Eu já não sei mais o que escrever sobre a Srª Dona Ministra Maria de Lurdes. É inacreditável que a senhora consiga meter água em tudo o que diz… é verdadeiramente espantoso.
Na última semana da sua desastrosa governação, quando alguns já se tinham esquecido dela e o PS, através de Edite Estrela (em Bragança), tentou mostrar que a pior das piores Ministras da Educação tinha sido outra, eis que a senhora vem dizer ” O seu a seu dono”.
Eu sou mesmo a pior.
Desta vez usou o Magalhães como chantagem – não sei se seguiu a doutrina Major(enta) de Gondomar, mas aí está a verdade: vota PS tens Magalhães. Não votas PS, não tens Magalhães!
O que dizer mais?
Tenho pena!
Chantagem Magalhães
A balbúrdia vai ser tal…
Depois dos resultados que se prevêem para Domingo, a balbúrdia vai ser tal que ainda terá de ser o Presidente da República a encarregar-se da constituição de um Governo de consenso. Se ganhar o PSD, terá de se haver sozinho – nem com o CDS lá vai, mesmo que Portas tenha um excelente resultado. Se ganhar o PS, o Bloco ou o Partido Comunista, sozinhos, não serão suficientes. Sócrates irá precisar dos dois, o que não parece lá muito viável.
Por enquanto, todos querem capitalizar aquilo que Cavaco tem para dizer. O PSD quer que ele diga que desconfia que houve escutas, embora essas desconfianças não devessem ter chegado à imprensa (daí a demissão de Fernando Lima). O PS quer que ele diga que nunca houve qualquer desconfiança e que, por não ter havido, viu-se na obrigação de demitir aquele que inventou tudo.
Valha a verdade que, neste momento, Cavaco não deve saber muito bem se há-de falar e o que há-de dizer. Como dizia ontem Ricardo Araújo Pereira do «Gato Fedorento», interrompeu as férias para falar do Estatuto dos Açores e agora nada é capaz de dizer.
Jornalismo, rigor, mentira, eu vi
“Francisco Louçã não consegue suster a felicidade. No dia em que foi conhecido o afastamento de Fernando Lima da assessoria de Belém, o líder bloquista não resistiu a abrir um comício (em Coimbra) com a frase: “Cada vez gosto mais desta campanha.”
Eu estava lá. A frase foi dita referindo-se obviamente a uma sala completamente cheia. Foi o que perceberam todos os presentes excepto um: a jornalista do Público. Tanto mais que a frase que cita a seguir:
“Foi nessa mesma noite que decretou a morte da campanha do PSD – “esvaziou-se como um balão furado”, disse – e, consequentemente, expurgou de vez os sociais-democratas do seu discurso.”
foi proferida bastante tempo depois. Maria José Oliveira, tenha vergonha. Diga lá que o Público errou, que os jantares em Coimbra são sempre bem regados, qualquer coisinha. Não é que isto tenha grande importância, mas em menos de uma semana apanho duas jornalistas em descarada mentira. E isso tem muita importância, porque fico a imaginar o que será a cobertura desta campanha quando não assisto, agravada por o Público ser o jornal que leio e a TSF a rádio que ouço (neste último caso, aproxima-se o pretérito).
A grande surpresa de Domingo
Viseu era conhecido pelo Cavaquistão na altura das maiorias absolutas do actual Presidente. Ao contrário de todas as expectativas, acabou por ser Cavaco Silva o protagonista da recta final da campanha. queia ou não referir-se ao assunto directamento, o certo é que José Sócrates não precisa. como hoje em Viseu, tem os seus homens de mão para dizer o que ele não quer dizer. «Nós tivemos agora ocasião de ver como é que esses casos são construídos, como é que se monta uma combinata de forma permanente e até doentia contra o PS». Mais do que para o PSD, esta referência do cabeça de lista por Viseu é para o Presidente da República. Obviamente.
Já o apelo ao voto útil não parece que vá surtir grande efeito. Pela mesma razão, não me parece que este caso vá fazer grande mossa ao PSD ou que vá beneficiar o PS. Não haverá assim tanta gente indecisa em votar PS ou PSD. Quem está indeciso, é entre PS e Bloco de Esquerda / Partido Comunista, ou entre PSD e CDS.
Disse em «post» anterior que o português típico não vai nestas cantigas. Alguns entenderam-no de forma depreciativa. Não era. E é exactamente esse português típico que no Domingo vai dar uma grande surpresa ao país político. Lembrem-se que nas anteriores eleições, as Europeias, todas as sondagens davam a vitória ao PS, estávamos em plena crise BPN / Dias Loureiro / Conselho de Estado / Cavaco Silva… e o PSD ganhou.
Basicamente
O PS foge do BE.
O BE diz que foge do PS.
O PC não quer nem falar do PS.
O PSD atira o BE para o colo do PS.
O CDS saltita “estou aqui” gritando “cuidado com o BE”.
E no meio disto tudo a malta olha e pergunta: “O desemprego?”
Louçã não é mentiroso!
O PSD fala de um acordo secreto entre José Sócrates e Francisco Louçã com vista ao pós-Legislativas.
José Sócrates diz que é mentira e eu fico na mesma, inclinado até a pensar que se calhar é verdade (a relação patológica do primeiro-ministro com a verdade até arrepia). Mas Francisco Louçã também desmente. E se Louçã diz que é mentira, então é mesmo mentira.
Por uma vez, parece-me que José Sócrates está a falar verdade… Até porque continuo a pensar que o primeiro-ministro faria mais depressa uma aliança com Paulo Portas.
Cavaco no seu melhor estilo
Assistimos a mais um episódio igual a tantos outros que se passaram quando Aníbal Cavaco Silva era Primeiro-ministro: “Quem me incomoda, Rua!”.
Este afastamento não é mais do que um episódio revivalista de outras alturas. Os peões dão a cara e se correr mal a culpa é deles. Esta falta de solidariedade entre pares é do pior que existe na política.
A juntar a este facto que por si só é grave, se juntarmos o momento de campanha eleitoral que vivemos torna tudo muito mais suspeito. Não tendo da vida uma visão conspirativa, não posso deixar de referir que a demissão anunciada de Fernando Lima a 5 dias das eleições só tem uma leitura possível – Cavaco Silva não quer que o PSD ganhe as eleições.
O que justifica esta lógica?
1. Cavaco quer ser reeleito Presidente da República e para o seu final de primeiro mandato dá muito mais jeito ter como Primeiro-ministro José Sócrates;
2. O Presidente da República só existe politicamente se conseguir fazer oposição ao Governo. Foi assim com Mário Soares e Jorge Sampaio;
3. Aníbal Cavaco Silva apenas teme a frente de esquerda, ou seja, o Candidato do consenso Manuel Alegre. Se Cavaco não se demarca politicamente do governo não capitaliza votos no chamado “centrão”. Só o conseguirá se for eleito um governo frágil do PS.
Fernando Lima serviu, como outros na década de 90, os objectivos calculistas de Cavaco Silva.
Tudo isto pode não fazer sentido, mas se assim for, Cavaco terá que dar explicações públicas esta semana, ainda antes das eleições legislativas. Para já o árbitro (Cavaco Silva) assinalou uma grande penalidade a favor de José Sócrates (na minha opinião a falta foi fora da área). O Jogo estava empatado.
Piquenas e médias empresas asfixiadas

As piquenas e médias empresas andam asfixiadas pela crise – quem o diz é Manuela Ferreira Leite numa visita a Guimarães. E diz também que os portugueses andam asfixiados pela falta de liberdade.
Os exemplos são elucidativos: quando se perseguem empresários por não irem a determinadas reuniões, quando se apoiam empresários em função das suas posições favoráveis ao Governo, quando há 12 mil funcionários com queixas na Provedoria de Justiça “por se sentirem com retaliações”, ou quando as pessoas não têm a sua liberdade assegurada. Estas são as denúncias que o PSD promete repetir “até à exaustão”.
Todos sabemos que isto é verdade. Quem não se lembra do caso do professor Charrua, da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, do envio de polícias às escolas e delegações sindicais de professores, de Dalila Rodrigues, da Associação de Professores de Matemática, dos discursos de Sócrates nas candidaturas do IEFP, da TVI!
A surpresa, neste caso, é a construção de uma tão grande teia em tão pouco tempo!
Claro que, se tivesse na mão uma maioria absoluta, o PSD faria exactamente a mesma coisa ou pior. Como fez no tempo de Cavaco Silva. São os perigos das maiorias absolutas. A asfixia.
O Outono socrático
O desemprego vai aumentar, apesar do abrandamento da crise global. Aliás, é improvável uma forte recuperação económica a curto prazo. Muito menos em Portugal por causa da nossa falta de competitividade e de gastarmos acima dos recursos, recorrendo ao endividamento externo. Já antes da crise nos estávamos a afastar da média europeia de riqueza. (Publico -Sarsfield Cabral)
Isto após 11 anos de governação socialista nos últimos 14 ! Eu dou o meu voto não a quem ande a distribuir o que não temos ( de forma profundamente injusta como se vê pelo alargamento da injustiça ente ricos e pobres) mas aos que se entregarem a criar riqueza, aos que se interessarem por quem trabalha, por quem inova, por quem investe, por quem cria bens e produtos transaccionáveis para substitur importações e exportar.
O PS já mostrou que não está na sua matriz de governação dedicar-se aos problemas reais do país.
Vitorino: A voz do dono
Para António Vitorino, o Presidente da República tem de se explicar rapidamente, antes ainda das eleições. Para Pacheco Pereira, também.
É impossível não pensar que, tanto para o protagonista do caso Eurominas como para o intelectual de Marmelais, são as vozes do dono a falar. José Sócrates e Manuela Ferreira Leite não podem dizer o que lhes apetece: um verberar o comportamento do Presidente, a outra apelar para que ele diga que houve mesmo escutas.
É assim a política à portuguesa. Há os donos e há sempre aqueles que fazem a sua voz.
Escutas: O português médio já se esqueceu
Manuela Ferreira Leite diz hoje que a campanha do PSD não fica prejudicada pelo caso das escutas. Claro que não fica, da mesma forma que a campanha do PS não parece ter ficado prejudicada com o caso, muitíssimo mais grave, do Jornal de Sexta da TVI.
O português médio tem pouca memória. Aliás, o típico português, que não lê blogues nem jornais e que se limita a ver o Telejornal, como aperitivo para as suas novelas, nem sequer chegou a perceber muito bem o que aconteceu.
Portanto, arquive-se e venha daí outro caso, se possível atingindo agora o PS. Para que Francisco Louçã, aquele que não vai às peixeiras, goste ainda mais da campanha.
Ofereço: Sugestão para reportagem
Estamos em eleições. É completamente impossível que haja uma pessoa neste país que não saiba que estamos em eleições. Alguém que regressasse agora, ao fim de dois anos numa viagem à volta ao mundo, a primeira palavra que ouviria seria “política” e saberia logo que estamos em eleições. Liga-se a televisão e é só política, política, política. No ar, debates políticos, declarações políticas, políticos a andarem de carro e até políticos a tentarem fazer piadas. Nota-se que começa a ser cada vez mais difícil preencher tanto espaço de antena dedicado à politica. O que irão fazer a seguir? Arranjar uma forma de fazer um jogo de futebol com políticos em coligação? Vê-se de tudo, mas acho que não se vê nada. Numa altura de reportagens, sondagens e estudos exautivos a tudo e mais alguma coisa, eu gostava de ver, por exemplo, um estudo sobre o número de pessoas que sabe o significado de palavras como demagogia, democracia, marketing ou retórica. Só para deixar de parte, por momentos, o “fogo de artifício”, as peixeiras e o Salazar. É que o homem ainda ganha como aconteceu no Concurso dos Grandes Portugueses.
Para não ser só “dizer mal”, vou “oferecer” uma sugestão: Que tal uma boa reportagem sobre o marketing político? Aposto que existe muita gente que gostaria de ver. Daria um bom share, ou lá como é que se chama à medida das televisões. Acho que era até, bastante importante, já que t-a-n-t-o se fala de política e eleições.
Para responder a questões como: Qual a importância e valor das sondagens? Como funciona uma empresa de sondagens? Como se organiza um comício? Quem trata da imagem dos políticos? Quem trata da imagem dos partidos? Quem trata da imagem das campanhas? Qual a sua importância? Pode influenciar na escolha do voto?
Cartazes eleitorais imaginários (João Galamba)*
Alegre e Soares agora são apoiantes do Sócrates?
Andaram quatro anos a dizer que nada tinham a ver com a política seguida por Sócrates, na Educação, na Saúde, na Justiça, mostraram, e bem, a sua incomodidade com as políticas do governo, agoram aparecem aí como virgens ofendidas.
Já ninguem acredita em ninguem, Soares ainda diz alto e bom som que o BE é um bom parceiro, Alegre não diz mas adivinha-se, andam a preparar as hostes para a união de facto? E Louçã, noiva dificil, vai negociar o quê, as privatizações, acelerar a reforma na Justiça, apoiar o SNS e uma escola pública mais autónoma?
Tudo a nível da Assembleia da República, em acordos que deixem margem de manobra ao BE mas que lhe dê influência ao nível da governação. E os megainvestimentos, a divida externa limita o Louçã economista?
Entretanto, Sócrates vai dizendo que as políticas são para continuar o que é um verdadeiro escândalo face à situação a que levou o país. A tenda está montada pelo PS, por um lado namorando o BE e por outro mantendo a propaganda. Quer segurar o PS dos negócios e dos lugares bem pagos e chamar a ala esquerda com o namoro ao BE.
Cá está o PS que bem conhecemos, adúltero e promíscuo!
Das misérias de um país
Os últimos dias de campanha foram miseráveis. Chegamos a um país que discute escutas de um órgão a soberania a outro, conspirações que envolvem o presidente, o governo e jornalistas, emails alvo de kackers ou afins, as prestações televisivas de candidatos num programa de humor e o share que atingiram.
Está instalada a confusão. Em todo o lado. Nos órgãos de soberania, a começar num presidente à deriva e num primeiro-ministro perdido, nos partidos políticos, na comunicação social, na sociedade.
Eis o Portugal de 2009.
O quanto gostaria de ver Eça de Queirós escrever sobre as misérias desta coisa.
O que fazer com os movimentos
Depois da MEGA-manif de ontem com mais de 149 mil professores ausentes, alguns dos seus mentores pensam nos passos seguintes. A seu tempo darei a minha opinião sobre o assunto, mas de momento gostaria de analisar alguns dos argumentos de Ramiro Marques.
1. Creio que a única coisa que une os dirigente (no singular) de cada um dos movimentos é a visão anti-sindical da profissão. Algo mais que visto – obviamente continuam a não ver o essencial. A movimentação da Classe aconteceu por muitos motivos, um deles a existência de sindicatos. Quer gostem quer não gostem, isso é uma verdade.
2. É uma verdade, sendo que o ataque feito pelo PS aos direitos sindicais vai tornar agora quase impossível a prática sindical – o editorial de António Avelãs é esclarecedor.
3. É excessiva esta ligação entre os dirigentes sindicais e as suas ligações partidárias. Recordo, no entanto, que esta foi uma questão internamente discutida no último congresso da FENPROF. No entanto penso que não faz sentido esta consideração num momento em que os Sindicatos e os Professores conseguiram manter a LUTA bem longe dos partidos.
4. Este argumento é um insulto – sou dirigente nacional da FENPROF e fico triste por ver o Ramiro a entrar no insulto.
5. Uma ORDEM???? Era só o que nos faltava. Além disso, sonhar com 10 mil sócios é uma miragem meu caro Ramiro… uma miragem!
A uma semana das eleições…
está ainda muito por esclarecer, sendo que há já alguns elementos quase certos:
1 – O PS vai ganhar, mas sem maioria absoluta.
2 – PSD fica em segundo e com o CDS também não chega à maioria parlamentar.
3 – BE será a 3ª força na casa dos dois dígitos. Deve eleger pela primeira vez em Faro, Aveiro e Braga, aumentar em Setúbal, Porto e Lisboa. Coimbra é uma miragem (Escreve-me o João Cardoso para corrigir esta ideia, ver comentário).
4 – CDS e CDU lutam palmo a palmo pelo último lugar.
É também claro que o PS ataca o PSD, seu adversário natural, mas não deixa o BE descansado – todos os dias há um ataque forte ao BE (veja-se a capa de ontem do Expresso ou a presença de Alegre em Coimbra). Claro que o BE também não ataca a esquerda do PS, antes pelo contrário – hoje ouvi Louça dizer que teria todo o gosto em ter Alegre a seu lado numa campanha.
O PCP continua o seu caminho sozinho a falar para a sua gente.
Entre o PSD e o CDS acontece algo de estranho – o PSD deixou a Direita direitinha a inteirinha para o Paulinho das feiras. Não entendo esta postura, que na minha opinião vai custar a vitória ao PSD.
Com estes dados quase certos, a Cavaco só resta convidar o Secretário-geral do partido com mais votos nas eleições para formar governo. Sócrates irá formar governo minoritário – não acredito num acordo pós-eleições. Estas (im)possibilidades:
– PS / PSD
– PS / CDS
– PS / BE
– PS / CDU
– PS / CDU / BE
Tudo se encaminha para uma maioria de esquerda no Parlamento. PS, BE e CDU juntos terão a maioria absoluta. Obviamente esta não é a esquerda possível que Alegre deseja, é, antes, a esquerda impossível. Não me parece possível que a CDU possa dar a mão a Sócrates num acordo parlamentar – aprovação do orçamento e do programa de governo, ainda que com uma abstenção, por exemplo.
Já acredito mais num acordo com o BE, sendo que Louça tem sido muito claro: NÃO!
O Portas até gostaria mas não terá capacidade para levar o PS até à maioria
Perante o não da esquerda resta ao PS encostar o PSD à parece apelando à responsabilidade governativa… e ir avançando em minoria. O PSD irá “aprovar” documentos essenciais com a sua abstenção.
Vamos então para a última semana.
Assuntos não discutidos na campanha
Por onde anda o desemprego que está para durar e a crescer ? E a criação de riqueza ? E a dívida externa ? Estes assuntos, os mais importantes que se perfilam no horizonte não aparecem na campanha. Porquê?
Não há ideias, não há medidas ?
Há quem diga, sem se rir, que se tratam de problemas que vieram com a crise e com a crise irão, isto da parte dos socialistas. Mas da parte dos outros partidos ? Se não há criação de riqueza, e não há, como a OCDE já veio dizer, como é que se criam postos de trabalho ? E como se suporta o Estado Social ( a saúde, a segurança social…)?
Vai ficar para a última semana de campanha ?
Alegre em campanha para as Presidenciais de 2011
«O SNS é uma bandeira socialista que está a ser esfarrapada; e mais que uma bandeira socialista, é uma bandeira que o povo precisa».
A frase foi dita por Manuel Alegre ainda há bem pouco tempo, já depois da saída de Correia de Campos. Hoje, travestido em fervoroso apoiante do Governo, no comício de Coimbra, assegurou que só o PS pode defender o Serviço Nacional de Saúde.
Coerência? Não lhe peçam isso. O homem é um poeta e, para além disso, já anda em campanha para as Presidenciais de 2011.
Louçã só gosta de nabos a bem da credibilidade
Louçã em Alcobaça passeia no mercado cumprimenta, beija e fala com as vendedoras dos nabos, nabiças, tomates, alfaces enfim com a horta, mas evita a as vendedoras de peixe. Estas bem lhe dizem adeus mas Louçã não está para peixeiradas a bem da seriedade. O BE quer todos, mas não todos e muito menos a qualquer preço, sabe bem que aquilo depois à noite nas televisões é um rodopio de abraços e beijocas, bailaricos, palavrões, como é que isto joga com um partido do arco do poder?
Candidatos no carro
O programa da SIC, “Os candidatos como nunca os viu”, terá como objectivo habilitar os eleitores a conhecerem os candidatos, como explicou o director de Informação da empresa (…)
Para o ar já foram 4 programas e, em todos eles foi incluída uma entrevista dentro de um automóvel em circulação, sendo interessante observar a atitude de cada um deles. Só um apareceu ao volante, Jerónimo de Sousa, que embora atento à lei que impõe o cinto de segurança, frequentemente soltou as mãos do volante, entusiasmado com a conversa, deixando o automóvel rolar na estrada, quiçá mal controlado, com risco pessoal e de terceiros, o que é de certo modo preocupante, tratando-se de um candidato que ousa pretender conduzir o governo de Portugal, oxalá, com segurança.
Dos outros 3 candidatos, Francisco Louçã, José Sócrates, e Paulo Portas, não deu para avaliar o “à vontade” ao volante, já que se sentaram, confortavelmente, no banco de trás, junto à entrevistadora. Mas deu para perceber que Louçã e Portas, conscientemente, não hesitaram e fizeram o percurso usando o respectivo cinto de segurança, como é de lei. Sócrates, todavia, descontraidamente, prescindiu do uso do cinto, ignorando a segurança e o cumprimento da lei. A “distracção” de Sócrates não surpreende nem é facto inédito, trazendo à mente o caso que abriu o editorial do DN de 15.05.2008: “Os exemplos têm de vir de cima e neste particular o primeiro-ministro deu um péssimo exemplo ao País nas três vezes que puxou por um cigarro e o acendeu a bordo do avião da TAP que o transportava para a visita de Estado à Venezuela”.
Simplificando, por este processo, ficou a saber-se quem não está à altura para ser primeiro-ministro após as eleições de 27 de Setembro….
Francisco Leite Monteiro (publicado também no «Diário de Notícias»)
CDU – Recados na Educação

Há uns dias, em Coimbra, Mário Nogueira fez um discurso inflamado durante o comício de Jerónimo de Sousa. É um tema que, ao contrário do que se esperava, não tem sido muito aproveitado pela Oposição. Sócrates devia ser obrigado a falar do Estatuto da Carreira Docente, único no mundo, da Avaliação de Professores e da Ministra Rodrigues, mas tem sido poupado. Talvez porque, no principal partido concorrente, milita uma senhora que, por acaso, foi uma péssima Ministra da Educação.
Entusiasmado com as 700 pessoas que o ouviam nas escadarias monumentais, Jerónimo de Sousa falou do aumento do défice e aventou a hipótese de eleger um Deputado por Coimbra.
Quem sabe?
Tudo isto no dia em que, mais uma vez, mostra a sua elegância política, ao não querer aproveitar-se da polémica dos PPR de Francisco Louçã.
Louçã não cumprimenta as peixeiras, ou uma demonstração de coerência
No dia em que se sabe que Louçã fez um PPR (como dizia o outro, não havia necessidade, não me parece que tenha de ir contra o que defende para assegurar o seupé de meia), o «Publico» faz manchete com a recusa do líder do Bloco de Esquerda em visitar o espaço das peixeiras no Mercado Municipal de Alcobaça.
Ao contrário do que parece, trata-se, em minha opinião, de uma prova de coerência, de fuga ao populismo. Todos sabem que as peixeiras dão excelentes imagens televisivas, muitos gritos, mutios beijinhos. É o que elas querem, está-lhes nas guelras. E fazem isso seja a quem for que lhes apareça pela frente.
Ao não querer entrar no espectáculo, Louçã mostra que é diferente dos outros. Podia ir e a seguir tomar um banho rápido. Não o fez. Deu o corpo às balas e fez o que a consciência lhe ditou.
Novidades da campanha: Sócrates já diz o nome maldito
Novidades da campanha: José Sócrates, o ainda primeiro-ministro, do alto do seu pedestal, já diz o nome de Manuela Ferreira Leite. Nunca se tinha visto tal desde o início do período oficial de campanha.
O que o terá feito dizer o nome maldito? A sondagem? Uma distracção? O medo?
Pois, Sócrates diz que tem medo do regresso ao passado. Estará a falar precisamente de passado? Do passado Guterres? Ou do seu próprio passado? É incrível como, após uma maioria absoluta de quatro anos, o passado ainda continua a ser justificação para tudo!
Sondagem da Intercampus com voto em urna: 32 – 29, ou como os eleitores têm medo de dizer que não votam PS
Há por aí muito boa gente que, ao telefone ou pessoalmente, tem medo de dizer que não vota PS. É aquilo a que alguns chamam asfixia democrática ou um clima de terror que se instalou na sociedade portuguesa há quatro anos. Repare-se no caso do professor Charrua, repare-se no caso da Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, repare-se no caso de Dalila Rodrigues, repare-se no caso da Associação de Professores de Matemática, repare-se no caso da TVI, do qual já ninguém fala, repare-se em quem foi encarregada de investigar o caso Freeport.
São os perigos da Maioria Absoluta, de que já tiveramos dois tristes exemplos durante os anos 80 e 90.
Seja por isso ou não, o certo é que, na primeira sondagem com voto em urna, ou seja, com intenção de voto secreta, o PS aparece com a votação mais baixa de sempre e o PSD aparece mais perto do que nunca de chegar ao poder. Novo empate técnico, perfeitamente encaixado na margem de erro de 3%.
Na sondagem da Intercampus, o Bloco de Esquerda aparece com 12%, que deverá ser mais ou menos o seu resultado eleitoral. Menos nunca. Mais, talvez.
Descubra as diferenças
O meu bairro foi hoje visitado pelo bloco central. Primeiro passou a senhora, beijinhos, abraços, apertos de mão, e uns tipos com umas coisas ao ombro caminhando de costas e abrindo caminho.

Depois veio o senhor, apertos de mão, beijinhos, abraços, e uns tipos com umas coisas ao ombro caminhando de costas e abrindo caminho.
Eu gosto muito de campanhas eleitorais. Dos governantes descendo as escadas até ao povo. Suponho que tomam banho logo a seguir.
Adenda (hoje é 0 meu dia das adendas, está visto): Acabo de ouvir uma jornalista na TSF afirmar que o Senhor teve mais apoio popular que a Senhora, isto numa autarquia laranja. É completamente mentira. Quanto muito a JS tinha mais militantes que a JSD. Este é o meu bairro, assisti à passagem dos dois do mesmo lugar, e a recepção foi exactamente a mesma.
Além disso a autarquia até Novembro é laranja, mas o PS é de longe e por tradição dominante na cidade e no distrito.
Assim se faz jornalismo isento, com rigor, e já agora esquecendo que os outros não são parvos.
Prognósticos menos reservados

para as próximas eleições.
Este Expresso vale mil sondagens.
Adenda: Entretanto li a notícia que faz manchete. “Ana Drago e Joana Amaral Dias foram dois dos rostos do BE no Parlamento nesta legislatura.” escreve Martim Silva com Ricardo Jorge Pinto. Em 2005 JAD foi candidata pelo BE em Santarém, não tendo sido eleita. É o chamado jornalismo de investigação no seu melhor.
De regresso

Depois de algum tempo de paragem, estou de novo em contacto com os leitores (sejam eles quem forem) deste excelente blog.
Estive uns dias por terras de Marrocos. Como dizia a canção que muitos cantamos quando eramos crianças “Fui visitar a minha tia a Marrocos”.
(por acaso e que eu saiba não tenho nenhum familiar em Marrocos)
Mas passemos à frente…
Estamos a praticamente uma semana das Eleições Legislativas.
Por isso a campanha eleitoral está ao rubro.
Temos partidos políticos que, pelo menos no meu caso, nunca tinha ouvido falar.
Estão neste caso o PTP (Partido Trabalhista Português) ou o Partido da Vida.
Mas há também outros de que só quase ouvimos falar nestas alturas.
Refiro-me a PCTP/MRPP ou o POUS, cujos líderes carismáticos são, respectivamente o Dr. Garcia Pereira e Carmelinda Pereira.
Uma vez mais, partidos, tal como os chapéus, ha muitos… O resto da frase fica para cada um completar.
Vamos ver o que esta última semana nos reserva, sendo certo que, ao que parece e de acordo com as últimas sondagens, a vitória vai sorrir, uma vez mais, lá para os lados do Largo do Rato.
A ver vamos.
Ana Gomes quer o PS com o BE
A nível de governo não me parece mas a nível parlamentar, sim . Há várias vantagens nesta formula. Desde logo obriga o PS a negociar e a ceder em prioridades que ninguem entende como é o caso das obras públicas megainvestimentos, e os negócios contentores de Alcântara, resultantes do quero posso e mando, tambem ficam com os dias contados.
Depois o BE fica com a liberdade suficiente para continuar a pugnar pelas privatizações que só são possíveis no seu imaginário mas que na realidade não são possíveis no presente enquadramento político e financeiro.
E, mais importante que tudo, que se encontrem consensos para os grandes problemas nacionais, como sejam a criação de riqueza ( o país caminha para o empobrecimento) tratar o SNS, limpar a Justiça, desatar os nós na Educação, criar postos de trabalho, sustentar a Segurança Social.
Além disso o país tem leis a mais e acções a menos, há que governar e encarar os problemas de frente sem medo dos que não estão interessados que as coisas melhorem.
Mas sem criação de riqueza nada será possível é aí que está a chave do problema. Não são as grandes empresas públicas, os grandes grupos económicos que resolvem o problema do emprego.
Portugal tem à sua frente um horizonte negro com o empobrecimento à espreita, com aumentos do PIB na ordem dos 1.8% durante vários anos, há que ter a coragem de perceber que este crescimento não suporta o Estado social que temos.











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