistério do avião desaparecido em plena Ásia. A greve da CP, segundo fonte sindical, tem 85% de adesão. E Portugal acorda da ressaca do lançamento desse monumental saco de gatos que se chamou Manifesto dos 70.

Chega a dar-me ganas de me socorrer da Bíblia. Mas não me vem nenhuma citação jeitosa à memória. Fica para a próxima.

Radicais instigações à agitação social

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A conceituada revista The Economist está a passar das marcas. Depois de considerar o Uruguai do perigoso José “Pepe” Mujica como país do ano, eis que surge um estudo que dá conta da entrada de Portugal (em conjunto com o Chipre e a vizinha Espanha) no grupo dos países com “elevado” risco de agitação social em 2014 – o quarto patamar em cinco possíveis.

É interessante perceber que integramos um grupo que conta também com as presenças de democracias tão distintas como o Haiti, a Etiópia ou o Paquistão. Mais interessante ainda é ver que a Portugal é atribuído um risco superior ao de países como o Ruanda, o Uganda, a Eritreia ou, imaginem, Angola. Toma lá um editorial para o edição de amanhã Jornal de Angola!

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D. Manuel (In)Clemente e o Papa Francisco

Tenho-o dito e escrito amiudadas vezes: sou agnóstico. Esta opção, a meu ver, não impede a observação e juízo das realidades e comportamentos dos homens da ICAR; e ainda menos nega o direito à expressão da opinião a respeito daquilo que altos responsáveis da igreja, do Papa Francisco ao reaccionário cardeal patriarca, afirmem publicamente. Sobretudo, quando as matérias entendidas como capítulos de teorias eclesiásticas e à vida concreta de milhões que, por esse mundo fora, são dizimados por poderosos – homens dos sectores políticos, económicos, sociais, das nomenclaturas clericais e outras.

Do ‘Diário Económico’, e não é por mero acaso que jornais que tratam e dissecam negócios se intrometem na questão, retirei a seguinte pergunta e resposta de D. Manuel Clemente:

Pergunta do jornalista:

O Papa Francisco tem sido anunciado como uma lufada de ar fresco pela sua proximidade, ao contrário do Papa Bento XVI. Podem criar-se falsas esperanças de uma abertura da Igreja, que depois não se concretizam? Se quiser, um efeito Obama: quando chegou, pensou-se que mudaria tudo nos EUA e já vimos que isso não acontecerá. O Papa Francisco pode ficar marcado por um efeito Obama?

Resposta do cardeal patriarca, Clemente:

Isso é inevitável. Quando lançamos uma proposta, criamos sempre o risco de alimentar expectativas que depois não se realizam. Não é por causa disso que nós não devemos propor. O Papa Francisco achou que devia fazer uma consulta – que é a palavra que ele utiliza – aos cristãos em geral acerca da temática do próximo sínodo. Ele acha isso importante, portanto, é expectável que as pessoas pensem que será quase como um recomeço da Igreja. Mas não vai ser. Quem avança levanta uma certa poeira, que depois assenta e continua a estrada.

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Obama, Draghi e a pobreza explosiva na Europa

Exclusão de Pobreza e Exclusão Social (% da população total, 2012)

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Tenho criticado o presidente Obama. A meu ver, relativamente a determinadas expectativas – acção decidida e exemplar contra os ‘paraísos fiscais’, por exemplo – o presidente norte-americano revelou-se mais do que ineficiente. Errou, ao integrar no governo Timothy Geithner (2009-2013), ex-CEO da poderosa e sinistra Goldman Sachs, e outras figuras hediondas que causaram a gravíssima crise financeira e social de dimensão global. [Read more…]

Papa Francisco e a economia mortífera

Sou agnóstico, opção, a meu ver, não impeditiva de manifestar apoio e concordância a posições políticas de religiosos – o Papa Francisco, no caso.

Nada me estorva, pois, na adesão às ideias de contestação do doloroso e injusto mundo em que vivemos, independentemente do credo ou doutrinas de quem as defende. Distancio-me de opiniões em outras matérias ditas ‘fracturantes’ – aborto, por exemplo – embora reconheça haver progressos em relação a antecessores.

Subscrevo, na íntegra, as críticas do Papa, expressas aqui, ao modelo económico universalmente dominante; críticas essas sintetizadas no 1.º parágrafo de notícia no ‘Público’:

 O Papa Francisco atacou o capitalismo sem limites como “uma nova tirania” e advertiu que a desigualdade e a exclusão social “geram violência” no mundo e podem provocar “uma explosão”, na sua primeira exortação apostólica, divulgada nesta terça-feira pelo Vaticano.

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Ó dúvida cruel

A “Presidenta” do Brasil irá tratar o Francisco por “Papo”?

Roubado ao João Roque Dias

Do ‘Último Tango em Paris’ ao ‘Último Concerto no Vaticano’

A música, como outras artes, tem momentos efémeros e decora argumentos de contos, filmes ou mesmo de eventos socialmente relevantes. Representa um cenário sonoro de diversificadas narrativas, diria José Sócrates.

Todavia, à efemeridade do espectáculo junta-se, às vezes, a condição de última execução de determinada exibição musical. Sirvo-me de dois exemplos: o ‘Ultimo Tango em Paris’ e o ‘Último Concerto no Vaticano’.

“Último Tango em Paris”

A película de Bertolucci é um drama erótico franco-italiano, em que Marlon Brando e Maria Schneider foram estrelas. A censura salazarista proibiu a exibição em cinemas portugueses. Assisti, no pós-25 de Abril, ao filme no S. Jorge na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Trabalhava, então, na referida artéria, diante daquela sala. O corrupio, na altura, era enorme. De depravados, acusavam os mais conservadores.

“Último Concerto no Vaticano”

No caso deste concerto, o argumento nuclear é constituído pela ausência do convidado de honra do evento, Papa Francisco, como a fotografia o demonstra:

Papa FranciscoCadeira vazia do Papa Francisco

O alto clero do Vaticano, outros prelados eminentes e uma vasta plateia de distintos crentes aristocráticos foram esclarecidos da ausência do Papa Francisco por um arcebispo, com a justificação:

um compromisso urgente que não podia ser adiado

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O Papa Exorcista

Está descoberta a suprema missão que levou o novo Papa ao Vaticano: o exorcismo. As bruxas que voam em vassouras serão o alvo seguinte.

O Papa Francisco

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No secular Subte de Buenos Aires.

Passos Coelho é maluco!

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É a opinião do Papa Francisco e o fotógrafo estava lá.

Boa, Chico

Papa expulsa Bernard Law de S. Maria Maior.