Só para ajudar

Nestlé compra leite à família Mugabe. Claro, claro! Já toda a gente sabe que é apenas para ajudar os probrezinhos. Até vou já comprar um chocolate para ajudar.

Soares trata mal as políticas ou as mulheres em geral?

Mário Soares perde a cabeça quando o seu adversário político são mulheres. Desde dona de casa à mulher que lhe ganhou a presidência da Assembleia em Bruxelas até aos mimos com que tentou arrasar e humilhar Manuela Ferreira Leite.

Consevadora, patética, ignorante tudo serve para deitar abaixo quem pode ter muitos defeitos mas que é uma pessoa que todos conhecemos e sabemos quem é. Agora passou a salazarenta num exercício humilhante que só pode ter acontecido porque Soares deu o mote, isto ao mesmo tempo que o PS se apresenta como o campeão da paridade.

É conhecida esta tendência de Mário Soares para ser muito mais duro para com as mulheres políticas do que com os homens políticos, muitas vezes roçando a má criação.

Esperemos que se fique só pelas adversárias mulheres e não pelas mulheres no geral. O que em nada o desculpa, mas que seja assim!

Um vómito – O Louçã e a Drago têm poupanças

Compraram acções, usaram um dos instrumentos do Diabo que eles juram quererem matar. Arreda satanás!

O Louçã parece que tem trinta mil euros e a Ana cinco mil, esta gente é milionária, tão nova e cheia de cheta, valha-nos Deus, como podem eles serem anticapitalistas?

Um dia destes o jornalismo que se pratica no país vai cair em si e ter vergonha, chamar à primeira página uma notícia destas é um vómito, um escarro, só pode vir de jornalistas doentes, dependentes, vergonhosamente ao serviço de quem lhes paga os títulos e as notícias.

Um dia os jornalistas sérios que não atacam pessoas e que seguem as regras da deontologia da profissão, perceberão que ninguem faz pior ao jornalismo que estes vómitos de primeira página. E que só há estes escarros porque, muito convenientemente, a Justiça não existe.

E tomarão nas suas mãos a autoregulação da profissão !

Rendimento mínimo exige trabalho mínimo

Completamente de acordo com Rui Rio. Há muito trabalho social para fazer, desde acompanhar idosos, até fazer limpezas nas ruas, nas florestas, nos jardins, ajudar nas secretarias das escolas, hospitais, museus, creches, juntas de freguesia…

Conforme as habilitações de cada um, perto de casa, de manhã ou de tarde, há toda uma capacidade que deve ser aproveitada e em que todos ganham, incluindo o próprio. Ter uma actividade dá ritmo, torna a pessoa responsável, retira-a dos cafés, do jogo e da sornice…

E, claro, coloca essa pessoa bem posicionada para encontrar trabalho logo que surja uma oportunidade. As ideias simples são as grandes ideias, as que criam soluções para os problemas do dia a dia.

A Social – Democracia Europeia

Há muita gente na Europa que critica o sistema em que vive, vendo nele um conjunto de erros e injustiças sem cuidar de ver as suas qualidades.

A primeira qualidade é que nunca houve antes um sistema que tenha mantido por tanto tempo, tantos milhões de pessoas a viverem em paz, em democracia e com um modelo de apoio à família, à doença e à velhice.

A primeira causa é que este sistema tem assegurado um nível sustentado de criação de riqueza que mais nenhum outro conseguiu. Ora, este nível de criação de riqueza tem permitido que todos os cidadãos, melhorem o seu nível de vida, embora com profundos desequilibrios. Mas, no essencial, a vida das pessoas tem melhorado mais nos últimos cincoenta anos que nos dois séculos anteriores.

Este sistema conseguiu criar uma rede de segurança social que abarca milhões de pessoas, os mais desprotegidos, uma rede pública universal de escolas que assegura a educação básica para milhões de seres humanos que sem isso se manteriam na ignorância e escuridão do conhecimento e, providenciou, uma rede universal de cuidados médicos que assegura saúde a milhões de pessoas que há cincoenta anos morriam por não terem água tratada.

Imperfeito, injusto e sem conseguir criar igualdade de oportunidades para todos, o sistema capitalista, como forma de criar riqueza, não tem paralelo, pelo que enquanto não aparecer um modelo de sociedade que consiga manter este nível de vida, nunca será substituído. Pode e deve ser aperfeiçoado, mas não pode ser substituído, pelo simples facto que ninguem está disposto a regredir no seu nível de vida. É uma falácia dizer que bastaria uma melhor repartição da riqueza para que a pobreza fosse erradicada. Sendo verdade, em termos puramente teóricos, a verdade é o que se vê, até aqui com os nossos concidadãos a quem são atribuídos subsídios .Não saem da miséria, porque a miséria não é só a falta de condições materiais é tambem, e talvez ainda mais, a falta de educação e de conhecimento que duram séculos a chegar a todos.

Sou reformista, no sentido que quero partir de uma base sólida para um patamar mais elevado, à custa de mais e melhor justiça social, mas dentro de um quadro onde coexistam o Estado de Direito, a economia social de mercado e a democracia de tipo parlamentar.

PS: ao meu caro amigo e aventador Adão Cruz a quem reconheço um elevado sentido solidário e humanista.

O povo das Honduras aos golpistas: têm-nos medo porque não temos medo

Têm-nos medo porque não temos medo

Nas Honduras não aconteceu nada, só um golpe de estado sem importância

A esquerda anti-democrática aos sábados, domingos e feriados, descansam o resto da semana

O episódio do periódico Sábado, que resolveu tirar de um denominado blog de esquerda as pessoas de esquerda que lá andavam, não me parece ter nada de inovador. Nem será tão grave como isso. Bem vistas as coisas é de esquerda quem quer, e de direita quem o invoca.  Sócrates descobriu-se agora de esquerda, o que além de algumas gargalhadas faz parte do seu legítimo direito à liberdade de expressão.

Já quanto ao ser-se democrata a conversa é outra.

Normalmente para encontrar um representante da “esquerda autoritária” procura-se um daqueles rapazes sempre ávidos em defender o capitalismo chinês ou o feudalismo norte-coreano.  Pelos lados do tal sábado encontraram Tomás Vasques, paladino nacional da causa pinochelitizadora nas Honduras:

Hoje chegou a notícia de um «golpe de Estado» nas Honduras, acontecimento «pouco apropriado» nos dias que correm, apesar das tradições latino-americanas. Os militares foram ao palácio presidencial e levaram o presidente, Manuel Zelaya, eleito em 2005, pelo Partido Liberal, depositando-o, literalmente, na vizinha Costa Rica. Mas estas «histórias» nunca são lineares. Manuel Zelaya termina o seu mandato este ano e a Constituição hondurenha não lhe permite a reeleição. Mas ele não estava de acordo com a Constituição. Estorvava-lhe o projecto de poder pessoal. E tentou, contra o partido pelo qual foi eleito, contra o Congresso, eleito democraticamente, e contra o Tribunal Constitucional, um «golpe de Estado» à Chávez, com o qual começou a ter estreitas relações desde 2007, e que o inspirou a realizar um referendo que o perpetuasse no poder. Em boa verdade, os militares hondurenhos, hoje, ao contrário do que escrevem os jornais, foram protagonistas de um «contra-golpe» e não de um «golpe de Estado». A via chavista para a ditadura nem sempre funciona.

O facto de tudo isto ser completamente mentira, e desmascarado como tal por toda a comunidade internacional (pelo menos em palavras, que em actos não é bem assim), não tem importância nenhuma. Se Chavez está dum lado, o Vasques está do outro. Está deste lado:

Pedro Magdiel Muñoz Salvador, hondurenho torturado e assassinado pelos golpistas.

Pedro Magdiel Muñoz Salvador, hondurenho torturado e assassinado pelos golpistas.

E fica a matar, no tal blog de esquerda.

Um novo partido morto

Apareceu agora em forma de novo o “velho Pro vida” !

Está contra o aborto, contra o preservativo, contra os casamentos entre homossexuais, contra a eutanásia, não será este o tal “Partido do contra” de que ouvi aqui falar?

O que me chateia é que para eles serem “pro vida” eu terei que ser “pro morte” o que é uma coisa longe da verdade, eu não penso como eles porque estou convencido que o que defendo é a bem das pessoas e das suas vidas.

Ser pro vida é ser a favor das pessoas e da vida? Nem por sombras e não vale a pena relembrar os argumentos que já foram esgrimidos e que são maioritários na sociedade.

O nome que utilizam é discriminatório e injusto, porque coloca os seus mentores no lado da vida e, os que não pensam como eles no outro lado, que é um lado onde ninguem quer estar. O lado da morte!

Se um aborto não se faz em condições sanitárias e médicas e morre a mãe, é pro vida ?

A eutanásia que apenas apressa a vinda “da maldita” e evita tanto sofrimento, é pro morte?

Eu não gosto do nome destes senhores e senhoras, acho mesmo que é contra a constituição .Não podem catalogar-me pelas minhas ideias, atirando-me para o inferno.

Estas senhoras têm “papel passado” por Deus para decidirem o que é vida e o que é morte?

Não deixam casar a Helena com a Tereza

Parece que a Constituição diz que toda a gente é igual perante a Lei. Mas o Código Civil diz que o casamento só pode ser entre um homem e uma mulher.

Temos, assim, a Helena e a Tereza sem poderem casar embora já vivam juntas, e já usufruam de todos os direitos de quem está junto e casado.

Enquanto o PS e o BE não se decidirem a perder votos, aprovando uma lei que ultrapasse a coisa, e é por esse medo que ainda não avançaram, apesar dos ameaços, eu se fosse à Helena e à Tereza continuaria a viver junto .

Porque tudo o que é importante já elas têm, são jovens e giras, amam-se, têm a protecção patrimonial necessária e os direitos de quem já está casado. Esperarem pelo PS não é boa ideia, recorrerem à UE tambem não, custa muita massa (embora aqui os activistas ajudem) e vão andar a vida inteira envinagradas.

Os votos de vencidos de dois dos conselheiros do Tribunal Constituicional é uma porta aberta muito importante e tudo indica que será uma questão de tempo, mas com o PS no estado desgraçado em que está eu se fosse a elas comtinuaria a viver junto e a ser feliz.

Não é isso que importa?

13º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa

Entre 18 e 26 de Setembro, o Cinema São Jorge anuncia como filme de abertura “Morrer como um homem” de João Pedro Rodrigues.

Vamos (salvo seja) ter um Espaço da Memória, que celebra sete efemérides da cultura queer (alguem me diz o que é isto?) através de concertos, leituras de poesia, sessões de cinema, conversas com várias personalidades ou desafios ao público.

Ainda acolherá uma exposição ” Shocking Pinks” com vários artistas plásticos portugueses.

Espero não dar a barraca que dei há uns dois anos quando calmamente fui ao São Jorge beber um café para ver a reabilitação do edifício e só me dei conta do resto do pessoal, quando já não podia recuar.

Portei-me à altura embora fosse a curiosidade comum. No vestir, na idade, no comportamento. Ninguém me tratou mal embora eu temesse que alguem podia olhar para a minha presença como provocação. Não, correu tudo bem, andei por ali a ver e a ouvir.

Afinal a rapaziada gay não faz mal a ninguem ! Mas não me converti, está bem?

O retrato da pobreza após 11 anos de governos PS

“Estou satisfeito comigo mesmo” diz Sócrates. Parabéns!

1- Seis milhões de portugueses ( mais de metade da população) vivem abaixo do que a Europa considera o limiar da pobreza.

2 – Um terço não tem dinheiro para aquecer a casa no inverno

3 – A esmagadora maioria ganha muito menos do que o “ordenado de pobreza ” espanhol

4 – O cenário vai agravar-se ao longo dos próximos 8 anos.

5 -Mais de um milhão de pessoas não tem dinheiro para comprar os remédios que os médicos receitam

6- Há nove milhões e vinte mil portugueses que ganham menos que os antigos 300 contos. E meio milhão de desempregados.

7- Comparados com os países europeus que usam o Euro como moeda os portugueses estão abaixo de todos os seus vizinhos.

8- A taxa de esforço que é exigido ao cidadão comum para pagar os bens essenciais é a maior para os portugueses. Por exemplo um litro de leite em Portugal custa o mesmo que em Espanha, mas os espanhóis ganham muito mais.

9- O estudo do ISCTE que estou a seguir revela que 59% dos portugueses recebem menos de 900 Euros /mês.

10- Na habitação o esforço financeiro exigido aos portugueses é o dobro do exigido aos espanhóis.

E o pior é que tudo isto se vai agravar no futuro com as políticas que metem o dinheiro nos bancos e nos grandes grupos económicos, que não apoiam as PMEs, que enterram dinheiro em obras públicas desnecessárias , nos contratos tipo “contentores de Alcântara”, nos concursos públicos substituídos por ajustes directos aos amigos, no Estado cada vez maior e mais gastador.


Gays dadores de sangue -processo de decisão

A abordagem a estas questões dos homossexuais coloca-se sempre em termos de discriminação. Esta é a forma mais simples de afastar argumentos, porque coloca de imediato os homossexuais na posição do “coitadinho que esta a ser discriminado”.

Depois adianta-se que um processo assente numa análise custo/benefício não passa de economicismo. E em vez de se aplicarem modelos estatísticos na tomada de decisão, vai “tudo para o molhe e fé em Deus”. Acresce que não há base nenhuma médico-cientifica nesta tomada de decisão quanto à maior ou menor probabilidade de transmissão. Não se afastam os homossexuais por serem mais promiscuos ou por terem maior incidência de doenças sexualmente transmíssiveis. Afastam-se porque se sabe que há um certo número de casos que podem ser evitados com um procedimento seguro, barato e não colocando em causa as necessidades de recolha.

Por isso os meus amigos e amigas, deveriam perceber pelas tomadas de posição que tenho em relação aos homossexuais que nada tenho contra os homossexuais, e que não vale a pena insistir com argumentos que não vêm à colação. Eu não me basiei em nenhum argumento que credibilize os argumentos com que me brindaram.

O que eu disse e repito, é que numa tomada de decisão (que tem regras, já agora, porque se não tivesse seria discriminatória) o mais seguro, mais fácil e mais barato é afastar “de principio” um grupo de pessoas que se sabe, com a certeza absoluta, que tem X casos positivos e que o seu número(do grupo afastado) não coloca em risco as necessidades de recolha de sangue.

Há outros grupos de pessoas que são afastadas “por principio” como sejam as que sofreram transfusões, padecem de certas doenças, tomam determinados medicamentos e as que têm menos de 18 anos e mais de 65 anos.

A aplicar estes principios aos 5/6 milhões de pessoas restantes(afastá-las de principio) desde logo se percebe que não restariam dadores, e por consequência, sangue!

É só uma razão estatística, sem juízos de valor, sem discriminação, sem preconceitos…

Os gays não devem doar sangue

Estou completamente de acordo que os gays sejam impedidos de doar sangue. Como estaria de acordo se os casados promíscuos fossem impedidos, ou os solteiros com várias namoradas, ou quem, por uma vez que fosse, não tivesse utilizado o preservativo.

Não é uma questão de discriminação. É uma questão de segurança.

Se fosse possível isolar comportamentos de risco individuais seria por aí o caminho, mas não é possível. Mas é possível definir grupos onde a prevalência é alta, tão alta como noutros grupos, mas alta.

Todos os grupos de pessoas que pelas suas características possam ser isoladas, contribuem de uma forma fácil, simples e segura de diminuir a probabilidade de transmissão, mesmo que isso acarrete injustiças várias. Para o grupo e para os individuos!

Não é possível fazer o mesmo com o resto da população, mas a ser possível, devia fazer-se em nome da segurança. Sem juízos de valor pelas suas opções de vida.

Diminuir a probabilidade de transmissão é o objectivo, tem que ser o objectivo, das autoridades de Saúde. É preciso não esquecer que com a diminuição probabilistica de transmissão, procura-se não só o despiste do HIV mas tambem outras doenças como sejam as hepatites, estas com elevada incidência entre os homosexuais.

As autoridades de Saúde não podem seguir outro caminho que não seja diminuir a probabilidade de transmissão. Se fosse possível fazer rastreio prévio a todos os dadores seria obrigatório esse procedimento, em nome da segurança.

Isolar grupos, diminuindo as probabilidades de transmissão, é procedimento obrigatório de segurança, não tem a ver com discriminação. Com este procedimento controlo 500 000 pessoas ? número irrelevante para as necessidades de colheita, e afasto de certeza absoluta, vários casos de comportamento duvidoso individual. Um que fosse, já teria valido a pena.

Não posso fazer o mesmo a 5 000 000 de pessoas casadas sob pena de não ter “massa crítica” de colheita!

É só uma questão de bom senso!

Cheira-me a papel rasgado!

A Manuela Ferreira Leite quis dar uma nota acima do seu registo e saíu-lhe um “rasga” que tem sido mote para muita conversa.

O Engº Sócrates já tirou a conclusão que o PSD vai retirar os apoios sociais aos mais pobres e aos desempregados. Como se isso fosse possível!

Mas isto recorda-me uma deliciosa estória que se contava na minha juventude, acerca de uns bravos que se tinham enredado nos prazeres do teatro. Numa das cenas a D. Inês de Castro, rodeada pelas suas aias esperava pelo seu amor D. Pedro. Nisto entra um fogoso paio com uma carta, que dá a ler a D. Inês, que muito exaltada, a manda destruir.

Aqui, o nosso paio devia queimar a carta mas, para grande desespero de todos, tinha-se esquecido da tocha para lhe pegar o fogo. A D. Inês percebe o problema e tem uma saída genial para a situação. E grita, rasga-a antes que D. Pedro saiba do que seu pai, El-Rei de Portugal, é capaz!

Rasgada a carta, entra em cena D. Pedro que furibundo, grita:

Cheira-me a papel rasgado!

Enfim, o espectáculo, que era um drama, deu numa gargalhada geral.

Apoios espontâneos

O último grande apoio espontâneo foi a João Soares. Perdeu, claro!

Estes apoios previamente anunciados e ao mesmo tempo espontâneos, têm que se lhes diga. No caso ainda mais, pois desta vez quem se vai manifestar são os “velhinhos” agradecidos das redes sociais.

Isto é de uma indignidade que raia o absurdo. O que poderemos pensar de um governo, ou amigos de um governo, que querem levar os idosos a agradecer as condições que, na sua magnidade, o governo lhes oferece?

A lógica é do mais rasteiro que possa haver. A caça ao voto de pessoas diminuídas, dependentes, a quem se mostra que vivem da “bondade” de um governo, como se não estivessem a usufruir de um direito.

E mostra outra coisa. Sócrates e o PS estão muito, muito atrapalhados quanto ao resultado das eleições.

Mas não vale tudo!

Madoff para Caxias…

Então nós vamos receber pessoal que está em Guantanámo, que nem sabemos se deitaram abaixo alguma coisa digna e deixamos de fora uma sumidade que deitou abaixo o sistema financeiro americano?

Mas qual é o critério ? Somos sempre assim pequeninos porquê ?

O mundo vai alguma vez saber que temos Caxias, a prisão mais livre do planeta, se não importarmos o Madoff ? Naqueles intervalos de recreio, em que alguns deles se esquecem de voltar, o Madoff é um gajo seguro ! Foge para onde se já está na prisão mais livre do Mundo? Para ser engaiolado por aqueles sacanas que lhe atestaram 150 anos de prisão? O homem até nos vai deixar metade da massa para criarmos mais uma fundação!

Agora os piolhosos de Guantánamo ? O que é que ganhamos com isso, em os ter cá? E se fogem, que é o mais certo porque estes gajos nunca agradecem as condições divinais que lhe são oferecidas, como é o caso em Caxias ? Vamos ter o Mundo a rir-se da nossa pra-frentex organização prisional ?

E, depois, Madoff tal como o juiz esclareceu, pode mesmo ser um exemplo para os nossos financeiros e juízes.

Vai um abaixo assinado ?

Da minha janela vejo os "posts" dela…


Escrevo os meus “posts” no meu escritório que tenho em casa. No fundo da casa e a mais pequena das divisões, tem uma janela, paredes cheia de quadros (comprados na rua) nas viagens que tenho feito por esse mundo.

Uma estante cheia de livros não lidos, uma colecção de moedas não arrumada e um armário cheio de roupa de onde vou tirando peças que já não cabem na minha barriguinha da felicidade. Uma “sapateira” (não sei se é assim que se diz ) onde arrumo os sapatos e que não serve para mais nada, embora pareça um móvel e tanto. Uma estante onde arrumo umas colecções de livros e que escondem vinhos, wiskies e outros pecados que não estou para revelar aqui.

A secretária onde escrevo os “posts ” está rodeada de duas cadeiras que, segundo o meu filho, são notáveis e a que ele dá uma importância deveras curiosa. Ele comprou-as e eu paguei-as. Neste escritório pobre e desarrumado entra de vez em quando a D.Emília, que está cá em casa há trinta anos e que para meu desespero atira tudo para o lixo. Principalmente, o que está à vista, pois é a única maneira de não as perder. A D. Emília acha que se não estão guardadas é porque não servem e como tal, lixo com elas!

O mundo que eu vejo da minha janela é um mundo variado e curioso. Tenho a sorte de viver numa casa que tem a casa mais próxima a 50 metros, na frente e na traseira, dois largos portanto, com árvores, relva e pássaros, pombas e cães a urinar com as respectivas donas. De vez em quando os cães aparecem com novas donas. Se forem de idade é porque as anteriores morreram, se são novas é porque se divorciaram. E, neste caso, há que ter redobrada atenção.

Na casa em frente mora um (uma?) curioso que me espreita com um binóculo assente num tripé, e que já teve o desplante de me enviar um feixe de “raio lazer” vermelho, um ponto apenas que me persegue dentro de casa.

Não sei o que fazer ao ponto vermelho. Vocês sabem?

Ainda e sempre as crianças. Quem responde pelos crimes?

A menina de Torres, a Esmeralda, estava feliz com a sua família. Os vizinhos, a professora, a própria menina, dizia-se feliz. Só havia um problema entre adultos. Aconteceu esta coisa inexplicável. A miúda andou em bolandas e tiraram-na da família , da sua casa, da sua vizinhança, da sua escola, dos seus amigos .
A miúda Russa, Alexandra, estava num ambiente conhecido, onde a sua vizinhança, os seus amigos , a sua familia a faziam feliz e onde poderia ser sempre ajudada. Não senhor, mandaram-na para um país distante, sem conhecerem o ambiente, as pessoas, a vizinhança. Interessaram-se pelo problema dos adultos não pelo interesse da criança.
As crianças de Pinhal Novo, tragicamente mortas num incêndio , numa casa miserável.
Entregues a uma família disfuncional, com cinco filhos e sem qualquer capacidade económica para os criar , a viverem na miséria. Conhecemos hoje as condições familiares, financeiras e de disfunção social a que as crianças estavam sujeitas.
Pergunto: alguem acha que as condições para as crianças serem felizes estavam reunidas?
Entregues a uma mãe com cinco filhos, com um companheiro que não é o pai das crianças, com familiares toxicodependentes, todos a viverem na miséria.
E, no entanto, as crianças acabaram vítimas inocentes destas condições!
Os serviços que referenciaram as crianças conheciam os pressupostos da sua decisão?
Se não, devem de imediato serem despedidas!
Se sim, devem de imediato serem accionadas em Tribunal!
Afinal quem é que responde por estes crimes sem nome?
Nuns casos retiram as crianças de ambientes estáveis e , no outro, entregam-nas a um ambiente completamente degradado ?

50 milhões de Americanos sem direito a cuidados de saúde

É inadmíssivel, diz o Presidente Obama, que 50 milhões de pessoas não tenham seguros de saúde, nem acesso a cuidados médicos !
A reforma não é um luxo é uma necessidade ! Preciso da vossa ajuda médicos, para os americanos vocês são o sistema de saúde, diz ainda Obama.
O custo do sistema de saúde é uma das maiores ameaças para a economia. Tem um peso significativo nas contas das famílias e das empresas. É uma bomba relógio para o orçamentto federal.
Sublinhou ainda que as despesas de saúde compradas a preços demasiado altos contribuíram para a falência das construtoras automóveis GM e Chrysler.”Se não agirmos já, acabaremos todos como a GM : a pagar mais, receber menos e na falência.”
Os EUA gastam 50% mais por pessoa do que o segundo país com maior despesa na saúde. “Mesmo assim, temos cada vez mais cidadãos sem seguro, a qualidade tem-se deteriorado e a população não está mais saudável!
Uma das ideias da Casa Branca é criar um Plano Público de Saúde que sirva como opção para a população que não tem condições para comprar seguros de saúde!
E o que dirão disto os nossos liberais blasfemos e quem quer destruir o nosso SNS?

Uma mãe em greve de fome

Que a criança tenha sido protegida estes dois anos no Refúgio Aboim Ascenção, enquanto as condições familiares se iam reunindo, parece ter sido uma boa medida. Compreende-se mal que reunidas essas condições a criança não seja devolvida à mãe e à família.
A mãe tinha na altura 13 anos, hoje tem 15 anos, deixou de estar referenciada pela Segurança Social. O pai da criança perfilhou o filho e vive com os pais que dizem nunca terem sido ouvidos pelos serviços. E tambem reclamam o bébé.
Inexplicavelmente, o entendimento é que é muito dificil que uma decisão destas de um Tribunal venha a ser revogada.
Mais uma vez o superior interesse da criança não é o o bjectivo final. Se a criança tem uma família com as condições suficientes e que dão garantias, não há que hesitar.
A criança deve voltar para o seio da sua família, devidamente enquadrada pelos serviços sociais.
Pese, embora, o extraordinário trabalho do Refúgio nada nem ninguem substitui, com vantagem, a família!

Dois Estados e uma só Jerusalém

O que quiz dizer, na verdade, o Primeiro Ministro Israelita com a declaração de que aceita a existência de um Estado Palestiniano?
Precisamos de saber o que é um Estado. É um território e um povo, política e juridicamente organizados!
Ao aceitar a existência de um território está tambem a aceitar a existência de um povo e a sua organização politica e jurídica? Desde logo ressalvou que só aceitaria um Estado desmilitarizado, o que implica que o povo Palestino fique à mercê do próprio Estado de Israel.
Depois explicou que os colonatos existentes se manteriam e deixou no ar a possibilidade de se expandirem. Está a fixar um território. E aceitará uma organização política e jurídica diferentes das que existem em Israel?
E quanto a Jerusalém? Dois Estados, uma só capital? Se sim, com controlo internacional?
Como se percebe Israel entreabriu uma porta que vai durar muito tempo a abrir e muito trabalho a manter aberta.
Foi um passo em frente, dirão os optimistas.Não ofereceu nada, dirão os pessimistas.
Uma coisa é certa. Um território e um povo, mesmo que não sejam um Estado, não desaparecem do mapa, por mais bombas que se usem.
E, perante a força de Obama e o seu discurso sensato, Israel por uma vez, não pode fazer de conta que não ouve.

Imigrante de luxo e imigrante no lixo

Hoje, lêem-se no ‘Público’ notícias de vidas antagónicas de dois imigrantes em Espanha: numa, Cristiano Ronaldo, futebolista, é destacado em metade da 1.ª página, com o anúncio de vir a ganhar, no Real Madrid, 30.000 euros por dia; noutra, com destaque na última página e desenvolvimento na vigésima, é noticiado que o patrão atirou para o lixo o braço decepado por máquina, do desventurado imigrante indocumentado, boliviano, Franns Vargas, de 33 anos – era padeiro na zona de Valência, trabalhava 12 horas por dia e auferia 700 euros por mês.  

Estes dois casos de imigração, um de luxo e outro de lixo, têm por cenário Espanha. Porém, em minha opinião, poderiam ter lugar em qualquer outra sociedade actual, sob o manto do capitalismo sem ética, que semeou a crise mundial e varreu das cartilhas políticas valores e referências essenciais do mais elementar humanismo.

Os traços de boçalidade com que CR(7?) se costuma exibir constituíam, para mim, tiques suficientemente abjectos para nutrir por ele, como homem e futebolista, a admiração parecida à  que dediquei a Luís Figo, Rui Costa, ou Vítor Baía. Mas, valha a verdade, não é a Cristiano Ronaldo que tenho de imputar culpas de tremenda injúria social, mais condenável ainda na conjuntura de profunda crise em que o mundo inteiro está submerso. Ele, Kaká, e tantos outros não são responsáveis por, ao final de um dia, auferirem até 43 vezes mais do que um humilde imigrante, com 12 horas de trabalho diário, ganha durante um mês. Isto, não estabelecendo comparações com cerca de 5.000.000 de cidadãos que, em Espanha, estão no desemprego e “desfrutam” de rendimento nulo ou pouco acima do zero.

Do obsceno futebol actual, de que gradual e aceleradamente me tenho afastado, chegam exemplos similares de todas as latitudes, com a Europa no topo. Tornou-se tão frequente como repelente a associação espúria entre o futebol e o mundo de negócios obscuros. Florentino Perez, à semelhança de dirigentes de clubes portugueses, é um empresário do sector imobiliário. Inclusivamente, segundo o ‘Público’, já tentou a política. E falhou. Felizmente, acrescento eu, e assim deveria acontecer com Sílvio Berlusconi e gente do género, a quem a sociedade actual concede o privilégio de cometer crimes sociais graves, em conjunto com padeiros e outros artesãos pelo meio.

Deste futebol não quero, obrigado. Os autores da imensa ofensa à justiça social, padeiros incluídos, deveriam ir direitinhos à lixeira. De resíduos não recicláveis, acentue-se. Não fosse o Diabo tecê-las.

sexo e lei

Já muito se falou (e fala) sobre a homossexualidade. Fala-se de todas as perspectivas possíveis e imaginárias, de todos os pontos de vista e até já vi tratar-se a homossexualidade como um fenómeno demográfico importante, como se de uma medida anti-concepcional se tratasse.

Ora, estava eu aqui a ouvir a banda sonora do “Laranja Mecânica”, obra que conta a participação das músicas electrónicas desse pequeno e desconhecido génio Walter Carlos (agora Wendy Carlos) e lembrei-me! Então e os transexuais? A transexualidade também é um impeditivo ao casamento? Ou nem sequer é considerado? Quais os seus direitos legais? Estão contemplados na lei? Será que existem leis? Eu sou do sexo masculino, mas porquê, se nem no meu bilhete de identidade está definido? O que é legalmente o “sexo” ou o “género”? Quem o define?

A Associação ILGA Portugal ajudou-me a perceber um pouco melhor esta questão:

“A lei portuguesa não contém qualquer referência explícita à situação das pessoas transexuais, situação que se está a tornar cada vez menos frequente, a nível internacional. A tendência tem sido de se legislar sobre a matéria, de uma maneira favorável à condição da população transexual, como o demonstram as recentemente aprovadas Gender Recognition Act (2004, Reino Unido) e Ley de Identidad de Género (Espanha, recentemente aprovada pelo Parlamento, e à espera de aprovação pelo Senado). Também não contém uma definição do que é “sexo” ou “género”. Contudo, adopta as características somáticas de cada um dos sexos, masculino ou feminino para, por exemplo, permitir a celebração do casamento civil (artigo 1577º do Código Civil). Assim, o nosso ordenamento jurídico pressupõe uma noção bipolar do sexo, sem intermédio, ou meio-termo, mas não define as expressões “homem” e “mulher” em preceito algum.

A classificação de uma pessoa como sendo homem ou mulher resulta das menções constantes no assento de nascimento, lavrado em geral pelos pais, os quais se baseiam nas informações médicas resultantes da observação dos órgãos genitais da/do recém-nascida/o. Assim, um dos requisitos específicos do assento de nascimento, exigido pelo Código de Registo Civil (CRC, Decreto-Lei n.º 131/95 de 6 de Junho), é o da menção do sexo do registando (CRC, art. 102º nº1b). A esta informação deve também ser acrescido o nome da pessoa que, diz a lei, “não deve suscitar dúvidas sobre o seu sexo” (CRC, art. 103º nº2a), e que, por si só, a identifica, perante a sociedade, como pertencendo ao sexo feminino ou masculino.”


Pelos vistos não fui só eu que tive dúvidas sobre o “sexo” ou o “género”. Enfim, coisas simples tornadas complexas.

Berlusconi público/privado

Até onde se deve ir para apanhar um mentiroso? E ainda por cima um mentiroso que é Primeiro Ministro e um dos homens mais ricos de Itália?
Um homem poderoso que controla grande parte da comunicação social no país. É legítimo que para fugir a este controlo se encontre refúgio num jornal de outro país, longe da censura?
Pessoalmente, acho que é completamente legítimo fazer tudo para fugir à bota cardada da prepotência e da arbitrariedade!
E, quanto ao fotografar doces e jovens donzelas, ao sol, junto de uma piscina, acompanhadas por homens de meia idade em pelota numa quinta privada?
Se fosse eu que sou de meia idade, mas não ando em pelota e não tenho piscina, achava mal. Mas assim acho bem !
O Berlusconi não é aquele tipo muito incomodado com a prostituição, sempre de braço dado com o pequeno mas muito poderoso Estado vizinho, no que diz respeito ao aborto, à eutanásia, à imigração, aos gays ?
Só é pena é não lhe terem tirado uma foto em plena função, não vá ele dizer que “estavam a banhos…”

Ainda a criança Russa

Conhecer o ambiente em que uma criança vive, aquilatar do seu bem estar, ouvir da própria menina o seu querer, tudo coisas que podem (podiam) ser feitas.
Falar com os seus pais adoptivos, com os vizinhos, os seus amigos, a sua escola, o seu professor. Tudo geograficamente perto, uma criança referenciada, técnicos do Estado que conheciam e falavam com a criança.
Como é que tudo isto é trocado por uma Rússia distante, por um país cuja língua a criança não fala, por uns pais que a deram para adopção, por um ambiente oposto ao que a criança conhecia , gostava e estava habituada?
Só se percebe uma decisão destas porque o superior interesse da criança não prevalece na Lei.
Nestes casos os adultos, pais biológicos e adoptivos, técnicos, segurança social, juízes só têm um direito.Ser chamados a encontrar entre si e defender o que é melhor para a criança. Não pode haver outros direitos.
Ninguem tem o direito de tirar uma criança do ambiente em que é feliz!
Com o caso da miúda de Torres vieram à superfície sentimentos e emoções absurdos. Pareciam claques de futebol, a tomar partido por uma das partes. Ora, nestes casos, só há uma parte.
A criança!

Comentário genial ao João Galamba

Na Jugular, diz o comentador Rui Lima:
«Diferença abissal entre o BPN e o Freeport:
BPN – dinheiro privado!
Freeport – dinheiro público!»
O João Galamba tem razão. Não há analogia possível!
PS: É preciso ler os textos “Vamos Brincar às Analogias” e ” BPN e Freeport, alegadamente diferentes”.

Voto obrigatório ?

Lembro-me que há muitos anos o Prof Freitas do Amaral avançou com esta ideia. E lembro-me porque foi uma das viragens mais consistentes na orientação que passei a dar ao meu voto!
Em Freitas do Amaral nunca mais votei.E no CDS tambem não.
Agora Carlos César, lá da bruma que envolve a sua cabeça medíocre, vem com a mesma conversa. Sempre que percebem que o votante não está para os aturar a tentação é grande. Dentro de cada um de nós há um ditador, e os políticos têm uma tentação maior. E perigosa!
Como muitos já disseram, no dia em que o voto for obrigatório nunca mais voto. Não votar é uma manifestação de voto como as outras opções.De igual valor. Um homem um voto. Faço do meu voto o que bem entender.
Os cidadãos têm que estar conscientes que a tentação de lhes tirar a liberdade, nestas coisas que parecem pequenas, é o ínicio para tentações maiores.
Já temos aí o “chip” para os automóveis, uma medida gravíssima para a nossa privacidade!
Vou voltar a este negócio (para alguns) de nos querem tirar a privacidade!

Boche é brom *

* Ary dos Santos

Sempre que se fala em procriar a reacção é como se isso nada tivesse a ver com ” fazer sexo “. Mas a verdade é que procriar é o resultado de ” fazer amor ” (expressão bem bonita!)
Se fazer sexo tivesse sempre que resultar numa criança, isto ficava superlotado, como se vê com os Chineses. Nada disso. É muito importante fazer sexo como diversão e prazer, factor de aproximação entre o homem e a mulher, e é muito melhor do que ir ao ginásio.
Pessoalmente deixa-me distendido, baixa-me a tensão arterial, durmo como um anjinho e desperta-me um carinho imenso pela parceira.
Dizer que o casamento é só para procriar nem se aguenta numas contas de somar e multiplicar. Fazer sexo três vezes por semana x 52 semanas dá 156 quecas . Como a mulher grávida durante nove meses, não torna a engravidar, temos que um filho por ano seria o resultado de tanta labuta.
Restariam, pois, 155 quecas só para o prazer . O que, convenhamos, é muita queca. Não se percebe assim, tanto escarcéu com a questão de procriar, como se impedisse o prazer sexual.
Outra coisa bem diferente são os casamentos entre homens e entre mulheres. Aí é sempre para a diversão, do que não vem mal nenhum ao mundo !
Mas não vindo mal nenhum pode ter resultados lixados, como este de sermos ultrapassados pelas comunidades mais profícuas! E, cá para mim, todos iriamos perder com isso, muito especialmente os nossos amigos gays , como se pode ver pelo texto do Adalberto aqui no aventar!
Se o r está a puxar por mim aqui fica a minha grande convicção, para que não hajam dúvidas.
Boche é brom!

SNS / Saúde Privada

Esta questão é fatal como o destino.Os hospitais privados estão a enviar para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde os doentes com patologias que requerem cuidados continuados e mais caros.
Os hospitais privados tratam os doentes até ao limite do Seguro de Saúde do doente. A partir daí o SNS que pague!
Este procedimento pode ser abordado por vários ângulos.
Antes de tudo como é que um hospital interrompe um tratamento a meio, gerando graves prejuízos para o doente sem que seja demandado juridicamente? É, óbvio, que em caso de doenças prolongadas, como o cancro, o hospital sabe à partida que o tratamento não se acomoda no limite do seguro. No mínimo, seria de não aceitar esses doentes, canalisando-os de imediato para o SNS.
Depois, é tambem incompreensível que o SNS, perante um doente titular de um seguro não se faça pagar ao abrigo da apólice.Quem não tem apólice de seguro não tem que pagar nada no SNS, como é evidente.
Para os que consideram que o SNS devia dar espaço à Saúde Privada, ficam a perceber, com esta realidade, que no mínimo, SNS/Saúde Privada são complementares, e com grandes vantagens mútuas.
A Saúde Privada alivia a pressão sobre o SNS, principalmente, em cirurgia e nas patologias agudas mas este, alívia a pressão sobre aquela, em tudo o que não dá lucro e que, pelo contrário, é um gigantesco custo social.
Quem julga que a Saúde Privada pode tomar o lugar do SNS tem aqui este exemplo ! Dirão que o Estado deveria ser “financiador” e não “prestador” de serviços .E os que acreditam no papel social insubstituivel do Estado, dirão que num país pobre e desigual, o SNS é um factor poderoso de inclusão social !
Lembro-me sempre que nos USA há 40 milhões de pessoas que não têm cobertura de saúde!

A Criança Russa e a Justiça cega

Nos casos de crianças em que se coloca a questão de opção entre “os pais adoptivos” e “os pais naturais” há uma faceta muito comum.Os Tribunais perante uma criança em ambiente afectivo estável decidem pela saída da criança desse ambiente !
Claro que há outras questões a ponderar mas o bem da criança deve prevalecer. Se está num ambiente afectivo, onde é feliz, o Tribunal e as partes interessadas têm que encontrar soluções sem estragar o que há de bom! O ambiente onde a criança se sente feliz!
Nestes casos, só existe o Direito da criança, não existem direitos de pessoas que ainda por cima dizem que querem o bem da criança. Se amam a criança a primeira prova, disso mesmo, é encontrarem soluções que defendam o que há de mais importante para a criança. O lar onde vive, a sua escola, os seus amigos, o seu bairro.
É incompreensível, que um Juiz (que pode observar “in loco” o bem estar ou o mal estar da criança ) tome uma decisão que, no mínimo, é de risco e diria “ás cegas” ! Conhece, o juiz, o ambiente para onde foi esta criança Russa? As pessoas com quem foi viver ? O que leva um juiz a trocar o conhecido pelo desconhecido?
A Justiça deve ser cega mas não os senhores Juízes a quem cabe tomar decisões que vão determinar a vida de uma criança para sempre!