Comissão Europeia e da Confiscação

A SIC Notícias exibe no seu ‘site’ este vídeo.

Em título, a estação de Carnaxide anuncia:

Bruxelas admite que depósitos de 100 mil euros sejam convertidos em ações nos países em resgate

Por sua vez, o texto da notícia diz:

A Comissão Europeia admite que os depósitos bancários acima dos 100 mil euros sejam reduzidos ou convertidos em ações em países alvo de um resgate financeiro, tal como aconteceu em Chipre. Esta é a resposta de Bruxelas, depois de uma questão colocada pelo eurodeputado português, Nuno Melo.

Sublinhei propositadamente acima, uma vez que o texto altera radicalmente o anunciado em título – serão depósitos de 100 mil euros ou acima de 100 mil euros? A dúvida é mais do que natural. O erro jornalístico parece-me flagrante, sendo indispensável saber qual a informação que prevalece.

Sei também que este anúncio, divulgado pelo eurodeputado Nuno Melo do CDS, numa ou noutra versão, é claramente um ataque à classe média e, sobretudo, à propriedade privada de que a direita tanto se ufana de ser ideológica e intransigente defensora. Ainda existe razoável número de depositantes que, ao longo de décadas de trabalho, teve a oportunidade de aglutinar poupanças até 100.000 euros ou de verbas acima desta. [Read more…]

A suplementação alimentar que a União Europeia e as multinacionais vos querem proibir, na prática

Ao abrigo do Tratado de Lisboa, o cidadão europeu tem uma ferramenta para obrigar a Comissão Europeia a rever uma determinada matéria, esse meio é uma petição de 1 milhão de europeus. O lobby da grande indústria farmacêutica precisa de ser parado em nome dos melhores interesses da saúde colectiva.

Veja  a “Pétition 1924/2006/CE

Assine  a petição europeia e recomende-a:

A partir de Setembro prepara-se mais uma purga no mercado europeu de suplementos alimentares, seguindo a aplicação do Codex Alimentarius na Europa.

Outras informações úteis:
Saúde em perigo (Santé en danger).

Alimentos não são medicamentos.

Chatice Tuga

O tratamento anterior não funcionou

Praça Syntagma (2012-02-12)

O tratamento anterior aplicado à Grécia não funcionou. Por isso, vamos repetir a dose e vamos esperar que funcione. Este será o terceiro pacote de austeridade. É de doidos, é óbvio que não vai funcionar.

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A profanação do euro pela S&P

s&p

Fonte: Presseurope

Inspirado nas imagens, essas a meu ver humanamente condenáveis, de um acto de soldados norte-americanos, um cartoonista ilustrou assim a decisão da Standard & Poor’s, anunciada 6.ª feira, de baixar as taxas de notação financeira – os célebres “ratings” – de vários países europeus.

Trata-se, de facto, de uma alegoria bem humorada. Em especial, também agradou aos mercados, beneficiando de mão beijada da oportunidade de fazer disparar as taxas de juro de dívidas soberanas e de outras que lhes estão associadas. Segundo o ‘Jornal de Negócios’, o aumento da taxa da dívida portuguesa já atingiu 100 pontos (+1% em linguagem clara).

A Comissão Europeia continua a reclamar que os cortes da Standard & Poor’s são injustificados. Barroso & Cia. têm sempre de dizer algo, para demonstrar que ainda existem. Se não tem poder perante o casal Merkozy, menos ainda é possível que a S&P leve a sério o que diz a Comissão Europeia.

Em síntese, há um conjunto de vítimas de profanação. O euro, a Zona Euro, a Comissão Europeia; acima de tudo, nós cidadãos estamos profanados e bem profanados!

Troikinices e Cretinices!

troikaA maldita troika andou por cá. Em cada passagem, o tenebroso trio ataca sem pudor nem piedade direitos de cidadania básicos. Sobretudo, a frágil qualidade de vida de milhões de portugueses.

Desta vez, os senhores da troika deram-se ao prazer de ratificar a deliberação – para não lhe chamar roubo – do governo de corte dos subsídios de Natal e de férias a funcionários públicos e pensionistas; medida esta que, lembre-se, não estava elencada no tristemente célebre ‘memorando de entendimento’.

Todavia, as desumanas criaturas são insaciáveis em semear a maldade. Manifestaram agora o desejo de aplicar cortes de remunerações aos trabalhadores do sector privado. O eurocrata Jürgen Kröger exprimiu argumentos a favor da medida, nomeadamente os seguintes:

  1. A economia tem problemas de falta de competitividade e produtividade, solucionáveis, segundo ele, através da redução de salários também no sector privado.
  2. A medida teria a vantagem de travar “a transferência de trabalhadores do sector público para o privado”, atraídos por remunerações mais elevadas.

As observações e recomendações do Sr. Kröger são, no mínimo, disparates; próprios, de resto, de tecnocratas monetaristas, como o nosso Prof. Gaspar, cuja visão se centra em exclusivo no sector financeiro, ignorando a economia real do país – do nosso ou de outro onde infelizmente essas troikas intervêm. [Read more…]

Recado da Comissão Europeia à Alemanha

A linguagem não é esta, mas o conteúdo é o seguinte:

Srs teutónicos,

Sabemos que sois um povo cerebral, amante das ciências precisas, terra de filósofos, falantes de uma língua que nomeia com exactidão, cultores da clareza, exigentes com os pormenores, buscadores de perfeição técnica, maníacos da higiene, demandadores de análise, inimigos da precipitação.

Sabemos que desprezais o improviso, abominais a imprecisão, detestais a desorganização, desvalorizais o desenrascanço, substimais mentalidades diversas, menorizais países pouco rigorosos.

Parai, portanto, de dizer asneiras, de fazer merda e de ser terceiro-mundistas.

Barroso, Comissários & Cia., vida faustosa em tempo de crise

Os jornais portugueses concentram-se na sórdida campanha eleitoral. Títulos sensacionalistas, ausência de imparcialidade e excessiva atenção aos atritos entre Sócrates, Coelho e Portas, o trio nacional que ratificou, perante a troika externa, a condenação dos portugueses à pobreza, uns, e à miséria, outros.

Do conteúdo do programa da troika ‘FMI-BCE-CE’, a divulgação e análise não constituem informação relevante. A nossa comunicação social confina-se ao sujo, ao mesquinho e ao colateral; em certas ocasiões, aquece o debate no ‘arco do poder’ com a intriga – ontem a SIC anunciava indevidamente haver uma 3.ª versão do acordo entre o governo e a troika; o ‘Público’, na edição online, navegou na mesma onda, mas, entretanto, retirou a notícia de circulação.

Em suma, tal como a campanha, a imprensa portuguesa tem-se revelado sórdida e desprezível para quem precisa de ser esclarecido da vida que nos espera de 6 de Junho em diante. O desapontamento levou-me a um périplo por jornais estrangeiros. Eis que, de súbito, embato de frente nesta notícia no ‘Guardian’.

É verdade, da mixórdia eleitoral portuguesa salto para o desaforo de gastos do nosso compatriota Barroso e sua equipa de comissários. Em cinco anos, gastaram 7,5 milhões de Euros, apenas no aluguer de jactos privados. O ‘Guardian’ refere outros despesismos e, embora a tradução sofra das imperfeições normais com o automatismo do Google, é possível apercebermo-nos da faustosa e dispendiosa a vida de Barroso, Comissários & Cia., ou seja, das gentes da Comissão Europeia.

Saber que os luxos são pagos por milhões de contribuintes europeus, alguns dos quais alvos de vidas sacrificadas, e deparar-me com a notícia de tal afronta é revoltante. Há dias em que um homem nem pode entrar na Internet para ler um jornal sequer. Mesmo estrangeiro. DASSE!

Os troca-tintas e a troika-tintas

Em adição aos troca-tintas internos – por culpa de alguns destes, diga-se –  outros de fora vêm ao nosso encontro com idêntico ímpeto. É o caso, por exemplo,  de Olli Rhen, comissário europeu, e de Dominique Strauss-Khan, director-geral do FMI, ao pronunciarem-se sobre a ‘ajuda externa a Portugal’. Quase em simultâneo, Rhen afirma: “Apoio deve estar concluído nas próximas semanas””; Strauss-Khan, por sua vez, garante: “Não vai ser rápido, nem fácil”.

Afinal em que  ficamos? A pergunta é legítima.  Talvez fosse útil esclarecer junto do terceiro comandante da troika, o Sr. Trichet do BCE. Ou talvez não; correríamos o risco de levar com uma resposta do tipo: “Não vai ser lento nem rápido, nem fácil, nem concluído”.

Quanto aos homens de terreno da troika, lá andam por Lisboa. A ver documentos, contas e broncas  armazenados em computadores. Que se saiba, já chegaram à brilhante conclusão de que as casas em Portugal devem ficar mais caras, porque 76% dos portugueses vivem em casa própria. Como não tivemos bolha imobiliária – por enquanto – há que providenciar o seu enchimento artificial e promover o mercado de arrendamento. [Read more…]

Esclarecimentos sobre o Magalhães com pouca memória

Há qualquer coisa que não se percebe. O negócio entre o Estado e a JP Sá Couto foi claro e transparente, garantiu já José Sócrates um sem número de vezes.

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A 16 de Dezembro a Comissão Europeia “abriu a primeira de três etapas de um processo de infracção contra Portugal”, considerando que o Estado infringiu as regras comunitárias que regem os contratos públicos ao adjudicar o fornecimento dos computadores Magalhães por “ajuste directo à empresa portuguesa JP Sá Couto”.

Agora, ao pedido de esclarecimento da Comissão, o Governo pede mais tempo para responder. Mais tempo porquê, se foi tudo transparente e claro como a água? Será que falta memória RAM?

Coisas do Diabo : Barragens – reservatórios de água deteriorada?

O relatório da Comissão Europeia é peremptório: o Programa Nacional de Barragens é um disparate e custa milhões.O contribuinte vai pagá-lo agora e arrisca-se a ter que assumir mais tarde as sanções europeias.

 

O que está em causa é a qualidade da água, que está sujeita à Directiva Quadro da Água e que diz taxativamente, "que os estados membros têm de atingir índices comunitários da qualidade das águas antes de 2015."

 

O relatório não poupa o governo de José Sócrates que omitiu as consequências ambientais negativas originadas pela construção das barragens.

 

O actual programa  está mal concebido e representa um gasto inútil de milhões de euros para o contribuinte. "de que serve construir mais barragens, em nome da retenção, se as condições de construção das previstas mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada"?

 

Para além da crítica de não terem sido levadas em consideração os aspectos ambientais, tambem se critica o facto de não terem sido efectuados os estudos custo/benefício entre esta opção e outras fontes de energia renovável, como por exemplo, a eólica off-shore (mar).

 

Este governo nunca apresentou estudos de custo/benefício em relação a grandes projectos como o TGV e a terceira ponte, porque o faria aqui? Lá se iam as obras de betão!

 

 

Esperteza Saloia

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GATO ESCONDIDO COM RABO DE FORA

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O Ministro Teixeira dos Santos é tudo menos incompetente, digo eu.

Desde 2007 que o governo do nosso país se confronta com um processo que a Comissão Europeia abriu contra Portugal, por haver uma dupla tributação, quando se aplicava o IVA sobre o ISV, no preço dos automóveis. Com a excepção da Polónia, nenhum outro País praticava tal acção, e o preço dos carros nesses Países era menor.

Apertado pela Comissão, já há muito tempo, e pela opinião pública do nosso País, o governo, pela mão do Ministro das Finanças, resolveu actuar. Demorou um bocado de tempo, pois que, na anterior legislatura, nunca sentiu necessidade de o fazer, já que podia, queria e mandava. Agora, as coisas mudaram, e a maioria relativa obriga a fazer algumas coisas.

Ora, como disse no início desta crónica, o Ministro Teixeira dos Santos, será tudo, menos incompetente, e com algum esforço, pôs-se a pensar no assunto. Pensou, pensou, pensou tanto que a cabeça lhe ficou ainda mais branca, e descobriu o ovo de Colombo.

Faria desaparecer o IVA sobre o ISV, e aumentava o ISV no mesmo valor. O homem é mesmo um mestre no seu trabalho, e assim, no próximo orçamento para 2010, já esta «coisa» estará devidamente implementada.

A falsa notícia de acabar com o IVA sobre o ISV, é um gato escondido com o rabo de fora, uma esperteza saloia, digna deste governo, a exemplo de muitas outras a que nos foram habituando.

O ACP, tinha-se congratulado com a notícia do fim do IVA sobre o ISV, em comunicado e tudo. Nesta altura já deve estar a preparar um outro.

Os preços dos automóveis vão manter-se com o mesmos níveis de impostos, as vendas dos carros vão continuar a cair, os Portugueses vão continuar a sofrer, e o governo de Sócrates II, O Dialogador, para além de continuar com, pensam eles erradamente, as mesmas receitas, vai deixar de ter aborrecimentos com a Comissão Europeia.

Com amigos desta jaez no governo de Portugal, porque precisamos de nos queixar da crise mundial?

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