Deputado Leitão Amaro acusa “um governo socialista” por causa dos swaps. Fala verdade ou mentira?

O Deputado Leitão Amaro, do PSD, sacudiu a água do capote. A acusou “um governo socialista” e afirmou que os swaps “foram assinados no tempo do governo de José Sócrates”.

O governo em funções é o responsável máximo, isso é claro. Mas há muita gente com responsabilidade pelo caminho. É o PSD assim tão inocente como afirma o deputado Leitão?

É o que vamos ver neste post.

Metro do Porto (Foto: Jcornelius)

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Oriente

Estação do Oriente

Um país com um sistema político falhado

Um país assim é aquele onde um qualquer jota, que chega a primeiro-ministro com apenas os votos de uns milhares de militantes, consegue meter o país de pantanas, sem que um contra-poder o consiga parar na sua loucura.

É o que está a acontecer com a fusão entre a Refer e as Estradas de Portugal. Depois de um sussurro na comunicação social, para sondar a receptividade da medida, anuncia-se que se vai proceder a uma transformação profunda num sector crítico para o país, como os transportes, sem que se conheçam estudos, sem discussão pública, sem planeamento e sem, sequer, que se saiba o que se irá fazer.

Vamos fazer de conta que não sabemos a resposta e deixemos uma pergunta: competitividade na oferta não melhora a qualidade do serviço?

estrada e linha

De regresso ao Estado Novo?

Prepotências, métodos tortuosos e embustes deste governo não se afastam dos padrões de dirigismo e das acções políticas características do Estado Novo. O mais grave e inquietante da citada postura é notório na comunicação, em certas deliberações e eventos de iniciativa da coligação governativa. O fenómeno intensifica-se a um ritmo progressivo. Sinto-me a viver o período do maior desassossego antidemocrático do regime pós-25 de Abril, PREC incluído.

Gaspar justifica a quebra do PIB com a chuva. Quem nos governa ousa desrespeitar as deliberações do Tribunal Constitucional e a lei em vigor ao tempo do acórdão, pagando fora do prazo subsídios de férias da função pública. Começou por invocar uma falsa insuficiência de meios.

Vencidos no campo das relações laborais e do direito à greve dos professores, a despeito de contrariarem o Colégio Arbitral que reprovou a hipótese de requisição civil, recorrem ao Júri Nacional de Exames para requisitar administrativamente a presença de todos os professores nas escolas, na próxima 2.ª feira, dia 17, a fim de fazerem a vigilância dos exames.

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Maria Luís Albuquerque, a ‘swinger’ dos ‘swaps’

Jornal de Negócios de 29--04-2013

Jornal de Negócios de 29–04-2013

Vá lá saber-se por que razão. Reminiscências de infância?  Resíduos de subconsciência? Ignoro o motivo. Sei que cada vez que me deparei com a figura de Maria Luís Albuquerque em declarações, discursos ou debates na TV, é infalível equipará-la à pureza de imagem da noviça Maria (Julie Andrews) em ‘Musica no Coração’.

A comparação é mero fruto de incontrolado sentimento. De facto, colocando os óculos a preceito e observando em pormenor, a noviça Secretária de Estado, do cariz purificado e credível, apenas tem ilusório aspecto. O lenço bem alinhado ao pescoço favorece-a na imaculada imagem. Distanciando-se das poses e do estilo ‘négligé de Saint Germain de Pres’ dos extensos cachecóis da Teresa Leal Coelho, a jantar, por hipótese, na Cervejaria Lipp com Carla Bruni e demais amigas da sociedade ‘snob’ parisiense. [Read more…]

Robalo fresquinho….

Presidente da Refer confirma contactos de ex-ministros sobre empresas de Godinho.

Governar à boleia da ignorância

Para perceber tanto de transportes como aqui se vê, Álvaro, o ministro, deve ter vindo do Canadá de metro. Ou de comboio.

Também Beja merece

O espectáculo, a partir das 21h30, é organizado pelo movimento de cidadãos “Beja Merece”, que foi criado para contestar o fim das ligações directas via comboio Intercidades entre Beja e Lisboa e defender a electrificação do troço Casa Branca-Beja e a ligação à Funcheira, que permite a viagem até ao Algarve.
Segundo a organização, o espectáculo servirá para “fazer o balanço da luta em festa” e “mostrar que os cidadãos de Beja devem ter motivos de orgulho pela vontade manifestada e assumida na luta”.
Correio do Alentejo

Onde estarei, em espírito, até porque sem Intercidades é complicado…

Estes dados merecem destaque

De acordo com o Público, citando dados do Ministério das Finanças, as revisões exigidas pelo Eurostat (que já vêm de 2007…) para o cálculo do défice de 2010 aumentaram o peso da dívida pública no PIB de 83,1 para 92,4 por cento.

  Impacto no défice Impacto na dívida externa em percentagem do PIB
Refer, Metro de Lisboa e o Metro do Porto:
793 milhões de euros
somaram 0,5 pontos percentuais  ao défice acréscimo de 6,9 pontos percentuais
BPN: 1.800 milhões de euros acrescentou 1 ponto percentual ao défice acréscimo de 2,2 pontos percentuais
Execução de garantias dadas pelo Estado ao BPP: 450 milhões de euros somaram mais 0,3 pontos percentuais ao défice acréscimo de 0,3 pontos percentuais
TOTAIS +1,8 pontos percentuais +9,4 pontos percentuais

 

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E o Pagode Paga e Não Bufa

SUBVENÇÃO DO ESTADOS PARA OS CANDIDATOS CHEGA AOS QUATRO MILHÕES

Agora que as eleições findaram, vamos a contas. Enquanto uns esfregam as mãos de contentes pois vão receber mais do que esperavam, Cavaco e Nobre, outros, Alegre e Lopes, irão receber pouco para o que estavam à espera, e ainda outros, Coelho e Moura, não receberão a ponta de um chavo.
No total, o Estado, nós, vamos pagar aos candidatos, ganhador e perdedores acima dos 5%, quatro milhões de euros, para os ajudar, coitadinhos, a pagar as despesas que tiveram com a campanha eleitoral.
A somar a estes números, temos que acrescentar o que se gastou em boletins de voto, em propaganda, em horas pagas aos senhores e senhoras que estiveram longas horas nas secções de voto e aos que depois os contaram, em tempo de antena, em horas de trabalho perdidas nos empregos, etc., etc., etc.. [Read more…]

Os juizes portugueses serão atrasados mentais?

Tudo no mesmo dia:

. O Tribunal da Relação de Coimbra considerou que o homem que deu duas bofetadas na ex-mulher não pode ser condenado por violência doméstica.

. O Supremo Tribunal de Justiça ilibou a REFER do pagamento de uma indemnização de 80 mil euros à família de uma jovem que foi colhida por um comboio na Estação de Ovar depois de ter conseguido passar por um buraco no muro que impede o acesso às linhas.

. O Supremo Tribunal de Justiça condenou um professor de Educação Física ao pagamento de uma indemnização de 75 mil euros a uma aluna que se lesionou ao fazer um salto mortal, exercício obrigatório no 9.º ano.

Ora, temos aqui que dar duas bofetas não é violência doméstica (quantas seriam necessárias?, pergunta muito bem Ana Matos Pires), que uma empresa não tem de cuidar das suas infra-estruturas, sobretudo aquelas que oferecem perigo para os seus utentes, e que um professor é o responsável por uma aluna se magoar ao fazer um exercício obrigatório e tem o dever de estar em todo o lado ao mesmo tempo. Agora que o Governo quer acabar com os pares pedagógicos em EVT, quando um aluno vazar um olho com um x-acto já têm quem responsabilizar. O professor, claro.

Perante estas inexplicáveis decisões da Justiça portuguesa, que, comme d’habitude, penaliza sempre a parte mais fraca (a mulher em detrimento do marido, a jovem em detrimento da grande empresa, o professor em detrimento da aluna), aguarda-se com expectativa a febril intervenção desse paladino da verdade e da honestidade, desse infatigável defensor dos pobres e dos oprimidos que dá pelo nome de Marinho e Pinto.

A Segurança Começa por Si

Apesar dos esforços desenvolvidos no sentido de combater o desrespeito pelas regras de segurança na utilização do caminho-de-ferro, são prática frequente acções negligentes em plena via-férrea ou em passagens de nível, que colocam em perigo a integridade física dos transgressores e dos próprios passageiros do comboio.”

Passagens de Nível no Facebook. O Livro Verde deu lugar a algumas conclusões. O comboio tem sempre prioridade.

As Prendas de Natal e Outras

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PRENDINHAS, QUEM AS NÃO QUER

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A operação, chama-se Face Oculta, mas já há muitas faces descobertas.

Sobre isso já escrevi aqui, e aqui.

Aquilo que muitos dos arguidos, ou alegadamente implicados, deram ou receberam, têm nomes diferentes, consoante quem os nomeia.

Para uns, os investigadores e o público em geral, o nome que têm é "luvas provenientes de corrupção".

Para outros, os que ofereceram ou os que receberam, são "prendas de Natal ou de outra altura qualquer".

Mas, dificilmente, automóveis e dinheiro, podem ser considerados presentes desse género.

A todos os níveis da nossa sociedade, se utiliza a prenda, ou a nota, ou a influência, para obter o que se pretende.

A corrupção, pequena ou grande, faz parte do nosso estilo de vida. Desde a notita dada à funcionária que nos põe dentro do consultório do sr dr uns minutos mais cedo, ao segurança que nos deixa entrar mesmo sem a devida credencial num qualquer sítio onde pretendemos ir, ou ao sr graduado de uma qualquer força militarizada que mete uma cunha pelo nosso pirralho e por isso recebe à posteriori uma prendinha, em quase todas as circunstância da vida dos Portugueses encontramos situações destas.

Não seria portanto de admirar que nos altos negócios se proceda da mesma forma.

Mas, se nas pequenas coisas, é aceite pelo comum dos cidadãos, que se proceda assim, pois que quem o não faz fica sempre prejudicado, já nas grandes coisas esta postura não tem o aval de ninguém. Nestas, a lisura de procedimentos, até ao mais pequeno pormenor, é exigível.

O Português, como outros, aceita que a pequena corrupção se faça, até porque é ele quem a faz, mas exige que os que estão em situação de mandar, os que têm poder, o não façam, até porque não precisam, e só corrompe quem necessita.

O grande problema desta situação, para além do facto em si mesmo, é que tem já muitas ramificações, que tocam altas figuras da nossa Nação. À Ren, Refer, EDP e Galp, juntam-se agora a CP, a Portucel, a Lisnave, os CTT, a EMEF, os Portos de Setubal, Sines a a Capitania de Aveiro, a ENVC, a IDD, a Empordef, a Carris e as Estradas de Portugal. Muitas destas empresas estão já a fazer investigações internas. Mas são já demasiadas as empresas ligadas a este caso. É o País inteiro.

E só o mais pequeno dos actores deste caso, o que corrompeu (alegadamente claro, que é preciso ter cuidado com o que se diz) os altos funcionários de quem se fala, está em prisão preventiva.

Daí o poder-se inferir que aos outros, nada de mais lhes acontecerá. O sr Vara, ainda está e continuará a estar na Vice Presidência do BCP. O sr Penedos continua na presidência da Ren. E outros continuam onde sempre estiveram.

Daqui a muitos anos, como em outras situações que estão a correr na nossa justiça, ainda estaremos na situação de hoje. As investigações vão ser demoradas e a nossa justiça irá ser ainda mais lenta que de costume. Há demasiada gente muito importante envolvida.

Esta forma suja e abjecta de se viver, não pode deixar de criar nojo a quem olha para ela.

Ninguém pode confiar em ninguém. A corrupção grassa por todo o lado. Quem tem poder, e é pouco sério, faz o que muito bem entende e enriquece quase da noite para o dia. Quem não tem esse poder, ou se for uma pessoa séria, nem trabalhando muito, chega a algum lado apetecível economicamente. Quem não for de modo algum, uma pessoa séria, como muitos que por aí andam, depressa chega a ter poder. Seja em que nível for.

E o poder em Portugal, pelo que se ouve nas ruas e nos cafés, está associado à burla e à corrupção.

Vivemos num País de vigaristas e de vigarices. E, desde à alguns anos a esta parte, a principal ideia que transmitimos aos nossos filhos, é a de que devem ser "espertos" para poderem ter poder e ser ricos, não interessando o que se faça, desde que surta efeito.

O que em alguns momentos me apetece, é sair daqui, fugir, imigrar para um qualquer lugar, longe de tudo e de todos. Ou então viver no meio do monte, sem acesso a seja o que for. Mas não sendo de baixar os braços, vou, à minha escala, continuar a lutar contra a corrupção em Portugal.

Conforme está, é uma tristeza, o País em que vivemos.

 

 

(In, O Primeiro de Janeiro, 5-11-2009)

 

 

 

 

Buscas do dia

Anda a PJ pela Refer e pela REN. Os crimes são os do costume: corrupção, tráfico de influência e branqueamento de capitais. Não sei porque é que me cheira a mais um daqueles intermináveis processos que só terminam quando prescrevem. Deve ser do meu olfacto.

 

Sem ver passar os comboios

A história recente dos comboios em Portugal conta-se em duas linhas: o PSD tinha deixado tudo prontinho para privatizar, o PS prometeu investir mas nem sequer desmantelou o desmantelamento da empresa.

Hoje ficamos a saber que 232 km de linhas, das ferroviárias, vão ficar em obras (algumas ainda nem projectadas) e sem comboios, quando "a modernização da rede sempre se fez sem interrupção da circulação".

A Refer não investe, os lóbis das camionagens agradecem.

Num país onde se discute a alta velocidade, vulgo TGV, e se pára a baixa velocidade é a lógica do negócio que prevalece.

Esquecendo que além de menos poluente o comboio é um meio de transporte que só não tem futuro se o quiserem remeter para o passado.

Não sei porquê mas desconfio que se Motas & Lenas encontrassem aqui, e não nas estradas, uns concursos à mão de ganhar as coisas seriam diferentes. Quando todas as aldeias tiverem uma auto-estrada talvez as coisas mudem.