Ministra, Professores, Partidos, Sindicatos, movimentos

Tenho aventado com alguma insistência a ENORME vitória que os Professores conseguiram! Uma vitória com TODAS as letras: V-I-T-Ó-R-I-A.

Tal certeza resulta da permanente presença das temáticas em torno da classe no espaço mediático, no espaço púlbico e no palco político e partidário.

De uma maneira ou de outra há muita gente a tentar apanhar a onda – o Paulo Portas tem sido o mais descarado e dele espero pouco, ou mesmo nada, tão convencido que estou de que será ele a moleta do Governo.

O movimento gerado pela classe só aconteceu porque houve Professores.

Só aconteceu porque houve sindicatos.

Só aconteceu porque houve movimentos.

Só aconteceu porque aconteceram todos, uns e outros e importa muito pouco perceber quem aconteceu mais.

Agora, não aconteceu porque havia partidos. Não aconteceu porque há partidos. Entendo onde eles querem chegar e aplaudo todas as iniciativas parlamentares, mas a centralidade deve ser colocada entre o Ministério e os sindicatos, representantes democraticamente eleitos dos professores.

É às estruturas sindicais, representantes, de facto, de mais de 50% da classe (obviamente, há professores que não estão sintonizados com as direcções sindicais, mas estando de fora, limitam-se a dizer que não) que compete representar os professores.

O que exigimos, enquanto professores é que o Mário Nogueira, meu camarada da FENPROF e o João Silva, meu homónimo da FNE tenham a capacidade de perceber o que quer a ESCOLA PÚBLICA. Se o conseguirem, vamos sair todos a ganhar.

Todos não, porque talvez o Paulo Portas fique a perder.