Apetece-me mandar alguém à m&$d@*!

cutileiroProcurava eu alguns recortes antigos de jornal quando tropeço num anúncio do BPP anterior à crise. Ainda não percebi porque não mantêm a publicidade. Aliás, como diz João Rendeiro, o senhor BPP, no seu livro “Testemunho de um Banqueiro – A história de quem venceu nos mercados”: “É nos períodos difíceis que devemos reagir e avançar ainda mais”. Desconfio que o livro não deva estar a vender muito bem…

Mas desviando um pouco a questão, apetecia-me, tal como o sr. João Cutileiro, o Escultor, mandar alguém à m&$d@! Mas obviamente, eu não posso! E não posso, obviamente, por vários motivos. Primeiro, porque não sou o “rosto da irreverência” como o Pedro Mourinho da SIC Notícias. Segundo, porque não sou uma personalidade influente na sociedade como aqui o sr. Cutileiro (sinal positivo para as suas esculturas [e as fotos também!]), o João “Cuecas” Jardim, o Herman “sem piada” José, ou as “personalidades famosas”. Em terceiro, porque não tenho aquela forma inteligente do Miguel Esteves Cardoso (K ainda actual!) de mandar alguém à m&$d@ e ainda arrancar três dúzias de aplausos. Em quarto, porque não me pagam (muito bem) para isso. Como exemplo, o BES pagar ao Cristiano Ronaldo, oh… perdão, ao “nosso” Cristiano Ronaldo para mandar à merda os seus clientes. Podia haver quem não gostasse da ideia, mas os verdadeiros fãs – aqueles que coleccionam pequenas gotas de suor apanhadas nos treinos ou cuspo seco do relvado – de certeza que ficariam entusiasmados com tamanha irreverência publicitária. Por último, porque sou um “teso” e ninguém convida um “teso” para fazer publicidade. Melhor dizendo, sou um daqueles que nunca viram um cheque com 4 dígitos, e sim, sou um daqueles estranhos seres que (sobre)vive a recibos verdes (FERVE!, estou convosco! Mas a vossa/minha luta é uma luta perdida, mas podemos continuar a fazer barulho!). Como parece que “a culpa é nossa”, devemos estar quietinhos e caladinhos. E sem hipótese de fazer publicidade…
Aqui em Portugal, só há duas opções para enriquecer: estar ligado à “Administração” ou ser premiado com o Euromilhões. Eu estar ligado à “Administração” é impossível, porque ainda tenho um pingo de vergonha e moralidade que me impedem de subir os actuais degraus enlameados rumo ao topo. Resta-me o Euromilhões, como o resto dos portugueses.
Mas aproveitando a oportunidade da blogosfera e de (ainda) poder dizer o que me vai na alma, perante o panorama social, económico e humano deste país, digo-o aqui, que se eu tivesse a sorte de acertar nos números e estrelinhas premiadas e ganhasse essas enormidades de dinheiro que para aí se falam, gastava montes de dinheiro em indeminizações a processos de injúrias, para, juntando todos os gestores de empresas idiotas, banqueiros idiotas, políticos idiotas, escritores idiotas, actores idiotas, directores de programas de tv idiotas, encenadores idiotas, pintores idiotas, jogadores de futebol idiotas e qualquer outro idiota que me chateasse, os mandar TODOS à grandessíssima merda!
…mas não posso!
Vou ter de continuar a tentar a minha sorte com os números e as estrelinhas…

* (é engraçado que para algumas pessoas, até a merda passa a ser “um local nauseabundo para onde se manda aqueles que nos incomodam”)

[retirado do anúncio BPP: «Mais longe do Everest, mais perto das nossas Penhas Douradas, há uns poucos de anos, num restaurante, em alta voz, de outra mesa para a minha, um Presidente de Câmara perguntou-me: “Oh Cutileiro, mas para que é que você quer tanto dinheiro? – Simples: para poder mandar à M*(7) os Presidentes de Câmara, que me chateiem(8)”»
(7): local nauseabundo para onde se manda aqueles que nos incomodam
(8): E outros Senhores que também me chateiem.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Mas olha que está na apresentação do aventar podermos mandar à merda ou sermos mandados à merda.Não te inibas,Isac!


  2. Sempre me disseram que um espirro não se deve reter. Um bom mandar à merda também não.


  3. Não gosto muito de insultos, mas tinha acabado de ler que o Estado em princípio vai pagar de volta as grandes fortunas falidas. Há coisas que me incomodam.

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