Manuela Ferreira Leite não gosta de comícios. Já sabíamos isso mas a presidente do PSD teve a amabilidade de nos informar. No entanto, nem ela pode acabar com todas as festas do género. Por isso, nada melhor que marcar presença na mais importante delas para a “nação laranja”: O Chão da Lagoa.
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Maio 2009
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO é um espaço onde, mensalmente, publico uma posta sobre as melhores músicas, na minha opinião, que são lançadas no mercado. Algo que costumo fazer nos meus blogues desde 2006/7 e que nos últimos tempos apenas publicava AQUI. A partir de agora também no Aventar.
Aqui ficam as propostas do mês:
Miss Li – Dancing The Whole Way Home
Junior Boys – Begone Dull Care
Sophie Hunger – Monday´s Ghost
Julie Doiron – I Can Wonder What…
Bill Callahan – Sometimes I Wish…
BEnews2
Miguel Portas destacou ontem o emprego na campanha para as europeias. À porta da Platex MP alertou para a vigarice que está a ser praticada na empresa onde o lay-off é escandalosamente ilegal: há máquinas e trabalhadores, há encomendas… só falta o cash para a matéria-prima que, imaginem só a surpresa, alguém levou, sabe-se lá para onde: eu aponto o BPP.
Deixou ainda um convite para Sócrates e Vital Moreira: passem por cá, pela Platex.
Hoje, segunda-feira, Miguel Portas estará no fórum da TSF. Podem ouvir em directo!
Em jeito de comentário uma nota final – as eleições europeias vão ser como um dia de greve. Quando ela ocorre, só há dois lados – os que fazem e os que não fazem.
Os que fazem são referidos pelos sindicatos, são os que estão do lado de quem a convoca.
Os que não fazem, são argumento para a entidade patronal.
Nas europeias vai ser assim: quem vota no PS está a assinar por baixo toda a política do Governo.
Quem não votar PS está a fazer uso do voto de protesto.
Só há dois lados e Miguel Portas fez bem, ontem, ao apelar ao voto de Protesto!
Se quiser acompanhar o Miguel Portas pode também visitar o blog sem muros.
A escola está pior que há um ano
euprofiler.eu
Uma aplicação online que nos permite saber em quem podemos (???) devemos (???) votar.
Dito de outra maneira, respondemos a umas perguntas (30) e no fim surge um gráfico sobre a nossa proximidade com cada um dos partidos.
Adianto o meu resultado: coladinho ao PS! É tudo a ajudar, cruzes canhoto!
Visite http://www.euprofiler.eu/.
CDS – [6.9 – 9.6]
Intervalo fechado. Nem acima de 9.6 nem abaixo de 6.9. O inferior é das sondagens, o superior de Paulo Portas. No interior está um deputado.
Hoje em Mirandela correu benzinho, esteve composto e acertaram no dia. É caso para dizer que está tudo Eurocalmo.
COMEÇA HOJE
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OS PARTIDOS ESTÃO NUMA FONA
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Não se sabe muito bem para o que serve, sabe-se que muitos se servem dela, mas começa hoje a campanha para as eleições Europeias. De norte a sul, ilhas incluídas, os candidatos aos lugares no Parlamento Europeu vão andar numa fona, a ver quem consegue enganar mais velhinhos, mais senhoras, e mais jovens adultos. Tudo em prol dos vencimentos milionários que esses lugares lhes dão. Poucos dos candidatos estarão realmente interessados nos assuntos europeus, ou motivados para melhorar a vida dos seus concidadãos, lutando nos corredores e salas de Estrasburgo. Os amigos dos candidatos, os chefes dos candidatos, os colegas dos candidatos, todos se esforçarão por garantir o melhor lugar e a maior quantidade de votos aos seus protegidos. Ganhar as eleições, é garantir o maior número de votos, não para o candidato, mas para o partido que lhe dá apoio.
Estas coisas todas, no fundo iguais em todas as eleições, sejam elas nacionais ou europeias, levam a uma cada vez maior abstenção, e a um cada vez maior afastamento da vida partidária por parte dos eleitores.
Esta eleição, não deveria mas serve para aquilatar das reais possibilidades do partido do poder vir a ganhar as outras, muito mais importantes para nós, as nacionais, que aí se avizinham lá para Setembro / Outubro.
Nestas eleições, as europeias, os partidos pequenos, sem possibilidade de eleger seja que deputado for, tentam ganhar notoriedade para, nas autárquicas ou nas legislativas, terem alguma hipótese de colocar algum dos seus membros.
Todos os partidos, estão a partir de hoje, numa fona danada para ganhar lugares ou seja o que for que lhes dê notoriedade. Espera-se uma campanha renhida e por ventura correcta.
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Cá para mim, foi o Romeiro
Era para ter aventado alguma coisa sobre o tema na sexta-feira. Decidi esperar, em busca de uma qualquer explicação decente, um esclarecimento suplementar. Até ver, nada. Um tribunal nacional decidiu condenar, com pena suspensa, um ex-inspector e um inspector da Polícia Judiciária por falsidade de depoimento no caso das agressões a Leonor Cipriano. Sim, agressões. O tribunal considerou que a mãe de Joana foi agredida nas instalações da PJ. Mas não conseguiu identificar os autores.
Li as notícias mais de uma vez, para verificar se estava enganado. Não estava. Houve agressões, houve uma vítima mas não houve agressores. Para que não haja dúvidas: O tribunal determinou que uma pessoa foi vítima de agressão nas instalações da PJ mas não determinou quem foram os agressores, apesar de estarem acusados uns senhores inspectores.
Ora, como ficou provado que Leonor Cipriano não caiu pelas escadas abaixo, não se atirou contra as paredes, não deu bofetadas em si própria e teria dificuldades em “espetar” uma cadeira na cara, pode concluir-se que alguém a agrediu. Dentro das instalações na PJ, convém reforçar.
O final deste caso ficará a fazer-me lembrar-me “Frei Luís de Sousa”, de Garrett. No final perguntamos: “Quem são os agressores?” e alguém nos responde, qual romeiro desconhecido, “Ninguém”.
Arranque do CDS
O Paulo e o Nuno chegaram confiantes. Lá estavam as barracas da feira. O movimento não era muito mas também ainda era cedo. Os “ajudantes locais” afadigavam-se algo comprometidos. Nervosismo por ser a primeira acção de campanha. Televisões a postos, jornalistas num frenesim. Primeiros beijos e primeiros abraços, aquecer os motores, conversa de circunstância. E a D. Rosa toda lampeira, “então isto há dois dias é que era bom para a televisão estava isto cheio, ou então amanhã que vamos ter feira do queijo, hoje não há!”
Grande arranque! Bem me disseram para não ser isento!
Requiem pela Ministra da Educação (III)
Claro que, para toda a gente, os professores não querem ser avaliados. Para toda a gente, professores e sindicalistas (as centenas que há anos não entram numa sala de aula e que, em nome dos professores, assinam entendimentos com fins meramente partidários e que vendem os seus representados à primeira oportunidade) é exactamente a mesma coisa.
É fácil generalizar e uma mentira dita muitas vezes transforma-se em verdade. Mas a realidade desmente-o: não têm faltado, na internet e nas escolas, a apresentação de modelos alternativos ao modelo chileno que este ministério optou por implementar. Ai, ai, esse grande país que é o Chile!
A Fenprof já apresentou um modelo alternativo. A FNE prepara-se para fazer o mesmo. O professor Paulo Guinote, em «A Educação do Meu Umbigo», também já o fez: “Corresponder ao final de cada ciclo de progressão, servindo exactamente para definir a passagem ao escalão seguinte.
Corresponder a períodos de três anos – o que implicaria uma progressão na carreira com mais níveis salariais e sem saltos tão grandes entre níveis.
Basear-se na apresentação pública de duas aulas, uma sobre a actividade desenvolvida no período anterior, podendo ser mais geral (apreciação global do trabalho realizado) ou mais específica (apresentar uma intervenção mais particular em torno de um problema) e outra sobre o(s) projecto (s) a desenvolver no período trianual seguinte (actividades não lectivas a dinamizar, projectos inovadores no trabalho em sala de aula).A prova seria avaliada por um júri que incluísse um elemento do Ensino Superior na área das Ciências da Educação ou da área científica de origem do avaliado, o(a) Presidente do órgão de gestão da Escola, um elemento a designar pelo ME (potencialmente um inspector qualificado para o efeito), um representante da comunidade educativa (por exemplo da Associação de Pais) e o coordenador do Departamento Curricular (no caso da avaliação destes, seria substituído, por exemplo, pelo Coordenador dos Docentes do seu ciclo de ensino).
Essa prova contaria para 50% a 70% da avaliação (25% a 35% por cada aula), sendo o restante resultante de uma avaliação realizada internamente quanto ao desempenho do docente em termos de assiduidade, inserção no projecto educativo da escola, cumprimento das actividades lectivas e tarefas não lectivas, numa grelha com não mais de 10 parâmetros.»
Vão continuar a dizer que não conhecem nenhum modelo alternativo ao modelo chileno?
Cá por mim, e apesar de não ter nada que andar a apresentar modelos de avaliação (sou professor, não político ou sindicalista), eu optava pelo modelo de avaliação de professores da Finlândia.
É o exemplo para tudo, não é, o finlandês? Até querem acabar com os chumbos, porque assim se faz na Finlândia! Então, eu quero ser avaliado segundo o modelo finlandês.
No meio disto tudo, faça-se justiça à ministra. Nada disto partiu da sua cabeça. Não me parece que seja assim tão inteligente. João Freire, sociólogo, foi o seu grande mentor.
Da sua cabeça saiu, sim, o tipo de discurso e pose utilizados, e isso é indesculpável. Um ministro é um patrão, e um patrão não se deve esforçar para que os seus funcionários o detestem. Mesmo que tome medidas contra os interesses dos seus funcionários, não o deve fazer com arrogância e altivez, como se quisesse «trucidar» (nas palavras de um Secretário de Estado) quem não está de acordo com ele. Correia de Campos fez reformas e pôs em causa interesses, mas não me lembro de uma palavra mais desagradável contra os seus funcionários, como os médicos. Não precisou de gritar nem de insultar para ter razão.
Pessoalmente, não lhe perdoo a forma como me desmotivou. A forma como me «pintou» aos olhos da sociedade portuguesa, do resto da comunidade educativa. Lembro com saudades o ano de estágio – todos os meus alunos desse ano foram convidados para o meu casamento, todos foram e juntaram 40 contos (era dinheiro em 1996!) e uma salva de prata para me oferecer. Lembro-me como então abri um conflito familiar, porque convidei os meus alunos e não convidei os meus primos. Lembro-me que ainda hoje continuo a jantar com eles de vez em quando. Lembro-me que, alguns anos mais tarde, os meus alunos do 9.º ano ficaram sem uma visita de estudo que lhes estava prometida e, para compensá-los, fui uma semana para o campismo com eles. Depois das aulas acabarem e responsabilizando-me pessoalmente por tudo perante os pais. Lembro-me que, ainda em 2005, ficava na escola até à meia-noite, às vezes, só para poder acabar o Jornal da Escola a tempo de ser entregue aos alunos.
Não precisava de leis para estar na escola horas infinitas. Não precisava de avaliações para correr quilómetros para encontrar um filme ou uma música para mostrar aos meus alunos. Não precisava de agradecimentos, mas também não precisava de ser insultado diariamente por quem manda em mim. Nem precisava de generalizações – se havia quem não cumpria e por isso tinha de ser responsabilizado, e para isso era necessário mudar a lei (e muito bem), isso não significava que todos tivessem de ser metidos dentro do mesmo saco.
Aos que pensam que todos os professores são iguais, aos que pensam que é um paraíso ser professor, só queria vê-los uma semana a trabalhar numa escola difícil, num dos Bairros Sociais do Porto ou de Lisboa. Olhem que não é fácil, não é nada fácil.
E se num tom irónico, no final do seu mandato, a ministra veio pedir desculpas pela desmotivação que criou aos professores, devia era ter pedido desculpa a todo o sistema público de ensino. Porque, ao fim de três anos e depois de tanta histeria, nada mudou de realmente importante.
Perdão, mudou a situação das escolas públicas nos rankings das escolas. Já se sabe que é estupidez comparar ensino privado (onde os alunos são seleccionados à lupa) com ensino público, que faz muito mais em condições muito mais difíceis.
Mas já se pode comparar o desaparecimento do ensino público dos lugares cimeiros nos últimos anos. À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:
Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros.
2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros.
2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.
Mais do que as medidas, mais do que os resultados, foi o discurso e a pose que a fizeram perder a razão. E por isso foi derrotada. Três anos de insultos diários aos professores e de humilhação total – «os professorzecos» – tinham de dar nisto.
Paz à sua alma!
Ainda eu me queixo da rinite alérgica!
Depois da entrada do Glorioso para o Guiness pensei que nada mais haveria de verdadeiramente digno para figurar em tal obra.
Estava enganado e juro que não estou a falar do “espanhol” do nosso “inginheiro”.
Segundo o Expresso online, uma jovem teve problemas respiratórios quando tentava “fazer sexo oral a 200 homens e, assim, entrar para o Livro do Guinness . Ao fim de 50 minutos teve uma crise respiratória e foi obrigada a interromper a prova, que decorria em Hamburgo, na Alemanha.”
A minha mãezinha sempre me disse que tudo o que seja em exagero é mau para a saúde.
Sou pelos pequenos!

E agora para algo completamente diferente… Numa altura em que o campeonato dos “grandes” endinheirados e profissionais está a acabar, uma pequena homenagem aos “pequenos” pobretes, mas alegretes.
O Salgueiros 08 disputa este Domingo, no Complexo Desportivo do Sra. da Hora, o título de Campeão da II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto com o Aliança F.C. de Gandra. O Campeão garante a subida à I Divisão. A primeira mão ficou 1×3 a favor do Salgueiros, faltando agora apenas um empate ou vitória ao Salgueiros 08 para garantir o título. Em caso de vitória do Gandra haverá lugar a uma finalíssima. A hora do jogo é às 15:00h, e pela primeira vez nos campeonatos distritais, terá honras de transmissão televisiva em directo, pelo Porto Canal.
Excelente iniciativa esta do Porto Canal em divulgar um “evento menor” de carácter nitidamente regional, ainda por cima envolvendo a face menos vista do futebol, que é precisamente as pessoas que gostam do futebol-desporto. A transmissão directa de um jogo da Distrital deve ser estreia mundial!
Em caso de conquista do título a equipa do Salgueiros sairá em autocarro a liderar o cortejo para festejar primeiro em Vidal Pinheiro, onde haverá o primeiro foco de animação e posteriormente para a Avenida dos Aliados, para desfilar no centro da cidade.
Não estarei presente nos festejos. Estarei à mesma hora num outro grande jogo de futebol com a minha equipa de futebol de 5 no Bairro da Pasteleira. São as micro-revoluções ao Domingo. Sou pelos pequenos!
O vídeo de Manuela Moura Guedes e o Sr. Bastonário
Ora aí está um vídeo para ver e ouvir. São mais de nove minutos, sendo que o último minuto é verdadeiramente fantástico:
O arranque do Bloco de Esquerda
O Bloco começou a campanha pelo Alentejo – Miguel Portas esteve na aldeia de Montes Altos. Pretendeu com isso destacar a prioridade que tem de ser dada às pessoas.
E serviu esta iniciativa para marcar o arranque do BE em direcção ao 3º mandato na europa. Todas as sondagens apontam um valor acima de 10% para o BE, algo que vai levar Miguel Portas e Marisa Matias para o Parlamento Europeu.
A questão será perceber se a campanha para as europeias será mais útil para alcançar o 3º deputado ou ampliar a base apoio que permitirá crescer nas legislativas.
Do dia de ontem queria também destacar a fantástica iniciativa do PCP que levou muitos milhares para as ruas de Lisboa.
Em ispanhole eles se entendem
Aí está mais uma maravilha do Magalhães! Ou magalhanes!
Segundo as informações que acabam de chegar à redacção aventadora, foi através do magalhanes que o “sinhori inginheiru” se preparou para a apresentação em ispanhol junto do Zapatero!
Para ouvir através da TSF!
Não queria terminar sem antes mostrar a minha surpresa pelo facto do magalhanes ter ajudado a criar uma nova língua – o Espanhol! Eu sempre pensei que em Espanha se falava Castelhano.
Mas, para quem conseguiu fazer inglês técnico como o “sinhori inginheiru” conseguiu, podemos seguramente esperar por uma excelente prova de espanholi aquando da defesa da tese de doutoramento na Independente.
A gente diverte-se muito…
Basílio Horta, o Presidente dos PINs que nos tem inundado de projectos que não interessam a ninguém, vem agora dizer que “toda a gente conhece Portugal e gosta do que conhece, mas esse conhecimento está centrado no golfe, na gastronomia, no Ronaldo e no Mourinho”.
Como se não fosse nada com ele.
“É uma boa percepção e temos enorme orgulho no nosso turismo, mas é uma percepção incompleta”, diz o homem que se arrepia sempre que lhe dizem que durante estes anos tem andado a converter terreno classificado em hotéis e campos de golfe!
Mas isto vai mudar! Vai, vai! Agora vamos lançar uma série de iniciatiavas com o objectivo de trazer, até ao fim do ano, centenas de empresários para cá, nas seguintes áreas: renováveis, software, cuidados de saúde, biotecnologia, inovação dos materiais e dos oceanos!
E quem são os empresários? Ingleses! E porquê agora e nestas áreas? Porque correspondem às opções políticas do governo Britânico para 2009!
Uff! Estava a ver que o nosso governo tinha abandonado o TGV, o aeroporto,as autoestradas em duplicado!
A gente sofre mas diverte-se muito…
Preços das casas caem mais de 40%
À volta das grandes cidades há dezenas de milhares de casas que ninguem quer e que daqui a uma década ter-se-ão degradado tanto que os proprietários vão ter que pagar ao Estado para as demolir.Construídas numa altura em que o acesso ao crédito estava muito facilitado hoje ,mesmo que haja quem queira comprar casa nesses locais, a banca não concede crédito.Estamos perante uma crise financeira mas tambem social.São os divórcios, o sobreendividamento, o desemprego…
As famílias têm que passar a fazer planeamento da sua situação financeira, não podem solicitar crédito que não podem pagar.As questões de personalidade,formação e informação são decisivas para que as famílias não comentam erros de que se arrependem amargamento no futuro.E, não esquecer, que quando se faz um orçamento devemos contar que vamos ter mais despesas e menos receitas do que as nos parecem razoáveis!
Tratado de Lisboa!, diz José Sócrates. Tratado de onde?
Num comício em Coimbra, na campanha para as Eleições Europeias, José Sócrates referiu o Tratado de Lisboa como o grande feito da sua governação.
Tratado de Lisboa? Aquele que foi muito importante para a sua carreira política? Ou aquele para o qual prometeu um referendo que não fez? Ou aquele que a Irlanda não assinou? Ou aquele que simplesmente não existe nem nunca entrará em vigor? Tratado de quê?
Como um pássaro no arame
Quando todos os cantores se transformaram em bombas sexuais, e as vozes se fizeram secundárias em face dos olhares sedutores, das poses de divas ou semi-deuses, e nos perguntamos que espaço teria Ella Fitzgerald, por exemplo, se nascesse agora, eis que irrompem os primeiros acordes da valsa e entra o veterano Leonard Cohen, que, de fato riscado e borsalino a velar-lhe os olhos, enche o palco com sua esplêndida velhice.
Já não se vêem velhos em palco, repararam? A velhice, tão inestética, é escondida ou travestida com grotescas máscaras de falsa juventude. Madonna esconde uns impossíveis 50 anos com coreografias acrobáticas, e apenas os Stones exibem o mapa rugoso das suas faces mas não assumem a condição de velhos. São, antes, eternos jovens gastos pelas muitas infracções.
Mas Cohen é um velho. Os dedos ossudos dedilham a guitarra, o olhar fixa-se num ponto distante que não conseguimos alcançar, e as canções já tantas vezes tocadas saem de novo à luz e revivem uma outra vez, antes do regresso à sombra. A voz envelheceu, perdeu brilho e amplitude, fragilizou-se e Cohen não tenta iludi-lo.
Mas as canções ganharam densidade, a melancolia enriqueceu-se com um travo de ironia, e a alegria não perdeu luminosidade mas tornou-se sábia. Assombradas pela figura agora frágil do seu trovador, as palavras ardem, consomem-se, amanhã renascerão das cinzas. Como aquela que começa assim… “Well my friends are gone and my hair is gray / I ache in the places where I used to play”…
«A mesa para ela, o LCD para ele». Sim, eu vejo o Querido Mudei a Casa!
Acabei de ver, numa típica tarde familiar, o «Querido Mudei a Casa». Até estava hesitante em postar este vídeo bem cómico que me deram a conhecer numa das minhas noites de boémia em Cinfães. Mas se são as mulheres a tratar-se dessa maneira, que mal tem publicar uma coisa divertida que não faz mal a ninguém…
Voltando ao assunto. A certa altura, a apresentadora do «Querido», a Sofia Carvalho, fala das alterações que fizeram na casa e do que deixaram de novo. «Para ela, esta fantástica mesa de jantar. Para ele, este LCD». Assim mesmo, literalmente. Ou seja: ela fica a cozinhar e a pôr a mesa, enquanto ele fica em frente à televisão a ver o futebol. Já agora, como mulher submissa, espero que ela lhe leve uma cerveja fresquinha ao sofá, para ele poder arrotar furiosamente enquanto coça os tomates.
Em que século vive esta simpática apresentadora de televisão?
A Marcha da CDU: 85 mil em protesto
Foi hoje à tarde, em Lisboa. Mais uma mega-manifestação de protesto contra o Governo e, segundo o «Público», um bem afinado conjunto de «slogans» contra esta política.
A dois dias do início da campanha eleitoral para as Eleições Europeias, o PS sente o descontentamento da população. Dir-se-á que foi uma organização de um Partido político, mas nunca outro Governo, como este, teve de defrontar tantas amanifestações desta dimensão. Ao ponto de se relativizarem os 85 mil de hoje.
Foram 200 mil da CFTP por duas vezes, foram 120 mil e 100 mil dos professores, foram os 85 mil de hoje. Poucas vezes, desde o 25 de Abril, a luta de rua atingiu números tão significativos.
«Os números não são importantes» – é o que dizem sempre nesta altura os actuais detentores do poder. Não serão?
De volta ao mar – Estaleiros

São precisos novos investimentos de actualização e modernização dos estaleiros, evitando a degradação dos que ainda operam.Os estaleiros devem ser seleccionados por especialização, para ser criada uma rede nacional, o que implicará associações entre estaleiros para aproveitar a capacidade instalada.Importará estruturar redes de subcontratação e aumentar a flexibilidade laboral.
Deve ser refundada a Associação das Indústrias Marítimas e criados interlocutores seus permanentes junto da Administração Pública,que seja um elo de ligação à UE!
FORMAÇÃO – Devem ser utilizadas as escolas da marinha para formar pessoal civil e alargar a missão da marinha, de forma a considerar outras actividades de interesse nacional, nomeadamente no que respeita à iInvestigação e Desenvolvimento.Devem ainda ser potenciadas as capacidades da Marinha para apoiar a exportação de navios militares e incrementar o seu papel nos meios de segurança da navegação de recreio, reforçando ainda a sua actividade nos meios de intervenção na protecção do ambiente.
A Lavandaria
A Lavandaria reabriu aos fregueses.
Temeu-se o pior mas o Jorge Fiel apenas andou e anda com problemas de “pacotes”. Sem segundas intenções.
Um forte “seja bem regressado” a um dos melhores blogues tripeiros!
Quantos advogados são necessários para mudar uma lâmpada?
“Um advogado fará tudo para ganhar um caso, algumas vezes até dirá a verdade”, disse Patrick Murray numa das inúmeras frases e piadas em redor desta classe profissional. Há muito que os advogados têm má imagem pública, sobretudo nos EUA, em Itália e diversos outros países. Em Portugal eram, até há poucos anos, uma das classes mais respeitadas. Hoje o cenário não é o mesmo. Em parte por culpa própria, mas também por responsabilidades da justiça nacional, um dos sectores mais atrasados e miseráveis deste nosso país.
Há demasiadas leis, decretos, portarias, regulamentos, por vezes contraditórios, e, usando analogias automobilísticas, diversas escapatórias e rotundas que permitem aos advogados e alguns dos seus clientes contornarem decisões desfavoráveis ou utilizarem manobras dilatórias, que prolongam os processos ‘ad eternum’.
Há uns anos, José Miguel Júdice, enquanto bastonário da ordem, denunciou a existência de advogados que cobram “honorários que são autênticos assaltos à mão armada”. Esta semana contaram-me uma historias dessas. Três partes, um queixoso e dois à defesa, três advogados. O queixoso venceu o primeiro ‘round’. Os perdedores recorreram. Destes, um dos advogados, elemento de um grande gabinete, e representando um cliente, apresentou a documentação a tempo e horas e acabou por vencer a contenda. O outro, pequeno escritório, e representando outro cliente, não recorreu a tempo e o cliente voltou a perder. A conta do grande escritório foi de 750 euros. O pequeno escritório apresentou uma factura de 2500.
António Marinho Pinto, actual bastonário, sabe do que fala. Pode não ter a sensibilidade necessária para dizer o mesmo utilizando palavras diferentes mas, se calhar, não quer. O que diz não agrada aos elementos da sua corporação, talvez por ser verdade. Esta semana veio dizer que alguns advogados ou escritórios” são “quase especialistas em ajudar certos clientes a praticar determinado tipo de delitos, sobretudo na área do delito económico”. Os advogados não gostaram mas fiquem sabendo que é isso mesmo que pensam as pessoas que estão de fora das guerrinhas e tricas da classe. Claro que não são todos os que assim procedem. Será até uma minoria mas é sabido que uma maça podre pode estragar todo um pomar.
Hoje sabemos que a Ordem dos Advogados puniu, em 2008, “359 profissionais por infracções que vão desde abuso de confiança a faltas deontológicas várias, como faltas a julgamentos, abandono de clientes ou conflitos de interesses”.
Já agora, sabem quantos advogados são necessários para mudar uma lâmpada? Três. Um para rodar a lâmpada, outros para o atirar abaixo da escada e um terceiro para processar a empresa produtora da escada.
O Banco de Portugal merece aumento
O que o Banco de Portugal sabia em 2005 sobre o BPN!
Operações domiciliadas no BPN Cayman eram feitas num sistema informático próprio, a que acedia um número restrito de pessoas. Os mecanismos de controlo necessários aos príncipios preventivos de braqueamento de capitais não foram aplicados.
O crédito concedido a diversas entidades associadas a El-Assir, empresário envolvido juntamente com Dias Loureiro no ruinoso negócio de Porto Rico, não era reportado de forma consolidada, embora o montante (42.9 milhões de euros) obrigasse o BPN a fazê-lo.
A SNL Imobiliária, apesar de ter vendida em Agosto de 2000 por recomendação do Banco de Portugal, continuava a ser gerida em 2005 no interesse do grupo e estava nas mãos de cinco accionistas da SLN.
O procedimento do crédito no BPN tinha uma organização muito deficiente dos dossiês de crédito e gestão de acompanhamento das carteiras, um problema tambem detectado em 2002.Muitas propostas de crédito estavam fora do sistema.
Como se vê o BdP na pessoa dos seus administradores e directores merecem todos aumento.De trabalho!
Requiem pela Ministra da Educação (II)
O «Novas Oportunidades», lançado pelo ministro David Justino, foi uma excelente medida, igual ao que já existe por toda a Europa. Mas qualquer instituição pode fazer a formação para validação de competências. Há empresas privadas que recebem dinheiro para fazê-lo, mas os seus funcionários não chegam a comparecer uma única vez e obtêm o diploma em dois ou três meses. Há instituições que permitem fazer do 5.º ao 12.º ano em seis meses. As estatísticas é que contam. Faz lembrar o Fundo Social Europeu.
Quanto aos professores, o novo Estatuto da Carreira Docente está na base da maior parte das críticas à ministra. Em nenhum dos países desenvolvidos há uma divisão na carreira entre professores e professores titulares. Porque todos são professores e aqui, não há nem deve haver hierarquias. Todos os professores são iguais. O problema piora quando são os titulares que vão avaliar os professores.
Estes titulares, relembre-se, chegaram a este cargo com base apenas nos cargos ocupados nos últimos sete anos. Não são os melhores, são os que tiveram mais cargos. Para efeitos administrativos, em 2007 a ministra Maria de Lurdes de Rodrigues classificou-os a todos com a menção qualitativa de BOM. Onde é que já se viu isto? Já chegámos à Madeira?
É por isso que o Estatuto da Carreira Docente é a fonte de todos os males. Porque tem uma série de implicações negativas, apesar de revelar alguns aspectos positivos, relacionados sobretudo com as faltas dos professores.
Por fim, no que toca à avaliação do desempenho, há alguns anos atrás havia uma prova pública de acesso ao 8.º escalão. Os professores que reprovassem nessa prova nunca ascendiam ao topo da carreira e ficavam para sempre no 7.º escalão. Essa prova pública de acesso, essa sim que distinguia os melhores professores, foi abolida pelo Governo do PS de António Guterres, do qual fazia parte José Sócrates.
A partir daí, 1998, passou a existir a progressão automática na carreira. E aplauda-se o fim desse sistema. É fundamental avaliar e não se pode admitir que um professor que não faz nada progrida da mesma forma que outro que se empenha a sério.
Mas tem de ser uma avaliação justa, que não contenha factores pelos quais o professor não é responsável e que não controla minimamente, como é o caso do abandono escolar ou do insucesso escolar. Não admito que, em Setembro, tenha de dizer que 90% dos meus alunos vão ter positiva e 10% negativa. E se o número de negativas for maior? Devo ser prejudicado na minha avaliação porque não cumpri os objectivos? Ou passo os alunos para ajustar a sua classificação aos meus objectivos? E se os alunos abandonarem a escola para ir trabalhar, ou emigrarem com os pais, como acontece muito no Interior, por que razão devo ser prejudicado na minha avaliação?
Para além disso, era perfeitamente possível avaliar um professor sem obrigá-lo a tamanha carga burocrática. Veja-se este exemplo referido por Manuel António Pina, esse grande sindicalista: «Uma professora com 9 turmas e 193 alunos vai ter que introduzir manualmente no computador 17 377 registos e fazer 1456 fotocópias, além de participar em algo como 91 reuniões. Contas feitas, a 1 minuto por registo, e visto que a professora é um Usain Bolt informático, e não dorme nem come, nem se coça, nem se assoa, inteiramente entregue à avaliação, são 290 horas, isto é, 12 dias (noites incluídas).
Já 1456 fotocópias a 1 minuto cada (tirar o papel do monte, pô-lo na bandeja da fotocopiadora topo de gama da escola, esperar que saia fotocopiado e colocá-lo noutro monte), levam-lhe mais um 1 dia (noite incluída). E 91 reuniões, também de 1 minuto, mais 91 escassos minutos. Ao todo, a professora fará a coisa em pouco mais de 13 dias (noites incluídas). Qual “pesadelo burocrático” qual quê! No fim ainda lhe sobrarão, se alguém a conseguir trazer do cemitério ou do manicómio, 152 dias para dar aulas, aprovar os 193 alunos e contribuir para as estatísticas da ministra.»
Ou veja-se as grelhas de avaliação publicadas pelo Governo em «Diário da República». Duas simples folhinhas, como se pode ver neste PDF.
Marinho Pinto na TVI
O que acho piada é alguém se ter dado ao trabalho de filmar este momento “TV Rural” do Jornal Nacional da TVI. Fantástico!
De volta ao mar – Exploração energética

Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provem do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.













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