Sem ver passar os comboios

A história recente dos comboios em Portugal conta-se em duas linhas: o PSD tinha deixado tudo prontinho para privatizar, o PS prometeu investir mas nem sequer desmantelou o desmantelamento da empresa.

Hoje ficamos a saber que 232 km de linhas, das ferroviárias, vão ficar em obras (algumas ainda nem projectadas) e sem comboios, quando "a modernização da rede sempre se fez sem interrupção da circulação".

A Refer não investe, os lóbis das camionagens agradecem.

Num país onde se discute a alta velocidade, vulgo TGV, e se pára a baixa velocidade é a lógica do negócio que prevalece.

Esquecendo que além de menos poluente o comboio é um meio de transporte que só não tem futuro se o quiserem remeter para o passado.

Não sei porquê mas desconfio que se Motas & Lenas encontrassem aqui, e não nas estradas, uns concursos à mão de ganhar as coisas seriam diferentes. Quando todas as aldeias tiverem uma auto-estrada talvez as coisas mudem.

 

Comments


  1. João. é isso mesmo. Desinveste-se na linha normal,nunca se fez a linha de mercadoria Sines/Badajoz e Porto/Aveiro/Salamanca, mas o TGV vai-nos salvar.

  2. maria monteiro says:

    Se os passes/bilhetes de comboio fizessem parte das deduções no IRS mais gente andava de comboio, havia menos poluição, menos engarrafamentos, menos stress as Motas & Lenas bem podiam lançar o turismo-CP  Ps eu sou suspeita porque adoro andar de comboio


  3. Não sou o salvador da Pátria:O grande mal de Portugal foi gastar o dinheiro em tantas autoestradas,a fazer concorrencia a CP,em vez de se renovar a REDE FERROVIÀRIA,pelo menos com travessas de betão,com novas carruagens modernas de dois pisos,horários bem elaborados a servir o público.Velocidades na ordem dos 220km/h.

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