diz o Primeiro-ministro turco Erdogan, para usar o argumento da legitimidade democrática. Resta saber quantos votaram, isto é, o que representa 50% desses cidadãos eleitores. Não há volta a dar-lhe: a democracia representativa não funciona em lado nenhum.
«Bella Ciao» na Praça Taksim
De canto de trabalho rural a hino da resistência partigiana, «Bella Ciao» já conheceu versões em dezenas de línguas e tornou-se um hino dos povos oprimidos. Na noite passada, ao piano de Yiğit Özatalay e David Martello juntaram-se as vozes dos cidadãos turcos que, com máscaras de gás e armaduras improvisadas, têm dançado no centro de uma praça em chamas.
Una mattina mi son svegliato / o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! / Una mattina mi son svegliato, /e ho trovato l’invasor.
A foto do momento
Embora não o querendo, esta «woman in red» tornou-se um símbolo da luta do povo Turco contra o seu governo.
Parecendo calma, desarmada, com todo o ar de quem só lá foi para «ver a bola», é atacada por um polícia que lhe atira gás lacrimogéneo. Terá ela feito alguma coisa que as câmaras fotográficas não captaram? Terá ela provocado os agentes da autoridade até que este senhor não aguentou mais e deitou mão daquilo que tinha mais à mão, passo a redundância? Aquele aparentemente inocente saco branco esconderá sabe-se lá que armas perigosas e ilícitas? Acredito que foi o seu vestido de cor ousada que chamou a atenção do polícia. Que o fez desejar aniquilá-la. [Read more…]
A Grécia e Portugal: uma crise em dois casos da geopolítica (1)
O título do post, resume o conteúdo. Obcecados alguns dos Estados europeus com as suas astronómicas dívidas, correm sérios rumores que parecem garantir a existência de um chamado Plano B para a sobrevivência do Euro. Num artigo (ver abaixo, na íntegra), The Economist longamente apresenta os dois cenários possíveis, entre os quais uma expulsão em massa satisfaria as necessidades imediatas dos países do chamado núcleo duro da moeda única. Persistindo no erro que tem varrido a Europa na última década, a leitura do artigo apenas nos apresenta aspectos relacionados com a dívida e finanças, pouco falando de economia e totalmente ignorando aquele aspecto fundamental e hoje em dia inatingível pelas cúpulas dirigentes europeias: a política.
Para o que mais nos importa de imediato, apresentemos então dois casos bastante distintos como a Grécia e Portugal. Não nos referindo especificamente às agruras e misérias da dívida, salientamos então os ignorados aspectos políticos que a situação geográfica destes dois Estados implicam.
1. A Grécia.
A situação parece ser insolúvel e de quase certeiro vaticinar de falência do todo. Por mais planos e cabazes de dinheiro vertidos nos cofres de Atenas, o resultado parece ser aquele que todos há muito adivinharam. Os gregos não percebem a austeridade, não a aceitam, nem estão dispostos a deixar para trás os sonhos de telenovela dos últimos vinte e cinco anos. Simplesmente, as condições políticas da Grécia impelem à rejeição de qualquer modelo de austeridade e a Europa deveria ter em conta o conturbado século passado, onde uma guerra civil por quase todos os estrangeiros esquecida ou minimizada, serve ainda como pano de fundo ao confronto das várias famílias políticas daquele país balcânico. Para agravar a situação, a ascensão turca e o incontido desejo do restaurar de uma hegemonia perdida, coloca a Grécia numa posição central na luta pelo domínio regional. Sendo um membro da NATO , o país dos helenos foi ao longo das décadas da Guerra Fria, um dos pilares do controlo ocidental – leia-se norte-americano – do acesso russo ao Mediterrâneo e Médio Oriente, garantindo uma longa hegemonia da Aliança Atlântica e aquele indisfarçável sentimento de cerco de que o poderosamente armado regime soviético de forma inglória se queixava.
Palestina – Porquê agora a Frota da Liberdade?
Não há situação nenhuma de calamidade eminente. Não há Intifada. O Muro é profundamente eficaz, não há “mártires suícidas” nem mortes de inocentes.
Mas os “autodenominados” defensores da causa palestiniana, mais não têm feito que diminuir a possibilidade de se encontrarem soluções justas, como seja um estado autónomo a que os palestinianos têm direito nem a uma vida normal. Pelo contrário, sempre prontos a fazerem o papel de “idiotas úteis” uma e outra vez, o que fazem é que a causa tome mediatismo pelas razões erradas.
Correcto, e onde há unanimidade de posições, é trazer para a luz do dia a politica de colonatos que , na prática, inviabiliza as fronteiras de um estado palestiniano com um território digno desse nome. Os colonatos, depois do sofrimento humano, é a maior barreira para se encontrar uma solução aceitável de coexistência pacífica, devia estar na frente das preocupações da comunidade mundial. Mas a verdade é que dá trabalho e não dá folclore, é preciso determinação, trabalho de sapa, fora das objectivas e dos holofotes da televisão.
Porque não seguiu a frota para a parte de Gaza controlada pelo Egípto? Ou pelo Líbano onde os palestinianos experimentam condições de vida bem mais dificeis? Ficam aqui perguntas que não pretendem obter respostas, nem encobrir o que o exército israelita fez de excessivo, mas antes chamar a atenção para factos que exigem explicações, e que vão direitinhos para a Turquia e para sua política de liderança de toda uma região, encostando-se a países como o Irão, e a Síria .( Estados democráticos e moderadíssimos, exemplos de virtudes humanistas…)
Os “idiotas úteis” e os menos idiotas, mas igualmente úteis, verberando o que nem sequer alcançam na complexidade das políticas geoestratégicas, deixando que o povo mártir da palestina e a sua causa, sejam usados em operações que em nada o ajudam , fazem o papel que lhes é distribuído, agora a favor da Turquia , o estado que “gazeia” milhões de Curdos. A Turquia que faz aos Curdos( assassinando-os aos milhões e arrazando povoações inteiras com o “gaz pimenta”) o que Israel ainda não conseguiu ( ou não pode fazer por se tratar de um estado democrático e de Direito) aos Palestinianos, passou agora a ser o paladino da paz!
O preconceito ideológico, pretensamente superior, em todo o seu esplendor! Agora estão ao lado da Turquia que assassinou milhões de Curdos, e ai de quem não pensar como os “bonzinhos” da esquerda! A esquerda jacobina, que herdou, não se sabe de quem nem por que meios, uma clarividência moral superior aos que não pensam da mesma forma, que estão sempre de acordo entre si mesmo quando não sabem bem do que se trata.
Bloqueio a Gaza – as razões Israelitas!
Era capaz de ser mais politicamente correcto que a “ajuda” a Gaza fosse permitida, pese embora se terem encontrado entre alimentos objectos um pouco mais agressivos, tais como armas de diverso tipo. Ter-se-ia evitado o confronto com o feroz inimigo, o verdadeiro objectivo dos “humanitários”.
A acção da “Frota da Liberdade” é uma provocação política de uma dimensão inédita. Nos dias anteriores Israel avisou, repetidamente, que não permitiria a abordagem a Gaza e tinha proposto que a descarga dos mantimentos se fizesse no porto Israelita de Ashod, o que foi, evidentemente, recusado. Cerca de 800 activistas, muitos dos quais de nacionalidade Turca e outros árabes israelitas decidiram desafiar os avisos sucessivos.
O Hamas, que recentemente pôs a circular um desenho animado de um caixão supostamente com o corpo do soldado israelita Guidad, como se o entregasse a um pai desesperado, que não tem direito a ver o filho e que nem a Cruz Vermelha internacional tem autorização para visitar, vem agora fazer de conta que é “humanitário”.
Israel é um estado soberano, dificilmente podia não reagir a uma provocação desta dimensão, quem está por trás desta acção, é o verdadeito culpado das mortes que, infelizmente, aconteceram. Os soldados Israelitas foram recebidos com uma resistência violenta e armada e um dos barcos arvorava a bandeira Turca. Não são, pois, civis indefesos como se quer fazer crer.
O bloqueio a Gaza tem como objectivo impedir a entrada de armas para o Hamas, e não, para matar a população à fome. Os militantes “pro-Palestina” sabem isso muito bem, estão longe de serem os “cordeiros” que certa “ideologia oficial” quer fazer crer. Os ataques soezes e vergolhosos, com linguagem de carroceiro que utilizam, tentam esconder o facto de que muitas destas pessoas que entram nestas “caravanas humanitárias” não são mais que uns “idiotas úteis”.
Só a boa fé, conversações entre gente de bem, poderá trazer a PAZ a esta martirizada região, e o ódio que se adivinha em tantas opiniões em nada contribui para a PAZ! Entretanto, a Turquia, utiliza à exaustão, as mortes destes “bem intencionados” na sua política” de controlo regional. É para isto, para os objectivos de estados em confronto em estratégias de domínio, que servem os idiotas úteis deste mundo!
A passagem da Sublime Porta
As imagens que o Público hoje mostrou.
Apenas os entusiastas das “grandes causas” poderão negar a evidência: o governo Erdogan optou por uma saída airosa – mas com bastante ruído mediático – da já tradicional aliança entre a Turquia e o Estado de Israel. Hoje ninguém duvida da escalada de um islamismo mais radical que o primeiro-ministro turco tenta ingloriamente colocar em paralelo com a democracia cristã europeia. Nada de mais falso. O assalto ao poder total, a destruição do Estado khemalista, a obliteração do poder das forças armadas, a conquista do palácio presidencial e a aproximação ao Irão, são factos que denotam uma evolução que apenas poderá preocupar os europeus. Praticamente afastado o ingresso na periclitante União Europeia, a Turquia prepara-se para se tornar numa potência regional com influência segura em algumas regiões da Ásia Central e no Médio Oriente, ao mesmo tempo que recupera o papel outrora reservado à Sublime Porta como protectora dos muçulmanos. No entanto, este afastamento acaba por ser uma feliz ocorrência para uma Europa ciclicamente ameaçada pela recessão e declínio demográfico. Serve como um alerta.
Entretanto, os apoios que Erdogan recebe imediatamente, são bastante elucidativos. Pequim já disse presente!
A Turquia e a Grécia – problema político que dá dinheiro!
Este é um assunto político que deveria ter uma solução política. E que se saiba uma solução política não precisa de sustentar 100 000 soldados de um lado e outro, nem precisa de seis submarinos de um lado e outro.
Seria por aqui que a União Europeia deveria pegar no assunto para resolver o déficite das contas públicas da Grécia e, ao mesmo tempo, trazer a Turquia para dentro da União. É fácil, é barato e dá milhões! Mas assim, a vender armamento, temos a Alemanha a emprestar o dinheiro dos contribuintes alemães à Grécia, tão mal vista pelos alemães, os mesmos que vão lá cobrar uma taxa altíssima para remunerar as poupanças dos cidadãos alemães que estão tão zangados com a Grécia! Confusos?
Não estejam que eu explico outra vez. A Alemanha afunda as finanças públicas da Grécia , vendendo-lhe armamento e depois empresta-lhe o dinheiro dos seus cidadãos, para que a Grécia pague os submarinos, assim, fica a Grécia com os submarinos que não servem para nada e com a dívida e os Alemães com o dinheiro cobrado dos submarinos e o crédito. Por sua vez a Grécia pede dinheiro aos outros países europeus para pagar os juros e a dívida que, por sua vez, pedem dinheiro à Alemanha para poderem emprestar à Grécia! Confusos?
Então agora façam o mesmo racíocinio para Portugal, Irlanda, Islândia, Espanha …
PS: troquem só os submarinos pelo TGV…
A UE vai desintegrar-se ?
George Friedman no seu livro “Os Pŕóximos 100 anos – Uma previsão para o século XXl ” diz coisas assombrosas não fosse estarmos a 100 anos de distância.
A China, vista hoje como o próximo adversário dos US vai fragmentar-se em 2020. A Terceira Guerra Mundial será em 2050 entre os US, a Polónia, a Turquia e o Japão, uma espécie de guerra das estrelas. Em 2080, um sistema de satélites irá recolher energia solar no espaço e enviá-la para a Terra. E o aquecimento global não será um problema porque a população vai diminuir.
A Turquia e o Japão são potências em ascenção. A certa altura vão enfrentar a pressão dos US. Ou se subordinam ou resistem. Vão resistir. A Turquia nunca entrará na UE por causa da imigração e será um dos motivos para a fragmentar. A UE é útil enquanto união aduaneira, faz pouco sentido que a Alemanha e Portugal tenham a mesma moeda. Não haverá um sistema de defesa na Europa para além da Nato nem um exército único. Duvido que o Euro exista daqui a uma geração. A Turquia, com a desintegração da Jugoslávia, a queda da URSS, sendo a 17ª potência económica mundial, está a emergir como potência regional, não faz sentido que entre na UE.
O México já é 13ª potência económica mundial, tem uma base industrial crescente e muitos países estão interessados na sua mão-de-obra barata e hoje já é claro que a emigração ilegal para os US é necessária para os dois países, pois os 12 milhões de Mexicanos ilegais são muito necessários à economia dos US e o México precisa das suas remessas de dinheiro.
É um belo exercício de futurologia mas que trás novos dados e novas hipóteses, Oxalá consigamos escolher as boas e lutar por elas.
A Turquia muçulmana na UE cristã?
A Turquia poderá integrar-se na União Europeia?
Poderá um país não cristão ser considerado europeu?
A Turquia, em 1964, firmou um acordo de associação com a Comunidade Económica Europeia (CEE), com impacto sobretudo no campo económico. Desde então, recorrentemente, vem à baila o tema da sua integração como membro de pleno direito. Mas esta ideia tem encontrado oposição de sectores influentes, incluindo responsáveis da União Europeia (EU), não apenas de sectores abertamente conotados com o racismo e a extrema direita.
Com efeito, a oposição à integração da Turquia é bastante forte e variada. A mais significativa é sem dúvida a dos sectores tradicionalistas. Um das figuras proeminentes desta oposição tradicionalista é com efeito o recém eleito Presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy. Este político democrata cristão, profundamente católico, que ocupou durante um ano o cargo de primeiro ministro do governo do seu país, quando estava ainda nas bancadas da oposição terá afirmado ser impossível a integração da Turquia na União Europeia, por ser um país maioritariamente muçulmano, e a Europa ter uma matriz cristã. E responsáveis turcos dizem que foi a proximidade das suas posições com as do presidente francês Sarkozy e da chanceler alemã Ângela Merkel, incluindo no que respeita à admissão da Turquia, que fez com que apoiassem a sua nomeação para o cargo1. [Read more…]
A Turquia

A propósito da visita do Presidente da República à Turquia vou ressuscitar uma posta que coloquei em tempos na blogosfera sobre a pátria de Ataturk – foi a 14 de Maio de 2007 e como resposta a um Amigo. Por acaso desconheço a posição do nosso PR sobre a matéria. Aliás, desde a sua célebre declaração aos portugueses sobre o Estatuto dos Açores pouco sei das suas opiniões sobre o que quer que seja.
Meu caro Amigo,
As últimas eleições francesas foram disputadas por dois candidatos, Segolenè Royal e Nicolas Sarkosy. A primeira representava a esquerda francesa e o segundo, a direita. Isto em termos muito simplistas pois, como bem sabes, Segolenè não representava assim tanto a esquerda socialista tradicionalista (que a detesta, profundamente, por a considerar demasiadamente liberal) nem Sarkosy representa certas franjas mais moderadas da direita francesa. Era o que tinham e a mais não estavam obrigados.
O Povo francês, de forma esmagadora, decidiu votar e com o seu voto fez uma escolha clara: Sarkosy. Como já escrevi antes, espero que não se arrependa. Entendo o voto francês: a insegurança que se vive nas grandes cidades francesas (que eu próprio sou testemunha no caso de Paris ou Marselha); o “papão” Europa provocado por aqueles que não querem respeitar o “Não” francês à Constituição Europeia e o desemprego crescente dos licenciados (lá como cá), sem esquecer alguma intolerância religiosa da comunidade Árabe residente em França. A tudo isto se soma a intranquilidade provocada por uma certa esquerda radical que não sabe respeitar a vontade da maioria – como, aliás, se viu posteriormente. Foi um voto profundamente “nacional”. O que se entende.
Contudo, desconfio muito das intenções de Sarkosy. Desde logo, porque entendo que violência gera mais violência e não resolve problemas de segurança. Temo que se resvale da “força da autoridade” para a prática do “autoritarismo”. A seguir, não esqueço que Nicolas Sarkosy não nasceu ontem, esteve no governo francês nestes últimos anos – mais dedicado a cimentar uma posição forte como candidato da inevitabilidade do que a governar. Mas, mais grave, considero perigoso (no mínimo) a sua posição face a uma integração da Turquia na UE. Como bem sabes, Sarko, é completamente contra. O que, a meu ver, é uma estupidez e um erro trágico para a segurança da Europa e do Mundo.
Não sendo um “turcófilo”, como se afirma Pacheco Pereira num lúcido artigo de opinião do Público (Sábado, 12 de Maio), considero a Turquia como um país europeu. Mais, é fundamental para a Turquia e para todos nós, um forte apoio da Europa aos enormes movimentos “pró-europa” existentes nas classes intelectuais e nas elites turcas. Os povos Árabes sofrem às mãos de tiranos sem escrúpulos, refugiam-se no verdadeiro ópio do povo que é o fundamentalismo religioso (todo ele, seja qual for a crença) e vivem desgraçadamente – experimentem visitar um qualquer país árabe, mesmo aqueles aqui ao pé da porta como o Magrebe e facilmente compreendem esta minha afirmação, basta olhar-lhes nos olhos. Os povos Árabes só se vão libertar deste ofensivo colete-de-forças quando, tal como nós, tiverem acesso a liberdade de expressão. Quando conseguírem ter aquilo que nós temos e que nem sempre sabemos valorizar. Ora, a Turquia, não é apenas uma das portas da Europa, é também uma importante porta na Ásia e nos países Muçulmanos. Com o desenvolvimento económico que uma entrada na UE acarreta (como connosco antes e agora nos países do leste), a Turquia seria um motor de desenvolvimento e uma alavanca democrática para todo o Mundo Muçulmano. Sabes porquê, meu caro PJ, porque todos nós, queremos o melhor para os nossos filhos e os Árabes (como antes os Russos, pegando numa célebre canção de Sting) também amam os seus filhos.
É esta a tragédia de uma certa direita quando na mão dos “Sarkos” deste Mundo.
Pode ser que eu esteja enganado. Deus queira.
Julgo que, agora, percebes melhor as minhas profundas reticências e até alguma rejeição a Sarkosy. A mesma que tenho para com certas franjas da nossa direita, agora entretidas com a “perseguição” aos estrangeiros que querem vir trabalhar para Portugal (cuja resposta dos Gatos Fedorentos foi absolutamente genial), que não entendem a importância desta força de trabalho e acréscimo cultural. Não entendem hoje, como ontem e nunca entenderão. É preciso conhecer Mundo, compreender a natureza humana e não confundir casos de polícia com problemas de segurança (que sempre existiram). Como não entenderam (nem reconhecem) a importância “dos de fora” na nossa epopeia dos descobrimentos – o período mais áureo da nossa história. Coincidência? Não me parece.








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